Entre O Bem E O Mal
37 Capítulo 36- Só Anna pode
Notas iniciais
Que lugar é esse? Anna se perguntava depois de mais um pesadelo. Ela balançava a cabeça e sacudia seus pensamentos quando Regina entrou no quarto do nada.
_ Filha o que foi, mais um pesadelo?
Regina sentou na cama ao lado da filha automaticamente puxando a pra si em um abraço. Anna enrijeceu o corpo e franziu a testa, ela implorava por um choque de magia pra mandar a mãe pra longe dela, aquele comportamento de Regina estava realmente incomodando a. ela saiu do abraço e olhou bem fundo nos olhos de Regina, seus olhos azuis eram firmes e duros, a postura da Conquistadora.
_Regina porque está agindo assim? Isso é coisa sua ou de Cora?
Regina olhou a filha com estranheza por um momento, mas logo após voltou a sorrir e acarinhou o rosto da menina.
_Eu sei que esses pesadelos a confundem querida, mas eu não sou essa tal prefeita dessa cidade Storybrooke não é? Muito menos, fui uma rainha Má, nem de maneira alguma lutamos uma contra a outra. E sua avó morreu quando eu tinha sua idade, você sabe disso.
Os olhos da morena eram um tanto desesperados em fazer a filha acreditar nela. Anna examinou cada expressão de sua mãe, ela podia não ter seus poderes mais ainda tinha seu treinamento, ela sabia ler bem as pessoas.
_Você acredita mesmo nisso, que essa coisa toda é real. Daniel, você , eu?
_Claro que sim. Não é o que está vendo Anna?
Regina segurou a mão da filha trazendo -a para perto de seu coração.
_Se não crê no que vê anjo, creia no que sente. O que você sente?
Anna sentiu as batidas do coração de Regina.
_Seu coração.
Então a morena levou sua mão ao peito de Anna.
_E sabe o que eu sinto? Seu coração. Nossos corações são unidos, eu gerei você, te trouxe ao mundo, foi o dia mais feliz na minha vida na de seu pai também. Uma menina tão linda com olhos tão azuis, os mais azuis que já vi.
Então Regina acarinhou de novo o rosto da filha.
_Nós somos uma família feliz Anna, sempre fomos. E esse lugar, essas brigas, todas essas coisas são apenas sonhos ruins, pesadelos. E nada mais além disso.
Regina então sentou atrás da filha e beijou sua cabeça. Ela envolveu o corpo de Anna em um abraço, no inicio a menina estava dura rígida, então a morena começou a cantarolar uma canção de ninar, não tinha letra era apenas uma melodia suave e linda, que aos poucos foi acalmando Anna, acalmando, até que ela caiu novamente no sono.
Regina e Gold conversavam na loja dele, ela estava determinada a encontrar uma forma de tirar Anna do coma e Gold a estava ajudando. Mas eles haviam pensado em todas as alternativas das quais dispunham e nada.
_Regina minha cara, eu sinto dizer isso, mas acho que a única que sabe os reais segredos desse feitiço é sua mãe.
Regina bufou.
_Mas ela está sumida, deve estar camuflando muito bem sua magia, eu não consigo sentir sua assinatura mágica na cidade.
_ Mas talvez nisso eu possa te ajudar.
Regina olhou pra o homem coxo com as sombracelhas erguidas.
_Eu entendi certo você podia localizá-la o tempo todo e não o fez?
_ Não o tempo todo, eu andei preparando um encanto. Algo bem peculiar, um feitiço rastreador preciso só de uma gota de seu sangue para dar o Grã Finalle.
Ele trouxe um globo translúcido que tinha uma agulha na parte de cima.
_Aqui, é só espetar o dedo.
Regina então assentiu e espetou o dedo na agulha, ela pingou uma gota de seu sangue no globo e ele começou a fazer uma fumaça , como uma nebulosa se clareando. Então uma mancha vermelha apareceu. Gold franziu a testa e disse.
_Ela está na floresta perto do poço, temos que ir logo.
_Eu vou chamar Emma.
_Talvez seja melhor mantê-la longe disso. A xerife ainda não sabe controlar bem seus poderes.
_Mas nós duas juntas sabemos.
Regina disse enfaticamente pegando seu celular e ligando diretamente para sua mulher. Na estação a loira atendeu o celular.
_ Regina, e então novidades?
Emma disse com um tom preocupado.
_ Emma, achamos Cora.
_O que? Como assim, pensei que iam tentar resolver o problema de Anna.
