Entre O Amor E A Guerra
50 Capítulo 50 - Dores da alma...
Notas iniciais
Sério...pessoas, muito obrigado pelos 400 reviews, e pelas novas e lindas recomendações, nunca pensei que chegaria tão longe com essa história nada convencional!! De coração, vocês são fantásticos leitores, mas principalmente maravilhosos amigos virtuais!!
PS: Amanhã creio que não conseguirei postar, por isso embora saiba que a maioria de vocês já esteja dormindo, deixo esse capítulo "insônia" enorme para lerem no decorrer do dia...tem muita violência, por isso recomendo que quem não queira ler algo assim, que o evite!! Bjs
No alto do morro Santana já estava despida, com Emily sobre seu corpo, acariciando seus seios e mordendo-os descontroladamente, mostrando como aquilo que sentia não podia ser amor, e sim doença. Santana chorava baixinho, sentindo que chegara ao limite da vida. Os olhos ardiam e o corpo não tinha forças para lutar contra as investidas de Emily, que abria com força suas pernas e se posicionava entre elas para iniciar o ato sexual. O pescoço da latina já estava todo mordido, assim como os seios e as coxas, muito machucadas pela força bruta que a garota utilizou para imobilizá-la.
Puck, Blaine e Finn chegaram á divisa dos territórios e perceberam que aquela ação não seria tão simples como imaginavam, afinal o grupo de Emily parecia preparado para uma reação armada. Na verdade a intensa movimentação dos “soldados” do “movimento” que Santana havia visto mais cedo era o grupo se preparando para uma possível investida do bonde de Quinn, afinal Emily sabia que quando dessem falta da latina iriam direto em seu lado do morro. Alguns minutos depois da chegada dos meninos o carro de Rachel estacionou, já com Quinn e Brittany, que as estava esperando no pé do morro.
– Quinn acho que será suicídio entrarmos ali assim, mesmo armados. Eles são muitos e as armas parecem muito mais potentes que as nossas. Falou Blaine, já pensando em alguma estratégia que fosse mais efetiva e menos arriscada.
– Percebi a mesma coisa, mas se estão assim, tão ariscos e armados é sinal de que Santana realmente corre muito risco ai dentro véy. Eu vou entrar nem que seja a última coisa que eu faça, pode ter certeza. Falou Quinn, totalmente sem freio.
– Ok, vocês dois tem razão, precisamos achar uma forma de entrar sem colocarmos ninguém em risco, principalmente a San, que deve estar trancafiada, afinal não atende o celular. Acho que precisamos ser espertos, e não de surtos ou armas, precisamos de inteligência. Falou Rachel bolando algo em sua mente mirabolante.
– Tudo bem pequeno pônei rosa, qual é o plano? Perguntou Finn, sabendo que a sua “gêmea” já tinha um plano bolado.
– Grande pônei azul penso que um de nós vai ter que distrair esse povo todo que faz a escolta da casa, enquanto o restante entra, domina a psicopata e tira a Santana de lá. falou Rachel com Finn, que já se imaginava no meio de um episódio CSI.
– Eu não acredito que vocês estão brincando com uma coisa tão séria Rachel e Finn. É a vida da Santana, a mulher da minha vida, que está em risco, é tão difícil entender isso? Se algo acontecer a ela eu nunca mais vou me perdoar por ter brigado com ela ao invés de ter vindo a essa merda de encontro. Resmungou chorosa Brittany, que já enchia os olhos de lágrimas.
– Sem choro manteiga derretida. Ou você endurece de vez essa porra de coração ou vamos perder sua latina para a filipina fake. Seja forte e tenha foco porra! Falou Puck dando um esporro na loira, mas a abraçando e fazendo um carinho em sua cabeça para acalentá-la.
– E se simplesmente entrarmos lá e tentarmos negociar com ela, na paz sem violência?! Essa maluca espera que a gente chegue metralhando tudo. Se fizermos o contrário do que ela pensa? Perguntou Blaine, estudando a organização do espaço.
– Como assim?! Do nada entramos e trocamos uma idéia, tá endoidando porra?! Perguntou Quinn já perdendo a paciência com a idéia louca de Blaine.
