Entre O Bem E O Mal
35 Capítulo 34- Um pouco de Amor depois de tanta dor
Notas iniciais
Uma semana depois da grande batalha a cidade começava a se reerguer. Os anões junto com David e outros cidadãos começaram as obras na rua principal. A reconstrução tinha sido iniciada. Muitos cidadãos pediram a saída de Regina da cidade junto com sua filha Conquistadora, mas Emma e seus pais mais uma vez se puseram na frente e decretaram que as duas não iriam a lugar nenhum. Cora sim era culpada por tudo e ela seria levada a justiça quando fosse encontrada. Os guardas que sobraram assim como os servos foram presos e estavam trabalhando na reconstrução como castigo. Menos Malica, ela tinha ido até Regina depois do combate e tido uma longa conversa com a morena, a ex serva e mulher que criou Anna, além de proteger Henry da mesma, tinha esclarecido muita coisa a Regina e Emma sobre a criação de Anna, as coisas que Malica contou tinham levado a morena as lágrimas muitas vezes.
Henry também tinha contado como Málica havia cuidado dele com carinho e como tinha contado sobre Anna. Como ela tinha sido corrompida por Cora, como tinha sido privada de qualquer bom sentimento e treinada desde cedo pra ser uma arma contra Regina. A cada nova história que Malica contava , cada passagem de dor e sofrimento de Anna , fazia Regina odiar mais Cora e seu coração doía mais e mais .
A campainha da mansão tocou, fazia mais de uma semana que ninguém batia aquela porta , a não ser os habitante da mesma. Henry estava ficando com Mary Margareth durante os primeiros dias, pois Regina estava muito mal com a situação de Anna, que era monitorada dia e noite por aparelhos médicos que ajudavam a conservar sua vida, mas que não faziam com que esboçasse nenhuma reação. Málica estava cuidando de Anna e ficava com a garota dia e noite assim como Regina também saía poucas vezes do lado de sua filha. Emma estava na cidade ordenando a reconstrução e controlando os ânimos o melhor que podia e nesse período pouco ela via sua mulher , seu filho e menos ainda sua nova enteada.
Regina atendeu a porta. Do outro lado estava Mary Margareth com Henry, o menino tinha pedido muito pra voltar pra casa e Regina concordou depois de Emma falar como o menino sentia falta de sua mãe morena.
_ Mãee!!
Henry abraçou fortemente a cintura de Regina e ela abraçou de volta , dando um sorriso grande pro filho e beijando os cabelos castanhos do menino.
_ Oi filho, venha vamos entrar!
O convite foi estendido a Mary com os olhos. Ela assentiu e entrou na casa.
_Mãe , eu estava com saudades de casa.
_ Eu sei querido, desculpe a demora por isso, as coisas estão meio complicadas você sabe.
Disse Regina se abaixando e ficando a altura da visão do filho.
_ Como ela está? Emma disse que ela não acordou ainda.
_ Ela ainda está dormindo Henry, mas ela acordará , não sei quando mas vai.
O menino assentiu.
_Posso ir vê-la?
Mary olhou pra Regina como se ela não devesse deixar.
_Pode filho, Malica está lá com ela no quarto de hóspedes, mas tenha cuidado okay?
_ Pode deixar.
Regina assentiu. Então Henry rapidamente subiu as escadas em direção ao quarto de hóspedes que tinha virado uma espécie de quarto de hospital pra Anna.
_ Como você está Regina , eu queria ter vindo antes , mas .... você sabe as coisas na cidade ainda estão trabalhosas.
_Eu sei, Gostaria de um chá?
_ Ãh sim, um chá seria bom.
_ Me acompanhe até a cozinha , eu estava fazendo um agora mesmo.
Elas caminharam até a cozinha. A água já fervia e Regina se apressou pra desligar o fogo e pegar mais uma xícara no armário para Mary Margareth. Ela serviu o chá e sentou do outro lado da ilha da cozinha de frente pra Mary.
_Humm, maçã e canela, muito bom.
_Eu também gosto, o aroma acalma.
Houve alguns minutos de silêncio.
_ Regina desde o acontecido na cidade eu estava querendo ter essa conversa com você. Emma me contou mais ou menos sobre você e Anna, mas eu não entendo porque nunca nos contou sobre Anna?
Regina respirou fundo, ela sabia que essa pergunta seria feita mais cedo ou mais tarde, mas agora uma resposta era inevitável.
_ Bem naquela época, porque eu era a Rainha Má e nós éramos inimigas , não poderia acontecer de qualquer modo.
