Entre O Amor E A Guerra
74 Capítulo 74 - Colecionando histórias e feridas.
Notas iniciais
Capítulo novo, embora eu esteja "bolada" com meus 113 leitores...cade vocês pessoas?! e pior, cade meus pôneis malditos seguidores fiéis de sempre?! Odeio traição e sou vingativa!!!!kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Agora sério...o capítulo é mais explicativo do que com emoções...entramos finalmente na fase final da fiction!!! Boa leitura meus amores...:)
Eram quase nove da manhã quando Quinn começou a despertar; a anestesia fizera com que a loira literalmente apagasse durante todo o procedimento, que transcorreu de forma tranqüila e como havia sido informado pelo médico. Quinn já não corria mais riscos, porém ainda precisaria passar por algumas intervenções na face, que mesmo menos inchada estava bastante machucada, e no nariz, que foi quebrado pela violência com que Maya a atacou.
Parece que meu bebezinho está acordando. Ainda reconhece sua namorada ou posso partir para outra? Brincou Rachel, fazendo carinho nas mãos de Quinn e dando um lindo sorriso por ver que a namorada reagia bem ao pós-operatório.
–Eu morri e vim para uma terra de anões ou me esqueceram no cinema, assistindo O Hobbit?! Zuou Quinn, não perdendo o senso de humor nem naquela situação. Abriu um pouco os olhos de forma a poder ver a namorada, que estava sentada em uma cadeira ao lado da sua cama.
– Bom, fique sabendo que foi esse Hobbit aqui que passou a noite todinha ao seu lado, e que era o nome dessa pequena anã linda e morena que você chamava quando estava delirando...falava que me amava, que não sabia viver sem mim e que nunca tinha encontrado alguém tão perfeita e completa em sua vida. Falou a morena, rindo da cara de Quinn.
– Definitivamente essa surra afetou meu cérebro Hobbit, devo estar louca!! Disse Quinn, dando um leve beijo na mão da morena e fazendo uma cara feia de dor ao perceber que o corpo todo estava meio quebrado. Rachel percebeu e deu um leve beijinho nos lábios da loira, que tentou retribuir, mas sentiu ainda mais dor e logo voltou para a posição que estava deitada; queria muito sentir os lábios da namorada, mas não conseguia sentir nem os próprios lábios.
Ficaram ali dando atenção uma a outra até que a entrada de Puck e Santana foi autorizada e os dois já entraram fazendo bagunça. Santana voou na loira e deu-lhe um beijo na bochecha que custaria pelo menos mais meia hora de dores, mas a loira estava tão feliz em vê-los que se quer reclamou. Puck contou com requintes de detalhes toda a via cruces percorrida para retirar Quinn da unidade e levá-la até o hospital, relembrou da surra de Maya e os três passaram a parte da manhã com a loira, que na parte da tarde iria passar pela avaliação do médico responsável pelos acertos no nariz; a menina de cinco em cinco minutos perguntava se estava feia, se o nariz estava torto, se ficaria deformada, e Santana, master top bitch, ria e contava altas mentiras, dizendo que o nariz de Quinn ficaria torto igual a um pênis, curvado para o lado. A loira até tentava fazer malcriação, mas até falar doía um pouco, por isso preferiu acreditar em sua namorada, que dizia que ela continuava linda, mesmo com o nariz torto.
– Anã sabia que você era doida, mas mentirosa to sabendo agora. Como assim aquela Frankstain está bonita com aquele piru na cara? Mais um pouco e as meninas do morro vão querer esfregar a perereca na cara dela, não mais pela língua habilidosa, que isso ela tem, mas pelo piru no meio da cara!! Dizia a latina, rindo horrores junto com Puck e Finn, na hora que iam comer alguma coisa no início da tarde.
– Santana eu não preciso saber que você sabe que a minha Quinn sabe usar aquela língua lindinha e habilidosa. Quanto a estar feia, mesmo com aquele piruzão no meio do nariz, ela continua linda, meu amor é lindinho de qualquer jeito; disse Rachel suspirando, tirando gargalhadas de todos. Na lanchonete o grupo resolveu pensar como agir dali para frente, afinal sabiam que Quinn ficaria um tempo razoável internada, não correndo grandes riscos naquele hospital, mas e depois?! Precisavam articular com Rodrigo não soa liberdade por meio de alvará daquela unidade, mas também como fariam depois que a loira fosse possivelmente condenada. Precisavam protegê-la, organizar toda uma rede de relacionamentos pessoais dentro dos possíveis presídios para onde ela poderia ser levada, assim ela já chegaria com possíveis aliados do grupo. Puck e Blaine ficaram responsáveis então por estabelecer essa rede de contatos, enquanto Rachel e Brittany se empenhariam em articular algumas questões com Rodrigo e Marcos, de forma a tentar abrandar a pena que fosse imposta a loira.
