Entre Nós

22 Bônus - **Júnior**


Notas iniciais
Para encerrar de uma vez a história, hoje você terão, finalmente, o Bônus do nosso lindo Júnior com a bravinha da Carina!

Espero que gostem.

Olho o relógio ao lado da cama. 04:00h. Deus, que merda! Eu não dormi nada! É tudo culpa da peste da minha irmã. Ela e essa mania de querer ajeitar a vida de todo mundo. Ela tá ficando louca. Passo as mãos no rosto exasperado. Não adianta. Nada de sono. Levanto e vou até a cozinha. Abro a geladeira e pego um queijo. Vou fatiando, comendo e remoendo pensamentos. Eu não poderia estar mais feliz por ser padrinho da nossa pequena Isa. Ela é linda e eu já a amo demais. Acho que morreria por ela. É a réplica da minha mana. Mas não quero pensar na mana agora, estou com tanta raiva. De onde ela tirou essa coisa toda de me colocar para padrinho ao lado da Carina? Se ela soubesse de tudo...

Ainda lembro a primeira vez que a vi. Foi no casamento. Encontramo-nos na frente da igreja e lá descobri que ela seria meu par. Iria entrar com o Cadú e eu com minha mãe, mas depois, sairíamos da igreja juntos...

“- Ei, você é o Júnior? – Perguntou Carina, cutucando meu ombro.

Virei e vi aquela pequenina pela primeira vez. As mãozinhas na cintura, um rosto fechado. Não pude deixar de sorrir.

- Sim... Quem quer saber?

- Oh Deus, você é um gigante! Vamos ficar horríveis nas fotos! – Ela disse, jogando as mãos no ar.

- Você é a prima do Cadú, suponho.

- Pois é.

Ela estava linda naquele vestido coral. Tão baixinha e cheia de curvas. Vi que por um segundo ela me olhou diferente. Logo a expressão brava voltou.

- Bom, vamos nos acertar para entrar. “

Depois, durante toda a festa, nós ficamos flertando. Mas ela é tão arisca que me fazia rir.

Quando todo o episódio de minha irmã aconteceu, foi onde tudo piorou. Ela tomou as rédeas e coordenou tudo. Tão forte e encantadora. E linda. Sem dúvidas. Foram muitos momentos de tensão e achei que nós perderíamos a mana. Se não fosse por ela chacoalhar meu cunhado e ele vir até mim, talvez nada estivesse resolvido. Aqueles dias trabalhando juntos foram difíceis. Tudo o que dizia para ela, ela ficava brava. Eu só estava brincando. Uma hora a coisa ficou tão feia que ela saiu da cozinha onde estávamos e minha mãe fez-me ir atrás dela. Depois daquela conversa, tudo mudou.

“- Ei, baixinha... Perdoe-me, eu...

- Pare com tanto eu! Eu! Eu! – Ela gritou. – Você é tão egoísta que não vê como me atinge! – Ela colocou as mãozinhas no rosto. Meu coração apertou.

- Estava só brincando. Nunca quis te ferir. Todo mundo brinca contigo, por que tem que brigar comigo? – Andei até ela e coloquei a mão em seu ombro. Ela ergueu o rosto, com uma expressão de quem não entendia.

- Você é realmente lerdo né cara.

- Como assim Carina? O que você quer que eu faça? — Não me contive e a segurei pelos ombros olhando em seus olhos. Oh Meu Deus, são olhos verde-água, tão vivos. Parece que estou afundando em um oceano caribenho.

Ela desvia o olhar e abaixa a cabeça.

- Eu não sei o que quero que faça. – Ela olha em meus olhos novamente. – Você terá que descobrir isso sozinho Big Boy. E até lá, procure me chamar apenas pelo meu nome. “

Foi um tapa na cara tão grande. Por que ela não podia ser como outra garota qualquer que gritaria para que eu a beijasse e dissesse que a queria? Ela é tão difícil.

