Entre O Bem E O Mal
30 Capítulo 30- Anna Mills
Notas iniciais
Era noite alta. Anna estava na prefeitura, o gabinete de Regina tinha se tornado seu lar já que estar na casa de sua mãe era muito pra ela. O lugar era impessoal não tinha muito de sua antiga dona então ele se tornou um pouco mais agradável a garota. Ela tinha marcado com Henry na floresta, mas ela não sabia se o feitiço tinha realmente sido eficaz e nem se o garoto iria a seu encontro, mas ela iria até lá assim mesmo.
Ela resolveu que não iria a cavalo pra não levantar suspeitas de sua saída, então se transportou até a clareira na floresta e sentou no balanço da árvore. Fazia muito frio naquela noite , uma névoa espessa cobria grande parte da atmosfera . Anna cruzou os braços e se aqueceu neles, olhando pros lados.
Na cabana, todos estavam dormindo. Emma tinha ficado de vigia no primeiro turno e Regina dormia no sofá deitada com a cabeça em seu colo. Emma acarinhava o cabelo de Regina. Henry levantou da cama e esfregou os olhos. Ele olhou pela janela e depois pro relógio, passava um pouco da meia noite, “Será que Anna ainda está esperando?” ele se perguntou. Henry sabia que era um tanto perigoso se afastar de suas mães, mas ele tinha que ir, algo lhe dizia que sim. Então ele levantou, calçou seu tênis e vestiu o casaco, o livro embaixo do braço, Henry subiu na cama e facilmente pulou a janela. O garoto olhou em volta e correu pela floresta.
Na sala Emma escutou uns barulhos vindos lá de fora. Ela levantou devagar pra não acordar Regina afinal podia ser só um animal, já que Regina e Gold encheram o lugar de barreiras mágicas. Então ela foi lá fora a arma em punho, ela resolveu que atiraria primeiro e perguntaria depois afinal sua família estava em perigo. Ela saiu da cabana e olhou lá fora , não tinha nada quando voltou Regina estava acordando , ela esfregava os olhos e passava a mão pelo cabelo para assentar os fios errantes.
_Emma o que houve?
Emma fez um sinal de calma pra Regina.
_Eu ouvi um barulho , mas não tem nada lá fora, deve ter sido um animal. Vou ver o Henry.
Emma foi até o quarto e depois disso só se ouviu um grito.
_ Reginnaaa!!
Regina correu na direção do grito e encontrou Emma com as cobertas na mão. Os olhos de Emma eram estáticos e apavorados.
_ O que foi Emma?
_ Henry sumiu.
Na clareira da floresta Anna esperava, ela nunca tinha usado um balanço então ela não sabia de verdade o que fazer. Ela ouviu um barulho de passos rápidos e olhou pro lado , vendo um menino com as bochechas coradas e ar faltando surgir de dentro da mata. Ela levantou do balanço e foi em direção a ele.
_ Você veio mesmo.
Os olhos de Anna para o irmão eram de pura confusão, ela até tinha esperança que ele viesse mas na verdade não achou que isso aconteceria.
_ E você esperou.
O menino buscava normalizar o ar.
_ E então Anna, eu trouxe o livro, de que histórias quer saber?
Cora fuçou tudo na casa de Regina , ela olhara as roupas dela , pertences pessoais , tinha feito cara feia pras roupas de Emma e até mesmo nas coisas de Henry ela tinha mexido. Mas não encontrara nada que dissesse porque Regina estava vivendo aquela vida e Cora se negava a acreditar que era por amor aquela loira desgrenhada como dizia Anna.
_Minha Rainha , o encanto está quase pronto. Mas precisamos de mais algumas coisas para abrir o portal de volta a floresta encantada .
_Que tipo de coisas?
_Uma tempestade elétrica por exemplo.
_Você está brincando comigo. De onde tiraremos uma tempestade elétrica Váujan.
_ Bem , não podemos na verdade majestade, nenhuma força nessa terra pode gerar energia pra voltar. Esse mundo não tem mágica o suficiente.
_Mas nós viemos, como não podemos voltar?
_Infelizmente majestade, o mundo de onde viemos era mágico de natureza, mesmo estando morto. Mas esse reino minha Rainha, mesmo com mágica sendo trazida a ele, é muito difícil de estabilizar para um evento como esse, a mágica aqui não funciona de maneira correta, é ainda pior que o país das maravilhas.
Cora bufou de ódio, pegou um enfeite na mesa e jogou no espelho da parede fazendo ambos em mil pedaços.
_Maldição!!!!
Vauján se encolheu em um canto.
_Tem que ter um jeito, eu não posso ficar presa aqui como fiquei no país das maravilhas, eu não tenho mais esse tempo pra esperar.
_Eu percebi majestade o tempo aqui passa mais rápido também.
Ela andou de um lado pra outro , pensando , tentando encontrar uma solução, ela não podia acreditar que tudo que tinha feito era por nada, que era tinha pulado dois mundos só pra ficar presa nessa cidadezinha esquecida por Deus.
_Continue procurando Vaujan , temos que achar um meio, eu não vou ser derrotada por um mero detalhe , de maneira nenhuma.
