Entre O Amor E A Guerra
22 Capítulo 22 - Vai ficar tudo bem?
Notas iniciais
Naquele momento Lauren teve a certeza de que aquele era Puck e seu bonde. Pensou por alguns segundos no que deveria fazer, logo depois se aproximou do menino e pediu:
– Saiam daqui agora, e esqueçam que vi vocês. Eu cheguei e a garota já tinha sido levada, ou fugido, o que for melhor para Kitty acreditar, mais tarde penso nisso. Só quero que prometam que nunca vão me entregar, porque senão ela se vingará em mim.
–Nós nunca vamos falar sobre isso Lauren, eu te prometo. Nós precisávamos tirar ela daqui, e se não fizermos isso logo as coisas vão se complicar não só pra gente, mas para o toda a comunidade. Falou Puck, se aproximando um pouco mais da garota e dando um pequeno selinho na mesma.
Em seguida entraram no carro e saíram em disparada levando a refém. Não falaram mais nada sobre as gozações em relação à Lauren e Puck, parecia que agora entendiam que a relação dos dois era algo além das brincadeiras e gozações que eram feitas com o menino. Rachel foi quieta, sem falar uma só palavra no pequeno percurso da casa de Kitty até a casa de Quinn; foi retirada do carro no colo e levada até o quarto, dessa vez por Finn. Lá a menina iniciou um pequeno monólogo, não se incomodando se alguém ouvia ou não.
– Bom, me tiraram do meu cantinho, me chamaram de louca, me encapuzaram e agora me deixam aqui, no escuro. Depois as pessoas não querem que eu fale sozinha, ouça músicas que são muito estranhas para vocês, não coma gororobas e nem beba coca-cola. Será que alguém vai me dizer por que fui seqüestrada de novo, e por um bando muito mais atrapalhado e estranho que o outro? Sim, porque se não conversarem comigo prefiro que me matem, pois não sou um ser que consegue ficar calada. Mesmo porque preciso exercitar minha voz, isso se deve ao fato de ser cantora, etc...etc...etc...etc...
Rachel fazia um longo monólogo, que deixava todo o grupo insandecido. Em um determinado momento Finn não agüentou e falou com a garota.
– Então Rachel...você foi “re-sequestrada”. Isso se deve ao fato de que você estava nas mãos de pessoas ruins, que iriam te fazer mal. Nós não somos tão ruins assim, mas por agora não podemos te soltar, mas prometo que faremos o possível para te devolver a sua família o mais rápido possível, porque sabemos que eles estão muito preocupados...blá...blá...blá
Finn acabou embarcando no surto da garota e fazendo um outro monólogo muito engraçado, pois ele tentava não falar sobre o motivo do seqüestro, sobre o grupo, mas acabava se complicando ainda mais. Rachel, mesmo encapuzada deu uma gargalhada gostosa e simpática à conversa, o que acalmou um pouco o menino.
– Eu posso pedir uma coisa menino que faz monólogos tão estranhos quanto os meus? Sussurrou a morena, tentando ser gentil com o garoto.
– Claro, pode falar Rachel. Disse Finn, dando mais uma vez a entender que conhecia a menina pelo nome, o que para um seqüestro aleatório, parecia muito estranho.
– Estou com muita fome. Queria saber se você pode me dar alguma coisa para comer ou beber.
– Ok. Temos leite, pão, suco, sucrilhos, iogurte, biscoito salgado ou doce . O que você quer pequeno pônei maldito? Ao repetir o apelido que Quinn havia dado a Berry Finn acabou, sem saber, dando mais uma pista fundamental para a garota.
– Aceito leite e sucrilhos, afinal isso aqui deve ser um supermercado de tantas opções. E se não for pedir muito, posso ouvir música no período em que fico aqui. Já é horrível ficar assim, encapuzada, muito pior se não tiver nada para ouvir. O menino não respondeu, saiu do quarto e foi preparar o lanche para Berry.
Quinn, que já estava doida para ver a garota, ofereceu-se para levar o lanche. Lá, começou a dar o mesmo na boca a Berry, que por não ver a direção da colher, acabou sujando um pouco a roupa e o capuz que usava. Fabrey, com toda delicadeza, limpou os lábios de Berry, e em um momento quase instintivo, acariciou-os. Aos poucos Rachel, já mais falante que nunca, foi comendo, mas parecia uma maritacazinha de tanto que falava. Quinn sorria, mas não falava nada, tinha medo da morena lembrar-se da sua voz. Berry, por sua vez reclamava do tratamento recebido no outro cativeiro, brincava que agora era uma refém cinco estrelas e que tinha medo de ser devolvida. Quando Quinn menos esperava, Berry fez um comentário desconcertante:
– Eu não lembro seu nome, mas gravei seu cheiro, o som do seu riso; tudo isso ficou gravado em minha memória depois que nos encontramos e que eu fui totalmente arrogante e estúpida com você. Depois que seu amigo estranho me chamou de pequeno pônei maldito aqui, tive certeza de que esse novo seqüestro tinha haver com você. Sei que não vai me responder e que depois dessa conversa vai sair daqui com medo, mas pela forma como esta me tratando significa que precisa muito me manter aqui, mesmo não sendo a pessoa que, de fato iniciou tudo isso. Só espero que não me faça mal como as outras me fizeram.
