Entre O Amor E A Guerra

12 Capítulo 12 - Matar ou morrer...essa é a regra!


Notas iniciais
Capítulo adicional, já que ontem postei um bem pequeno. Estou adorando todos os comentários. Agradecimento todo especial a Belle, pela recomendação, mas principalmente por fazer essa fiction ficar mais leve com seus comentários.

Mesmo que custasse sua vida...Kitty, decidida a não ser pega, decidiu arriscar tudo o que sabia para não correr o risco de ser pega em meio a fuga. Furou sinais, dirigiu na contramão, quase atropelou pessoas que atravessavam em uma faixa de pedestres. Sabia que se conseguisse chegar ao último quarteirão antes da favela conseguiria escapar pois era uma rua estreita e cheia de obstáculos colocados pelos traficantes no dia da invasão, ela mesmo viu aquilo depois, quando investigava a quadrilha que havia invadido o São Jorge. Se chegasse até ali seria mamão com açúcar, afinal a polícia não conhecia tão bem aquelas vielas como ela conhecia.

Tina sangrava muito e a única chance de sobreviver seria chegar ao morro e recorrer aos cuidados da mãe de Lauren, que era enfermeira aposentada. Precisava salvar a japa do funk, era sua única amiga verdadeira e estivera com ela em todas as situações mais inusitadas. O jeito era arriscar tudo e Kitty não pensou duas vezes. Rachel, naquela altura do campeonato, mesmo extremamente angustiada com a perseguição, a arma de Lauren apontada em sua direção e a certeza de que aquela história não teria um bom desfecho, acabara por pensar naquela japonesinha ao seu lado: não se conheciam, nunca havia cruzado o caminho uma da outra, mas a vida se encarregava de colocá-las naquela situação. Delicadamente, se é que era possível ser delicada, Rachel retirou o colete xadrez que a japa usava e utilizou para pressionar o sangramento da garota, que era na região da cintura e parecia muito grave. Lauren pensou em conte-la, mas logo percebeu que a garota tentava ajudar a japinha.

Cem metros mais e Kitty atingiu a área próximo a favela. Fez um zigue-zague por entre alguns obstáculos e alcançou o início da ladeira da comunidade. A polícia, sem a malícia para desviar das ruas mais apertadas, acabou por ficar ilhada entre duas barricadas, como Kitty havia imaginado. Tentaram seguir a pé, mas a área era muito perigosa, uma área de confronto de gangues, e não seria seguro para aqueles policiais continuar. O grupo alcançou o pico do morro em questão de minutos, e foi direto à casa alugada por Kitty. Para não levantar suspeitas na vizinhança a loira havia escolhido a casa de maior muro, visto que o que acontecesse dentro daquele lugar não seria visto ou ouvido por outros.

Estacionou quase na porta, retirou primeiro Tina e a levou para dentro do imóvel. Em seguida Lauren saiu com Rachel, que sabia que não poderia reagir naquele momento, senão colocaria sua vida mais em risco do que já estava. Sabia que estava em um lugar desconhecido, então a melhor saída seria obedecer as ordens das meninas para depois pensar em uma possível reação. Foi levada a um quarto quase sem ventilação e trancada, começava ali um pequeno surto de pânico e desespero; sabia que não tinha ninguém no mundo que, de fato, se importasse com sua vida. Os pais morreram quando a pequena só tinha cinco anos, e desde então Rachel passara pelas mãos de alguns parentes distantes, incluindo um tio extremamente louco, até completar dezoito anos e tornar-se responsável por sua vida. Embora tivesse bons e fieis amigos, sabia que agora sua vida dependia somente dela, de mais ninguém.

Já eram quase seis horas, Santana subia a ladeira devagar, pensando no que acontecera naquele dia. A empresa era realmente maravilhosa, possibilitaria a ela crescimento profissional e pessoal, mas sinceramente não sabia se voltaria no dia seguinte. A humilhação que passara ainda martelava em sua mente e dificilmente deixaria aquilo passar batido; acabaria se indispondo com a “chefe”, e logo seria mandada embora. Passou pela rua da casa de Kitty, chamou pela menina ao verificar um carro estranho na entrada, mas ninguém respondeu. Deu graças a Deus, pois seu corpo só queria um banho, televisão e uma comidinha leve...precisava descansar e pensar no que faria no dia seguinte. Talvez mais tarde voltasse, mas precisava de casa naquele momento.