_ Mas e agora você e Emma estão juntas há um tempo porque não contar sobre isso?
_Porque era uma lembrança muito dolorosa, eu mal consegui contar pra Emma sobre isso e depois que descobri que Anna estava viva, bem as coisas ocorreram da forma que você já sabe.
Mary abaixou os olhos, o semblante de Regina era tão triste e doloroso , mas eficazmente escondido em um sorriso pálido que fez com que Mary Margareth pela primeira vez depois da maldição sentisse real empatia por Regina, ela era mãe também e agora podia imaginar como Regina tinha sofrido com a suposta morte da filha e mais como sofria agora. Primeiro vendo a filha ser transformada em um verdadeiro monstro por sua própria mãe e depois tendo que lutar com ela pra salvar seu amor e seu outro filho, além de sua vitória ter deflagrado a condição na qual Anna se encontra agora. Era muita dor e sofrimento , Mary não podia nem mesmo imaginar como Regina estava de pé ali tomando aquele chá.
Então ela esticou o braço e tocou a mão de Regina que repousava na bancada da cozinha , o olhar da ex Rainha Má era vazio e longe. Mas se tornou surpreso quando viu a mão de sua ex inimiga tocar a sua com ternura , enquanto na face da mesma surgia um sorriso de apoio genuíno.
_ Eu nem imagino pelo o que está passando Regina. Mas se precisar conversar sobre qualquer coisa, saiba que estou aqui pra ajudar de verdade.
Regina deu um sorriso apertado mas sincero, ela viu a sinceridade nos olhos de Mary, uma sinceridade que ela viu há muito tempo atrás e agora vira de novo.
Lá em cima Henry abriu a porta devagar.
_ Ah!! Oi Henry!
Malica recebeu o menino com um sorriso no rosto. Ele retribuiu o sorriso, ele se aproximou da cama e olhou bem pra Anna.
_ Ela está bem?
Malica deu um suspiro triste e passou a mão na cabeça do menino.
_ Esperamos que sim Henry, mas na verdade não sabemos. Sua mãe não conversou sobre isso com você?
_ Não muito, ela está muito triste dá pra ver nos olhos dela. Mas também com tudo isso.
Foi a vez de Henry suspirar de tristeza, ele tinha pena de Anna e mais ainda de Regina.
_ Mas precisamos ter fé menino. Fé de que ela ficará boa logo.
Malica disse segurando o ombro do menino.
Naquela noite Regina foi até o quarto de Henry. Ela foi dar um beijo de boa noite no filho, coisa que ela não fazia há muito tempo. Ela entrou no quarto e viu o filho sentado na cama com seu livro de contos de fadas no colo, ele foleava e foleava mas não achava nada sobre a Conquistadora, e ele não entendia porque Anna não estava no livro se fazia parte da vida de Regina.
_ Henry!
_Ah oi mãe...
Ele disse ainda foleando o livro pela milésima vez. Regina se sentou a seu lado.
_ Filho o que foi?
O semblante do menino era confuso e sua mãe morena percebeu isso.
_ É que eu já fuçei esse livro mil vezes e não acho a história da Anna mãe como isso é possível?
Regina viu a preocupação de seu filho, então fechou o livro e segurou a mãe dele.
_ Henry, nem todas as histórias estão nesse livro querido. A história de Anna foi um segredo que eu carreguei sozinha por muito tempo, tempo demais.
Regina abaixou os olhos por um segundo mas segurou o choro e continuou.
_ Mas eu posso contar a você. Na verdade já passou da hora de você saber.
O menino assentiu e segurou bem forte a mão de sua mãe, dando apoio.
_ Bem, há muitos anos antes na Floresta Encantada eu me apaixonei perdidamente pelo pai de Anna , Daniel. Daniel era pobre e cuidava dos cavalos de meu pai, mas ele era um homem maravilhoso e me fazia muito feliz. Eu escondia nosso romance de todos principalmente de Cora que se soubesse com certeza iria querer nos separar e foi o que ela fez quando descobriu que eu ia fugir com ele...
Os olhos de Regina se tornaram tensos e sua voz embargada e uma lágrima rolou dos olhos castanhos profundos.
_ ... ela descobriu e no dia que fugiríamos ela o matou, esmagando seu coração.
Henry estava tenso mas ele continuou segurando forte a mão de Regina e com sua pequena mão enxugou a lágrima que caíra do rosto de sua mãe. Ela olhou bem no rosto de seu filho e viu o apoio e compreensão dele, um apoio que ela muito precisava naquele momento.
