Entre O Amor E A Guerra
84 Capítulo Final II - E viveram felizes para sempre?
Notas iniciais
– Anda logo amor, nosso vôo sai em menos de duas horas e nem banho a gente tomou ainda. Aposto que Berry e Quinn já devem estar impacientes esperando a gente sair do quarto. Falava Brittany, sendo de novo agarrada por Santana, que estava nua por cima dela na cama.
– Aff amor...agora que a gente casou eu quero “descer até o chão” com você umas cinco vezes por dia, para o casamento não perder o tesão, o interesse, a vontadeee!!! Falava Santana, subindo o corpo por Brittany, parecendo uma contorcionista, colocando seu sexo na boca da loira, que não sabia se entrava na dança ou se continha a esposa, que queria mais um round de sexo selvagem...ainda não tinham dormido, e o vôo sairia pontualmente as 13 horas. Fez todo o esforço do mundo, mas deu uns beijinhos e uma única lambidinha no sexo da garota, que já estava bem molhado, mas depois tirou-a de cima de si e pegou-a no colo, levando a linda morena até o banheiro privativo do quarto do casal. Tomaram um banho rápido e logo já estavam arrumadas para irem rumo ao aeroporto com Quinn e Rachel, que já estavam na sala com Rodrigo e Marcos, a espera do casal movido a sexo selvagem.
No alto do São Jorge Puck, e Blaine saíam de carro para buscar Kurt e Mercedes, afinal iriam todos ao aeroporto despedir-se das meninas...dois meses eram uma eternidade para a “família” ficar longe. Finn combinou de encontrar o grupo no aeroporto, pois iria de moto para não atrapalhar a pegação dos casais. Assim passou em uma loja de roupas de frio, comprou uma blusa de frio de presente para sua amada irmã postiça Quinn e rumou para o aeroporto, sem saber que o destino começava ali a traçar uma triste peça.
De longe Emilly observava quando uma parte do bonde chegou ao aeroporto no carro de Puck, assim como depois de alguns minutos o carro de Marcos estacionou, descendo Rachel e Quinn, depois Brittany e Santana. Os olhos de Emilly brilharam quando ela viu a morena descer...estava simples, vestida com uma calça jeans, tênis e blusa branca, mas linda como sempre. Emilly tinha em mente acabar com toda aquela felicidade de forma simples e objetiva...em meio ao saguão de embarque planejava matar Brittany à tiros, e em seguida tirar Santana do lugar, com a ajuda de alguns comparsas que a esperavam já dentro do aeroporto; estava decidida a sair do país com a ajuda de seu pai, que deixara um jatinho só a espera da filha...dali iria rumo a Colômbia, depois de lá partiria para os Estados Unidos, onde convenceria a latina a aceitar o seu destino, ficar ao lado dela para sempre. Plano armado, revisado e organizado não só com a ajuda dos comparsas, mas também da influência do pai em relação a liberação do vôo para outro país sem a necessidade de embarque tradicional....era esperar a hora certa de colocá-lo em prática.
Durante todos os meses que se passaram Emilly seguiu dia após dia a rotina de Santana e Brittany...sabia onde estudavam, onde almoçavam, como se locomoviam pela cidade. Conhecia cada gosto da morena, desde o perfume favorito, até a roupa que gostava de usar em cada dia da semana; a obsessão crescia, e com ela o ódio por Brittany e por tudo que dizia respeito a ela. Por algum tempo quis ser Brittany, ocupar seu lugar no coração e na vida de Santana, mas isso a deixava com mais raiva e desejo de destruição da loira, que sequer sonhara com todo o perigo que corria.
No aeroporto as meninas riam de tudo, falavam igual a matracas e abraçavam os meninos como se não houvesse amanhã...estavam felizes com a viagem, mas tristes com a idéia de ficar dois meses longe da “família grande e complicada”. Marcos dava mil recomendações a Brittany e Quinn, enquanto Rodrigo ria com as loucuras de Santana, que falava o tempo todo que queria ir a Torre Eiffel tirar foto...mas essa não era em Paris, na França?! Faltava pouco mais de meia hora quando as meninas começaram a movimentar-se em direção a fila de embarque, estavam atrasadas, mas tinham um bom motivo, Finn ainda não havia chegado para a despedida. Havia mandado torpedo avisando que tinha se atrasado um pouco, mas que faria o impossível para chegar e dar um último abraço na loira do coração; Quinn esperava ansiosa, queria ver aquele bonecão do posto ainda mais uma vez antes de viajar....era o seu meninão, “frente” em suas principais batalhas e desafios, seu campeão de passinhos de funk, seu amado irmão do coração juntamente com Puck.
Emilly arrumava a pistola nove milímetros com silenciador na cintura e se dirigia para a entrada do aeroporto quando sentiu uma mão puxá-la pelo braço. Passado o susto inicial virou-se e deu de cara com Finn, que descera da moto naquele instante e percebeu a presença da garota de campana no estacionamento. Emilly olhou-o com ódio, afinal não contava com a presença daquele bonecão desengonçado para estragar seus planos...não seria ele que impediria que Brittany morresse e Santana finalmente fosse sua. O garoto, assustado com a presença maléfica, foi direto ao assunto.
– Posso saber o que você está fazendo aqui sua louca varrida?! Falou Finn, agarrando de novo o braço da garota, agora com mais força e determinação.
