Entre O Amor E A Guerra
14 Capítulo 14 - Correndo contra o tempo.
Notas iniciais
Talvez mais tarde consiga postar mais um capítulo...Papai Noel está bonzinho hoje comigo, e estou sem enjoos ou reações adversas.
Foram os quinze minutos mais eternos na vida dos meninos. Um filme passava na cabeça de Finn, que lembrava da primeira vez que vira Tina. Em lados diferentes da comunidade, mas o menino sempre a olhava com olhos famintos e cheios de desejo nos campeonatos de passinhos. Ela era a mais poderosa das meninas, dançava como se tivesse um corpo de molas, e ainda por cima era tirada, o que deixava Finn enlouquecido; imaginava como seria o sexo com uma japonesa, como seriam filhos dessa mistura, como seria se eles ficassem juntos. Já Quinn imaginava como faria para salvar o grupo caso precisassem, afinal quase nunca descia da favela com uma missão tão delicada. E Santana ainda estava arrasada com a atitude de Kitty; esperava tudo da garota, menos que pudesse deixar sua única amiga morrer se esvaindo em sangue, por medo e covardia.
Estacionaram e Santana saiu do carro pedindo que alguém a ajudasse a colocar a garota em uma maca para ser levada até o PS do hospital. Logo dois enfermeiros ajudaram a levar a menina, sendo que a latina ficou na recepção preenchendo a ficha de entrada no hospital. De longe os meninos observavam tudo...caso Santana desse o sinal eles entrariam e a tirariam imediatamente de lá, não deixariam de forma alguma ela se expor a ponto de levantar suspeitas. Porém, tudo parecia dar certo, e depois de quase uma hora a latina saiu para dar notícias. Tina entrara e fora direto para a sala de cirurgia emergencial. Agora só podiam mesmo esperar por notícias. Decidiram então subir o morro e no dia seguinte achariam uma forma de saber o desfecho do destino daquela menina de apenas 21 anos.
Naquele momento duas situações distintas, mas que se entrelaçavam, estavam em curso: Rachel, no cativeiro, no alto do São Jorge, pensava em tudo que havia ouvido e vivido até ali. Sabia que a loira seqüestradora tinha uma namorada, que provavelmente não sabia que ela era seqüestradora. Sabia também que a japonesinha estava gravemente ferida, e que a namorada da loira tinha surtado quando descobriu isso, e resolveu levar a menina ao hospital. Parecia pouco, mas lentamente Rachel ia conhecendo o perfil daquelas pessoas e traçando estratégias para sair daquele lugar. Do outro lado da cidade, Brittany não conseguia dormir; o remorso e a dor da falta de Rachel a corroia. A polícia não tinha muitas pistas, fizera diligências nos arredores de onde viram as criminosas e a vítima, mas não encontraram nada. Sentia-se estranha também porque não conseguia parar de pensar na morena de sua empresa: tudo o que havia feito durante o dia com a menina se misturam a tudo que vinha a sua mente em relação a Rachel.
Sua amiga era a pessoa mais doce que conhecia, parceira, dedicada nos estudos, totalmente entregue nas amizades e em tudo o que acreditava ser do bem. Já ela era mesquinha, mal humorada, arrogante e cheia de preconceitos. Sabia de tudo isso, mas achava, até então, que aquilo era o certo a se fazer, afinal tinha aprendido com a mãe que a vida era dividida entre perdedores e vencedores, e ela precisava ser uma vencedora sempre! Seu pai era um perdedor, e casou-se com a mãe por puro interesse, afinal, era isso que a mãe repetia o tempo todo. Crescera ouvindo que ele era fraco e facilmente manipulável, e que estava ali para ser dominado. Já a mãe era a figura forte, dominadora e vencedora...tinha que sempre se parecer com ela, tanto que estudou até ali nas melhores escolas, aprendeu vários idiomas, herdou praticamente tudo que a mãe construíra antes de sua morte prematura, de um câncer raro de pâncreas.
