Entre O Bem E O Mal
48 Operação Cobra
Notas iniciais
Já passava das onze horas ,a mansão branca da rua Mifflin estava silenciosa. Regina havia mandado as crianças pra cama as nove, Henry tinha relutado um pouco mas Anna prontamente se despediu da mãe com um sorriso singelo ao abraço da mesma. A Conquistadora leria até dormir como sempre fazia. Após Malica certificar a Rainha que os filhos já estavam recolhidos , a serva fez o mesmo. E Regina se dirigiu a seu escritório.
Lá serviu se de uma taça de sua cidra favorita. Sabia que não faria mal pois o teor de álcool era pequeno na bebida e mesmo assim isso era o que menos a preocupava naquela hora. Ela fitava um quadro na parede acima da lareira semi encostada na mesma. Ocasionalmente passou a mão por sua barriga. Muitos pensamentos a permeavam naquele momento. De onde tinha vindo aquela vida dentro dela. Ela sabia que o amor verdadeiro era muito poderoso, sua Anna era prova viva disso. Mas seria a ponto de burlar as leis da natureza? Abaixando a cabeça levemente ao olhar o próprio ventre, ela sorriu e respondeu a si mesma. “Parece que sim”.
Meia hora depois Emma estacionava a viatura em frente a mansão. A loira saiu do carro , parou na frente de sua casa e mil memórias vieram à sua mente. A primeira vez que viu Regina, a primeira que percebeu que sentia algo pela morena além de desejo e sorriu ao se lembrar da vez que quase possuiu a prefeita bem no hall da casa. Tantos momentos alegres e alguns difíceis, como quando ela salvou sua mulher da multidão após a quebra da maldição. E agora tudo tinha voltado a estaca zero, parecia que nada pelo o que tinham passado juntas significava muita coisa . Como Regina estava tão cega a ponto de não deixar nem mesmo que a loira se explicasse e agora tinha um bebê no meio disso tudo. A cabeça de Emma dava voltas com tantas considerações. Um suspiro fundo e pôs se a caminhar em direção a porta da frente. Antes que pudesse bater ela reparou que a porta estava semi aberta. Regina devia ter deixado pra que não tivesse barulho quando Emma chegasse. Aquelas horas as crianças certamente estariam na cama.
Emma adentrou a mansão fechando a porta com cuidado . Estava uma escuridão e do fim do corredor direito vinha uma pequena luz . Outra memória bombardeou a mente de Emma, a noite em que Regina a ensinou a digamos utilidade prazerosa do fogo e do gelo. Mil sentidos se aguçaram em Emma ainda mais quando em sua mente lhe veio o pensamento de que ela poderia nunca mais ter outra noite de amor com Regina, aquele pensamento fez seu coração encolher e seus lábios franzirem. Com passos macios rumou em direção a luz e batendo devagar na porta do escritório entreaberta , anunciou sua presença.
_ Posso entrar?
E logo ouviu se um “ Entre” de dentro do cômodo.
À meia luz a Rainha se deliciava com sua segunda taça de cidra. Emma olhou bem pra visão a sua frente. Em uma saia preta e blusa vermelha, salto altos de cor purpura . Se não fosse a situação Emma diria que Regina estava vestida para seduzir, mas não era essa a atual. A loira engoliu seco e esperou a morena se pronunciar, o que não demorou muito. De costas ainda Regina falou.
_ Sente se srta. Swan!
A loira se sentou, esfregando as mãos uma na outra pois as mesmas estavam relativamente suadas. Regina se virou. Seu olhar era indecifrável, havia um meio sorriso que vagueava em seus lábios misturado com uma feição estranhamente indiferente. A morena se sentou na poltrona a sua frente sem tirar os olhos de Emma. O que aquilo queria dizer em um primeiro momento , a loira não tinha idéia.
_ Que bom que pode vir srta. Swan.
_ E onde mais eu iria?
_ Acho que falta de opções não é algo que lhe acomete nos últimos tempos não ?
A Rainha transbordava sarcasmo. Emma balançou a cabeça negativamente.
_ Você formou sua opinião sem nem mesmo me deixar lhe dizer o meu lado da história Regina.
_ Desculpe me? Mas ele existe? Se bem me lembro você estava de lábios colados ao daquela ...
Uma clara expressão de desgosto passou pelo rosto de Regina , que logo a conteve e forçou um sorriso totalmente condescendente.
