Entre O Bem E O Mal

47 Sim Salvadora . I´m pregnant


Notas iniciais
Olá minhas flores. Voltando pra mais um capítulo. Estou tentando escrever o mais rápido possivel e as idéias resolveram fluir. Amém kkkkkk. Beijos e espero que gostem.

Emma chegou ao apartamento de Mary Margareth. A loira respirou fundo antes de bater na porta , ela ainda tinha as chaves, mas não se sentia mais a vontade pra sair entrando então tocou a campainha. Um segundo depois a porta se abriu pra mostrar a mãe de Emma com uma expressão confusa, mas feliz por ver a filha.

_ Emma...

Mary fez uma pausa pra depois concluir sua frase.

_ Meu Deus querida entre.. que bom vê-la.

Mary abraçou Emma maternalmente e fez com que a loira entrasse e se sentasse no sofá, ajudando a filha com a mala. Ela viu a expressão de tristeza de Emma e acariciando o rosto da loira perguntou.

_ Aconteceu alguma coisa filha?

Emma levou as mãos ao rosto e passou as duas pelo cabelo em seguida , seu semblante era triste e fraco.

_ Eu ... eu acho que perdi a Regina.

Aquelas palavras confundiram Mary.

_ Como assim? Perdeu como?

Emma não sabia direito como contar a Mary e a mesma percebeu isso quando as lágrimas da filha começaram a rolar. Em um súbito instinto materno Mary abraçou Emma o mais forte que pode. A loira foi pega de surpresa mas acabou se rendendo ao carinho da mãe.

_ Vou fazer um chá filha, pra você se acalmar.

Emma segurou o braço da mãe.

_ Não mãe ...

A loira parou um segundo à palavra saída de sua boca. Ela ainda se sentia um tanto desconfortável com ela. Mary abraçou Emma novamente e pôs se a fazer um carinho em suas costas.

_Seja lá o que tenha acontecido filha.Eu sei que tudo vai se resolver de uma forma ou de outra , vai se resolver.

Emma limpando as lágrimas com as costas da mão respondeu.

_ É dessa “outra” forma que eu tenho medo.

Mary sentiu a dor da filha em suas palavras e naquele momento ela viu que não se tratava de uma simples briga.

Assim que chegou a parte habitada da cidade Mulan achou tudo muito estranho, aquele lugar parecia ter parado no tempo. Por mais que ela estivesse acostumada a pequena ilha que residia há algum tempo, algo na atmosfera de Storybrooke a incomodava . Ela avistou o Grannys e a placa dizia aberto. Assim que ela entrou e o sino da porta tilintou, percebeu que a cidade não costumava receber muitos turistas por assim dizer , ela podia ver isso nos rostos desconfiados das pessoas a sua frente. Poucas na verdade, mas mesmo assim desconfortável, ela pensou.

Dirigiu se ao balcão e logo foi atendida por Granny com um olhar amistoso mais desconfiado no fundo. A morena pediu um café e foi prontamente atendida.

_ Nova na cidade?

Granny perguntou. Mulan olhou com a sombracelha levantada em primeiro momento pra depois abrir um sorriso falso.

_ Apenas passando.

Disse sem deixar lugar para muitas outras indagações por parte da senhora.

_ Onde eu poderia arrumar um quarto por aqui.

_ Bem, eu sou dona da única pensão da cidade.

Mulan se arrependeu na hora de não ter sido tão amistosa. Mas tratou de ser doce e tentar resolver as coisas.

_Será que haveria algo disponível?

_ Na verdade sim, de quanto tempo estamos falando?

_ Uma semana no máximo. Logo tenho que voltar pra minha cidade.

_ E posso perguntar onde fica?

Mulan pensou e mentiu.

_Nova York.

_ Acho que podemos arranjar algo pra você.

Granny sorriu gentilmente.

Na mansão Regina se sentia mais mal a cada dia. Os enjôos se tornavam insuportáveis toda manhã e todos os dias ela devolvia seu café da manhã, tanto que já havia desistido de fazer essa refeição. Anna havia acordado bem cedo ela iria encontrar com Emma, fazia parte da operação cobra. Mas assim que a pequena estava caminhando pelo hall em direção a porta, foi surpreendida por Regina que entrava de pijama e hobby , ela tinha acabado de pegar o jornal.

