Entre O Amor E A Guerra

31 Capítulo 31 - A vida segue mesmo?!


Notas iniciais
Boa tarde!! Aproveitei o mole que a "namo" deu e vim aqui postar...sei que vão querer me matar pelo fim do capítulo, mas em 2013 a gente resolve isso!!!kkkkkkkk

Eram quase três e meia da manhã. Quinn, Rachel e os meninos ainda dançavam como loucos na quadra onde o baile rolava; depois da discussão e das pazes na escadaria, as meninas voltaram extremamente sorridentes e de mãos dadas para o baile, e qualquer um percebia que “o bonde estava formado” entre as duas, que constituíam um casal lindo, apesar das diferenças. Em casa, Santana e Brittany agüentaram até o quarto round, quando acabaram adormecendo enquanto faziam carícias uma na outra. O domingo amanhecia ensolarado quando tocou a música “saideira” e o grupo voltou para casa, exaustos, mas extremamente felizes, afinal depois de muito tempo tinham tido uma noite perfeita na favela...nada de tiroteios, brigas, mortes.

– Vamos entrar sem fazer barulho, o carro da loira irritante está aqui fora, então ela dormiu com a San aqui. Vou entrar e ver se a barra ta limpa, depois vocês entram com a Rachel. Resmungou Quinn, que tomava todo o cuidado para que o plano não desse errado e Brittany encontrasse Rachel antes da hora.

– Espero que você supere essa sua implicância com ela Quinn, afinal é minha amiga, está ficando com a Santana e logo vocês vão ter que aprender a conviver no mesmo espaço. Falou Rachel, meio emburrada. Por mais que Quinn e Santana dissessem, ela tinha um pé atrás com aquela “amizade colorida”, e a implicância de Quinn em relação à Brittany faziam com que Berry ficasse ainda mais desconfiada e irritada.

– Ok Rachel Berry pônei maldito, pode deixar que vou convidar a loirinha birrenta para o chá das cinco assim que ela se tornar mais um membro do bonde. Não sei o que você e Santana vêem nessa garotinha arrogante, mas tudo bem, vou fazer o que for preciso para aquele monstrinho se sentir bem na minha humilde residência. Apesar de que, da forma como ela tratou Santana das últimas vezes duvido muito que vá reaparecer no morrão depois que comer a latina...ela faz o tipo comeu, sumiu!! Disse Quinn, em tom de ironia.

– Tomara que suma né, porque se a loira patricinha é do tipo “comeu sumiu”, a San é total mulher chumbinho...”comeu morreu”!! Que o diga o antigo namorado que foi fuzilado e agora a finada pelancuda. Analisava Puck, rindo do apelido novo dado a latina.

Rachel, no fundo, tinha um grande receio em relação a sua amiga. Conhecia bem Brittany e sabia que a menina não costumava se apegar ou se envolver. E para piorar era preconceituosa o suficiente para não querer ter nada sério com uma menina que morasse na favela, como era o caso de Santana. Aquilo preocupou a morena por alguns minutos, mas não falaria sobre isso com Quinn, senão seria motivo de briga, exatamente o que ela não queria com sua nova paixão.

Entraram na ponta dos pés, porém antes Rachel fez questão de dar uma olhadinha pela fresta da porta do quarto da latina, queria matar um pouquinho as saudades da amiga, mesmo que de longe. Brittany dormia como um anjo, nua e enroscada na latina; Quinn logo a puxou e levou para o quarto, queria também se enroscar em sua morena, afinal a madrugada ainda não havia terminado e a loira queria namorar um pouco mais, agora na cama. Finn, Puck e Blaine ainda ficaram fazendo bagunça na sala, depois se arrumaram pelos cantos da casa e finalmente dormiram.

Eram quase meio dia quando Brittany sentiu o sol batendo em seu rosto; olhou para o lado e a latina ainda dormia, nua, cabelos soltos, tão perfeita quanto aquela manhã de sol. Brittany se lembrou da noite de prazer e sentiu vontade de tocar a morena, acordá-la com mil beijos, mas se conteve ao lembrar que a menina não quis conversar sobre o que ela estava sentindo; sabia que ela estava em um momento delicado, por isso precisaria esperar um pouco mais, ter paciência. Saiu da cama bem devagar, vestiu as roupas, deu um leve beijo nos lábios de Santana e decidiu ir embora sem se despedir, mais tarde faria contato para saber como ela estava. Passou pela sala bem devagar, afinal parecia uma praça de guerra: Finn dormia abraçado a um filhote de cachorro vira lata que achou no caminho de volta do baile e fez Quinn trazer em seu carro, Puck estava com a cara em uma poça que tinha aparência de vômito, e Blaine estava esticado com metade do corpo na cozinha e a outra metade na sala. Brittany queria chegar logo em casa, afinal aquele era o dia proposto para a invasão do cativeiro de Rachel, e como não sabia o horário, queria estar em casa para receber a amiga quando fosse libertada.

Santana só despertou quando já eram quase duas horas da tarde. Acordou por causa do calor intenso no quarto e do barulho que os meninos faziam brincando com o cachorro no puxadinho-varanda; Rachel e Quinn namoravam no sofá quase se comendo ali mesmo, Blaine procurava seu tênis, que o cachorro havia comido metade e deixado alguns rastros pela casa, enquanto Finn e Puck corriam na varanda...diziam eles que estavam adestrando o bichinho, que já tinha um nome...Catra Boladão. A latina saiu da cama se perguntando por que Brittany havia ido embora sem se despedir, mas preferia acreditar que tinha sido para não acordá-la tão cedo.

