Entre Tapas E Beijos
33 Na mira de um psicopata parte 2
Notas iniciais
POV Bruno
Desde que o depoimento do Roberto começou a ser coletado, os policiais e investigadores amigos do meu pai já começaram a vasculha, qualquer palavra do dele era uma pista para achar a minha loira. Mas os policiais não deixaram eu nem o Guilherme ficar na sala, então ficamos do lado de fora, aguardando uma resposta, foi quando meu pai e o resto da equipe saíram em disparada de lá, e eu fui atrás deles.
Bruno: Ei ei ei Pai, onde vocês vão?
Ovaldo: Acho que descobrimos o cativeiro.
Bruno: Eu vou junto!
Ovaldo: Não Bruno você não pode ir.
Bruno: Por favor, pai, não me impeça.
Ovaldo: AAAh vamos logo.
As viaturas saíram, foram mais ou menos umas cinco, o Guilherme voltou para a casa da Alice, ele precisava ficar com ela, pois ela estava muito nervosa, afinal todos nós estávamos. Entramos na floresta, e chegamos à tal cabana, eles ficaram em posição, invadiram o lugar, mas não me deixaram entrar, e por final ela não estava lá.
Policial: Nada doutor, a refém não esta ai.
Delegado: AAH! MAIS QUE DROGA! Nenhuma pista?
Policial: Nada. Você mentiu para nós rapaz? –ele apontou uma arma para o Roberto.
Roberto: Não! Eu juro que não.
Enquanto eles tentavam tirar alguma coisa dele, eu entrei na cabana, procurei alguma pista em todo o canto, foi quando eu vi a correntinha dela no chão, a correntinha que eu havia dado para ela.
Bruno: Fatinha. – peguei na mão, e sim era realmente dela, menina esperta deixou uma pista de que eles estavam por aqui. –PAI! PAI. –sai correndo para mostrar a ele.
Ovaldo: O que é Bruno?
Bruno: Pai olha! Essa correntinha é dela, fui eu que dei a ela, eles estiveram aqui.
Ovaldo: Boa filho! –ele foi comunicar para os policiais a descoberta, e depois voltou para falar comigo.
Bruno: E então?
Ovaldo: Agora você vai voltar para casa Bruno, vai cuidar da sua irmã, vai descansar um pouco enquanto nós ficaremos trabalhando e buscando novas noticias.
Bruno: Não! Eu não vou, vou ficar com você pai.
Ovaldo: Bruno eu estou mandando, não vai adiantar você ficar aqui, a noite já esta caindo, vá ficar com a sua irmã, que eu tenho certeza que esta nervosa e precisa de você, e nós ligaremos também para os pais da Fatinha.
Brunos: Os pais dela...
Ovaldo: Sim, precisamos conversar com eles e eles precisam estar presentes.
Bruno: Tudo bem pai, eu vou então. –ele me abraçou.
Ovaldo: Vai ficar tudo bem cara.
Voltamos para a delegacia e fomos para a casa, ele tomou um banho jantou e voltou para lá novamente, eu nem jantar consegui, a Ana foi para seu plantão, e a Julia depois que eu a acalmei ela dormiu, como eu tinha certeza que não conseguiria dormir, apaguei as luzes do apartamento e sentei no sofá da sala, e comecei a pensar, e imaginar como seria se eu tivesse voltado com ela naquela noite, nada disso estaria acontecendo, ela estaria comigo agora e estaríamos felizes.
Bruno: Você é tão burro Bruno! Idiota.
Juh: Bruno? –ela disse.
Bruno: Ai Julia que susto.
Juh: O que você esta fazendo acordado?
Bruno: Não consigo dormir.
Juh: Também não, posso me sentar com você? –fiz sinal para ela sentar do meu lado. -Eu quero a Faat de volta. –eu a abracei.
Bruno: Eu sou um burro Juh, se eu não tivesse a deixado ir embora na noite da minha formatura, ela estaria agora aqui.
Juh: Como é? Claro... Por isso ela queria o endereço do lugar.
Bruno: Sim ela foi lá, mas eu a destratei! Mas eu estava totalmente sem chão, a única mulher que eu amei em toda a minha vida ao não ser você, me abandonou e até hoje eu não sei o porquê, depois eu fui atrás dela, atrás de respostas, e o que eu recebi? Um não! E ainda ia se casar, depois do nada ela aparece na minha frente dizendo que tinha voltado, como você acha que eu iria reagir? Minha cabeça estava girando, e agora parece que ela vai explodir.
Juh: Bruno, eu sou sua irmã, e você sabe que eu te entendo. –ela olhou em meus olhos e colocou a mão em cima da minha. -Às vezes fazemos escolhas errada, ela fez uma, e você fez outra, mas se tudo isso aconteceu é porque tinha que acontecer, não podemos ir contra isso.
Bruno: Porque tudo isso tinha que acontecer?
Juh: Para fortalecer o amor de vocês, para mostrar a verdade eu não sei, só sei que tudo tem um propósito, no final tudo fica bem.
Bruno: Você sempre com seus pensamentos positivos.
Juh: Se eu não tiver quem vai convencer você? Seu cabeça dura.
Bruno: Eu preciso de que ela volte.
Juh: Ela vai voltar meu irmão. –ela me abraçou novamente. –Ta precisando de colo né? Deita aqui. –deitei em seu colo, e por fim consegui adormecer.
POV Fatinha
O Henk havia me deixado sem comer desde que eu estava aqui, implorei muito a ele e o Alberto foi finalmente comprar algo, quando ele voltou, voltou dizendo que o Bruno tinha encontrado o Roberto, e ele havia prestado depoimento, então consequentemente a policia viria atrás dele.