Os dias pareceram voar para todos, como naquelas novelas em que o sol nasce e depois se põe em questão de segundos, ou naquelas cenas de filme que de tão rápida, você acaba perdendo a melhor parte. Logo Quinn estava completamente restabelecida, embora com uma leve inclinação no nariz, que era motivo de chacota de todo o bando; Santana havia voltado ao trabalho, a nas horas vagas ajudava Rodrigo e Sam, que agora estagiava na área de direito, a montar a defesa do julgamento da loira, que já se aproximava; Brittany decidira não mais correr atrás de sua morena, embora a amasse decidira investir todo o seu tempo em correr atrás de seus verdadeiros sonhos, sem que nem ela ou Rachel soubessem, confidenciava todas as informações novas sobre seus passos com Quinn, que mesmo hospitalizada, tornara-se sua melhor confidente. Puck e Blaine articularam toda a rede de presídios femininos do estado, para qualquer lugar que Quinn fosse levada depois do julgamento seria recebida como chefe e protegida como tal, Emily não teria chance de atentar contra a vida dela mais uma vez. A vida seguia para todos de formas diferenciadas, mas sempre se encontram na amizade e na cumplicidade que todos eles estabeleceram.
Finalmente o grande dia do julgamento se aproximava e todos, cada um a seu jeito, buscava fugir da ansiedade de ver a loira condenada. Havia cerca de dois meses que ela já respondia o processo em liberdade, uma vez que a prisão provisória foi suspensa depois da internação; trabalhava assiduamente no pet shop, realizando banho, tosa e cuidando dos animais, havia feito matrícula em um supletivo noturno e mesmo com toda a dificuldade em ler e escrever recebia ajuda de Rachel e de Brittany para acompanhar a turma de ensino básico, como também tentava afastar-se aos poucos das atividades ilícitas, como o tráfico. Sabia que era difícil, mas se esforçava para passar a maior parte do tempo afastada da “boca”, agora comandada por Finn, que se revelava um exímio contador e matemático; o sonho do garoto em ser DJ ainda era remoto, por isso ainda não conseguira desvincular-se do crime...sabia que Tina, mesmo já encaminhada a um presídio feminino, contava com ele quando saísse, assim, fazia um pé de meia rigoroso, para quem sabe fazer uma surpresa para sua japinha do funk.
Blaine e Kurt assumiram seu relacionamento e viviam em pé de guerra com as recaídas do playboy, que volta e meia queria comprar um carro do ano, ou uma viagem para comprar em Miami; Blaine forçava a barra para seu “Eminem cover” tentar colocar os pés no chão, escolher uma profissão, talvez cursar uma faculdade nos EUA, que era seu sonho, mas o menino volta e meia surtava com todo o dinheiro fácil que o pai lhe oferecia e acabava se deslumbrando com uma vida fútil e sem sentido. Já Santana e Brittany encontravam-se poucas vezes na semana, as vezes na empresa, outras na casa de Rachel para alguma reuniãozinha do grupo; Santana sentia extrema saudade da loira, e mesmo tendo decidido não mais namorar, sentia que aquela decisão poderia ter sido errada mas tinha orgulho demais para voltar atrás. Via Brittany por vezes na favela ajudando Quinn com os estudos ou mesmo apenas conversando com a amiga, mas sentia que Brittany se afastara completamente dela, quase não olhando mais em seus olhos...será que aquele amor todo da loira teria terminado? Ou será que já teria se envolvido com outra garota, rica, mais bonita e à altura dela? As dúvidas corroíam a latina, mas ela não conseguia dar o braço a torcer e pedir ajuda a Rachel ou Quinn, que respeitavam os limites das duas.
Era uma sexta-feira chuvosa, quase fim de tarde, quando Santana viu Brittany e outra menina chegando à empresa. Tentou disfarçar o olhar, mas percebeu que a menina era alta, morena e com olhos esverdeados realmente lindos; sorria abundantemente em uma alegre conversa com Britt, e quando viu Marcos deu-lhe um demorado abraço, demonstrando ter intimidade com aquele que Santana considerava não só seu chefe, mas seu espelho como homem íntegro e responsável. Um fio de ciúmes atravessou o coração da latina, que tentou esconder a decepção de perceber que talvez a loira realmente tivesse seguido em frente, e mais do que isso, que tivesse realmente encontrado alguém que lhe dava valor. Elas permaneceram algumas horas na sala, e logo depois saíram com Marcos, que se despediu sorrindo, dizendo a Madelaine que tiraria aquela tarde para “lamber sua cria”, afinal ela merecia.
Santana não entendera muito bem a afirmação de Marcos, mas preferiu não perguntar nada, correria o risco de parecer intrometida, ou mesmo arrependida de ter desistido daquele amor, que mais que nunca ela sabia que ainda era forte em seu peito. Passou o fim de tarde pensando...será que Brittany tinha tomado alguma grande decisão em sua vida? Será que aquela era sua nova namorada e decidira casar-se? Tudo martelava na cabeça da latina, que doía como se tivessem soltado uma bomba dentro dela. Até pensou em perguntar algo a Quinn, mas a loira estava muito absorvida com seu julgamento que seria na próxima segunda-feira, e com a festinha de despedida que faria naquela noite, não queria tirá-la do foco; pensou depois em conversar com Rachel, mas se a amiga soubesse de alguma coisa talvez não revelaria, afinal não iria trair a amizade mais antiga. Decidiu deixar para lá, deixar o tempo dizer, iria aproveitar aquela noite com os amigos e principalmente com a despedida de Quinn, que revelara-se uma verdadeira amiga-irmã para ela...
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