Entre O Amor E A Guerra

18 Capítulo 18 - Tropa de elite, osso duro de roer.


Notas iniciais
Então pessoas do coração...consegui dar uma super atualizada na fiction hoje e postei três capítulos nessa minha morcegação de Natal...agora vou dar um tempinho e deixar que vocês leiam, comentem e me ajudem a decidir as vidas das nossas meninas...

Macaca velha das quebradas, Quinn chamou Puck e Blaine para o “momento CSI” do grupo. Os meninos adoraram a idéia, e na primeira vacilada de Kitty dariam uns bons tapas na garota, pois ela merecia. Quinn e Blaine pularam a parte de trás da casa, enquanto Puck ficou de vigilância, caso alguém aparecesse. A música alta impedia ouvir direito o que as pessoas falavam lá dentro, mas era possível ouvir Lauren dando chiliques com alguém, que chorava compulsivamente.

- Santana e Finn sumiram desde a manhã. O rolha de poço não é de perder o almoço, e San não ligou até agora ou mandou torpedo. Não consigo imaginar aqueles dois em uma orgia sexual e sei que ela deve estar caidinha por mim e evitando dar pinta; é estranho ela não dar sinal de vida, pois sempre manda um sms na hora do almoço para dizer como está o trampo. Falava Quinn com Blaine, que observava uma janela alta, que provavelmente era a báscula do banheiro da casa de Kitty e Lauren.

- Ok macho alpha da favela! Sei que você é quase irresistível, mas vamos deixar isso de lado e descobrir se esse choro é da nossa Santana. Se for ela eu juro que mato essa loira azeda, pico ela todinha e faço um churrasco na laje. Disse Blaine, meio irritado com a idéia de Kitty estar maltratando a latina.

- Qual é o plano garoto propaganda da Kolgate? Diga logo que quero socar aquela loira até quebrar todos os dentes dela. Vai ficar sem um pé de galinha na cara para contar a história.

Blaine explicou a Quinn que só ela conseguiria passar pelo buraco da báscula, pois era a menor do grupo. A idéia era ela entrar sem ser notada e se conseguisse perceber que era Santana, mandava um sms para ele, que acionaria o resto do bando, que entraria metendo o pé na caxanga de Kitty. Caso não fosse a latina, o objetivo era descobrir o que estava rolando naquela casa, afinal Kitty estava morando dentro do território deles, e devia repassar tudo o que planejava ao grupo.

Combinado tudo com Puck, Quinn começou a colocar o plano em prática. Com a ajuda de Blaine, que levantou a garota até a altura da báscula, conseguiu entrar, embora tenha caído de cabeça na área do chuveiro do banheiro. Fez um baita barulho, mas como o som estava alto, Lauren e Kitty não perceberam. Aproximou-se bem perto da porta e pode ouvir um pouco da conversa que se desenrolava no quarto em frente:

- Sua patricinha louca, come logo essa porra dessa comida, sua surtada! Eu já estou sem saco para você, e se me emputecer muito meto uma bala nessa sua cabeça de vento. E baixa essa merda de música porque não aguento mais essa velha cantando. Quer que minha amiga venha aqui te dar outra surra? Gritou Lauren, se referindo as músicas de Barbara Streisand, que a morena havia conseguido sintonizar em uma rádio.

- Eu não vou comer essa gororoba horrível, prefiro ficar com fome e apanhar. E me deixe ouvir pelo menos as músicas que gosto. Já que vou morrer mesmo quero morrer feliz e sintonizada com minha diva! Resmungava Rachel, que já estava meio descontrolada com a permanência no cativeiro. Percebia-se em Rachel o desespero nos olhos, mas ainda assim a menina resmungava, discutia, sofria, mas nunca calada.

Lauren se irritou e deu um tapa no rosto de Berry, que caiu na cama do quarto. Nesse momento Quinn conseguiu ver pela fresta da porta do banheiro, um pouco do corpo da menina que gritava, especialmente as pernas e braços que se debatiam embaixo de Lauren, que tentava amarrar a garota. De longe Quinn pode reconhecer uma pequena pulseira em seu braço...eram as joaninhas de Rachel. Pela primeira vez na vida, Quinn se desesperou.

Na Selecta, naquele momento era fim de expediente, e quando Santana já arrumava as coisas para ir embora deu de cara com Brittany, que retornara a empresa para buscar alguns papéis que precisava analisar em casa. Quando viu Santana com a bolsa se dirigindo a porta não conteve o impulso e fez o convite:

- Preciso analisar alguns contratos de seleções que vamos assumir. Adoraria, se não for pedir muito, que você pudesse me ajudar. Podemos tomar um café enquanto damos uma olhada, o que você acha?

A latina sorriu e aceitou o convite, sem antes dar uma provocada:

- Claro que eu aceito. Mas além de pagar o café no Mac Donalds que é o meu favorito, terá que me pagar horas extras ok chefe?