_ Então depois de um tempo descobri que estava grávida de Anna, mas eu era casada com o Rei, sabe o pai de Branca de Neve.
O menino assentiu, essa parte da história ele já tinha lido no livro. E quando ela nasceu minha mãe mentiu pra mim dizendo que ela estava morta e a roubou, levando a pro País das Maravilhas. E assim ela cresceu desse jeito com raiva, ódio de mim e foi criada pela minha mãe pra ser uma arma contra mim.
A boca de Henry abria e fechava com cada pedaço da história que Regina lhe contava. Mesmo ela tendo poupado o filho dos detalhes mais tristes e difíceis, era algo que Henry não podia entender, porque uma mãe fazia tanta maldade com a própria filha.
_ Mas porque mãe, porque ela roubou a Anna de você. Como uma mãe faz isso com sua filha?
_Minha mãe tem uma visão muito deturpada de poder e de vida. Ela faz qualquer coisa pra conseguir o que quer, passa por cima de qualquer um e passou por cima de mim e de Anna, pra atingir seu objetivo. Ela sempre quis reinar na Floresta Encantada e ela não deixaria que a filha de um cavalariço atrapalhasse seus planos.
_ Mas porque ela criou a Anna assim, com tanta maldade?
_ Eu não sei meu filho, pra me atingir eu acho.Porquê? Só ela pode responder. Talvez ela tenha visto o poder em Anna quando nasceu e quis se aproveitar disso. Mas ela sabia que eu jamais deixaria que ela fizesse o que fez com minha filha. Essa é a única explicação que posso pensar.
Henry assentiu e abaixou a cabeça.
_ Mas agora tudo vai dar certo né...
Ele levantou os olhos.
_... quer dizer Anna vai acordar e vamos ser uma família feliz de novo né mãe?
Regina queria desesperadamente dizer que sim, mas ela não podia mentir mais pra Henry. Então abraçando o filho com toda sua força ela disse.
_ É o que eu espero querido, é o que eu espero.
Regina já estava na cama quando Emma chegou em casa. A cidade andava um caos esses dias, como era de se esperar,o que fazia Emma ter trabalho em dobro com seus pais tentando pôr ordem em tudo que fora destruído.
Regina tinha deixado o jantar de Emma no forno. Malica estava ajudando Regina na cozinha, e embora o forno elétrico a gás e os outros aparelhos tenham dado tanto medo na mulher que parecia que ela ia sair gritando “ bruxaria “ da cozinha, aos poucos ela estava se acostumando as modernidades desse estranho reino. Emma entrou na cozinha e Malica estava lá terminando de lavar a louça.
_ Boa noite!
Emma cumprimentou com um ar cansado , abriu a geladeira e pegou uma garrafa d’água.
_ Boa noite senhora!
A serva disse com ar amigável.
_ Sem o “senhora” por favor , só Emma Malica.
_ Sim sra.
Emma fingiu olhar sério pra mulher.
_ Desculpe Emma!
_ Melhor assim.
Emma sentou no banco e deixou a garrafa na bancada á sua frente.
_ Está com fome, posso lhe servir o jantar?
_ Não, não. Já comi obrigada e Regina, Henry?
O menino está dormindo e a sra. Mills já foi se deitar também.
_ E a Anna alguma melhora?
Malica abaixou a cabeça.
_ Não senhora, nada. Minha menina está do mesmo jeito.
Emma pegou um pesar genuíno nas palavras de Malica.
_ Bem vou pra cama também. Vá descansar Malica.
_ Sim sra.
Emma sorriu timidamente, pelo jeito a mulher não conseguiria mesmo tirar o senhora. Mas também servindo a Cora por tanto tempo, não era difícil de entender. Emma subiu as escadas, ela olhou pro outro lado da escada onde ficava o quarto de hóspedes onde Anna estava, apenas as luzinhas dos monitores de vida brilhavam, justamente com um bip insistente do monitor do coração de Anna. Emma coçou a cabeça e balançou a mesma. Tanta tristeza, tanta destruição e para quê, para ficar assim entre a vida e a morte em uma cama. Emma sentia muito por Anna , mas ela sentia mais por Regina. Sua morena , o amor de sua vida, se fazia de forte perto dela, mas Emma sabia que ela estava em farrapos por dentro.
