Entre Sangue e Lágrimas

4 Quarto - Apenas pensamentos...


Notas iniciais
Ç.ç Viajar é tenso... Duas semanas fora... D: Mas enfim... Boas festas? =D Pra compensar, vou postar 3 capítulos de cara... Meio que um presente de natal atrasado, rsrs. Enjoy o

Londres, Inglaterra.

Lá ia eu novamente. Outro fracasso, outra decepção adicionada às tantas outras anteriores. Eu o havia desapontado mais uma vez. E depois aquele sonho...

Perdida em meus pensamentos, quase passei direto por meus aposentos. Entrei, tranquei a porta e me apoiei nela, fitando o enorme quarto com suas frias paredes de pedra cinza.

“Tempos difíceis estão por vir” dissera o Mestre. Com o que ele se preocupa? O que pode nos oferecer perigo? A nós, vampiros, fortes e destemidos? Fechei os olhos e sacudi a cabeça.

- Esqueça Victoria... Foi só um sonho bobo. – Lembrei a mim mesma.

Caminhei até minha “cama” e me deitei de bruços. Parecia que cada fibra do meu ser queimava intensamente. Pelo visto ainda não estava completamente recuperada.

Para tentar me abster da dor, pensei em meu Mestre. Meu criador e, há algum tempo agora, meu porto seguro. Parecia que todos os males do mundo desapareciam, só de pensar nele. A minha mente era o único lugar onde poderia tê-lo para mim, já que fora dela, ele apenas me via como a “policial” e nada mais. Uma subordinada que precisava sanar suas fraquezas e só.

Foi ali mesmo, pensando nele e esquecendo as dores – as físicas, pelo menos -, que eu adormeci naquela manhã de outono.

Abri os olhos. Estava num lugar amplo, com pouca luz. Se tivesse que comparar o lugar a alguma coisa que já tenha visto, diria que era muito semelhante ao fundo de um lago muito vasto e escuro. Não conseguia respirar. Quando tentei correr, notei minhas pernas atadas. Olhei em volta e, para minha surpresa, eu não era a única amarrada: havia mais uma pessoa, uma mulher, a julgar pela silhueta, amarrada a uma distância curta de mim. Mas ela, diferente da minha pessoa, estava deitada no chão, como quem dorme um sono profundo e tranqüilo.

Tentei de todos os modos arrancar as correntes que me prendiam: puxei, esmaguei, mordi... Nada. Sentei-me no chão esperando que passasse a agonia da falta de ar e da sensação de milhares de litros de água me pressionando.

Vi ao longe uma figura alta, de chapéu, se aproximando.

- Mestre... – Pensei. Afinal, já conhecia aquele jeito de chegar que só ele tem.

Ele veio se aproximando cada vez mais e, quando pude ver seu rosto, não me contive.

- Mestre! Ajude-me!

Para meu espanto, ele sequer se virou em minha direção. Foi direto em direção à mulher estatelada no chão e a ergueu do chão, tirando de suas pernas, sem dificuldade, as correntes que a prendiam. Observou-a em seu colo por um instante e a beijou carinhosamente na testa e falou alguma coisa baixinho.

- Vai ficar tudo bem agora.

E foi se afastando silenciosamente. Eu olhei aquela cena e me bateu uma dor terrível. Pude ver enquanto se afastava que a mulher em seus braços era mais do que familiar...

Acordei no chão frio do quarto. Havia caído da cama e batido a cabeça. Nada que alguns minutos não curassem.

- Que sonho... Como pode? Agora nem em minha mente posso ter o Mestre? Não... Estou ficando maluca com isso... Não posso deixar mais isso me atrapalhar em minhas missões... Sentimentos pessoais só interferem... Mas... Ele é muito... Importante para mim...

Nesse instante alguém bateu à minha porta. Enxuguei depressa os caminhos que as lágrimas deixaram e fui atender.

- Senhorita, já é tarde. Seu Mestre Alucard deseja vê-la para lhe passar sua missão desta noite. – Dissera Walter, o mordomo da mansão Hellsing.

- Sim, senhor. Estarei lá em instantes. – Respondi, a caminho de separar minhas armas para a caçada da noite.

Notas finais
Um já se foi *-*