_ Daquela pessoa, eu vi Emma ninguém me contou. Como pode haver seu lado da história nisso?
_ Porque ele existe. Droga Regina ...
Emma levantou um pouco a voz e foi imediatamente repreendida por Regina.
_ Não.. não levante a voz, se você não tem respeito por mim. Tenha ao menos por nosso filho que dorme no andar de cima.
Emma segurou se. E entristeceu se por Regina ter tirado o nossos filhos da sentença. Ela havia tomado esse tratamento a muito tempo e Emma acostumado se a incluir a pirralha insolente que ela estava aprendendo a gostar nele. E talvez aquilo significasse que Regina estava começando a excluí la de sua vida e da vida de Anna por conseguinte.
_ Não foi minha intenção me alterar mas você não está me dando direito de defesa Regina. Até um criminoso pego em flagrante tem esse direito.
Emma queria engolir as palavras ao ver que tinha dado mais munição a Regina com elas.
_ Então és uma ré confessa srta. Swan?
Emma olhou Regina bem nos olhos nessa hora.
_ Não me trate como idiota Regina. Ou como uma marionete que você pode manipular. Esse tempo entre nós é passado. Temos uma família, dois filhos, outro a caminho...
Emma mudou o foco do olhar pra barriga de Regina.
_...será que nada disso além de todas as vezes em que te provei que podia confiar em mim, te fazem pensar duas vezes. Te fazem me dar uma chance de me explicar?
O olhar de Emma era duro mas de um sofrimento tão tangível que quase era possível ser tocado. Regina abaixou os olhos. Ela também estava sofrendo , ela também presava aquilo que tinha mais do que qualquer coisa na vida dela. Tudo que queria era que tudo voltasse ao normal , que fosse um pesadelo e que ela acordasse nos braços de Emma uma vez mais . Mas não era assim, tudo estava desmoronando a sua frente e ela não conseguia evitar.
_ É isso que quer? Uma chance de se explicar? Então estou te ouvindo.
Emma suspirou profundamente.
_ Regina eu não sei bem o que aquela maluca , só isso pode definir aquela mulher, queria comigo. Eu dispensei, dei mil cortadas e foras nela. Mas ela ficou me perseguindo.
_ E você não pensou em me contar isso nem uma vez? Não passou pela sua cabeça me participar de algo assim?
_ Eu não achei que tomaria essa proporção Regina. Da última vez que a vi deixei bem claro que eu era casada, estava na ilha com minha mulher e filhos . Eu nunca ia imaginar algo como aquilo. A doida me agarrar daquela forma. Foi isso que aconteceu Gina, eu juro.
Regina fez uma pausa. Por mais que seu coração quisesse acreditar em Emma e se jogar nos braços da loira, ela estava ferida, triste, cheia de hormônios fervilhando dentro de si. Além de sua personalidade forte que não ajudava muito a ser compreensiva, pelo menos não naquele momento.
_ Então eu devo crer que você foi uma inocente garotinha nas mãos de uma sedutora? Insultar a minha inteligência dessa forma não conta pontos a seu favor.
Emma não estava acreditando nas palavras de Regina. Em que língua ela precisava explicar pra que a morena entendesse que ela não teve culpa , que Mulan é uma louca obsessiva? Estava tão claro aos olhos da xerife, mas parecia totalmente enegrecido aos da Rainha.
_ Regina estou sendo sincera. Essa é a verdade, mas parece que a verdade absoluta perdeu o propósito aqui.
Regina sentiu as palavras de Emma doerem bem dentro de si. Era isso Emma havia se dado por vencida? Aquilo confundiu a Rainha mais ainda a fazendo se fechar em copas.
_ Bem srta. Swan se isso é tudo que tens a me dizer falemos do assunto que realmente nos trouxe aqui. Essa criança que estou carregando.
Emma abaixou os olhos ,ela queria que suas palavra genuínas convencessem Regina mas ao mesmo tempo não queria brigar nem mexer com os ânimos da Rainha que pareciam já tão abalados. Afinal ela estava grávida, Emma ainda se perguntava como, e da mesma forma que essa vida apareceu poderia se perder. E mesmo sem saber como aquilo ocorrera Emma não queria que nada de mal acontecesse.
_ Sobre o bebê , você tem alguma idéia de como ele ou ela , pode ter ido parar aí?
_ Na verdade pensei sobre isso durante todo o dia desde a confirmação do diagnóstico. E a única coisa que posso pensar é em magia.