_ Vai á algum lugar filha?

Regina disse com a sombracelha levantada, o jornal na mão e uma expressão séria. A morena pensava consigo mesma, “eu não acredito que ela vai começar a fugir de casa..”

_ Regina ...

Anna respondeu claramente espantada e com uma cara que deixava escrito “culpada” bem na sua testa.

_ Onde a senhorita “ia” mesmo?

Regina cruzou os braços. Anna tentou pensar rápido mas aquela pose de mãe de Regina a tinha a deixado meio sem palavras, ela ainda não tinha se acostumado a sua posição de filha na família e menos ainda que isso acarretava obedecer Regina.

_ Pensei em dar uma caminhada.

Foi o melhor que Anna pode pensar no momento. Regina examinou a expressão da filha e seu instinto materno dizia que talvez a garota estivesse mentindo, mas Anna não costumava esconder o que queria fazer, então a morena resolveu acreditar.

_ Quer que eu vá com você?

_ Não, eu só preciso ficar sozinha um pouco Regina.

Regina abaixou os olhos , ela odiava quando a filha se isolava e não queria conversar com ela.

_ Não vá longe e você tem uma hora. Depois disso eu vou até você.

Regina falou em um tom sério ,mas que Anna sabia que era apenas preocupação materna. Aos poucos a Conquistadora estava começando a entender e identificar esses traços em Regina e até mesmo a gostar de alguns. A menina assentiu e pegando seu casaco saindo da mansão.

Anna chegou ao castelo de Henry, onde Emma a esperava. A loira vestia sua infame jaqueta vermelha, calças jeans e botas de couro marrons. Ela estava sentada em uma parte elevada e balançava as pernas de cabeça baixa. Assim que a menina a avistou se aproximou devagar, Emma estava com os pensamentos tão longínquos que quase nem percebeu a presença de Anna , tanto que a garota teve que limpar a garganta em um “ Ramm” para que fosse notada.

_ Oh bom dia Anna.

Emma falou sem levantar muito os olhos. Anna pôs as mãos nos bolsos e arqueou a sombracelha.

_ Se já vai entrar na guerra com essa atitude com certeza sairá dela derrotada.

Anna falou sem rodeios como sempre. Emma olhou pra menina com os olhos semi cerrados. A garota deu de ombros e sentou em um banco a frente de Emma.

_ Bem, a idéia do Henry é essa. Nós vamos “encenar”...

Anna fez aspas com os dedos, provocando um risinho em Emma que logo foi contido pelo olhar sério da enteada.

_...então, vamos encenar um pequeno acidente do Henry, porque ele? Antes que você pergunte. Porque ninguém ia acreditar que eu sofri um acidente.

_ Quando você fala em acidente, o que quer dizer pequena?

Anna revirou os olhos.

_ Isso é com a gente Emma. Você só tem que estar no lugar combinado. Você vai achar o moleque e trazê-lo de volta.

_ Eu não quero por seu irmão em perigo.

_ Vou estar vigiando ele. Não vai correr risco algum. Não se preocupe tanto.

Anna falou como se preocupação de Emma fosse totalmente desnecessária.

_ Eu não sei não Anna.

A menina respirou fundo. Paciência não era uma de suas virtudes.

_ Nada vai sair errado e depois vamos fazer com a sua permissão ou não , então é irrelevante.

_ Porque você tem que ser sempre tão insolente pirralha?

Anna ficou chocada com aquela falta de cerimônia de Emma ao tratá-la. E se a loira não fosse imune aos poderes dela já tinha levado um tiro de energia pelas fuças. Mas a garota se conteve.

_ Do que você me chamou?

Emma engoliu em seco, pra Emma o “pirralha” tinha sido uma forma divertidamente carinhosa de tratar a enteada e na verdade a loira achava um despropósito ter que tratar a enteada de doze anos como a Rainha da Inglaterra.

_ Calma , calma é uma forma carinhosa de chamar assim como o pequena. Ou quando me chama de loira desgrenhada.

Emma falou levantando os braços em sinal de rendição.

Anna arqueou a sombracelha e semicerrou os olhos pra Emma.Ela não entendia muito bem as formas de tratamento das pessoas daquele mundo, mas como não identificou ironia ou qualquer outro tom ruim na expressão de Emma, resolveu deixar pra lá.

