Entre O Bem E O Mal
2 Capítulo 2- A perda
Notas iniciais
Foi uma longa noite sentido dor e esperando a hora do bebê vir , Regina era forte ,mas a dor continuada por horas e os meses em que se manteve apertada escondendo a gravidez não fizeram bem a ela. Quando finalmente a criança nasceu , ela estava sem forças ela não queria se deixar ir , a parteira lhe mostrou o bebê. Ela sorriu e viu Daniel , no rosto da criança. Cora apenas olhava com desdém.
_Vossa majestade precisa descansar.
_Não , eu não quero me separar dela.
_A propósito que nome devemos dar a menina ?
_ O nome dela é Anna....
Foi quando Regina finalmente sucumbiu e desmaiou.
Cora já sabia o que ia acontecer, ela havia posto uma erva calmante poderosa na água que Regina tomara logo após conceber. Cora não permitiria que sua filha ficasse com o bebê . Ela não permitiria que uma coisa tão insignificante como uma criança arruinasse tudo que ela conseguiu. Cora pegou a criança e combinada com a parteira e criada levou a criança pra longe, desaparecendo em uma nuvem de fumaça. O pai de Regina andava de um lado a outro, preocupado com a demora no nascimento. Só então a poucos momentos a parteira veio até ele com um rosto pálido e olhos baixos.
_Nós fizemos de tudo meu senhor, mas infelizmente a criança não sobreviveu.
Henry, o pai de Regina, caiu sobre seus joelhos , as mãos elevadas na cabeça, sem entender o que estava acontecendo.
_E como está Regina, ele perguntou com os olhos cheios de lágrimas?
_Ela está bem, está dormindo. Mas infelizmente temos mais uma notícia ruim.
_Qual?
_Devido as complicações no parto a Rainha dificilmente poderá ter filhos novamente.
O homem , desolado sucumbiu ao desespero.
Nesse meio tempo. Cora encontrou-se com Rumpel na mesma clareira na floresta. Ele a entregou a criança morta enrolada em um pano, uma menina assim como a menina de Regina. Cora voltou a casa da mesma forma que saiu. Depositou a criança no cesto e saiu do quarto, ela encontrou o marido entregue , a beira da insanidade, jogado no chão. Ele levantou os olhos para sua mulher , se levantou a foi até ela sacudindo seus dois braços com as mãos.
_Como, como isso aconteceu?
Cora deu seu olhar mais estóico ao homem.
_Tem coisas que simplesmente não são pra ser.
Dito isso , ela deixou o homem lá no corredor completamente desolado.
Quando Regina acordou , ela estava só no quarto. Ela tentou se levantar , mas estava muito fraca, havia perdido muito sangue. Então ela chamou pela criada. Mas pra sua surpresa quem entrou foi sua mãe e seu pai . Ela olhou seus semblantes , a mãe impenetrável como sempre. O pai estava arrasado. A feição de seu pai apavorou Regina.
_O que houve pai, onde está minha filha?
Ele caminhou até a beira da cama e sentou-se a seu lado.
_Querida , você vai precisar ser forte como você nunca precisou antes.
Dito isso, a única coisa que se ouvia no castelo eram os gritos de Regina.
Após a morte de Daniel e a perda de sua filha , a alma de Regina se tornou negra como a noite em seu peito apenas dor e sofrimento. Cora apenas acompanhava os frutos de sua maldade , sua filha finalmente estava se tornando tão má quanto ela.
_Regina você tem que ter paciência, uma Rainha sábia , espera a hora de agir.
_Eu sou a rainha, eu faço o que eu quero.
_Tenha cuidado com suas palavras minha filha.
Regina invadiu o espaço pessoal de sua mãe, olhando a bem nos olhos.
_Porque, porque você acha que eu deveria ter medo de você?
_Porque eu sei o que é melhor pra você.
Elas discutiam no quarto de Cora em frente ao espelho da mãe , que na verdade era um portal para o pais das maravilhas, um lugar estranho que Cora gostava de visitar para conseguir alguns ingredientes mágicos peculiares. A magia lá corria livremente , estava em todos os lugares, emanava do ar. Regina saiu dos aposentos da mãe , aquela mulher realmente lhe irritava e por mais que Regina tentasse ela não estava mais aguentando conviver com ela. Assim que Regina saiu Cora se virou para o espelho. Ela passou a mão sobre ele e uma imagem apareceu. A criada de Cora que estava no nascimento do bebê de Regina penteava os cabelos de uma criança , uma menina de cabelos escuros , pele bronzeada e olhos azuis . A criança parecia não ter mais de dois anos e brincava alegremente com uma espécie de elemento mágico de onde saíam várias formas coloridas e divertidas. Cora olhou para a criança , um olhar que se não viesse dela , poderia se dizer que era carinho genuíno, ela observou a criança mais um pouco e depois com mais um movimento das mãos a imagem sumiu.