Algum tempo depois, o destino nos colocou frente a frente de novo. Estávamos numa balada. Ela estava tão diferente e divina. Os cabelos presos num rabo de cavalo curto e repicado. Os imensos olhos verdes envoltos numa maquiagem escura. Um vestidinho preto curto, soltinho, mas que abraçava aquelas pequenas curvas. Fiquei um bom tempo só a olhando de longe e tentando entender tudo o que me disse daquele dia. Não pode ser que apenas espere que eu a pegue pra mim literalmente. Fui até ela.

“- Ei...

- Oi Big Boy. – Ela tinha um pequeno sorriso dançando em seus lábios.

- Acho que nunca a vi tão despojada e tão linda.

Ela abaixa a cabeça, corada.

- Você também não está mal.

- Dança comigo? – Perguntei estendendo a mão.

- Não, não. – Ela disse, dando um passo atrás. – Melhor não.

- Eu não te entendo! Você não me dá uma chance.

- Você nunca me pediu uma chance...

- Eu estou pedindo agora.

Ela andou até mim, encostando as mãos em meu peito.

- Vamos dançar.

E fomos. A música tinha uma batida forte, mas nossa dança foi lenta. Era como um reconhecimento mútuo. Eu passava meus dedos pelo seu rosto, enquanto ela sentia meu cheiro encostando o nariz em meu peito. Eu corria a mão pelo seu cabelo enquanto ela passava os lábios pela minha barba. Começamos um beijo lento. Como se estivéssemos tentando prorrogar o momento o máximo possível. Tudo começou a ficar mais intenso. O beijo se aprofundou e tomou força. Eu explorava a curva da sua cintura e quadril. Ela puxava os cabelos da minha nuca e agarrava meus ombros. Ergui-a pela cintura e fui até um canto, encostá-la numa parede.

- Vamos embora daqui. – Ela disse ofegante, contra meus lábios. Eu nem sequer parei pra pensar. Comecei a arrastá-la dali quando Marina, um caso mais permanente meu, apareceu.

- Aonde você vai Júnior? Hoje é minha noite, lembra? – Disse Marina, insinuando-se pra cima de mim.

Carina puxou a mão da minha e deu risada.

- Você continua um lerdo, não é? – Disse Cat.

- Por que tá falando assim comigo?

Ela somente riu e começou a se afastar.

- Espera! Eu não fiz nada! Vem aqui!

Tentei segurá-la, mas ela escapou entre meus braços. Ela sumiu no meio das pessoas. Passei mais de meia hora a caçando por toda a boate e não achei. “

Eu não a vi mais desde então. Tentei ligar para ela, mas quando ouviu minha voz ela desligou e não atendeu mais. Ela se acha. Pensa que é melhor que os outros.

Levanto e vou começar a me arrumar. Logo escuto a voz da minha irmã mandando todo mundo ir para a igreja.

- Vamos Júnior! – Ela grita. – Você está enrolando demais!

Desço as escadas e vejo minhas duas meninas. Meu coração derrete e o medo toma conta. Ser padrinho é como ser um segundo pai. Ser um segundo pai, tendo a segunda mãe como Carina não vai dar certo.

- Mana, eu ainda não sei... Não sou eu quem terá que segurar a Isa na hora da água né?! – Imagina! Eu ia deixar a menina cair.

- Não, imbecil. A Cat quem vai fazer isso.

- Nossa, eu não a vejo há mil anos.

O pensamento arrepia meus pelos. Pego minha irmã e sobrinha e vamos para a igreja. Comprimento todos que estão lá, deixando ELA por último.

- Oi baixinha. – Só de estar frente a frente com ela, meu humor já muda. Ela está uma graça. Encontro seus olhos verde-água e meu coração salta no peito.

- Oi Big Boy. – Ela diz baixinho e corando. Ah... Minha vontade é agarrá-la e matar toda a minha vontade dela. Ao invés disso, apenas a conduzo para dentro da igreja. Toco sua cintura e vejo que sua pele se arrepia. Ela sorri de lado para mim, corando. Sentamos lado a lado no banco e isso é uma tortura. A todo momento encosto minha perna na dela e vejo que sua respiração está mais ofegante. Quando coloco a mão em sua coxa ela me encara de cara feia.

