Entre O Amor E A Guerra
13 Capítulo 13 - Quanto vale uma amizade?
Notas iniciais
Mais um capítulo para vocês tentarem ganhar fôlego com essa história tensa...beijos no coração!!!
– Kitty? Amor, você está ai? É a San, abre a porta que aqui fora está frio...
Kitty vendo que a namorada não iria desistir, resolveu ceder e abrir a porta. Antes verificou como estava Rachel no quarto, dando um ultimato na garota:
– Vou ser curta e grossa: se você respirar e a minha garota sonhar que você está aqui não vou pensar duas vezes em pocar você toda!!
Rachel entendeu o recado, e por alguns segundos prendeu a respiração, ficando quase rocha. Kitty, irritada e achando que a garota era meio demente, deu mais um ultimato:
– Pára de prender essa porra de respiração sua louca! Eu vou sair e espero que em menos de cinco minutos você durma. E que só acorde amanhã cedo, pois será quando vou resolver o que farei com você, sua cachorra do asfalto.
Rachel seguiu todas as ordens da garota, mas não conseguiu dormir. Depois que conseguiu controlar o nervosismo ficou quieta, tentando ouvir a conversa que acontecia na sala. Antes de deixar Santana entrar Kitty levou Tina, no colo, para o quarto de Lauren, deitando a menina em almofadas para recostar o corpo e deixá-la mais confortável, embora sentisse que a vida estava se esvaindo da japinha.
– Desculpa ter pulado o portão amor, mas como você não atendeu e eu vi que estava em casa resolvi arriscar. Imaginei que não estivesse ouvindo meus gritos, por isso pulei. Falou Santana, dando um beijo nos lábios da loira.
– Desculpe bebê, realmente não ouvi. Quem estava na sala era Lauren, eu já estava no quarto, quase dormindo. Tive dor de cabeça durante todo o dia, por isso deitei mais cedo. Não te liguei ou passei na casa da escrota da Quinn porque realmente precisava tomar um remédio e deitar.
– Dor de cabeça assim não é normal amor, precisamos ir ao médico e ver isso, marcar uma ficha no posto, sei lá. Quer que eu te faça uma massagem ou algo que te faça relaxar? A morena perguntou já com certa malícia na voz, afinal já tinha uma semana que não faziam exatamente nada, e estar “na seca” a deixava vulnerável a Quinn. Precisa se reaproximar de Kitty, caso contrário enlouqueceria com a proximidade da cachorra da Quinn.
– Não amor, hoje só preciso dormir, descansar. Desculpe-me por estar meio ausente da sua vida nos últimos dias, mas prometo que vou melhorar. Amanhã estarei novinha em folha e vou te levar para dar um role em um motel delicioso que tem na zona sul. Estou morrendo de saudades do seu corpo, do seu cheiro, de fazer amor com você até o dia amanhecer.
Falando isso Kitty foi se aproximando da latina, sentindo seu cheiro acabou ficando excitada e pensando seriamente se não poderia ficar com ela por mais alguns minutos, mesmo que fosse só em uns amassos no portão. Beijou-lhe o pescoço, depois os lábios mais demoradamente e se arrepiou toda quando passou a mão pela cintura de Santana e sentiu que a morena estava morrendo de vontade de fazer amor. Nesse instante Tina soltou um pequeno gemido de dor no quarto, o que acabou por alardear a latina.
– Tem alguém ai amor? Tive a impressão de ter ouvido um gemido. Falou Santana, totalmente desconfiada.
– Claro que não bebê. A Lauren está no quarto, deve ter sido ela. Kitty tentou ser o mais natural possível, mas viu nos olhos da latina que não tinha conseguido enganá-la. Santana arqueou a sombracelha, fez que ia pegar a bolsa para ir em direção a porta, mas parou por alguns segundos e disparou a falar:
– Eu tenho certeza que tem alguém aí, e não é a Lauren que fez aquele barulho estranho. Você está me traindo Kitty? Responda logo, porque você sabe que se eu me irritar não domino minha raiva e parto para cima de você. Falou a latina, já alterando o tom de voz.