A Rainha má estava ascendendo mas ela não poderia continuar sob a sombra de sua mãe , ela tinha que se livrar dela. Ela foi até Rumpelstilstiskin.
_Minha rainha.
O homem de pele esverdeada e sorriso macabro se inclinou em reverência.
_A que devo a honra.
_Preciso de um favor.
_Se você já ouviu falar de mim Regina sabe que eu não faço favores a toa.
_Eu sei disso.
_Então no que posso ser útil?
_Quero uma forma de me livrar de minha mãe.
_Você quer matá-la?
_Não. Apenas tirá-la da minha frente , da minha vida e ela é poderosa demais para eu apenas coloca-la em alguma prisão.
_Bem , minha Rainha você pode manda-la pra outro Reino.
Regina arqueou a sombracelha , como assim?
_Bem existem formas !
Fale mais .
_Você sabia que sua mãe tem um espelho?
_Ela tem muitos espelhos.
_Sim , minha cara, mas ela tem um em especial. Ele na verdade é um portal para um outro Reino , de onde ela tira muitas de suas magias.
Regina observou com atenção.
_Você poderia jogá-la lá e quebra-lo em seguida assim ela não teria como voltar.
_Mas como irei dominá-la ?
_Aí que entra nosso pequeno acordo. Eu vou lhe dar um feitiço , que neutralizará os poderes dela por poucos minutos , apenas o tempo suficiente para você terminar o serviço.
_E esse lugar para onde ela vai , é ruim?
_Não exatamente, para mim é apenas caótico , a magia lá simplesmente não tem regras .
_Acho que ela se sentirá em casa lá então.
_Mais do que você imagina.
_O que quer dizer?
_Hum, nada minha cara Regina, nada.
_E o seu preço ?
_ Meu peso em ouro.
_Ótimo , apareça para buscar seu ouro assim que seu encanto tenha funcionado.
_Assim seja minha Rainha.
Regina já estava se retirando quando a criatura lhe chamou.
_Se livrar das coisas é realmente o estilo das mulheres da sua família não é?
Regina voltou , encarando o homem.
_ O que quer dizer?
_Bem , há um tempo atrás sua mãe também se livrou de algo que ela não podia lidar.
Regina olhou em confusão.
_Do que está falando ?
_ Da magia que um dia lhe impediu de ser o que você é hoje.
Dizendo isso o homem desapareceu na frente dos olhos de Regina.
Regina estava confusa com as palavras do homem, então ela se lembrou da única coisa que um dia impediu-lhe de sucumbir ao seu lado negro. Ela passou a mão por sua barriga e uma nuvem roxa de ira , dor e sofrimento se formou em volta dela, seus olhos negros como a escuridão que assolou sua mente ao pensar que sua mãe tinha matado sua filha.
Um segundo depois ela estava nos aposentos de Cora.
_Porque ? eu exijo que me responda! Ela gritou em seu melhor estilo Rainha má.
Cora olhou para Regina sem entender o que ela estava falando. A figura de Regina era enegrecida, quase desumana.
_O que você fez com ela???
Com apenas um aceno de mão em fúria Regina prendeu sua mãe na parede.
__Regina!
_O que você fez com ela sua maldita?
Regina segurou o pescoço de sua mãe com uma única mão.
_Eu não sei do que está fa-lan-do.
Cora disse perdendo o ar.
_Ah , você sabe . Regina tomou um ar ironicamente diabólico.
_Muito se diz daquela criatura chamada Rumpelstiltskin, menos que ele mente em seus acordos.
Os olhos de Cora se arregalaram tanto pela revelação de sua filha, tanto pelo aperto em seu pescoço.
_Regina eu não sei o que ele te disse mas...
_Eu vou perguntar mais uma vez, e apenas essa vez. O que você fez a ela?
Os olhos de Cora eram vazios e Regina obteve sua resposta deles. Em um impulso de raiva e desespero ela soltou Cora da parede jogando –a pra dentro de seu espelho. Ainda em um impulso de sua magia , Cora segurou nas bordas do espelho.
_Regina , me perdoe , foi preciso . A mulher disse com um medo nunca visto em seus olhos.
_Nuuncaaaa!
E reunindo toda sua magia Regina empurrou sua mãe de vez ao espelho e quebrando o mesmo em mil pedaços. A rainha caiu em seus joelhos entregue a dor , a testa encostada no chão as lágrimas encharcando seu rosto. Em um canto do quarto , sem ser percebido estava Rumpelstiltskin, com um olhar negro e satisfeito em seus olhos.
_Agora estamos quites minha querida Cora.
E enfim após muitos anos a “coisa verde “ teve sua vingança contra a mulher que um dia ele amou e que lhe traiu.
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