Fatinha: Bruno, meu Bruno. –pela primeira vez eu sorri.
Henk: Gostou né? Fique sabendo que eles não vão te achar. –ele veio, e me pegou no colo.
Fatinha: Me solta seu monstro! SOCORROOOO! ME SOLTA. –eu tentava me soltar e pular dali, mas não tinha jeito, foi quando eu tive a ideia, e deixei a minha correntinha cair, eu tinha certeza que eles achariam e já era uma boa pista, o Henk me colocou no carro e o Alberto sentou-se ao meu lado. –Eu odeio vocês, vocês acham que vão conseguir saírem livres dessa estão errados, vocês vão ver a policia vai achar vocês...
Alberto: Cala essa sua boca. –ele levantou a mão para mim e o Henk se virou com uma arma na mão.
Henk: Bate nela e você morre.
Alberto: Calma ai cara, não ia fazer nada não. –ele irou para frente novamente.
Henk: Droga droga, porque aquele playboyzinho tinha que ir atrás do Roberto? Eles vão se ver comigo!
Depois de 30 minutos, já estava de noite, e chegamos a uma casa abandonada, mas ainda estávamos no Rio.
Henk: Ótimo lugar, bem mais afastado da cidade.
Fatinha: Pelo amor de Deus me leva de volta Henk, eu te imploro!
Henk: Não! Cala a boca agora, e não vou te dar comida hoje, você não merece.
Eu já estava fraca, mais ele não me deu comida, por fim eu dormi, acordei com a luz do sol batendo no meu rosto com o Alberto me olhando.
Alberto: Acordou linda, bom dia.
Fatinha: Cadê o Henk?
Alberto: Foi ver como está as coisas na cidade.
Fatinha: Eu preciso me alimentar, por favor, me dê alguma coisa.
Alberto: Eu vou te dar, mas seja boazinha e não grite. –por fim ele deu pão com presunto e mussarela para mim. –Está bom é? Vou até te dar mais um.
Fatinha: Obrigada. –ele deu mais um pão para mim, depois tirou a corda das minhas mãos e dos meus pés.
Alberto: Agora a minha recompensa.
Ele segurou forte os meus braços, e deitou em cima de mim, começou a me beijar, e eu comecei a gritar, e ele não parava, eu tentava o chutar, mas era tudo em vão, ele começou a rasgar meu vestido e eu não parava de gritar.
Fatinha: SOCORROOOO ALGUÉM ME AJUDA PELO AMOR DE DEUS. –eu gritava e chorava, prevendo o que estava por vir.
Foi quando alguém o tirou de cima de mim, e eu vi que era o Henk, eles começaram a brigar, e eu me levantei, peguei o celular que estava em cima da mesa e sai correndo, corri mais rápido que podia, liguei para o Bruno.
Fatinha: Atende pelo amor de Deus Bruno atende. –eu estava escondida atrás de uma arvore, quando escutei a voz dele.
Bruno: Alô?
Fatinha: BRUNO GRAÇAS A DEUS. –escutei ele caindo da cama, eu acho.
Bruno: FATINHA! FATINHA, ONDE VOCÊ ESTA? –ele dizia rápido, eu escutei a voz do pai dele, dizendo para rastrear a ligação.
Fatinha: EU não sei, estou numa floresta eu não sei, Bruno me tira daqui, me salva. –eu estava desesperada e chorava muito.
Bruno: Já estou indo meu amor, eu vou te salvar.
Não escutei mais a voz dele, e o celular voou da minha mão, ele puxou meu cabelo, e me jogou no chão.
Henk: Sua desgraçada, quem mandou você ligar para ele? –ele me deu um tapa no rosto.
Fatinha: Ele vai me achar! –ele me deu mais um, e eu apaguei.
Meu corpo doía, eu não queria abrir os olhos para ver onde eu estava, mais eu teria que ter forças para aguentar, e foi ele, a voz dele que me fez voltar “Já estou indo meu amor, eu vou te salvar.” Então eu abri os olhos, minha cabeça estava em cima de uma blusa, e eu estava tampada com uma coberta, mas ainda estava no meio da floresta, foi quando eu o vi sentado no pé de uma arvore me olhando.
Henk: Você acordou. –ele veio mais perto de mim. –Me desculpa meu amor, me desculpa, eu estava fora de mim, eu não quero te perder.
Fatinha: Me leva de volta Henk, por favor, eu estou fraca, se eu continuar aqui vou acabar morrendo.
Henk: Não! Não vou deixar você morrer. –ele pegou o celular e discou para alguém. –Alô Bruno?
Eu só poderia estar sonhando! Como assim ele tinha ligado para o Bruno? Dava para escutar ele gritando do outro lado da linha.
Bruno: SEU DESGRAÇADO, COMO VOCÊ OUSA EM LIGAR PARA MIM? CADÊ A FATINHA? VOCÊ VAI DEVOLVÊ-LA AGORA SE NÃO EU...
Henk: Eu vou devolver. –teve um silêncio geral. –Eu vou devolver ela, vá até aquele precipício onde termina a cidade, e leve a Manuela junto.
Bruno: COMO É QUE É? VOCÊ AINDA QUER EXIGÊNCIAS?
Henk: Cara estou tentando ser legal e você não esta cooperando...
Fatinha: BRUNO!
Bruno: Ela esta ai, me deixa falar com ela!
Henk: Não! Faça o que eu falei às 21h. –e ele desligou.
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