Entre O Amor E A Guerra

66 Capítulo 66 - 666...o número do apocalipse!!


Notas iniciais
Bom dia amores...tentando voltar ao ritmo de duas postagens diárias, mas tenho trocado o dia pela noite, ai a noite não posso ficar escrevendo pois incomoda as outras pessoas aqui...se der, mais tarde tento postar mais um capítulo.
Bjs no coração!!! :)
PS: Preciso da ajuda de vocês para o próximo capítulo...como o grupo pode proteger Quinn das outras facções, sem poder estar dentro da prisão?!

...Quinn passava para a segunda e última estrofe da música quando a festa repentinamente foi invadida e interrompida por um grupo de homens fortemente armados, que se identificaram como policiais da P2 (polícia civil disfarçada). Eram cerca de vinte homens que passaram pelos seguranças e “olheiros” da favela graças a um X9 do próprio grupo, que facilitou a entrada da polícia em troca de uma vultosa quantia em dinheiro. Um deles se identificou como chefe da operação “loira fatal” que buscava apreender uma das maiores chefes do tráfico de drogas do estado...Quinn Fabray!!

A loira foi retirada do palco improvisado com salavancos e empurrões, sendo agredida inicialmente por dois policiais, que bateram em seu rosto e nuca. O tumulto se formou, pois Puck e Finn partiram para cima dos policiais, assim com Rachel, que se desesperou e pulou no pescoço de um deles. Armados, os policiais foram extremamente agressivos e apontaram suas armas na direção da população, que recuou ameaçada. Rapidamente Rodrigo tomou a frente da situação, apresentando-se como advogado da loira e pedindo alguma explicação para a ação truculenta da equipe. Percebendo que não se tratava de um morador daquela localidade pois apresentava-se bem vestido e com articulação verbal de alguém realmente do judiciário, o policial coordenador da ação recuou na atitude violenta, chamando o advogado para uma rápida explicação, enquanto Quinn era empurrada para dentro da viatura, mesmo com a resistência de Rachel e Santana, que a essa altura gritava e xingava os policiais.

– Desculpe pela truculência de minha equipe, mas em ações em comunidades carentes temos que ter atitudes enérgicas com esses meliantes. Sinto muito se fomos mais agressivos com algum dos seus familiares, mas tínhamos receio de uma reação armada por parte da suspeita.

– É inadmissível que o fato da comunidade ser carente o uso da força e da violência sejam empregados como forma de domínio e submissão. Quero saber por que minha cliente esta sendo apreendida, as acusações que recaem sobre ela e o porque de toda essa violência contra uma mulher desarmada e que não ofereceu resistência. Disse Rodrigo, aumentando tom de voz e exibindo sua carteira da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB.

– Temos um mandado de busca e apreensão em nome da sua cliente e pelo que apurei as acusações são referentes a tráfico de drogas e de armas, homicídio, formação de quadrilha, seqüestro e outros delitos. O senhor pode ter acesso a documentação desse mandado na nossa unidade, para onde levaremos a acusada.

A essa altura Santana, Mercedes e Kurt estavam empacados em frente à viatura onde Quinn tinha sido colocada, enquanto Rachel e Brittany estavam na janela do carro, agarradas nos braços da loira; se fossem levá-la, teriam que passar por cima do bando. Enquanto Marcos e Rodrigo tentavam negociar com os policiais a ida de Quinn sem a necessidade de prisão, uma parte da comunidade temia o pior. Era fato que muitos meninos do tráfico eram apreendidos pela polícia, que dizia que iria levá-los para a delegacia, saíam do morro e dias depois os corpos eram encontrados em locais hermos, desovados com muitos tiros e requintes de crueldade. Não deixariam que isso acontecesse com Quinn, fato que fez com que algumas mães e representantes do movimento comunitário do bairro também empacassem em frente as viaturas; sabiam que era uma ação arriscada, mas era a única forma de garantir a integridade da menina, que de dentro da viatura parecia um gato assustado, acuada e receosa pelo que aconteceria.

Depois de quase meia hora de negociação e tentativas de saída do bairro, foi aceito que Rodrigo fosse junto a Quinn na viatura, afinal a prioridade naquele momento era garantir que ela chegasse bem e com vida até a unidade da polícia. Marcos desconfiava daquela ação, afinal quem teria interesse em subir o morro e prender uma traficante só, de um grupo tão grande?! Porque somente Quinn, e não Puck, Finn e Blaine, que eram do mesmo grupo e tinham os mesmos delitos em suas fichas criminais?! Que crimes eram aqueles atribuídos a Quinn, se a jovem nunca havia sido presa e era apenas conhecida como traficante no morro? Essas perguntas martelavam na cabeça do pai de Brittany, que no outro carro iria seguir de perto as viaturas até a unidade policial. Antes da partida, na janela do carro Rachel conseguiu falar as ultimas palavras antes que a namorada fosse levada como um animal para o abate.

– Prometo que vou fazer de tudo para te tirar dessa meu amor. Não vou deixar que nada aconteça, porque não sei o que faria da minha vida sem você Quinn. Disse Rachel, dando um beijo rápido no lábios da loira.