_ Sim, minha Rainha !
Vauján deixou a presença de Cora em uma reverência . Os olhos dela eram negros de ódio.
Gold ouviu o grito de Emma e foi até o quarto juntamente com Azul.
_ O que houve?
_ Henry, ele sumiu.
Emma olhava com olhos suplicantes.
_ Como assim sumiu?
Azul perguntou. Regina estava em estado de choque.
_Não é possível, as barreiras não foram vencidas, ninguém entrou aqui.
_Está dizendo que Henry fugiu, porque ele faria isso?
Regina saiu de seu estado de semi transe.
_ Minha mãe !
Os três olharam pra Regina confusos.
_Eu já disse que é impossível que Cora entrasse aqui sem mexer com as barreiras Regina.
_Ela pode ter feito outra coisa. Ela pode ter invadido o sonho do Henry como fez comigo. Lembra Emma, ela se transmutou numa garota pra se aproximar dele e se ela fez de novo para atraí-lo?
_ Mas onde ele pode estar?
Perguntou Azul
_ Só nos resta procurar, vamos!
Disse Emma com a arma em punho.
_Henry , eu preciso que me conte umas coisas.
_ O que Anna?
_Você é filho da prefeita não é?
_Como sabe disso?
Henry pergunta em confusão enquanto os dois sentam em uma pedra. Anna está com o livro no colo.
_Acho que todos na cidade sabem disso.
_É você tem razão.
_ E quem é o seu pai?
Henry levanta os olhos e olha nos de Anna e depois novamente os desvia pro chão.
_ Bem, na verdade eu sou filho adotivo da prefeita, Emma é minha mãe de verdade mas ela me deu quando eu era bebê . E meu pai ...
Anna com os olhos e um meio sorriso o incentivou a continuar.
_ ...bem , Emma disse que ele morreu.
Aquelas palavras tocaram Anna em algum lugar, ela não sabia bem onde, mas Henry era um pouco como ela, ele foi preterido pela loira e escolhido por Regina. Essa nova informação trazia reações mistas em Anna, ela tinha ciúmes por ele ter mais do que ela por ter crescido com a vida que seria dela, mas ao mesmo tempo se identificava com a situação de abandono dele e estava gostando menos ainda da loira desgrenhada a essa altura.
_ E você a perdoou, quer dizer Emma por ter te dado?
_ Sim, ela fez isso pra que eu tivesse uma chance melhor e eu tive. Regina é uma mãe ótima.
Mais uma reação em Anna. Dessa vez algo que ela não conseguiu identificar.
_ Henry, você viria comigo?
_Com você? Pra onde?
Nessa hora Emma, Regina, Gold e Azul apareceram na clareira. Azul usava sua varinha pra rastrear Henry.
_ Henry!!
Emma gritou primeiro.
_Afaste-se dela querido!
Regina gritou. O garoto ficou confuso.
_Não mãe ela é minha...
Ele não pode terminar a Conquistadora surgiu em seu melhor estilo, se levantando e em um movimento ficando atrás do menino, os cabelos cobriam o rosto e o sorriso maléfico que agora pairava em seu rosto. Ela segurou Henry pelo tronco, imobilizando-o.
_Solte ele agora seu monstro.
Emma gritou. Henry com o canto dos olhos e o corpo imobilizado pela magia de Anna, olhava tentando entender.
Então Anna fez um movimento e jogou os cabelos pra trás. Uma rajada de magia saída de sua mão derrubou as três pessoas que não pertenciam aquele momento. Emma, Azul e Gold foram jogados á metros de distancia na floresta. Regina de olhos arregalados, tentou fazer algo mas foi impedida pela filha que a prendeu com magia rapidamente.
Regina olhou pra Conquistadora e finalmente viu o rosto daquela que ela tanto temia. Anna segurando Henry olhou bem fundo nos olhos de sua mãe e nessa hora o tempo parou na cabeça de Regina. Como em uma regressão de flashes de lembranças, ela voltou ao dia em que deu a luz a sua filha, e ela reconheceu aqueles olhos azuis. Os olhos mais azuis que ela já tinha visto e que nunca por um momento de sua vida ela tinha esquecido.
Então Regina desmaiou e Anna se esvaiu em fumaça branca levando Henry junto com ela.
Anna apareceu na prefeitura com Henry, mas precisamente no gabinete de Regina, ela soltou o garoto e se afastou dele. Ele olhava a tudo atônito, ele mal conseguia formar um pensamento. Anna sentou na cadeira de Regina e pôs os pés na mesa. Ela olhava pra Henry de uma forma misteriosa, ela apertava os olhos em direção do menino dando uma sensação de medo nele.
_ O que... quem é você?
Anna deu um meio sorriso e revirou os olhos, ela era uma perfeita Evil Princess, esse seria mais um título digno da Conquistadora.
_ Sua mamãe prefeita não lhe contou?
Henry olhava pra ela mais confuso do que nunca.
_ Meu nome é Anna Mills , eu sou sua irmã, irmãozinho querido!
Ela sorriu predatória e vitoriosamente.
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