– Vou repetir somente uma vez Santana Lopez. Não tem ninguém aqui além de Lauren e eu, ta entendendo? Kitty fez uma cara de irritada, e deu um pequeno apertão no braço de San, tentando intimidar a morena. Porém, antes mesmo que Kitty pudesse segurá-la, Santana soltou-se da mão da loira e se dirigiu igual a um furação na direção do quarto.
A cena vista pela latina era a pior possível: embora Lauren tentasse conter o sangramento, claramente a japonesa estava tendo uma hemorragia, o que logo a levaria a morte se não fosse socorrida imediatamente. Santana correu para a beira da cama e só conseguiu ouvir um gemido da garota, pedindo pelo amor de Deus que a ajudasse, que não queria morrer.
– Desculpe amor, eu não queria te envolver nisso. Eu, Lauren e Tina acabamos caindo em uma emboscada do Bonde dos Kbeças, e Tina acabou ferida. Falava Kitty, tentando disfarçar a verdadeira versão dos fatos.
– E porque não levou ela imediatamente para o hospital? O ferimento dela é grave demais para esperar, ela vai morrer aqui sem ajuda, não terá chance de sobreviver se não for agora para um hospital. Santana gritou com Kitty.
A loira tentou dar mais explicações, falando que fora perseguida pelo grupo rival, e o único caminho possível era voltar para o morro e tentar achar a mãe de Lauren, mas não conseguiram. Disse que pensou em descer, mas tinha medo de encontrar com alguém da gangue, por isso iria esperar amanhecer.
– Você é a pessoa mais covarde que eu conheço Kitty. Por medo vai deixar sua amiga morrer aqui nessa cama. Que tipo de amizade você tem pela Tina? O quanto ela é, de fato, importante para você? Quanto vale a amizade dela Kitty? Não precisa se preocupar, se você é covarde o suficiente para deixar sua única amiga verdadeira morrer por falta de socorro, eu sou mulher o suficiente para tentar salvá-la, mesmo tendo pouco vínculo com ela e achando muito errado tudo o que vocês fazem. Coloque-a no carro, eu vou dar um jeito de levá-la ao hospital agora.
Santana saiu em disparada da casa de Kitty e em menos de cinco minutos chegou até o cafofo de Quinn. O grupo ainda ensaiava e via clips dos concorrentes de passinhos, mas parou e ouviu atentamente a latina relatar o que havia acontecido com Tina. Finn entrou em desespero, pois no fundo, mesmo sabendo que a japinha era do grupo de Kitty, sentia algo a mais por aquela garota. Ele queria que ela ainda fosse sua parceira como namorada e também no mundo do funk, não poderia morrer assim. No mesmo momento o grupo decidiu arriscar-se e descer o morro, tentar levar a garota ao hospital mais próximo; suas chances eram bem pequenas, mas eles não a deixariam morrer sem ter tido aquela pequena chance...
Finn era o piloto de fuga e iria ao volante. Santana se encarregaria de entrar no hospital com Tina, visto que era a única que não tinha ficha suja com a polícia, não correria o risco de ser interrogada e presa dentro do hospital. Quinn iria para ficar na retaguarda, caso algo desse errado ela era a atiradora oficial do grupo. Puck desceria com Blaine logo atrás, iria em outro veículo para dar cobertura a ação.
Kitty ensaiou uma reação, um pequeno interesse pela situação da amiga, e se ofereceu para descer no carro em que Santana iria. No fundo sabia que estava deixando a amiga morrer, mas não conseguia ser corajosa o suficiente para lutar pela vida dela. Poderia ter ido dormir sem ouvir o que a latina esbravejou:
– Você não vai, pois se quisesse mesmo salvar sua amiga já estaria no hospital com ela há muito tempo. Não vai, assim como acaba de deixar o posto de minha namorada, pois eu não saberia viver mais um minuto ao lado de alguém que não daria a vida por seus amigos. Santana saiu sem olhar para trás, e entrou no banco traseiro do carro; em questão de minutos Tina já estava deitada em seu colo. Finn literalmente voava, e era incentivado por Quinn, no banco do carona, que guiava o garoto pelo caminho mais rápido...era a única chance da japinha do funk.
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