Quinn não sabia o que fazer, mas simplesmente seguiu seus instintos. Sabia que poderia complicar sua vida para sempre, assim como a de Santana, mas decidiu arriscar. Primeiro deu um leve beijo nos lábios de Rachel, que ficavam expostos pelo buraco do capuz, depois o tirou com cuidado e olhou dentro dos seus olhos.
– Meu nome é Quinn Fabrey pequeno pônei. Nada disso estaria acontecendo se uma loira filha da mãe chamada Kitty não tivesse te seqüestrado. O problema foi que além de te trazer para a minha comunidade, ela ainda envolveu alguém inocente nessa história; não posso te contar tudo, mas posso dizer que estou te mantendo aqui, pois não quero que essa pessoa inocente, que é muito importante para mim, pague por um crime que não cometeu. Prometo que será por pouco tempo, sei que você já está no seu limite.
– Podemos nos falar então sem o seu capuz? Falou Rachel com um sorriso, aproximando-se do ouvido de Quinn. A loira tirou a touca ninja que usava e também retribuiu o sorriso. Não sabia por que, mas sentia que podia confiar na menina. Aproximou-se dela e desamarrou suas mãos.
– Quinn, não sei por que mas eu confio em você. Não te conheço e pelo que percebo somos de dois mundos bem diferentes, mas ainda assim confio e sei que minha vida está em suas mãos. Dito isso peço que também confie em mim. Não sei quem é a pessoa a quem você está protegendo, mas prometo que se me deixar ajudar, do meu jeito, também a protegerei, porque sei que ela estará ao meu lado, como você provou estar quando me soltou, tirou seu capuz e se identificou. Por favor, deixa eu te ajudar.
– Rachel eu não costumo confiar nas pessoas, na verdade sempre fui uma pessoa que desconfiava de tudo. Minha vida não foi muito boa e as pessoas para quem dediquei confiança e lealdade me traíram. Desde a primeira vez que a vi senti algo que não sei explicar, mas a minha vontade era chegar perto, falar com você, saber quem era você. Acho que a vida se encarregou de fazer isso da forma mais complicada possível. Não sei o que esse encontro nos reserva, mas vou arriscar minha vida para confiar em você. Mais do que isso, vou arriscar o amor que tenho por outra pessoa e vou confiar em você. Espero nunca me arrepender disso, porque a vida não nos dá segunda chance.
Era o passo mais importante que Quinn dava desde que decidiu largar a casa do pai e tentar viver somente com Puck, que além de mais novo era considerado um menino problema. Sabia que confiar em Rachel poderia significar colocar Santana como uma das seqüestradoras mais procuradas do estado, mas algo dizia que ela poderia correr aquele risco, pois a impressão que tinha era de que conhecia Rachel há muitos anos, muitas vidas. Foi isso que fez Quinn abrir a porta do quarto e levar Rachel até o restante do grupo, que estava na sala, já preocupados com Santana, que tinha ficado no baile para despistar Kitty. Naquele momento Quinn só conseguia pensar que tudo ficaria bem, e mesmo que não ficasse ela sempre protegeria Rachel e Santana. Uma música insistia em permear seus pensamentos, e era ela que guiava sua certeza de que tudo daria certo...
“Tudo bem que a gente brigou, mas eu sei que não acabou esse romance é o nosso amor. Mas agora eu quero saber se eu vou ficar com você, mas na real não quero te perder. Senta no meu colo e não chora mais, me beija, me abraça é demais. Senta no meu colo e não chora mais, me beija me abraça, então vai ficar tudo bem. Nossa vida foi sempre assim eu não vivo bem sem você e você não vive mais bem sem mim. Mas escute o que eu vou dizer, de tudo sempre eu fiz, o teu sorriso me deixou feliz. Senta no meu colo e não chora mais, me beija me abraça é demais. Senta no meu colo e não chora mais, me beija me abraça é demais.”(Vai ficar tudo bem – Mc Ricardo)
Enquanto o mundo desabava na casa de Quinn, no baile Sam continuava caído no chão; o baile continuava a rolar e a única atitude dos seguranças do lugar foi pegar o menino no colo e colocá-lo do lado de fora do recinto. Brittany, desesperada, saiu atrás dos seguranças para ver o que fariam. Foi o momento perfeito para Kitty sair puxando Santana baile a fora, até chegar do outro lado da quadra, onde Brittany não tinha mais alcance de visão. Lauren chegava à portaria por onde Kitty arrastava Santana, e deu a notícia do desaparecimento de Rachel, o que deixou a loira ensandecida. Naquele momento a vida de Santana começava a correr sérios riscos...
Notas finais
http://www.youtube.com/watch?v=XghTprNAiWU
PS: Belle, estou com saudades de você!!! Essa história de voar demais está destruindo nossa relação!!!kkkkkkkkkkkkkkkkkk
Fale com o autor