Entre O Amor E A Guerra

47 Capítulo 47 - Emoções conflitantes.


Notas iniciais
Capítulo extra e pequenino, mas vai ajudar a entender um pouquinho a história de Quinn e Puck...tentando fechar alguns ciclos da fiction!! Boa leitura!! :)
Aceito recomendações tá!!!Sou modesta mas aceito ser amada!!!kkkkkkkkkk

Aquela noite Santana ligou para Brittany, mas evitou falar sobre a questão das escrituras do São Jorge, preferia que a conversa fosse feita pessoalmente. Conversaram um pouco por telefone, mas Santana sentiu Brittany distante e pouco afim de falar sobre qualquer coisa; preferiu então deixar a namorada quieta, afinal o pai havia lhe dado um daqueles sermões que ficam martelando na cabeça. Santana sentiu que Brittany precisava introjetar aquilo para depois conversar sobre as novidades de suas vidas, exatamente a mesma coisa que Brittany pensou em relação a Santana.

No dia seguinte a manhã da latina foi toda com Marcos, estudando alguns projetos da empresa, entendendo a lógica de alguns contratos e convênios. Seu maior desejo na verdade era que chegasse logo o fim do dia...queria muito ver as carinhas dos moradores quando soubessem da novidade das escrituras. No morro, Quinn recebeu uma estranha correspondência pelo serviço de sedex; era uma caixa grande e pesada, que lhe foi entregue por Finn assim que a loira acordou.

– Quando chegou você ainda estava dormindo, por isso não quis incomodar Quinn. Parece algo grande e pesado, será que é uma bomba? Perguntou Finn, curioso com o pacote que recebera no começo da manhã.

– Quem mandaria uma bomba para mim Finn? Acho que não somos um grupinho de traficantes tão importantes assim. Ria Quinn, já abrindo o papel que embrulhava a caixa.

– Sei lá né. Você ta pegando uma patricinha rica, vai que alguém da família dela quer se livrar de você. Pior que vai matar todo mundo, porque pelo tamanho da caixa, e pela minha experiência em CSI deve ser uma bomba bem grande, com fios amarelos e vermelhos, daquelas ligadas a um relógio que inicia a contagem do tempo assim que você recebe uma ligação no celular que está anexado a bomba...eu vi isso em CSI New York Quinn...zzzzzzzz.........zzzzzzzzzzzz....zzzzzzzzz.

Cala a boca Finn cover da pônei maldita!!! Gritaram Quinn e Puck ao mesmo tempo para ver se o menino parava de falar. Era um garoto muito legal, mas parecia ter engolido um gravador.

Quinn abriu a caixa com cuidado e começou a encontrar surpresas que mexeram com a menina...primeiro uma foto dela e de Puck ainda pequenos, com cinco ou seis anos brincando em uma das ribanceiras do São Jorge; depois dois pequenos brinquedos, uma boneca descabelada da Barbie e um carrinho que ela lembrava muito bem...era o favorito de Puck, quando o menino começava a choramingar era esse o carrinho que a mãe dava para que se acalmasse. Por fim uma pequena fralda com as iniciais de Quinn que enrolava uma foto da mãe com ela e Puck no colo...ambos ainda eram bem pequenos, provavelmente dois ou três anos. A esta altura Puck e Finn já estavam em prantos, assim como a própria Quinn, que não conseguia entender quem teria tido acesso aquelas lembranças da história dos dois que eles mesmo nunca tinham visto. No fundo da caixa Quinn encontrou uma pequena carta, que tinha o seguinte texto:

“Eu procurei até encontrar e reescrever um pouco da história de vocês, especialmente a sua história Quinn, que tanto tenta entender o porquê de ter sido abandonada tão cedo por alguém que você tanto amava e acaba usando esse abandono como uma fuga da vida, atirando-se muitas vezes na morte. A mãe de vocês sofreu inúmeros espancamentos, inúmeras violências, sempre calada. Em um desses espancamentos saiu de casa somente com a roupa do corpo, correndo desesperada do pai de vocês; depois de perambular machucada e sem memória por alguns dias foi internada em um hospital de emergências, para em seguida ser levada a um hospital psiquiátrico, onde permaneceu até sua morte sem lembrar quem era ou onde morava. Lembrava-se apenas que tinha dois filhos, Quinn e Puck, e repetia isso insistentemente para a equipe medica, que procurou por anos os familiares, mas sem pistas palpáveis nunca os encontrou.

Não sou alguém que promove encontros familiares, muito menos desejo vê-los revoltar-se contra o próprio pai...meu desejo é que através dessas informações possam resgatar suas histórias de vida, para em seguida começarem a escrever uma nova história. Desejo que a partir dessa descoberta libertem-se desse fardo que os leva sempre para o obscuro buraco da morte e da criminalidade...ela nunca os deixou, a vida a forçou a perder-se de vocês. No envelope consta o endereço e os nomes das pessoas que encontramos e que reescreveram um pouco da história de Dona Elisa, a mãe de vocês, assim como alguns desenhos que ela fez durante a permanência nesse hospital, parecem retratar a história de vocês dois na infância. Por último quero que se lembre sempre de algo que lhe disse Quinn... você precisa se despir da armadura de “traficante do mal” para ter futuro...anexo ao envelope estão todos os artigos que vocês dois já infringiram e as penas que podem vir a receber caso decidam dar um basta nessa história de crimes; com um bom advogado elas seriam revertidas em penas leves, passíveis de cumprimento em regime aberto em pouco mais de um ano de reclusão...é só isso que espero de você Quinnie...”

A carta terminava sem um remetente, muito menos algo que pudesse indicar quem era aquele homem, afinal era ele mais uma vez que atravessava o caminho da loira e a deixava sem ar, sem chão, sem saber como explicar o que sentia...só sabia chorar, chorar e chorar, ainda mais depois de ler o apelido dado por sua mãe quando ainda era bem pequena...Quinnie. Puck parecia um bebê e era consolado por Finn, que agora se lembrava das brincadeiras pelo morro e da figura da mãe dos meninos, sempre alerta para que não se machucassem ou corressem algum perigo.

– Como você explica isso Quinn? Falava Puck, ainda muito choroso, mas tentando ser durão.

– Não sei Puck. Sei apenas que alguém quer me convencer a mudar, pelo amor ou pela dor!! Não sei por onde começar a entender isso, sei apenas que agora, nesse momento, só quero chorar...

Os meninos se abraçaram e ficaram ali, encostados um no outro durante boa parte da manhã. Quinn sabia que aquele homem não lhe queria mal, mas como alguém poderia lhe pedir para ser presa por livre e espontânea vontade por um ano?! Era loucura demais para um desconhecido...a não ser que ele não fosse tão desconhecido assim. A idéia da garota era descobrir, custasse o que fosse, quem era aquele sujeito que descobriu uma história que os meninos talvez nunca soubessem...


Notas finais
PS: O capítulo ficou pequeno e emotivo, acho que porque eu estou meio emotiva hoje...Boa noite....