_Eu sei, mas acho que apenas ela poderá nos dizer o que precisamos saber. Não temos tempo Emma, você precisa vir agora.
_Estou indo!
Emma desligou, vestiu sua jaqueta azul, pegou sua arma e foi em direção a porta.
_Emma o que foi?
_ Temos que ir pai. Regina encontrou Cora.
David assentiu e pegou também sua arma e seu casaco. Os dois saíram em disparada na viatura em direção a loja de Gold.
Gold e Regina já os esperavam.
_Gina, como..?
_Depois amor, não temos tempo a perder o feitiço é muito frágil. Podemos perder a localização a qualquer momento.
Emma então cerrou os lábios em um meio sorriso, dando a mão pra Regina e apertando. Elas se juntaram e as duas transportaram Gold e David pro local indicado. O antigo acampamento de Cora, que fora protegido por magia, mas sem a Conquistadora pra manter as berreiras acabou sendo revelado.
Eles andaram devagar na surdina tentando não chamar atenção pra si, queriam pegar a velha rainha de surpresa Foi então que num arroubo entraram na tenda. Mas nada estava vazia, totalmente vazia. Emma e David vasculharam o lugar a procura de pistas e Emma viu que um pouco de comida que estava sobre a ainda estava quente.
_Ela saiu a pouco ainda podemos alcança-la.
A loira falou esperançosa.
_Gold!
Regina olhou pro homem manco, ele imediatamente olhou o globo em sua mão, mas a localização de Cora tinha sumido.
_Ela deve ter sentido nossa presença, é uma raposa velha.
Emma falou.
_Calma xerife Swan, ela pode ser esperta e é mas não comparada a mim.
Gold então pegou um saquinho em seu casaco e murmurando umas palavras, ele jogou o pó no chão. Logo um rastro brilhante apareceu. Ele vinha da mesa em linha reta e ia pra fora da tenda.
_Vamos!
David falou e todos eles foram em direção a porta da cabana. Eles corriam atrás do rastro da Cora. Eles corriam o rastro ia desaparecendo conforme a assinatura mágica de Cora ia se esvaindo. A velha Rainha só podia ser rastreada quando usava sua magia e o tempo estava acabando. Eles correram rápido seguindo o rastro da magia até que chegaram a uma clareira. Lá encontraram Cora e Vaujan terminando de conjurar um feitiço. Eles tentavam abrir um portal pra Floresta Encantada, um portal por onde Cora fugiria e reuniria seu exército que lá tinha ficado, ela teria sua vingança a qualquer custo.
_ Cora!!!
Emma e David gritaram juntos. A velha apenas riu e murmurou um feitiço jogando um objeto no chão o portal se abre e os ventos começam a ficar fortes e mais fortes, todos se seguravam nas árvores e uns nos outros. Emma e Regina de mãos dadas se seguravam com sua magia, de jeito nenhum elas queriam se separar naquele momento e acabar uma num mundo e outra no outro, ou as duas em outro mundo deixando Henry e Anna a mercê de Cora.
_Isso não acabou!
_ Não espere me diga, como trago Anna de volta.
Regina implorou a mãe. A velha Rainha olhou pra filha e com um pesar que não se sabia de onde veio ela disse.
_ Ninguém pode traze-la de volta. Só Anna pode.
Então Cora e Vauján pularam no portal e ele se fechou logo atrás deles.
_Drogaa!!
Emma chutou o chão e David levou as mãos a cabeça.
_Essa diaba escorrega mais do que quiabo.
Emma gritou.
_Não acredito que ela escapou de novo !
David praguejava.
_Estávamos tão perto.
Regina falou com raiva e desconsolo, ela sabia que as palavras de sua mãe eram verdadeiras a velha Rainha voltaria e mais forte.
_ Gold o que ela disse que não acaba aqui, ela poderá mesmo voltar?
_ Ela chegou aqui da primeira vez não chegou?
Gold disse irônico.
_ Mas ela não tem Anna dessa vez, talvez não seja tão fácil.
_Talvez sim talvez não, mas conhecendo Cora como conhecemos minha cara, sabemos que não devemos subestimá-la.
Regina engoliu seco enquanto Emma a confortou com uma mão no ombro.
Na mansão Henry estava sentado ao lado de Anna. Todo dia após a escola ele ficava ao lado da cama por um tempo conversando com ela. Ele sabia que ela não responderia, mas algo o fazia acreditar que ela podia ouvir, e talvez ele não estivesse tão errado.
Anna acordou com uma voz na sua mente , ela sonhara mais uma vez com Storybrooke, dessa vez Henry conversava com ela, ela não conseguia responder mas ouvira tudo que o irmão havia dito.