- Com toda certeza...pago tudo que você quiser! Falou Brittany, com um sorriso safado no rosto, encarando para a latina. Sabia que ela era pobre e tinha mal gosto, mas era bem gostosa e daria uma boa transa. De longe, Marcos e Madelaine observavam a interação das garotas. Aquilo definitivamente não iria prestar!

Enquanto isso, Quinn tentava pular de volta o buraco do banheiro, mas acabou ficando entalada por conta da pressa. Lauren estava armada, e Kitty estava na casa, mais especificamente na sala; não sabia qual era o plano das duas, mas sabia que a morena marrenta e tirada estava ali contra sua vontade, logo precisava ser salva. Ao perceber que a loira estava entalada, Blaine pediu ajuda a Puck, que com grande força conseguiu soltar a irmã, mas o cordão da garota acabou quebrando o fecho e ficando para trás, dentro do Box do banheiro.

De volta ao cafofo, Quinn explicou aos meninos toda a situação, assim como avistou Finn, que chegava do Centro comunitário e da casa de vários moradores, pois passara o dia pedindo ajuda as lideranças e moradores para divulgar a necessidade de sangue do hospital onde estava Tina. O grupo sabia que precisava de um plano para tirar a morena maluca da casa de Kitty, mas resolveu esperar pela chegada de Santana, afinal ela ainda tinha uma ligação, mesmo que rompida, com a loira pelancuda.

Eram quase oito da noite quando Santana e Brittany terminaram de revisar todos os contratos de seleção. Já estavam cansadas quando a loira se ofereceu para levar a latina em casa. Santana mais uma vez aceitou, mas com a condição que fosse até a subida da comunidade. Chegando ao local, Brittany fez mais uma sugestão:

- Se quer mesmo me transformar em outra pessoa sugiro que me apresente ao seu mundo. Falou a loira, já imaginado em sua mente várias fantasias sexuais com a morena, bem lá no alto do morro.

- Como assim, o que você quer dizer com “meu mundo”? Ta achando que a favela é um zoológico, e que eu vou te levar para fazer tour? Falou, começando a ficar irritada.

- Não é nada disso sua malcriada, só gostaria de ir até lá em cima, conhecer a parte alta da cidade. Você me falou da vista linda, das pessoas, e te confesso que fiquei com vontade de conhecer de perto. Respondia Brittany, com um ar falso de boa moça.

- Pode deixar que esse momento vai acontecer, mas por enquanto acho melhor não. O morro está em guerra e te levar lá em cima e depois te deixar descer sozinha seria muito perigoso. Resmungou Santana, sem muita certeza se queria levar a loira no alto da favela.

- Ok, vou esperar você me convidar. Disse Brittany, torcendo para que o convite acontecesse logo, afinal, começava a querer se divertir com aquela morena gostosa. Mesmo iniciando um processo de mudança, parecia que Brittany ainda não tinha introjetado de fato, o que era a vida real das pessoas.

Despediram-se com um leve beijo no rosto, mas Brittany, aguçada pelo cheiro do cabelo da morena, acabou por roçar os lábios no canto da boca de Santana, que automaticamente sentiu seu corpo todo se arrepiar. O clima ia esquentando, as bocas se aproximando e os olhos se encaravam profundamente, quando Santana ouviu seu nome em alto e bom som, vindo da subida da ladeira:

-Porra Santana, eu achei que o apocalipse zumbi tinha começado e você tinha sido seqüestrada por zumbis famintos. Tem quase três horas que to ligando, tentando falar com você e não atende essa porra de celular...foi arrebatada mulher!! Falava Quinn, vindo em direção ao carro com a cara mais fechada possível, sua arma na cintura bem amostra e resmungando palavrões indizíveis.

- Melhor você ir né, acho que se você ficar mais dois segundos dentro do carro ela chega até aqui e me mata!! Sussurrava Brittany, de olhos arregalados e apavorada com a aproximação de Quinn.

Santana mais do que rápido saiu do carro, mas antes deu um beijo no cantinho da boca da loira e resmungou:

- Amanhã, se você for à empresa, te ajudo a revisar o restante dos contratos.

Brittany nem respondeu, saiu cantando pneus, apavorada com a loira que se aproximava do carro; será que era a namorada da morena? Caso fosse, era melhor manter-se longe da garota, afinal aquela loira parecia um Pitt Bull mal encarado, e poderia arrancar e comer seu fígado facilmente.

Santana subiu o morro ouvindo os relatos de Quinn sobre tudo que acontecera na favela, especialmente sobre a bomba que acabara de descobrir...Rachel Berry era mantida refém no alto da comunidade. Ela mesma...Rachel Berry, melhor amiga de Brittany, tida como uma filha para Marcos, que por acaso do destino era seu chefe! O círculo da vida do grupo se fechava...

Notas finais
Agradeço de todo coração as meninas que tem acompanhado, comentado, dado idéias, me deixando doidinha com os rumos que querem para a história. Obrigado também pelas mensagens que tem chegado fora da fic, muito bom ter vocês por perto, mesmo virtualmente, nesse momentinho chato que estou passando!! Beijos no coração e bom restinho de Natal!! Lu