Emma olhou pra Regina confusa.
_ E que tipo de magia poderia conceber algo assim?
Regina olhou para o próprio colo e se concentrou em um ponto que não existia antes de falar.
_ A mais poderosa que existe, o amor verdadeiro.
O queixo de Emma caiu depois das palavras de Regina.
Na manhã seguinte Mulan resolveu dar uma volta pela cidade e reconhecer terreno. Não era necessário muito esforço pra cobrir os locais mais importantes dado o tamanho reduzido da cidade.
Andando pela parte principal de Storybrooke. Ela passou pela loja de Rumpel que estava fechada ,peculiar o lugar Mulan pensou . Andando um pouco mais a biblioteca de Belle, o Grannys mais a frente até ela avistar algo conhecido finalmente aquelas madeixas loiras que ela reconheceria em qualquer lugar. Emma Swan estava saindo de sua viatura de policia e entrando no Grannys. Mulan se escondeu atrás de uma parede de prédio e ficou observando espreitando.
_ Policial é... hmm. Bem a cara dela, por isso a mão tão pesada.
Mulan passou a mão no corte que o anel da loira tinha feito em seu lábio com um sorriso insano. Ela esperou até que Emma saísse com um cappuccino pra viagem nas mãos e entrasse novamente na viatura pra voltar a delegacia. Mulan saiu das sombras assim que a viatura dobrara a esquina.
_ Te achei Emma.
Sorriu como um predador a espreita de sua presa.
Emma estava na delegacia . Era manhã e ela tinha deixado Henry na escola antes de ir trabalhar. Regina havia permitido o acesso da loira ao filho, mas não a Anna . Regina estava magoada e ferida e conscientemente ou não queria ferir Emma também. A Xerife se sentara em sua mesa pedindo aos céus por um chocolate quente , estava com a mente tão cheia de pensamentos que esquecera de passar no Grannys como fazi quase toda manhã, mesmo depois de se empanturrar com os fartos cafés da manhã de Regina.
Pela cabeça de Emma mil pensamentos passeavam, tudo que estava acontecendo mexia com mente e coração da loira em um turbilhão de sentimentos. Os filhos, sim ela incluiria a pirralha insolente mesmo que Regina não quisesse pois no fundo ela via que a menina ainda relutante o queria e o bebê que ela ainda não sabia se era menino ou menina , mas que Emma já amava, passado o susto inicial de sua concepção. Mas as palavras de Regina não saíam de sua mente, o motivo pelo qual a rainha conceberia, o amor verdadeiro, ouvir aquilo dela naquela altura dos acontecimentos deu novas esperanças a salvadora , talvez ainda existisse algo na Rainha , algo que fizesse com que ela admitisse que Emma era seu verdadeiro amor. Os pensamentos de Emma foram interrompidos com uma coisinha de doze anos , cabelos negros e olhos azuis que parara bem a sua frente. Na mão da criança um pequeno embrulho e uma bandeja com dois copos que Emma reconheceria em qualquer lugar, chocolates quentes do Grannys.
_ Anna??
A criança revirou os olhos mediante a obviedade da afirmação de Emma.
_ Sim sou eu.
_ O que são todas essas coisas?
_ Porque faz perguntas das quais já sabe a resposta?
_ Porque tem que ser sempre tão insolente?
Anna deu de ombros e colocou o pacotinho na mesa de Emma, o mesmo fez com a bandeja.
_ Vi que saiu antes do café da manhã. Resolvi te trazer algo pra comer. São pães de canela no saquinho.
A Conquistadora pegou sua bebida, apenas um leite morno adoçado com mel, como Malica preparou desde sempre.
_ Pãezinhos de canela são meus favoritos, como adivinhou?
_ Não adivinhei , perguntei pra atendente meio despida do Grannys .
_ Está falando da Ruby?
Emma teve que rir da descrição da menina.
_ É a loba lá .
Fez um gesto de desdém com a mão, bebendo um gole de seu leite.
_ Eu agradeço muito pequena , mas preciso perguntar porque disso tudo?
Anna parou por um segundo, não que tivesse ficado preocupada com a loira morrer de fome não era essa a questão. Ela tinha uma notícia pra dar a Emma e também no fundo estava tentando ser amigável
_ Bem, é hoje que o Henry , vai simular o acidente dele na escola e eu vim pra avisá-la.