– Uma parte do grupo vai entrar na boa, para conversar com ela. É claro que a louca não vai entregar a Santana; ai entra a outra parte do plano...uma parte do bando entra escondido na casa e tira a piranha latina de lá. Essa é a única forma de tirarmos a San de lá sem ninguém morrer, porque se entrarmos na base do pipoco vai todo mundo para a vala.
– A idéia até que não é ruim. Acho que acrescentaria alguém ai para despistar o grupo assim que entrar uma parte dos nossos. Assim o restante teria como entrar sem tanto risco. Falou Finn, já se imaginando Don Flack, um dos investigadores de CSI New York.
– Ok, vocês venceram. Eu e Brittany entramos, afinal Emily sabe que nós duas viríamos atrás dela mesmo que fossemos zumbis. Rachel e Blaine despistam os soldados dela, enquanto Finn e Puck tiram Santana de lá; se qualquer uma dessas coisas der errado a dupla sai em retirada sem olhar para trás, essa é a regra. O que vocês acham? Falou rápido Quinn, que estava angustiada pelo tempo que Santana já estava lá dentro.
– Fechado chefa, é noix mané!! Respondeu Finn, já se organizando com Puck a forma de entrar Na casa pela parte de trás, como fizeram no resgate de Rachel.
– Caso algo dê errado e a gente não conseguir sair com vida quero que você saiba que todo o amor do mundo é pouco para expressar o que eu sinto por você meu pônei maldito mais que perfeito!! Falou Quinn, dando um beijo terno em Rachel, que a abraçou e ficou por alguns minutos sentindo o calor do seu corpo.
– Eu não permito que nada possa acontecer com você, eu te proíbo! Teremos uma cobertura na orla da praia para eu ver o sol nascer todos os dias cantando para você; teremos muito tempo para monólogos, sexo selvagem um bebê Berry Fabray...amor! E se algo acontecer, saiba que meu amor vai estar com você para sempre. Disse Rachel, dando um último beijo na namorada.
O plano então começou a ser posto em prática, porém dentro da casa Santana já estava muito machucada e chorava bastante, depois de ter sido brutalmente estuprada por Emily. O que mais doía não era o corpo, mas a alma, a dignidade. Depois de usar a menina de todas as formas mais dolorosas possíveis, Emily permitiu que a mesma tomasse um banho, afinal estava coberta de sangue no rosto, pois tento se soltar e acabou levando um soco no nariz, assim com estava cheia de escoriações por todo o corpo. Após o banho Emily a deixou deitada no quarto e foi ver como estava o movimento, sentia-se vitoriosa e revigorada; como uma doente imaginava que tinha tido uma noite de amor com sua namorada, e não um ato brutal de violência. Santana permaneceu deitada em posição fetal, como uma pequena criança abandonada que sofrera todas as violências do mundo e desejava apenas a morte.
Quinn e Brittany esperaram apenas que ela retornasse para dentro de casa para entrar na zona de conflito. Os meninos logo apontaram suas armas para as duas, que levantaram as mãos sinalizando que estavam desarmadas. Pediram que pudessem de trocar uma idéia com Emily, sendo que um dos meninos passou um rádio para a garota, que mandou revistá-las em em seguida deixarem-nas entrar. Emilly as esperava na sala, de cabelos molhados, sorriso largo e irônico no rosto. Na mesma hora em que a viu Brittany tinha certeza de que ela havia feito o pior com Santana, e sentiu vontade de matá-la com as próprias mãos; foi difícil segurar o ódio e começar o diálogo, mas aquelas loiras eram fortes e levariam Santana para casa de qualquer forma.
– Emily nós viemos aqui porque a Santana sumiu desde cedo, e alguns moradores informaram que viram-na vindo na direção do seu território. Como vê, viemos em paz, desarmadas, pois na verdade só queremos saber se você tem alguma notícia dela. Disse Quinn, segurando o ódio que perpassava todo o seu corpo e que lhe mandava voar em cima daquela garota.
