Entre O Sol E As Estrelas

2 Minha vida muda drasticamente.


Notas iniciais
Hello sweeties! Enjoy!

Capítulo 1

“You know that I'm a crazy bitch,

I do what I want when I feel like it,

All I wanna do is loose control,

But you don't really give a shit,

You go with go with go with it,

Cause you're fucking crazy rock-n…”

Peguei meu celular e desliguei o despertador, me espreguiçando logo em seguida. Olho o calendário, preso em cima de minha cama; segunda — feira. Olho o relógio, 7:15.

Pera. 7:15.

Eu corri para o banheiro e tomei um banho rápido, depois vestindo uma blusa preta, short jeans e All Star. Peguei minha mochila e corri escada abaixo.

– Atrasada de novo, Julia? Pensei que já tivesse ido — Disse minha mãe.

Acho minha mãe uma pessoa engraçada. Ela tem cabelos castanho-claros cacheados e olhos azuis. Sempre foi desastrada, ao mesmo tempo uma pessoa muito boa. Perdeu o pai quando tinha apenas 11 anos, e a mãe quando tinha 19. Seu nome é Juliane, Juliane Araújo.

Ah, eu falei de mim? Desculpe-me, costumo esquecer isso.

Meu nome é Julia Araújo. Ju para os amigos, Jujuba para os melhores amigos e, é claro, Julinha para a professora de história. Tenho 13 anos, estudo de manhã na sétima série. Meu cabelo loiro liso com mechas cacheadas vai até um pouco acima da cintura. Tenho olhos verde-mar; vivo em Long Island, com minha mãe.

Hum, o que mais? Acho que só.

– Já estou indo! — Falei, correndo para a porta.

Minha escola fica tipo, a uns cinco minutos de minha casa. Legal. Pelo menos eu não demoro muito para chegar lá.

Você deve estar pensando “Para que tanta pressa? Sabia que a pressa é inimiga da perfeição?” Digamos que a aula já havia começado há cinco minutos.

☼

– Hey, Free Willa, o que você tem? — Disse Victor enquanto eu, ele e Carllos nos dirigíamos à saída.

Victor era magro e afro-americano. Tinha cabelos enrrolados e curtos e era esquentadinho: Sempre se metia em brigas. Era a primeira pessoa que tinha realmente falado comigo naquela escola. Ele tinha um irmão, mas este também não se dava muito bem com ele.

Carllos era o garoto popular, mas, diferentemente da maioria, era gentil, engraçado e atencioso, embora pudesse ser muito grosso. Seus cabelos pretos e os olhos castanho chocolate encantavam a maioria das garotas (Eu não faço idéia do que elas viam nele).

Continuei andando sem dizer nada.

Victor se virou para Carllos, como se a coisa mais terrível do mundo tivesse acontecido.

– Eu a chamei de Free Willa e ela não fez nada, Carllos! Carllos, ela não tá bem. — O senhor que saca as coisas muito rápido colocou a mão em minha testa, como se para comprovar que eu estava com febre.

– É... percebe-se. — O outro respondeu

– Ju... Quem te deu esse colar? — Victor falou indicando a corrente prateada.

Engraçado... Eu não me lembrava de tê-lo colocado ou ao menos de ter visto em mim própria de manhã, mas sabia que era idêntico ao que a mulher de meu sonho havia colocado em mim: A corrente prateada e o pingente dourado, com uma estrela e um Sol...

– Eu não sei... — Falei, espantada.

– Aham, sei dessa. Quem te deu?

– Mas eu não s...

BUM!

A parede que do outro lado seria a rua mais próxima explodiu. Uma nuvem de poeira encobriu tudo...

– Victor? Carllos? — Eu chamei entre tossidas

– Aqui! — Ouvi a voz de Carllos

– Vocêsssss não vão fugir de mim! — Gritou uma... coisa.

Tinha pernas como se fossem duas cobras, e dentes um tanto afiados para humanos normais. Vestia uma armadura num estilo em que me parecia familiar, mas ao mesmo tempo não. Segurava uma lança na mão esquerda e uma rede pendia à mão direita.

– Que coisa é essa? — Eu perguntei, quase que paralisada.

– Droga Victor!

– O que eu posso fazer? — Ele tirou uma espada (Masoq) de não sei de onde e se lançou contra a... coisa, ah, tenho que arranjar nome melhor para isso.

– Dá pra dizer pelo menos o nome disso? — Eu gritei

– Dracaena! Feliz? — Disse Carllos, que estava segurando um arco (WTF?) e preparando uma flecha.

– Nem tanto — Eu resmunguei.

Ele atirou a flecha, que se alojou no ombro da “dracaena” assim que Victor se abaixou, e a fez se transformar em pó.

Os dois correram para a porta, mas eu os fiz parar.

– Podem explicar agora? — Eu pedi (Nãão. Eu não ordenei.)

– Vamos fazer isso, agora dá para esperar?

Nós três corremos então para a porta da escola, e eu os parei de frente ao portão.

– Podem explicar agora? — Eu perguntei impaciente.

Todos ficarem tensos.

– É difícil de explicar... — Começou Carllos.

– E daí?

Ele deu um suspiro.

– Ér... Ju, sabe aqueles deuses gregos, aqueles que você despeja informações encima da gente?

– Sei, o que tem?

– E se... Se eles...

– O quê? — Eu disse impaciente.

– Se eles estivessem vivos agora, em pleno século XXI. — Terminou Victor.

– Haha, muito engraçado, podem falar a verdade agora.

– Mas é a verdade! Nós; eu e Vitor, nós somos meio-sangues: Metade mortal e metade Deus

– Deuses. Meias Deuses. — Eu repeti, pensando no quanto esquisito isso soara.

– Temos que levá-la para o acampamento — Disse Victor

– Sim, claro que temos.

– Pera, pera, pera. Como assim me levar para Acampamento? Aliás, que acampamento é esse? E minha mãe? — Eu teria continuado a fazer perguntas se não tivessem me interrompido.

– Não temos tempo!

☼

Minha cabeça estava rodando. Semideusa? Deuses gregos? Eram aquelas as principais perguntas que me atordoavam naquele momento.

Nós todos entramos num taxi e seguimos para o leste da cidade, e eu continuava não tendo idéia para onde estávamos indo. Victor e Carllos só falavam em um tal de acampamento, no qual o não sabia o que siguinificava. Paramos no meio do nada, em uma pista que do lado direito só havia florestas e do esquerdo... Olha só, mais floresta.

– Para onde vamos? — Eu perguntei pela centésima vez.

– Você vai ver, dá pra ter calma? — Carllos perguntou.

Adentramos a floresta e em quinze minutos de caminhada chegamos à uma colina.

Victor começou a subir e eu a segui. Quando chegamos no topo havia um tipo de portal, com letras que eu não sabia identificar que língua era mas que consegui ler: Acampamento Meio Sangue.

Notas finais
Entonce, o que acharam? Eu sei, eu sei, curto pra cacete, mas são só os primeiros assim.