Entre O Amor E A Guerra

26 Capítulo 26 - Vida Loka também ama!


Notas iniciais
Boa tarde pessoas do coração :)

“Olha a história de um guerreiro, ó escuta ai...guerreiro lutou contra os inimigos que se opôs, varios se acovardaram e outros vieram depois. Uns eram disposição outros se acovardaram. Enquanto uns davam a vida outros abandonavam as armaduras de choque foi o que nos conduziu.Foi baleado na perna, com dois tiros de fuzil, muito bolado, sei que se não matar eu vou morrer...o crime oferece essa vida pra quem deseja ser um traficante,um criminoso. Diretoria ta de pé de novo, cheio de ódio aqui o bagulho é doido. Tu ta ligado, envenenando o corpo todo. Eu, vida loka, um irmão matar o outro irmão,vida loka, tu trair sua própria nação, vida loka,vida loka vida loka, nosso ritmo é esse aqui”


O dia amanheceu rapidamente, afinal o grupo, agora com mais duas “agregadas”, fora dormir já quase às quatro da manhã. Brittany e Santana permaneceram na posição que adormeceram; durante as poucas horas que descansou Santana teve vários pesadelos, e sempre Brittany a aconchegava em seus braços, dando a morena sensação de proteção necessária. Já Berry e Quinn tiveram uma noite verdadeiramente “fake” – Quinn, muito empolgada com aquela morena linda dormindo ao seu lado, não conseguiu conter o lado cafajeste, e acabou tirando uma casquinha da morena. Acariciava o corpo do pônei em toda sua extensão, indo do pescoço descoberto por causa do cabelo preso, as coxas grossas e verdadeiramente maravilhosas; acariciava de forma leve, mas Rachel sentia o corpo todo estremecer e abria levemente as pernas, empinava levemente a bunda esfregando-se em Quinn. Aliás, Berry não dormiu praticamente nada, afinal durante toda a sessão de pegação a menina apenas fingia que dormia.

Assim, toda vez que Rachel sentia que Quinn começava a passar dos limites, fingia se espreguiçar, ou dava um suspiro mais profundo, assustando a garota e a fazendo parar; a pegação foi tão intensa que Rachel sentia a calcinha encharcada e um calor assustador no meio das pernas...Quinn, por sua vez, ficou louca com a putaria com a morena, e chegou a gemer quando passou os dedos e sentiu a menina toda molhada. Era tesão demais para conseguir dormir, então Quinn virou mais uma madrugada em claro, acariciando Berry.

Como sabia que a morena não poderia sair do quarto pela manhã por causa da presença de Brittany na casa, Quinn preparou um café da manhã especial para a morena com tudo que imaginava que ela gostava e levou ao quarto. Berry por sua vez, acordava já sorrindo para a loira, com um ar de sem vergonha que aprontara durante a madrugada.

– Que carinha safada é essa garota? Pelo jeito sua noite foi boa, dormiu bem?

– Dormi igual a uma pedra Fabray. Que café da manhã maravilhoso para uma refém! E você, teve uma boa noite? Dizia Rachel com a maldade habitando seus olhos, um sorriso maldoso e safado.

– É...não foi perfeita, mas deu para dormir gostoso, embora você tenha jogados as pernas em mim durante a madrugada. Da próxima vez durmo no chão. Falava a loira, com um ar tão sem vergonha que Rachel sentiu vontade de jogar ela na cama e não deixá-la sair até pedir arrego.

Logo Berry e ela tomavam café e conversavam cada uma contando um pouco de sua história de vida. Quinn sentia-se envergonhada com algumas passagens de sua vida, como quando foi levada para um abrigo, logo depois do desaparecimento da mãe; a impressão era de que conhecia Rachel há muito tempo, assim sentia-se a vontade para contar sua história, embora fosse triste e desestimuladora. Falou do início, da família desestruturada, do desaparecimento da mãe e do período difícil quando era diariamente assediada pelo pai e por amigos alcoólatras do mesmo. Contou ainda como se envolveu na criminalidade e de como viva atualmente, envolvida até o pescoço com o tráfico de drogas. Sabia que a menina era uma criminosa, afinal ela mesma assumira, mas até que ponto as pessoas não podem mudar? Rachel ouvia tudo tão atentamente que viajava nos olhos cor de avelã da loira...era tão linda que dava medo encarar demais e se perder em seus olhos. Pensava que talvez estivesse perdida naqueles olhos desde a primeira vez que viu a loira, no shopping...mas como resistir? O jeito era “curtir o seqüestro”...

Santana e Brittany acordaram quase uma hora depois de Quinn e Rachel, e ficaram um tempo na cama, apenas abraçadas. Brittany acariciava as costas da latina, sentindo ospequenos arrepios que a menina sentia todas as vezes que passava as mãos em sua nuca. Nenhuma das duas queria quebrar a magia daquelas horas. Mesmo não tendo feito nada demais, era como se realmente formassem um único corpo naquela cama. Brittany ensaiou uma conversa, mas Santana queria apenas contemplar os olhos azuis da garota; a química era inegável, e pela primeira vez Brittany quis falar sobre isso, mas mais uma vez Santana pediu para não falarem sobre elas; sentia que precisava ficar um tempo sozinha, afinal estava namorado com Kitty e ficando com Brittany e Quinn ao mesmo tempo quando aconteceu a morte. Precisava digerir aquilo tudo antes de sentir-se preparada para falar de sentimentos, ou até mesmo ficar com outra pessoa.