– Nossa, que honra ter vocês por aqui. Quinn já conhecia meu território, mas a famosa Brittany não. Muito prazer Brittany, eu sou a Emily, a atual namorada da Santana; pelo que estou vendo minha San não abriu o jogo com vocês em relação à gente né. Então...ela veio aqui, fizemos um amorzinho gostoso, ficou até pouco tempo atrás e falou que iria à casa da mãe contar sobre a novidade das escrituras. Deve estar lá nesse momento.
– É Emily, ela realmente não falou nada sobre você ser a atual namorada dela, apesar de que ela é livre para fazer o que bem entender, afinal terminamos nosso relacionamento. Disse Brittany, roendo-se de raiva e os olhos se enchendo de lágrimas.
– Chora não patricinha, tenho certeza que você aproveitou até tempo demais junto com a minha San. Só te peço que não a procure mais, não ligue mais para ela e quando passar por ela no morro baixe a cabeça e o olhar, porque mulher minha ninguém olha nos olhos no meu território. Falou Emily tentando desafiar Brittany. Santana ouvia tudo do quarto, mas o medo de Emily fazer algo com as meninas era muito maior, por isso só chorava bem baixinho, tentando não deixar que elas ouvissem seu gemido. Não dava para dizer o que era mais triste, se era o choro sentido de Santana ou o fato de Brittany ouvi-la sem poder fazer nada, sentia apertar tudo dentro de si e desmoronar cada parte do seu corpo sabendo que sua latina sofria.
Nesse mesmo momento Rachel e Blaine começavam a desempenhar sua parte do plano. A menina, que ainda era poço conhecida no morro, prendeu os cabelos e colocou os óculos de Blaine, se aproximou do bando de forma muito assanhada e se dirigiu a um dos meninos chamando-o para bem próximo do seu rosto. Eram quatro meninos na segurança da casa e precisavam que pelo menos os dois da parte de trás saíssem dos seus postos de vigília. Bem pertinho do ouvido do garoto sussurrou:
– Eu sou nova aqui no morro e estou perdida sem saber como volto para meu território, adoraria que me levasse até a escadaria para eu encontrar o caminho de volta. Dizia a garota, usando toda a sua estratégia de sedução. O garoto automaticamente abriu um sorriso, imaginando que tinha acertado a boa com aquela moreninha gostosa com carinha de virgem.
– Oh morena, te levo agora se você quiser. Disse um dos meninos, já colocando a arma na cintura e começando a se engraçar para Rachel, que precisava de outro argumento ara levar um outro garoto com eles. Chegou bem pertinho do ouvido do garoto e sussurrou mais uma vez:
– Eu sou bem gulosa e adoro uma pegação coletiva, então se quiser levar mais um amiguinho eu vou adorar!! Disse passando a língua na orelha do garoto, que fedia a cigarro da erva, mas ainda assim não fez Rachel desistir. O sexo do menino ficou automaticamente ereto, afinal imaginou um bacanal pelas vielas da favela. Chamou seu amigo, cochichou alguma coisa e em seguida saíram com Rachel em direção a escadaria que fazia a divisa dos dois territórios, lá mesmo onde Quinn e ela havia feito amor pela primeira vez. Chegando lá a menina já começou a acariciar um deles enquanto o outro já colocava “os documentos” para fora, esperando uma chupada da patricinha. Quando ambos já estavam literalmente com os documentos nas mãos e as bermudas arriadas, Blaine chegou armado e os surpreendeu, não dando chance de defesa. Levaram ambos para o lado do território de Quinn, onde tiveram ajuda de uma moradora que ajudou a amarrá-los e amordaçá-los pelados em uma árvore.
Era a hora de Finn e Puck entrarem em ação...os meninos não precisaram fazer muito esforço para entrar na casa, afinal tinha duas portas de entrada, e ao contrário da casa de Kitty, não havia um cachorro de surpresa na parte de trás; foi necessário arrombar a porta de trás sem causar barulho, coisa que Puck era mestre, para em seguida descobrir em qual dos cômodos a latina estava. Foi Finn que a encontrou e percebendo sua fragilidade e machucados por todo o rosto pegou-a no colo e logo conseguiu sair da casa sem ser notado. A essa altura metade do bonde já estava nos carros, à espera agora era pelas duas loiras, que ainda não haviam saído e já começavam a preocupar o restante do bonde...
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