Entre Tapas E Beijos
29 Adeus, é para sempre?
Notas iniciais
POV Fatinha
Fatinha: Alô?
Henk: Sentiu minha falta gata? Estava com saudades da sua voz.
Fatinha: Henk... –a palavra saiu entre meus dentes com som de raiva. –O que você quer seu desgraçado?
Henk: Você, você vai ser minha.
Fatinha: NUNCA!
Henk: Ficar te olhando de longe é tão ruim, sabe gata eu fico me imaginando no lugar daquele namoradinho de merda seu, quando ele toca você eu imagino a minha mão ali, quando ele te beija eu imagino a minha boca na sua, e quando ele sai ai da sua casa de manhã todo satisfeito, eu me imagino no lugar dele também, imagino passando a noite inteirinha ai e apenas imaginar não é legal sabia?
Fatinha: Se dependesse de mim você nunca nem imaginava isso, porque você nunca vai relar um dedo em mim NUNCA!
Henk: Vamos ver se você preferirá ser minha ou nunca mais ver o Bruno pelo resto da sua vida.
Fatinha: Seu desgraçado deixa o Bruno fora disso!
Henk: Você não deixou a policia fora disso, porque eu tenho que deixar seu amorzinho?
Fatinha: Ele não tem nada a ver com isso, nada.
Henk: Se ele não tivesse nada a ver com isso, naquela noite você teria sido minha.
Fatinha: Entenda de uma vez por todas eu te odeio com todas as minhas forças e nunca serei sua, nem a força, eu prefiro morrer a sentir você relando em mim.
Henk: Agora eu fiquei bravo, ou você o deixa ou ele morre, está avisada, até em breve. Um Beijo bem gostoso nessa sua boca. –e a ligação caiu, e consequentemente eu também.
PORQUE MEU DEUS?POR QUÊ? JÁ NÃO ERA SUFICIENTE, NÃO ERA SUFCIENTE AQUELA BRUXA DA ANA, A MANUELA GRAVIDA, E AGORA O HENK?
O que seria de mim? O que seria do Bruno se eu continuasse aqui? Ele estava correndo risco de vida e não era bobagem, era a vida do homem que eu amava, eu o amava tanto que deixa-lo aqui para ele viver a vida dele sem mim, e eu ir embora era menos doloroso do que perde-lo para sempre, isso eu não aguentaria nunca.
Peguei um caderno e uma caneta, escrevi duas cartas uma para o Bruno e a outra para as meninas e o Gui.
Arrumei minhas malas o mais rápido possível, não queria que desse tempo de ninguém me impedir, coloquei uma roupa fui falar com o Eduardo, no começo ele não estava entendendo, mas depois ele viu meu desespero e me entendeu. Voltei para pegar as malas, abri a porta para sair quando dei de cara com o Guilherme.
Gui: Faat o que significa isso?
Faat: São algumas roupas para doar. Eu estou levando lá na recepção. –pior desculpa que eu já dei na minha vida eu confesso.
Gui: Mais não é mesmo! –ele entrou no meu quarto. -Cadê suas coisas daqui? Maria de Fátima a onde você esta indo? Você não esta indo...
Fatinha: Estou... Eu não posso mais ficar aqui Gui.
Gui: Como assim você não pode mais ficar aqui?
Fatinha: Gui senta aqui eu vou contar tudo para você. –eu contei tudo a ele, e enquanto eu falava ele só escutava. –Você não vai falar nada?
Gui:O que você quer que eu fale? Parabéns Fatinha isso mesmo vai embora e abandone todos a qual ama você, abandona o cara que você diz ser o homem da sua vida, e porque mesmo? Porque uma menina apareceu do nada grávida? Porque a Ana não gosta de você?
Fatinha: ELE ESTA CORRENDO RISCO DE VIDA! Você não entende isso? A coisa mais difícil que eu já fiz na minha vida esta sendo deixa-lo, eu sei que talvez ele nunca mais me perdoe, mas pelo menos eu salvei a vida dele.