_ Tudo bem. Mas o loira desgrenhada não é carinhoso. Você é mesmo uma loira desgrenhada.

Emma revirou os olhos e levantou os braços em sinal de desistência.

_ Okay okay Anna. Voltando ao assunto que nos trouxe aqui, ainda não estou confortável com essa história.

_ Não seja exagerada loira, eu sei bem o que estou fazendo e depois essa é a forma mais fácil de te colocar dentro de casa de novo.

_ Mesmo assim Anna e se sua mãe souber vai acabar sendo outro problema.

_ Ela só vai saber se você contar. Que eu saiba Regina ainda não lê pensamentos ou adquiriu o dom da premonição.

Emma cerrou os lábios , não muito confortável com a idéia ,mas ela sabia que Anna podia manter as coisa sob controle e talvez fosse uma forma mais fácil de se aproximar. Já que ela não tinha a menor idéia mesmo de como começar uma conversa com Regina e menos ainda reconciliação.

_ Okay pequena.

Anna se levantou.

_ Como ela está? Regina?

_ Está bem.

_ Ela fala de mim?

Anna desviou o olhar.

_ Não muito. Mas dá pra ver que ela está triste. Principalmente na hora de dormir.

Emma mordeu o lábio inferior. Ela estava confusa e sem saber direito como agir, tão confusa a ponto de achar que a operação cobra dos pequenos era sua melhor chance de ao menos estar perto de sua família outra vez.

_ Mas eu tenho que ir agora Emma.

_ Dê um beijo no seu irmão por mim. Diga que logo irei vê-lo.

_ Darei seu recado.

E a menina saiu caminhando na direção oposta deixando Emma com seus pensamentos.

Ao chegar em casa Anna foi direto a cozinha, ela estava com um pouco de fome e sabia que provavelmente haveriam sobras do café da manhã , já que Regina andava cozinhando como se fosse haver uma escassez próxima. Assim que a menina adentrou a cozinha viu Regina curvada com a mão sobre a barriga, suando frio e respirando com dificuldade, Anna ficou assustada e rapidamente se aproximou colocando uma das mãos nas costas da mãe e outra em seu braço abaixando a cabeça pra encontrar a face da Rainha.

_ Regina o que houve? Você está bem?

Regina tinha uma expressão de dor que tentou mascarar inutilmente.

_ Eu estou filha... aiiii

A Rainha deu um grito de dor aguda e quase desmaiou. Anna amparou Regina , a menina tinha uma expressão genuinamente preocupada no rosto.

_ Você não está bem Regina, venha eu vou lhe ajudar.

Anna ajudou a mãe , as duas caminhavam devagar com a morena sempre levemente curvada segurando a barriga na direção do ventre. A menina ajudou a mãe a deitar se e prontamente colocou uma almofada em sua cabeça e outra em seu pés.

_ Está com dor de barriga, terá sido algo que comeu?

Anna perguntou confusa.

_ Creio que não seja isso pequena.

Anna sorriu internamente ao ouvir isso vindo da mãe. Ela tinha achado estranho quando o apelido veio de Emma, mas logo se acostumado. Mas quando a palavra saiu da boca de Regina, soou tão natural como se a mãe sempre tivesse chamado a filha assim. Foi então que com um sorriso doce Anna colocou a mão sobre a barriga de Regina chamando sua magia para aliviar a dor. Nesse momento ela sentiu, ela sentiu uma magia similar, tão forte e parecida com a sua ao mesmo tempo . Anna fechou os olhos e aprofundando mais sua magia ela ouviu , ela pode ouvir e sentir a vida dentro da barriga de sua mãe. Regina olhava a tudo aquilo atônita e tentava conjurar sua própria magia mas simplesmente não conseguia , era inútil. Até que Anna abriu os olhos com os mesmos arregalados, olhando pra Regina e assustando mais ainda sua mãe.

_ O que foi filha??

Regina perguntou realmente preocupada.

_ Eu não sei bem como eu sei disso mas... Mãe você está grávida.

Nem mesmo o “mãe” saindo da boca da filha pode impedir os olhos de Regina de quase saltarem das órbitas .

Alguns minutos depois de se refazer do susto Regina tentou se levantar. Mas ainda sentia dor.