– Pode ficar tranqüila amor, nada vai acontecer. Só te peço que me espere, é a única coisa que eu peço a você. Sei que fizemos planos, que nos organizamos e que sabíamos que uma hora isso iria acontecer, só não esperávamos que fosse ser assim. Prometo que cada dia da minha vida vai ser dedicado a voltar para você. Dito isso a viatura policial saiu levando Quinn e Rodrigo, sendo seguida pelo carro de Marcos, que levou consigo apenas Brittany, Rachel e Santana. Era muito arriscado descer com o resto do grupo, afinal aqueles meninos também eram autores de alguns crimes, não valia a pena arriscar. Mercedes e Kurt trataram de acalmá-los, afinal dali para frente coisas ruins poderiam se suceder na vida de todos eles...era só o início do inferno astral do grupo.

Na unidade de polícia Rodrigo teve acesso as acusações e prometeu a Quinn dar entrada no pedido de Habeas Corpus na segunda-feira assim que o fórum abrisse, o que significava que a loira ficaria presa ali pelo menos dois dias. O desespero tomou conta de Rachel e Santana, que esperavam levar Quinn para casa naquele mesmo dia. A loira foi encaminhada a uma cela com mais dez detentas, não tendo mais acesso algum as meninas ou ao advogado. Era um lugar fétido, sem condições alguma de higiene ou habitação...as presas faziam suas necessidades fisiológicas em pequenos recipientes de plástico, parecidos com garrafas peti cortadas ao meio; não tinham camas, mas colchões imundos e fedidos estirados pelo chão, por onde estavam restos de marmitas podres de dias anteriores. Se o inferno existia, a porta dele certamente era ali onde Quinn estava, o que fazia a loira lembrar-se do que dissera a Rachel um tempo atrás, de que não sobreviveria por muito tempo se fosse presa.

De volta ao morro o clima era o pior possível. Marcos e Rodrigo explicaram ao grupo a situação de Quinn e prometeram empenhar-se em tirá-la o quanto antes da prisão. A apreensão feita daquela forma era um dificultador, afinal não havia dado tempo para a loira entregar-se, como havia sido combinado. Ficaram um tempo instruindo o bonde e depois foram embora, deixando Brittany, Rachel, Kurt e Mercedes, que decidiram permanecer um pouco mais com Santana, que afinal ainda era uma paciente recém saída do hospital. A tensão e a tristeza tomavam conta de todos, que não sabiam sequer como agir nos próximos dias, com a ausência de sua líder, amiga e companheira de guerra. Finn chorava sentido em um canto, afinal era o mais fiel e dedicado guerreiro do bando...sentia-se culpado por ter vacilado na segurança da chefe e da comunidade. Puck não conseguia aceitar a idéia de que a irmã poderia ser maltratada, machucada ou até coisa pior nos dois que ficaria presa, afinal ele conhecia muito bem aqueles ambientes, especialmente porque Quinn poderia cair em uma cela com facções inimigas.

Brittany, mesmo ainda abalada com o fim do namoro naquela tarde infernal, pensava uma forma de acalmar o coração daqueles que já faziam parte de sua vida como irmãos. Abraçada a Blaine tentava conter o choro sentido do menino, que queria a qualquer custo invadir a unidade onde Quinn estava e resgatá-la. Sabia que seria uma ação suicida tentar tirá-la de lá, por isso precisava acalmá-los e fazê-los pensar sobre a forma como seguir em frente nos próximos dias e quem sabe por um longo período caso Quinn fosse julgada e condenada por todas aquelas acusações infundadas.

– Gente, temos que ser realistas. Vocês não podem simplesmente tentar invadir uma unidade prisional, mesmo que provisória, para tirar a Quinn. Seriam mortos antes de chegar a cela dela, é insano isso. Disse Kurt, indo contra as idéias desesperadas de Blaine e Finn.

– Ok senhor sabedoria. Então deixamos ela lá a mercê de facções inimigas, correndo o risco de ser morta essa noite mesmo, por pessoas de grupos como o de Emily, que quer a cabeça dela em uma bandeja?! Gritou Puck, meio revoltado com a fala de Kurt.

– Eu não disse que não temos que fazer nada, disse que precisamos pensar uma forma de garantir a integridade física dela nesses próximos dias. Isso não quer dizer que vamos entrar como kamikases naquela unidade, dando tiros a esmo e sendo metralhados pela polícia Puck. Quero protegê-la tanto quanto você, mas preciso proteger vocês de vocês mesmo porra. Isse Kurt, dando um chilique e gritando com Puck, que tomou um susto com a purpurina toda presente na voz do garoto bravo.

– Vamos ser racionais então... não podemos tirá-la de lá, não vamos poder dormir lá para tomar conta dela...como mantê-la segura pelo resto do fim de semana, sem sermos presas também?! Disse Brittany, tentando colocar a cabeça para pensar...era a próxima missão emergencial do bando!!!



Notas finais
PS1: O título foi só porque não sabia o que colocar...e a história estão seguindo um rumo meio tenso!!! E o capítulo é o 66....kkkkkkkkkkk
PS2: Penso em fechar a história com 100 capítulos, como vocês pediram em alguns reviews, então temos que começar a dar alguns encaminhamentos...