Gui: Você acha mesmo que o Henk vai deixa-lo em paz? Como você acha que a Alice e a Juh vão reagir a isso? Elas amam você de uma maneira que eu nunca vi igual.
Fatinha: Eu não sei... Eu preciso pelo menos tentar Gui, eu não vou embora para sempre, eu vou ficar só um tempo lá, preciso dar um tempo para o Bruno.
Gui: Se você acha isso, e você sabe cada escolha sua consequência.
Fatinha: Ele estando bem e vivo é isso que me importa. –limpei as lagrimas que caiam, levantei e peguei as cartas e coloquei na mão dele. –Gui, essa carta você vai entregar para o Bruno e essa é para você e as meninas, tudo que eles precisam saber esta escrito nelas, e confio em você e sei que você não vai contar nada a ninguém. Aqui nesse outro papel esta o endereço e o telefone da casa dos meus pais.
Gui: EU, eu vou fazer isso por você, e não vou falar nada a ninguém... Pode contar comigo. –ele colocou a mão em cima da minha, eu fiquei de pé e nós nos abraçamos.
Fatinha: Eu te amo tanto Gui, você é o melhor amigo que alguém pode ter, eu nunca nunca vou esquecer você, e vou continuar perto. –eu olhei em seus olhos, e ele estava com os olhos lacrimejando. –Só que aqui, dentro do seu coração.
Gui: Se eu pudesse te prender para você não ir embora eu faria isso, mas de alguma forma eu sei que você vai voltar para nós.
Fatinha: Eu espero! Cuida da Alice, da Juh, e não deixa o meu Bruno cometer nenhuma besteira, e não fala pra ele pra onde eu estou indo e nem o porquê, só diz na hora certa, entendeu?
Gui: Você que manda. Vai ser difícil de esconder da Alice...
Fatinha: Ela será a única pessoa além de você que saberá. -eu dei um sorriso para ele. –Agora eu vou, antes que alguém mais apareça aqui. –eu peguei as malas e abri a porta.
Gui: Eu vou com você até a rodoviária.
Quando saímos na rua uma dor enorme tomou conta de mim, deixar o Bruno aqui era deixar minha metade ou talvez o meu inteiro, e eu não pude ver ele nem por uma ultima vez. Chegamos à rodoviária, e eu comprei minha passagem.
Gui: Até agora eu não estava acreditando que você ia mesmo. –e lagrimas começaram escorrer no seu rosto e eu fui e abracei-o bem forte. –Eu te amo muito Faat, nunca se esqueça disso, minha irmã loira. –agora quem começou a chorar era eu.
Fatinha: Eu nunca vou me esquecer e espero que você também não, meu irmão éééé café com leite. –nós rimos (o Gui não era nem lá nem cá, nem loiro nem moreno, por isso o apelido).
Gui: Vai moça... –eu dei um sorriso para ele e fui andando. –Ei Faat! -eu olhei para trás. –Até algum dia. –assim que ele disse isso, as lagrimas tomaram conta de nós dois, eu acenei para ele, e entrei no ônibus, coloquei a mão no pescoço e percebi que o coração que eu ganhei do Bruno ainda estava comigo, talvez a única coisa que eu estava levando comigo dele.
A viagem foi tranquila, e assim cheguei à casa dos meus pais, apenas minha mãe estava em casa, quando eu a vi corri para abraça-la e a única coisa que sabia fazer era chorar.
POV Bruno
Eu estava totalmente perturbado com essa noticia, não sabia o que fazer, por isso achei melhor que a Fatinha voltasse para a casa junto com o Guilherme e a Alice, seria melhor para ela.
Depois de muita conversa, voltamos todos para casa, e tudo para mim girava e eu não via solução para nada, resolvi ir ate a casa do Tony.