“ Anna, é o Henry. Eu sei que dizem que não pode me ouvir, mas eu sei que você pode. Nós já nos falamos nos sonhos antes, eu sei que está aí. Me escuta, você tem que voltar. Nós sentimos muito sua falta, mamãe chora toda hora sabe. Ela tá tentando de tudo pra trazer você de volta, mas você precisa ajudar. Me escuta e segue minha voz de volta pra casa.”
Esse sonho foi mais vívido que os outros. Anna quase conseguiu sentir a presença de seu irmão no quarto. Nessa hora Malica entrou.
_Até que enfim acordou minha menina, seus pais já a esperam pra tomar café.
Anna não disse nada apenas levantou e foi se trocar no banheiro. Malica separou uma roupa pra Anna. Quando ela voltou e viu o vestido rosa na cama, ela quase enfartou.
_Rosa? Eu não vou usar isso.
_Mas porque minha menina, é um vestido tão bonito.
_Eu já odeio vestidos, rosa então não uso de jeito nenhum. Deixe me ver se tem algo que preste para se vestir nesse armário.
Anna vasculhou e no fim do armário, achou uma calça preta de montaria e uma blusa bege de botões. Ela vestiu e calçou as botas, prendeu o cabelo em um rabo de cavalo alto.
_Pronto, bem melhor agora.
Malica torceu o nariz.
_Anna essa não é uma roupa adequada pra uma menina.
_ Não sei porque!
Anna disse fatidicamente, dando de ombros e saindo pela porta do quarto. Quando ela chegou na mesa, os mesmos olhos assustados a rodearam. Daniel e Regina a olhavam estranho.
_ Bom dia!
_Bom dia, filha.
Daniel falou e Regina o seguiu. Anna sentou a esquerda do pai dessa vez.
_Está tudo bem querida?
Regina falou enquanto bebia uma xícara de chá.
_Sim.
Anna respondeu.
_Então porque está com suas roupas de montaria. Você não monta a tanto tempo.
Anna franziu a sombracelha. Não monto?? Ela pensou, ela sempre se orgulhou de ser uma exímia amazona.
_ Eu não monto? Acho que está enganada.
_ Sua mãe tem razão Anna. Sempre lhe incentivamos a tentar de novo, mas você nunca quis, ficou com medo depois que caiu.
_ Caí? Eu Anna Mills, caí de um cavalo?
Anna estava sendo claramente sarcástica e isso não agradou seus pais. As caras de bravos e testas franzidas diziam aquilo. Mas logo depois Regina sorriu com uma doçura que Anna não entendia de maneira alguma.
_Bem se acha que pode voltar a montar. Então iremos nós três aos prados depois do café. Não é querido?
_Claro que sim.
Aquela situação era estranha mas ao mesmo tempo confortável pra Anna. Ela estava começando a gostar de ter uma família de verdade. De ser o centro do mundo de seus pais como era e de ser querida e amada por todos.
Após o café, eles foram aos prados. Regina tinha mandado selar um cavalo bem manso pra Anna, mas a menina insistiu em montar um garanhão como o de Daniel.
_Anna tenha cuidado!
Regina disse segurando o ombro da filha para ajuda-la a subir. Anna deu um meio sorriso dizendo que estava tudo bem. Então montou o garanhão confiante. Os três andaram devagar lado a lado, Anna sentia o vento bater em seu rosto e balançar seu cabelo. Ela olhava de um lado pro outro e via o sorriso de felicidade de seus pais por estarem ali. E pela primeira vez em toda sua vida, ela se sentiu realmente em casa.
Regina e Emma chegaram em casa. Elas estavam tristes, se sentindo derrotadas. Cora era a única chance de Anna, elas pensavam. Sem saber direito a natureza do feitiço de contenção e a forma como Cora o construiu ficava difícil descobrir uma forma eficaz de trazer Anna de volta. Regina subiu ao quarto com Emma, elas entraram no quarto e viram Henry deitado nos pés da cama de Anna, uma de suas mãos repousada na perna de Anna. Regina suspirou fundo e uma lágrima rolou de seus olhos.
Emma a abraçou forte e beijou os cabelos de sua morena.
_ O que faremos agora Emma?
Emma não sabia o que dizer a Regina então a única coisa que ela pôde fazer foi abraçar sua mulher até suas últimas forças tentando desesperadamente dizer a ela que ela estaria com ela pro melhor e pro pior, até o fim dos tempos.
Fale com o autor