Brittany viajava em seus pensamentos...pensava em tudo, mas principalmente do porquê de Rachel passar por tantas angústias, incluindo a morte dos pais, a disputa dos tios por sua herança, e agora o seqüestro. E ela? Porque a vida ainda era tão boa com ela? Fora a morte dolorosa da mãe, todo o resto sempre era farto de facilidades, alegrias, momentos de felicidade. O pai fazia tudo que a menina desejava, além de enchê-la de amor e atenção, e ela só dava em troca migalhas de amor. Os amigos eram leais e dedicados, mas ela mal se preocupava com a vida que levavam, só os queria para farras e futilidades. E lembrava agora o que fizera com aquela menina da empresa, que parecia muito pobre e cheia de problemas, cheia de angústias e necessidades. Precisava rever tudo o que construía da sua vida até ali, e talvez achar Rachel e se redimir com a morena fedorenta devessem ser o começo dessas mudanças. Talvez a fedorentinha nem fosse tão ruim assim, tentaria achá-la e ajudar de alguma forma em seu início na empresa, e talvez nos problemas da vida.
O grupo voltou exausto do hospital, precisavam dormir e logo cedo arranjar uma forma de ter notícias de Tina; mesmo sendo do grupo de Kitty eles sentiam que ela era da família também. Kitty, assim que viu o grupo voltando do hospital tentou falar com Santana, se aproximou e pediu para conversar com a morena. Santana se esquivou, e assim que ia entrando na casa de Puck, foi agarrada, pelas costas, de forma agressiva pelos cabelos:
- Você vai conversar comigo agora, por bem ou por mal. Você é minha mulher, e não tem o direito de me tratar assim friamente. Aliás, como minha mulher, acho que passou da hora de ir para onde estou. Não quero mais você dormindo na casa deles. Falou Kitty de forma agressiva, segurando com força Santana, que não conseguiu se esquivar.
Puck, Finn, Blaine e Quinn já estavam dentro de casa quando ouviram os gritos de Kitty, e retornaram mais que depressa. Aquela bastardinha loira não iria machucar Santana, a menos que passasse por cima dos quatro ao mesmo tempo.
- Não to acreditando que você está segurando ela desse jeito sua loira loca!! Disse Puck, já querendo partir para cima de Kitty, mas sendo seguro por Finn.
- Kitty larga ela agora. Não queremos brigar, muito menos te machucar. Podemos viver pacificamente no mesmo lado da favela, nos ajudarmos e vencermos nosso verdadeiro inimigo, que é a gangue dos Kbeças, mas só se você não tentar machucar um de nós. Disse Finn, tentando apaziguar os ânimos.
- Desde quando ela é uma de vocês? Devo estar doida, porque até onde eu sei, ela é minha mulher e minha propriedade, e até ontem morava no meu lado do morro, e não do lado de vocês. Falou Kitty ironicamente, olhando de forma intimidadora para o menino.
- Então se a questão toda é essa acho que precisamos definir umas coisas. Você realmente está doida, pois agora ela é a minha mulher e minha propriedade, tem dormido e transado loucamente comigo, e mora do meu lado do morro, onde você está de favor, porque tenho pena de você. Ou larga ela agora, ou você e sua amiga comedora de carniça terão que sair do meu território agora. Disse Quinn, apontando sua pistola para a cabeça de Kitty.
A menina, percebendo que estava em desvantagem, largou o braço da latina e seguiu para sua casa, mas antes desferiu algumas palavras cheias de veneno:
- Você tem razão Quinn. Eu estou aqui de favor, e não vou discutir com você por causa dessa piranha, que logo vai te trair, como fez comigo logo depois que perdi o poder no meu lado do território. Vou continuar por aqui e vou ajudar seu grupo no que for preciso, até eu ter meu lado de volta. Quanto a ela, faça bom proveito, não passa de mais uma vadiazinha que eu comia e me divertia. É gostosa, mas não vale nada!
Santana já ia partir para cima da garota, mas foi contida e levada por Puck pra dentro de casa. Estavam todos muito cansados e preocupados com Tina para levar aquela discussão à frente. A latina ainda teria sua oportunidade de dar o troco, era só esperar. Entrando em casa a primeira coisa que fez foi dar um tapa, de leve, no rosto risonho de Quinn e perguntar:
- Que porra é essa de ser sua mulher, sua propriedade e ainda estar dormindo e transando loucamente com você, senhora Quinn?! Acho que você está fumando erva estragada e vencida, sua louca varrida!
O grupo todo foi obrigado a rir da situação e zuar horrores a latina antes de irem dormir, afinal a família agora tinha uma “primeira dama”...mesmo cansados, eles viam que aquele grupo era cada vez mais forte e mais unido, e reconquistar toda a comunidade era só uma questão de tempo.
Notas finais
Brincadeiras a parte, aguardo sugestões para os próximos capítulos...beijos no coração!!
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