_ Não é possível filha. Isso é simplesmente impossível.

A Rainha falava em um tom mais alto, não gritando pois não era algo dela gritar, mas o tom dela era desesperado e claramente mais alto.

_ Eu não sei como sua própria magia não lhe disse isso Regina.

_ Na verdade eu não sei porque filha. Mas já tem uns dias que..

A morena hesitou ao dizer.

_ Que..???

Anna encarou a mãe com um olhar confuso.

_ Que eu não consigo fazer magia de nenhum tipo. Meus poderes parecem ter sumido.

O relato de Regina era acompanhado com atenção por Anna e a menina tentava conectar as peças mas nada parecia fazer muito sentido.

_ Regina será que essa sua súbita falta de poderes pode ter relação com essa vida dentro de você?

A mãe de Anna estava confusa pra dizer o menos. Na verdade nem tinha caído a ficha ainda de que ela poderia estar grávida, e na atual conjectura dos fatos realmente era impossível , já que ela e Emma , a única com quem manteve relações nos últimos tempos, eram mulheres.

_ Filha simplesmente não é possível eu ter nada dentro da minha barriga. Emma e eu...

Regina olhou nos olhos ressabiados da garota antes de continuar, logo após desviando o olhar.

_ .. só não é possível filha.

Regina ficou quieta ,achou que aquela não era a hora de tocar num assunto como aquele. Anna sentiu o desconforto da mãe e resolveu mudar de assunto também.

_ Mas bem... como está a dor?

_ Bem melhor princesa obrigada.

Regina sorriu genuinamente a filha.

_ Mas mesmo assim, eu acho melhor ir ao médico mãe.

Aqueles “mães” ocasionais de Anna faziam o mundo da Rainha vibrar.

_ Também acho melhor filha. Não que eu duvide de suas habilidades pequena, mas isso de estar grávida..

Reina engoliu em seco.

_ ... não pode ser, então eu devo estar doente de alguma outra coisa.

A morena se levantou com a ajuda da filha que prontamente se ofereceu a acompanha-la.

_ A Malica pode buscar o Henry na escola e ficar com ele. Eu vou te acompanhar ao médico.

A mãe sorriu e fez um carinho no rosto da filha.

_ Eu amo muito você filha.

Regina disse com um olhar doce e maternal e fora correspondida com um quase “ eu também “ de Anna em forma de um sorriso suave e terno. As duas foram em direção a porta da frente . Regina já estava andando sem se curvar e quase sem dor , apenas com um desconforto, graças a magia da filha. Elas colocaram os casacos e Regina pegou sua bolsa, saindo da mansão e pegando o carro em direção ao hospital.

Na hora de buscar Henry na escola. Emma resolveu fazer uma surpresa, além de estar com saudades do filho ela queria saber mais detalhes sobre os planos do menino e da irmã, pois não tinha ficado nada confortável com as idéias que pareciam permear a cabeça da menina. Assim que a loira chegou na porta da escola viu Málica a espera do garoto.

_ Boa tarde Malica.

_ Oh boa tarde srta. Swan.

_ Apenas Emma Malica.

_ Claro Emma.

_ Você veio buscar o Henry?

_ Sim senhora. A sra Mills ligou do hospital dizendo pra eu vir busca-lo.

_ Hospital??

Emma perguntou espantada. A serva sabia que tinha falado demais no momento que viu a reação de Emma, mas como não tinham lhe pedido segredo ela continuou contando.

_ Parece que a Sra. Mills não se sentiu bem e a minha princesa a acompanhou ao hospital.

Antes que Malica pudesse falar mais alguma coisa Emma começou.

_ Leve o Henry pra casa e não diga nada a ele. Eu vou ao hospital ver o que está acontecendo.

E a loira não deu nem tempo pra Malica responder, ela entrou na viatura e cantando pneu dirigiu em alta velocidade até o hospital da cidade.

Quando Emma chegou encontrou Anna sentada na sala de espera.

_ Anna o que está acontecendo?

Emma perguntou com um tom de voz preocupado e nervoso. Anna ficou surpresa com a presença de Emma.

_ O que faz aqui loira? Quem te... já sei Málica não foi?

Anna perguntou já com certeza da resposta , ela conhecia bem a sua serva e sabia que ela as vezes falava demais.