Emma quase engasgou com o chocolate que bebia.
_ Vocês dois não podem continuar com isso, sua mãe está grávida Anna . Vou agora mesmo na escola falar com o Henry.
_ Tarde demais.
Anna deu mais um gole em sua bebida.
_ A essas horas já deve ter acontecido.
Nem dois segundo depois o telefone toca. Emma olha pro aparelho e para a menina a sua frente.
_ Não atender não vai mudar os fatos.
Anna some em sua fumaça branca bem na frente de Emma que atende o telefone com uma expressão amedrontada.
_ Emma sou eu Mary , é o Henry , ele se machucou, você precisa vir pro colégio agora .
_ Estou indo .
Emma pegou a jaqueta vermelha que estava no encosto da cadeira e saiu correndo da delegacia , entrou na viatura e saiu cantando pneu pra escola do filho.
Anna apareceu na mansão bem em seu quarto Malica estava guardando umas roupas em seu quarto e se assustou.
_ Oh princesinha , me assustou.
Anna riu da serva.
_Ainda não acostumastes Malica.
_ Minha princesa , me conheces não?
_ Sim conheço.
A menina dirigiu um doce sorriso a Malica.
_ Onde está Regina?
_ Da última vez que a vi princesa , estava na sala lendo o jornal.
Anna assentiu e quando ia desaparecer novamente deu uma risadinha divertida ao olhar pra Malica e saiu do quarto da maneira tradicional. Ao chegar lá embaixo Anna viu Regina falando ao telefone.
_ Como assim se machucou Mary Margareth? E mais porque chamou a Emma antes de mim?
Anna num cinismo digno de um oscar se aproximou da mãe.
_ O que foi Regina?
A Rainha fez um sinal pra que a filha esperasse.
_ Estou indo pra aí agora.
Regina desligou o telefone e correu pro hall abrindo o armário do mesmo , recolhendo sua bolsa e casaco.
_ Filha você fica aqui com a Malica , seu irmão se machucou e preciso ir pega-lo na escola.
_ Eu vou com você.
_ Não vai não.
_ Eu vou de qualquer jeito Regina , a questão é se com ou sem você.
Regina deu um longo suspiro e deu a mão a filha abrindo a porta e se encaminhando ao carro com a pequena.
_ Porque não nos transportamos?
_ Porque não usamos magia desnecessariamente e em um momento mais oportuno conversaremos sobre essa sua atitude Anna.
Foi a vez de Anna dar um longo suspiro seguido de um revirar de olhos. Rapidamente as duas se encontraram na escola , chegando um cinco minutos depois de Emma, a loira segurava Henry no colo que chorava de dor. O garoto tinha caído de uma árvore que resolveu escalar na hora do recreio. Regina se aproximou do filho acarinhando o cabelo do menino.
_ Está doendo muito mãe.
_ Eu sei querido, nós vamos pro hospital.
Emma levantou com Henry e os três foram pro carro de Regina, ao passarem por Anna a garota piscou pro irmão colocando a mão em sua perna, liberou uma quantidade quase imperceptível de magia , aliviando consideravelmente a dor do irmão, que sorriu pra irmã, mas logo voltou a encenação do quanto doía. A Familia se dirigiu ao hospital. Emma e Regina entraram com Henry , e a Rainha orientou a filha que esperasse no corredor e em hipótese nenhuma saísse dali.
_ Mãe dói mãe.
O menino choramingava.
_ Não sei porque você foi fazer isso garoto.
_ Emma está certa Henry, eu cano de falar com relação a essas brincadeiras , olhe no que deu dessa vez filho.
Emma falava de algo mais do que a travessura e Henry sabia bem disso.
_ Tanto eu quanto sua mãe poderíamos te curar com magia garoto, mas você vai ficar engessado pra aprender que suas atitudes tem consequências.
A loira falou no melhor tom sério que pode . Henry abaixou a cabeça e assentiu.
_ Desculpem mães, eu só tava brincando.
_ Tem que tomar cuidado com essas brincadeira Henry, Emma está certa.
Regina concordou com a loira um tanto a contragosto. O menino fora submetido a um raio x e houve a constatação de que a perna estava quebrada, depois de medicado e de ter a perna engessada, o garoto veio caminhando com suas muletas, acompanhado das duas mães.
_ Você está bem Henry?
_ Tô Anna, foi só uma quedinha.
O menino se fez de forte e piscou pra irmã.