A loira então passou pelo quarto de Henry, o menino dormia tranquilo com seu livro ao lado, ela sorriu e fechou a porta. Enfim ela olhou pra suíte máster, o lugar de tantas noite de amor e prazer agora tinha se tornado um lugar de dor e tristeza, muitas vezes com Emma acordando a noite com os soluços baixos de Regina do outro lado da cama o que a loira tentava amenizar envolvendo a morena em um abraço terno e seguro.
Emma entrou no quarto. Regina dormia de lado na cama. Emma entrou no banheiro, tomou uma ducha rápida e vestiu um calcinha box e camiseta preta. Ela entrou debaixo das cobertas e abraçou a cintura de sua amada. Emma beijou os cabelos escuros de Regina e aconchegou a em seus braços, a morena não ofereceu qualquer resistência ao movimento.
_ Muito trabalho na cidade?
Regina perguntou sem se virar, segurando firme o abraço de Emma.
_ Uhum!
Emma sussurrou no ouvido de Regina, depositando um beijo na nuca da morena.
_ As pessoas ainda querem que eu saia?
Emma abriu os olhos. Ela não tinha falado sobre isso com Regina , então como ela sabia, então ela parou e pensou . Magia com certeza.
_ Gina não devia gastar seu tempo vendo essas coisas.
_ Foi sem querer, queria saber como você estava e apenas vi você discutindo com algumas pessoas.
_Você tem que parar de me espionar com sua magia também Regina. Parece que tenho um GPS mágico bem na minha bunda.
Emma deu uma risadinha e Regina também se permitiu rir. A risada mesmo fraca de Regina soava como música aos ouvidos de Emma, de tão raros que se tornaram esses momentos.
_ Mas você não me respondeu Emma.
Regina se virou nos braços de sua mulher e olhou bem nos seus olhos. Emma acariciou o rosto dela.
_ Está tudo bem amor, tudo vai se ajeitando aos poucos.
Emma depositou um beijo calmo nos lábios de Regina. A morena retribuiu o beijo , puxando Emma pra si, num abraço forte urgente, as línguas se entrelaçavam no beijo desesperado de amor e ternura , necessitado de carinho, de contato, de paixão.
Emma enfiava as mãos por dentro da camisa de pijama de Regina abrindo os botões e passeando pelos seios da morena , os mamilos durinhos prontos pra sua loira , necessitados dela. Em um movimento Emma estava por cima de Regina e com um só puxão abriu o restante de sua blusa e com outro arrancou o sutiã, fazendo a morena se remexer embaixo dela. Emma abocanhou os seios de Regina de uma só vez, lambendo, sugando, mordendo, fazendo círculos com língua , enquanto esfregava seu sexo no de sua amada , a umidade das duas crescendo mais e mais.
Então Emma desceu pelo corpo de sua mulher , lambendo sua língua deixando um rastro pelo abdômen enquanto em outro movimento rápido a loira puxou as calças de pijama de Regina com calcinha e tudo. Emma parou e vislumbrou o sexo de sua amada. Fazia um tempo que ela não estava ali naquela posição privilegiada e dadas as circunstâncias de tanta tempestade , a visão de Regina nua embaixo dela era toda bonança que ela precisava.
Emma parou por um minuto para tirar sua própria camiseta, enquanto Regina se remexia e se contorcia embaixo dela, louca pelo contato de sua Swan , louca pra ser amada de novo pela mulher de sua vida. Regina levantou as mãos para acariciar um pouco os seios de Emma , antes da loira abaixar-se e encontrar o caminho da felicidade.
Emma assoprou e beijou o clitóris de Regina , fazendo a arrepiar- se automaticamente, depois desceu a língua lambendo devagar quase sem encostar. Regina inclinava a cabeça pra trás no travesseiro e pedia por mais contato. Emma entendeu e começou a chupar e sugar sua amada fortemente , suas unhas arranhando as coxas e puxando o quadril de Regina mais e mais pra si, dando mais e mais contato , roçando a boca de Emma no sexo de Regina até que o corpo da morena tremeu e um “ Emmaaa” saiu dos lábios mordidos de Regina em êxtase profundo.
Emma sorriu e continuou sugando bebendo sua amada com satisfação e amor. Um momento de amor que há muito não tinham, há muito precisavam , que há muito necessitavam.
Elas dormiram uma por dentro da outra nessa noite, o sorriso de satisfação nos lábios de Regina colocava um nos lábios de Emma. E pela primeira vez desde que toda essa crise se deflagrou elas se entregaram á um sono de prazer e paz. E pelo menos naquele momento elas puderam esquecer toda a tristeza que as cercava.
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