– Não é da sua conta seu bonecão retardado, mas como eu sou boazinha vou te contar afinal você não vai ter com quem compartilhar. Estou a alguns minutos de entrar naquela merda de aeroporto e detonar com aquela loirinha filha da puta, depois pegar o que é meu e sair vazada desse país de merda chamado Brasil. Como você tem cara de burro vou ser bem objetiva...vim buscar a Santana!! Falou Emilly, soltando-se da mão de Finn, que se assustou com a petulância e a convicção da garota.
– Eu nunca vou deixar você entrar naquele aeroporto sua maluca, você não vai estragar a felicidade das meninas, especialmente a felicidade da latina, ela merece ser feliz com quem ama...e você que deve ser burra, porque ela ama BRITTANY!!!! Falou Finn, quase gritando no ouvido de Emily, que parecia cada vez mais descompensada e irritada com o garoto, que inocentemente não atentou-se para a arma na cintura da mesma.
Foi tudo em fração de segundos, como um piscar de olhos para os mais desavisados...lá dentro Quinn era a última a beijar e despedir-se de Marcos, Rodrigo e do bonde, tinha esperado até o último momento pelo amigo, mas agora precisava ir correndo para a sala de embarque; sentia uma estranha vontade de chorar, afinal queria tê-lo visto mais uma vez, mesmo que na noite anterior tenha ficado agarrada com ele por longos momentos na festa...certamente ele ligaria depois se desculpando, contando uma história esfarrapada, mas ela iria dizer poucas e boas para o bonecão desengonçado. La fora Finn se atracava com Emilly, tentando impedir que a menina saísse do estacionamento e entrasse no saguão para estragar a viagem de suas amigas, de sua família; embora fosse mais alto e mais forte, Finn era mais sem jeito, assim tentou pegar Emilly com uma espécie de abraço de urso, agarrando-a pelos braços, que estavam rentes ao corpo da garota, justamente para ter a chance de sacar sua arma.
Finn trancou os braços em torno dela, fechando as mãos em suas costas e a impedindo de andar e quase a levantando do chão, como se fazem com crianças. O menino era apenas um menino, e embora tivesse a malícia da favela não esperava uma reação mais violenta da garota ali no meio do estacionamento; pensou em segurá-la por alguns minutos, pois sabia que o embarque já deveria estar quase no fim, assim depois explicaria a Quinn o porque de não ter chegado a tempo...era um ótimo motivo e desculpa, a loira nem brigaria com ele. Finn não contava com a loucura e insanidade de Emilly, que sacou sua pistola e disparou na barriga do garoto duas vezes seguidas, esperando que ele a soltasse imediatamente. Ledo engano, pois o guerreiro tombou ainda firme na posição, segurando-a junto a si de forma que ambos caíram no estacionamento, tendo demorado alguns segundos para que a menina conseguisse soltar-se, já com a roupa toda ensangüentada, lavada de sangue. Naquele momento as quatro meninas se acomodavam no avião, que preparava-se para decolar rumo a sua lua de mel tão esperada, desejada e sonhada...Emilly ainda ensaiou entrar no saguão do aeroporto, mas já era tarde demais, arriscado demais...preferiu fugir e começar a pensar uma nova forma de conseguir o que sua obsessão dizia pertencer a ela...só a morte a faria desistir de Santana!!
Finn sangrava e tinha um fio de vida quando foi encontrado no estacionamento...tinha nas mãos sujas de sangue o pacote com o presente que comprara para Quinn. Alguns minutos depois deixou que a alma se libertasse de seu corpo e vagou por entre as meninas dentro do avião, estava feliz e tinha um sorriso pela missão cumprida...tinha sido a última, mas a mais importante de sua história ao lado da amiga-irmã...não tinha decepcionado! Tinha a certeza de que elas seriam felizes para sempre, e ele as acompanharia sempre, de longe, mas sempre...
O bonde optou por não contar sobre a morte de Finn enquanto elas estavam na Inglaterra, optaram por esperar o retorno para tentar explicar o que tinha acontecido, afinal nem eles sabiam direito o que tinha ocorrido naquele estacionamento. Foram os dois meses mais lindos que as meninas já haviam passado juntas...passearam, curtiram rocks, baladas, cultura, tudo que o país poderia lhes oferecer; levaram a poia da Santana até a França para conhecer a Torre Eiffel onde Quinn pirou o cabeção de tanto tirar fotos; ela e Santana viram pela primeira vez a neve e se divertiram fazendo bonecos e guerra de flocos...planejaram o futuro, sonharam sonhos coletivos e individuais, viveram intensamente cada minuto de suas vidas de recém casadas...transaram...transaram...e transaram, afinal eram viciadas em sexo!! A vida no Brasil as esperava, cheias de novos e antigos desafios, cheia de alegrias e tristezas; mas certamente elas estariam juntas para enfrentar tudo e todos, afinal elas se tornaram guerreiras do São Jorge, aquela terra estranha que parecia não existir na história dos fandons e das fictions até essa autora estranha resolver apostar no diferente...se viveram felizes para sempre?! Isso certamente eu não sei, afinal cada dia seria uma nova batalha, e elas estariam dispostas a tudo para vencer todas essas guerras cotidianas....
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