Chegaram ao carro e assim que o garoto estava acomodado no banco de tras juntamente com Anna Regina proferiu.
_ Obrigada pela ajuda srta. Swan . Eu assumo daqui.
_ Nem vem com essa de srta Swan , se você pensa que eu vou ficar longe do meu filho nessa situação se enganou e muito Regina.
Regina arqueou a sombracelha irritada.
_ O que acha que está fazendo?
_ Ficando com meu filho, queira você ou não , é isso que ele é , nosso filho.
Emma deu a volta e seguiu para a parte do motorista.
_ Eu dirijo, não é bom pra você ficar dirigindo no estado que está.
Regina revirou os olhos , estava com poucos meses de gestação e não haviam restrições em nada que precisasse fazer ainda. Ela pensou em discutir com Emma , mas pelos filhos, os três , resolveu se acalmar. Encaminhou se ao banco do carona, entrou e seguiram pra mansão.
Chegaram em casa e mais uma vez Emma saiu rapidamente do carro e abriu a porta traseira para pegar Henry engessado no colo. No caminho os dois irmãos peraltas se davam olhares comprometedores que Regina pegou em uma outra situação arqueando sua sombracelha em real confusão. Emma carregou o menino pra dentro sendo seguida por Regina e Emma. Assim que adentraram Malica veio ao encontro deles.
_ Pelos Deuses menino Henry o que houve?
_ Caí da árvore Malica.
Henry deu uma risadinha que foi fuzilada com um olhar mortal de Regina, desaprovando totalmente a travessura do filho.
_ Vou colocar você na cama garoto.
Emma subiu as escadas carregando o filho em direção ao quarto do mesmo. Regina não sabia se agradecia pelo filho estar bem ou ficava irritada por Emma impondo sua presença na casa, embora no fundo ela não soubesse bem se aquilo a irritava tanto.
_ Vamos princesa , vamos ver se seu irmão precisa de alguma coisa. A sra precisa de algo sra. Regina?
_ Não Malica , obrigada.
Malica conduziu a pequena levando uma mão as suas costas e sussurrando algo no ouvido dela. Regina se dirigiu a sala e se sentou no sofá, deixando o corpo cair. Estava se sentindo cansada mais do que o normal, talvez os primeiros sintomas mais apurados de gravidez além de sua magia da qual estava sem. Nesse momento Emma apareceu na sala mãos nos bolsos traseiros de sua calça jeans skinny.
_ Ele já está dormindo Regina, deve ser o feito dos remédios.
Emma deu a volta no sofá onde Regina estava sentada sentando se na poltrona a frente da rainha.
_ Regina talvez não seja a melhor hora mas acho que temos que resolver isso em algum momento. Eu realmente não quero me separar do Henry agora e você vai precisar de ajuda , na verdade você parece um tanto cansada.
Regina tomou uma profunda respiração levando a mão ao ventre, estava reconhecendo aqueles sintomas por mais que o tempo tivesse passado a gravidez de Anna era um momento vívido na mente da Rainha. Ela sentia as náuseas , cansaço exagerado e uns desejos estranhíssimos , ainda não chegara na época dos desejos mas sabia que logo estaria nela.
_ Não posso lhe impedir de ficar perto do Henry e nem me separarei dele , então permito que volte para cá , mas ...
A rainha fez uma pausa ao que dizia.
_ ... estará aqui unicamente por nosso filho e mais nada, o quarto de hóspedes será arrumado pra você.
Levantou se mas ao deixar a sala cambaleou um minuto como se fosse desmaiar. Emma rapidamente correu até a morena e a amparou. Segurou suas costas passando um braço da mesma por seu próprio pescoço e num reflexo levou a uma mão a barriga de Regina a colocando ereta novamente. Regina acompanhou o movimento da mão da loira com o olhar que depois subiu até encontrar o de Emma novamente, os olhos verdes e aqueles lábios róseos lhe deram o sorriso mais doce do mundo e Emma proferiu.
_ Nossos filhos Regina , nossos .
Fazendo um breve carinho na barriga da rainha.
Ao cantinho, escondida atrás da parede que dava pro corredor estava Anna que descera e observava tudo sem que ninguém a visse. A Conquistadora deu um meio sorriso vitorioso, pelo menos por enquanto a a operação cobra estava dando certo, Emma voltaria para casa. Anna se retirou suavemente para que sua presença não interrompesse o momento das duas.
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