Saíram da cama e foram para a sala, onde Blaine e Quinn riam de Finn, que tentava cantar uma música com Puck. Antes da confusão os meninos tinham se apresentado, e só pela manhã Finn descobriu que havia passado para as finais do campeonato de passinhos...iria duelar com outros meninos de comunidades e queria vencer e dedicar a vitória para Tina, que apresentava pequenas melhoras depois dos primeiros dias de internação. Na verdade todos já estavam acordados, e uma única dúvida pairava no ar: Santana iria ao IML liberar o corpo da ex-namorada? Faria um enterro para a garota ou deixaria que o corpo fosse enterrado como indigente? Quando chegaram à sala, ela e Brittany já haviam conversado sobre isso no quarto, e a loira tinha uma opinião diferente da morena.

– Então San, o que pensou em fazer com relação ao corpo de Kitty? Vamos deixar baixo ou você vai querer ir até o IML identificar e realizar o enterro? Perguntou Fabray, torcendo para a garota optar por abandonar o corpo no necrotério, afinal Kitty era uma Zé ruela, merecia ser enterrada como indigente. Além do mais Santana passaria por todo um momento de sofrimento por causa de alguém que momentos antes de morrer queria vê-la morta.

– Eu e Brittany estávamos conversando sobre isso no quarto e eu disse que gostaria de dar um enterro digno a ela. Como você se sentiria se soubesse que ninguém se importava com você a ponto de deixá-la no IML por meses, até ser enterrada como indigente?

– Não sentiria nada, já estaria morta mesmo! Resmungou Quinn, rindo da própria piada sem graça. Finn e Blaine até entendiam a postura de Quinn, mas a verdade é que também queriam dar um enterro digno a garota mala.

– Eu já decidi Quinn, vou tomar café e descer com Brittany até o IML, regularizar a situação para o enterro, e mesmo que eu faça sozinha, vou fazer. Falou Santana, saindo contrariada e triste da sala.

– Eu não vou Santana, me desculpe, mas não vou compactuar com algo que eu discordo! E se fosse o contário, se ela tivesse te matado? Será que ela teria essa consideração com você? Dissertou Quinn, irritada com a preocupação de Santana com uma morta.

Logo as meninas se arrumaram e em seguida saíram. Brittany ajudou Santana no IML, mas não gostaria de ter que comparecer no enterro daquela que a queria morta. Ainda não era tão humana a ponto de querer ver aquele espírito bem em outro plano, se é que existiam espíritos e outros planos. Santana por sua vez fez todos os trâmites legais e ainda conseguiu falar com duas tias da menina que moravam em outras comunidades, mas as mesmas sinalizaram que não tinham porque ir ao enterro de uma pessoa que só fez mal a toda família. A verdade era que já próximo das duas da tarde Santana estava sozinha na capela mortuária do cemitério, a espera do horário do enterro.

Eram duas em ponto e uma chuva fria caía quando os coveiros procuraram a garota para iniciar o enterro, afinal só tinha a latina velando o corpo no cemitério. Quando Santana já imaginava que passaria por aquilo sozinha, Quinn, Rachel, Puck, Finn e Baline entraram no cemitério e se juntaram a amiga...estariam juntos até na hora de livrar-se da louca da Kitty. De longe, escondida atrás de alguns arbustos, Lauren assistiu ao caixão de Kitty ser levado e enterrado, apenas com o grupo presente no cemitério. Sua melhor amiga nunca mais voltaria, e ela não poderia se quer despedir-se, falar com ela uma última vez, acariciar seu rosto.

Em casa Brittany ouvia atentamente o pai, que explicava as últimas novidades sobre o seqüestro de Rachel. A polícia finalmente localizara o bairro do cativeiro da menina, e a idéia era invadir o local naquele fim de semana ainda, afinal, já tinham dado tempo demais para os seqüestradores fazerem contato com a família e pedirem resgate. A espera para tentar armar um esquema de libertação durante o resgate não se concretizara, então o plano era invadir e retirar a menina do local onde permanecia presa. Marcos não sabia qual era o local, então restringiu-se a falar com a filha sobre os planos da polícia, e que certamente até o domingo a noite a amiga de Brittany já estaria em casa.

Brittany vibrou...parecia que as coisas iriam se acertar finalmente. A noite anterior, apesar de trágica tinha sido também mágica; a loira sentia que seu coração balançava por Santana, e pensava que talvez pudesse falar sobre isso com ela; ainda era sexta – feira, feriadão, e a morena a convidara para conversarem a tarde, depois do enterro...era o momento de sentir o que Santana sentia, mesmo depois daquela situação trágica. A notícia de que logo Rachel seria libertada e os seqüestradores seriam presos pela polícia só completava a certeza de Brittany de que tudo se acertaria. Fazia até planos de apresentar a latina ao gnomo depois do fim do sequestro, afinal queria que Rachel desse a opinião dela sobre “sua faveladinha”...mais uma vez a vida brincava com as histórias do bonde do São Jorge e do bonde das patricinhas!!!


Notas finais
OS: Erros de português na letra da música não dessa autora que lhes escreve, e sim de quem a escreveu!!!
PS: Curiosidade de escritora...como reagiriam em relação a enterrar ou não a Kitty, se acontecesse com vocês o que rolou com a San?!