Entre Pizzas e Cervejas
20 CAPÍTULO XX — “SUPLÍCIO DE MORTE” ☠ 》
Notas iniciais

Após o esmaecer do sorriso dissimulado e resiliente do assassino, bem como a atmosfera carregada de malícia que ele por si só criava onde estivesse, Dante largou a espada, entre os destroços do que um dia tinha sido o salão da Devil May Cry, e aproximou-se, no mais completo silêncio, do corpo morto no chão. Afastou as madeixas ruivas do rosto da irlandesa, revelando uma expressão de mescla entre serenidade e sofrimento, e apoiou-a em seus braços e colo.
— Oy... — Sacudiu-a levemente. — Já chega de dormir, mulher, é hora de acordar.
Ela continuou imóvel e Dante foi invadido por um terrível sentimento de vazio; sem a voz dela, era como se o mundo tivesse ficado mais quieto.
— Tem cerveja na geladeira. — Voltou a dizer com voz rouca. — E é aquela porcaria preta que você gosta.
Nada.
— Não vai dizer nada, não? — Elevou a voz. — Grita comigo, desgraçada, me xinga, faz... Alguma coisa...
Seus lábios tremeram, mas ele simplesmente os mordeu.
Quando puxou o corpo de Mina para junto do seu, a fim de sentir mais uma vez o cheiro de cinzas que ela normalmente emanava, ele percebeu um pedaço de papel preso entre os dedos amolecidos e finos da ruiva.
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