Bati a porta e ele mesmo veio abrir, e eu já fui entrando.
Tony: E ai cara.
Bruno: Porque você não me avisou que ela estava grávida
Tony: Tu ta louco? Como que eu ia te fala umas coisa dessa Bruno? E outra você ia ficar irado comigo você estava com a Fatinha.
Bruno: Mas para mandar mensagem dizendo que ela estava aqui e estava me procurando você mandou né?
Tony: Devia ter deixado você ser pego de surpresa era melhor né?
Bruno: Não sei o que eu faço.
Tony: Velho o filho é seu, e isso você não pode escapar, mas eu te falo uma coisa a Fatinha cara ela você pode perder, então se você a ama e não a quer perder então vai atrás, e diz que só vai passa por isso se ela estiver do seu lado! –depois de ouvir isso, eu tive a certeza do que deveria fazer.
Bruno: Valeu cara. –eu sai correndo do apartamento dele.
Tony: Não tem de que. –ele gritou para mim. E eu fui em direção a Fatinha.
Quando cheguei lá o Eduardo estava na recepção e deixou que eu entrasse, quando abri a porta do apartamento dela não havia mais nada, nada que era dela estava lá e ela também não.
Bruno: FATINHAAA! –a procurava em todo o canto daquele quarto. –FATINHAAA. –sai de lá correndo passei em frente o Eduardo escutei ele me chamando mais não parei, fui direto para a minha casa, quando abri a porta o Guilherme estava lá. –Cadê ela Guilherme? CADE? –a Juh veio perto de mim e me abraçou.
Juh: Calma meu irmão, você vai ter que ser forte.
Bruno: O que foi JULIA?
Guilherme: Eu vim te entrega isso Bruno. –ele me deu uma carta, estava escrito no envelope “Para meu Brunito”.
Bruno: Obrigado. Agora da para alguém me dizer onde que a Fatinha foi?
Guilherme: Tudo o que você precisa saber esta escrito ai Bruno. –eu abri o envelope e tirei a carta de lá e comecei a ler.
Meu amor,
A vida muitas vezes nos pega de surpresa, e tira da gente aqueles que mais amamos. Espero que você entenda minhas palavras.
Quando conheci você desde o primeiro olhar te amei, mesmo te odiando, mesmo nunca mais querendo te ver, mesmo assim eu te amei. Te amei mais ainda no nosso primeiro beijo, cada abraço seu era como um refugio para mim, quando você estava perto de mim eu me sentia totalmente segura. Deixa eu te contar uma coisa, eu só suportei quando você me contou do Henk porque era você que estava lá comigo. Eu te odiei só pelo fato de você me fazer de querer tanto, eu queria você a todo instante queria você só para mim. Foi quando nos viajamos, na verdade por ironia nos encontramos lá, e você me fez sua mulher. Depois demorou um tempo ainda, e enfim o dia mais feliz da minha vida “Você não quer namorar comigo?” Se fosse preciso eu repetiria mil vezes que sim, a partir desse dia a minha vida só se tornou mais bela, mais feliz, todos os dias eu acordava e era em você que eu pensava, você fazia partes dos meus pensamentos 24h. Não falarei que você realizou metade do meu sonho, porque você o realizou por inteiro, todo momento ao seu lado era rico e feliz. Mais sempre existe alguns problemas para atrapalhar nossa felicidade, e eu não poderia comprometer a sua, por isso foi melhor assim. Sei que você vai ficar bravo, talvez nunca mais queira me ver, mais eu espero que um dia você possa me perdoar, porque eu te amo e sempre vou te amar.
Bruno, você é a minha vida, vida essa que eu não poderia fazer sofrer, sei que com esse filho você será muito feliz. Se você quiser fala comigo, peça para o Guilherme. Me perdoa por tudo, e obrigada por ter feito minha vida mais linda e mais feliz.
Eu te amo,
Para sempre sua Fatinha.
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