Brittany, deitada em casa, pensava em Rachel. Passou uma parte do dia dando depoimento sobre o seqüestro da morena, e sentia-se culpada por não ter conseguido tirar a amiga das mãos daqueles seqüestradores. Chorava baixinho e sentida, talvez nunca mais teria a chance de dizer a Berry o quanto ela era importante. Conheciam-se desde a adolescência, e embora Brittany dissesse que não, Rachel era seu porto seguro, pois estava com a loira em todas as situações. Por alguns segundos, com a cabeça recostada no travesseiro, lembrou-se do que havia feito com Santana; nem sabia por que daquela agressividade toda, muito menos o por que de ser direcionado a garota. Sentia-se arrependida, mal com tudo o que tinha feito, e começou a pensar seriamente em, depois que a polícia encontrasse Rachel, conversar sobre isso com a amiga...mas no fundo tinha medo de ter perdido para sempre sua melhor amiga.

A latina chegou à casa de Quinn e foi direto para o banho, sem trocar uma palavra com a garota ou com seu irmão, que estava na sala com Finn, assistindo um campeonato de passinhos; Finn era o campeão do São Jorge, e no fim de semana seguinte iria participar de um campeonato com outras comunidades, assim os meninos ensaiavam algumas danças e Quinn se divertia com a falta de jeito dos dois.

- O que ela tem? Perguntou Finn olhando direto para Quinn.

- Não faço a mínima idéia. Respondeu a garota, com uma cara que a entregava como culpadíssima!.

- Pelo jeito ela chorou, pois os olhos estavam vermelhos e inchados. Como não gosta da erva, só pode ter chorado. Falou Puck, fazendo o passo do bonequinho!!

Passaram-se uns vinte minutos e Quinn não agüentou, foi ao quarto em que a latina estava hospedada desde que chegou em sua casa. Viu Santana parada olhando pela janela, um olhar tão perdido que fez Quinn sentir-se culpada pelo que havia feito na noite anterior.

- Vim ver o que aconteceu. Vi seus olhos vermelhos e imaginei que havia chorado. Quero te pedir desculpa por ontem, sei que chorou por causa disso, mas não foi minha intenção te magoar ou te deixar sem graça porque não sinto mais nada por você...

Quinn iria continuar seu monólogo convencido quando Santana a interrompeu:

- Olha só Quinn, você é linda, muito gostosa e tem um beijo delicioso, que me deixou arrepiada e te confesso que até molhada. Mas preciso te dizer que é convencida demais...desce do palco que você nem é a Valeska Popozuda!! E se fosse eu não te pegaria, pois a Valeska é uma baranga!!! Realmente eu chorei, e muito, mas nem lembrei que você existia...tive problemas mais sérios durante o dia.

Quinn, meio que contrariada com as palavras sinistras da latina, fez beicinho, mas logo sentou e pediu que a garota lhe contasse o que havia acontecido. Santana contou toda a história, falou de Brittany, das palavras duras da garota e de como tinha se sentido um lixo. No fim da conversa já estava deitada no colo da loira, recebendo carinhos nos cabelos longos e negros, bem mais calma e até feliz por ter Quinn como ouvinte. Era quase uma “amizade colorida”, mas nada era dito por nenhuma das duas. Percebendo que o clima estava ficando “íntimo demais” Santana se levantou dizendo que iria comer alguma coisa, para depois ir ver a namorada. O que não agradou muito Quinn, que se retirou do quarto pensando em toda a história que ouvira. Lembrou que Brittany era a garota loira que estava com Rachel sei lá o que, a morena linda que encontrou no shopping e que tanto a irritou...certamente deveria ser um pé no saco igual a que destratou Santana, então era melhor nem pensar mais na pônei maldita.

Enquanto isso, na casa de Kitty, Tina apresentava quase quarenta graus de febre. O tiro acertou a menina na altura do estômago e o quadro parecia se agravar à medida que as horas passavam. Kitty sabia que precisava fazer alguma coisa, senão perderia a comparsa, só não sabia exatamente o que. Rachel recebeu, no quarto, água e comida, e embora não se sentisse nada bem resolveu comer, pois alimentada teria mais chances de pensar uma forma de sair daquela situação. Chorou um pouco até que acabou dormindo, só acordando pelo som dos gemidos da japonesa, que piorava a cada minuto.

Santana jantou, se arrumou e decidiu ir à casa de Kitty, queria muito ver a namorada e esquecer do dia, da loira tirada que era Quinn, e da loira mala, que era Brittany. Precisava sentir em Kitty seu porto seguro, sentir realmente que ela era a pessoa certa para ela. Andou um pouco e logo estava na casa da namorada, gritando no portão pelo nome da mesma. Mais um grito, seguido de outro e, vendo movimento dentro da casa, achou que não tinham escutado, daí resolveu pular o portão e entrar pela pequena varanda...

Notas finais
PS 1: Pesquisem sobre o tal passo do bonequinho, e depois imaginem o Finn fazendo isso...definitivamente o fim do mundo!!!kkkkkkkkkkkkk
PS 2: Amanhã creio que não consiga postar, vou cedo para o hospital para mais tratamento, por isso será um dia complicado. Mas, se estiver bem prometo postar a noite. Bjs