_ Isso não importa Anna. O que houve? Onde está sua mãe?

Anna arqueou a sombracelha.

_ Ela está sendo examinada pelo médico.

_ O que ela tem?

_ Sentiu uma dor na barriga e achamos melhor ela vir ao médico. Mas pode ficar menos desesperada, eu usei magia para ajuda-la e ela estava bem melhor.

Quase não havia dado tempo de Anna terminar de falar quando Regina estava saindo do consultório. A morena estava com uma expressão de incredulidade claramente perceptível , a filha e a esposa foram a seu encontro ambas olhando a confusas e preocupadas. Emma esqueceu que as duas não haviam se falado durante todos aqueles dias e se dirigiu a Regina automaticamente.

_ Regina o que houve? O que você teve , o que o médico disse?

Emma fazia muitas perguntas e Regina apenas a olhava com a sombracelha levantada.

_ O que faz aqui srta. Swan?

_ Como o que eu faço aqui? Você é minha mulher está em um hospital, onde mais eu estaria Gina?

_ Já pedi pra você parar de me chamar assim.

Anna olhava de uma pra outra sem se manifestar, ela nunca sabia o que fazer nessas situações. Emma respirou fundo.

_ Regina eu não vim brigar. Só vim saber como você está.

A loira abaixou os olhos momentaneamente ,mas depois voltou a fitar os da morena. Regina pensou um pouco e depois de tomar uma pausa longa para respirar , ela falou.

_ Eu não sei como, nem porque, ou onde. Na verdade estou mais confusa do que qualquer uma de vocês, mas parece que eu...

Regina parou mais uma vez, incrédula das palavras que proferiria a seguir.

_... eu estou grávida. Vamos ter um bebê, srta. Swan.

Emma quase desmaiou com as palavras de Regina. Ela realmente chegou a ficar tonta e cambalear um pouco, segurando na parede e tentando pegar de volta o ar.

_ Mas...como... isso não é possível. Somos mulheres Regina.

Regina fechou a cara. Ela sabia muito bem que as duas eram mulheres e sabia mais ainda que não tinha tido nada com nenhuma outra pessoa a não ser Emma, ela estava confusa, a única explicação seria magia , mas tudo era irreal e novo demais pra que ela conseguisse buscar uma explicação plausível. A morena se recompôs e olhando nos olhos de Emma foi taxativa.

_ Eu não acho que esse seja o local e nem a hora pra discutirmos algo tão delicado Emma. Passe na mansão mais tarde e conversaremos. Por hora eu preciso levar minha filha pra casa e descansar.

Emma se arrependeu na hora das palavras que disse, de alguma forma mesmo sem intenção, ela tinha meio que insinuado que não podia ser o pai ou mãe da criança que Regina carregava.

_ Regina espere, eu levo vocês duas. Você não está em condições de dirigir.

_ Eu estava em condições piores e dirigi até aqui. Eu estou bem. Mais tarde conversaremos srta Swan. Vamos filha.

A morena disse dando a mão a Anna e tratando de sair dali. A menina ainda olhou pra trás antes delas saírem e viu uma Emma um tanto desolada, sentada na cadeira com as mãos apoiadas na cabeça, em uma expressão de tristeza que compadeceu até mesmo a pequena guerreira.

No carro de Regina a caminho da mansão a morena estava quieta, ela não parecia querer conversar mas Anna não conseguiu se conter.

_ Você sabe que ela não quis dizer aquilo, não sabe?

Regina desviou a cabeça da rua um instante pra olhar pra filha a sentada a seu lado no banco do carona totalmente confusa, Anna tinha falado sem olhar pra mãe e continuou assim, mesmo percebendo o olhar de Regina.

_ Desculpe filha, mas está defendendo a Emma?

_ Não estou defendendo ninguém, apenas sendo justa. Ela não quis mesmo dizer aquilo.

Regina ficou confusa.

_ Pensei que você não gostasse dela.

_ Eu também.

Regina não deixou que Anna visse mas se abriu um meio sorriso no rosto da Rainha por saber que sua filha não odiava a sua.... e a Rainha franziu o lábio com o pensamento de não mais saber o que Emma representava em sua vida.

Notas finais
É isso por enquanto flores. Me digam o que acharam , seus coments são tudo. Beijos e até o proximo.