– Boa tarde Pocahontas!! A noite deve ter sido boa né, afinal acordou com fome. Cadê sua loira marrenta, foi embora sem se despedir? Provocava Quinn, que logo tomou um beliscão de Rachel e calou a boca.

Santana não respondeu a provocação. Pegou alguns bolinhos de chuva que Blaine havia feito no dia anterior e foi para o puxadinho, estava curiosa para saber que zona era aquela que Finn e Puck arrumavam. Logo Catra Boladão correu em sua direção e lhe deu as boas vindas, mordendo seu dedão do pé. O cachorro era tão atacado quanto os meninos, mas era realmente lindo, e em cinco minutos conquistou a latina.

Ficaram ali por horas conversando, contando as novidades do baile para a latina, brincando com Catra, assim como ensaiando afinal Finn e Puck haviam ido para a grande final, que seria naquela noite de domingo; os meninos estavam extremamente empolgados com o prêmio de cinco mil reais para cada vencedor, e já faziam altos planos para o dinheiro. A tarde ensolarada passou como um brisa refrescante, gostosa mas anunciando talvez chuvas e tempestades emocionais para o grupo.

Eram quase cinco horas...na zona sul, Brittany e o pai haviam acabado de chegar à delegacia anti-seqüestro; o delegado havia permitido que ambos conhecessem toda a suposta estratégia que seria utilizada no resgate de Rachel antes da equipe subir o morro. A pista indicava dois possíveis cativeiros que estavam sendo utilizados por um grupo de traficantes “fortemente armados” – a casa antes utilizada por Kitty e a casa de Quinn. A tática era cercar os dois lugares ao mesmo tempo e invadi-los simultaneamente, sem chance de fuga ou defesa do tal grupo. Na verdade o delegado da missão já conhecia há tempos aquele grupo, da época em que ainda chefiava a delegacia de entorpecentes; aquela era considerada por ele a chance não de prendê-los, mas de exterminá-los da face da terra...seu lema de vida era “bandido bom é bandido morto”.

Brittany e o pai ouviam atentamente o que o delegado afirmava para os dois e para seus homens sobre a tática de invasão, quando o mesmo mencionou o bairro onde o cativeiro estava localizado – Morro do São Jorge. Automaticamente ambos se lembraram de Santana, mas mantiveram-se ainda calados, escutando todo o plano. Na seqüência o delegado mostrou a equipe quatro fotos dos possíveis líderes da quadrilha, que segundo ele era composta por, pelo menos, dez pessoas...eram as fotos de Kitty, Tina, Quinn e Puck.

Um misto de terror e impotência se apoderaram de Brittany. Não sabia se chorava, gritava ou se simplesmente pegava o telefone e ligava para Santana e perguntava para a própria latina o que significava aquilo....como assim os amigos dela estavam envolvidos no seqüestro de Rachel? Como assim a casa dela era um cativeiro prestes a ser invadido para um resgate? A frase final do delegado selou o desespero de Brittany...

– É matar ou morrer! Se uma mãe tem que chorar, esta será a mãe de cada um dos seqüestradores, não as mães de vocês! Por isso não poupem balas de suas armas assim como não poupem as vidas desses filhos da puta...quero a refém viva e fora de perigo aqui em menos de duas horas!!

A fala do sujeito lembrou a Brittany de uma das muitas músicas que já tinha escutado sobre matança de bandidos, que antes não lhe importava nem um pouco, mas agora tinha uma outra dimensão em sua vida...

“Homem de preto, qual é sua missão? É invadir a favela e deixar corpo no chão
Homem de preto,o que é que você faz? Fazemos muitas coisas que assustam satanás. Tropa de elite, saia do quartel que Águia 1 já esta no céu...dá o apoio, leva o comboio, sobe o morro de rapel. Fuzil de longo alcance, ponto 30, sem chance, vai lá último lance, não queira que eu descanse...é hora da invasão, quem cobre é o caveirão. Se trocar ,vai pro chão...foi completa a missão. Colete à prova de bala, você já conhece a fala, fatiou,passou,manda pra vala. Homem de preto,qual é sua missão? É invadir a favela e deixar corpo no chão. Homem de preto, o que é que você faz? Fazemos muitas coisas que assustam satanás.O tiro comeu,a tropa invadiu,ninguém se feriu. No bope tem guerreiros, que acreditam no Brasil, ponto 50, escopeta metralhadora com luneta, não é qualquer um que veste a farda preta. Tem refém, tem resgate chama a core, e o CAT, mas somos nós que damos aulas pra Swat. Prende o vapor, larga-lhe um tapa, bica, chuta, encaçapa; se não diz a verdade, bota na conta do papa. Tropa de elite, famosa no mundo que extermina o terrorista, que estraçalha o bandido, que aniquila o vagabundo. Agir pelo certo é melhor, largo o dedo sem dó, em quem mira, tira, trafica pó...homem de preto,qual é sua missão? É invadir a favela e deixar corpo no chão. Homem de preto,o que é que você faz? Fazemos muitas coisas que assustam satanás...”


Notas finais
Link do rap acima (É um rap e não um funk):
http://letras.mus.br/rappernemo/1754948/
Não sei se fui muito legal ao postar esse capítulo, já que odeio ver vocês ansiosos, ou se fui muito má em terminá-lo assim...quero muito que vocês pensem sobre coisas que falamos, pensamos, julgamos...quem mora na favela é bandido?! Bandido bom é bandido morto?! Acho que a fiction provoca exatamente essas reflexões...
Uma maravilhosa virada de ano para todos vocês meus amores!! Lu