- Júnior, estamos dentro de uma igreja. Comporte-se. – Dito isso, ela se afasta de mim o máximo possível no banco. Ela tem razão, é falta de respeito, então fico quieto.

Quando chega a hora do batismo, todos levantamos e ela pega Isa. Sua expressão ilumina-se e é linda de ver. Como se já tivesse feito isso mil vezes, ela conduz a neném até o altar e a posiciona para a água. A Isa está sorrindo lindamente e fazendo graça para o padre que se derrete.

Após o batizado, vamos para a casa de Bia e Cadú para um almoço. Tudo acontece muito naturalmente e todos estamos divertindo-nos muito. Mas percebo que Carina foge de mim o tempo todo. Isso acaba me irritando um pouco. Oompa-Loompa mais difícil.

Mas, para ajudar minha vida, eu tenho uma irmã insuportável e que me conhece como ninguém. Na hora de irmos embora, ela coloca as maguinhas de fora.

- Mãe, você e o papai não precisam passar no shopping? – Ela começa, fazendo um sinal todo esquisito com a cabeça para minha mãe.

- Oh filha. Não precisa parecer uma pessoa tendo um derrame. Nós precisamos sim. – Ela mal deixa meu pai falar e o arrasta.

- Jú, meu amor, você pode levar a Cat para nós? Eu estou tão cansada. – Eu arregalo os olhos em espanto, mas depois os semicerro para Bia. Ela me dá seu sorrisinho de lado mais irônico.

- Não precisa! – Grita a baixinha. — Você acha que não te conheço Bianca? Eu vou chamar um táxi.

Ela sai andando, brava. Mas que saco! Sempre será assim? Agora ela vai me evitar?

Sem pensar duas vezes eu vou até ela meio correndo e, de uma vez, a pego e jogo por cima do ombro. Ah, eu sempre quis fazer isso! Menina insolente. Ela começa a se debater toda e não resistindo a meus ímpetos, dou um imenso tapa na sua bunda. Meu pau fica duro na hora.

- Ei! Me coloca no chão! Eu vou andar! Eu juro! – Ela grita e implora.

- Vai se comportar? – Minha voz sai rouca.

- Vou... – Cat diz baixinho, se rendendo à situação.

Eu a deslizo pelo meu corpo até que ficamos cara a cara. Como se não bastasse, ela fecha a cara pra mim e tenta sair de perto, mas eu a agarro em meu peito.

- Chega dessa palhaçada Carina. Eu cansei. Você vai comigo e ponto final. E eu não vou te levar para a casa. Vamos resolver toda essa merda. – Ela olha para mim com uma expressão admirada e surpresa. Pego-a pela mão e a arrasto. De canto de olho, vejo ela falar algo pra minha irmã e depois me olha com um sorrisinho nos lábios.

Vai entender! Essa mulher me frustra.

Entramos no carro e saio disparado sem falar nada. Ficamos assim por um tempo.

- Aonde vamos? – Sua voz está baixa.

- Para o hotel de um amigo. Precisamos conversar.

- Sobre? – Ela olha divertida para mim.

- Você é terrível sabia? Não vou falar contigo até estarmos lá.

Já dentro de uma das suítes, eu caminho até ela e afago seu rosto. Os olhos da cor do mar estão grandes e brilhantes.

- Por que você foge de mim pequena? – Pergunto falando pertinho do seu rosto.

- Porque eu preciso confiar em você.

- Como se não me dá chance! A gente sempre acaba discutindo! – Digo me afastando e passando a mão pelos cabelos.

- Isso é porque você é um idiota e imbecil, que precisou esperar quase dois anos pra tomar uma atitude como a de hoje.

Eu não posso acreditar... Era isso que ela esperava o tempo todo? Atitude? Olho para ela e está com a pontinha do nariz vermelho, como que segura o choro. Respiro profundamente, concordando mentalmente que sou um imbecil.

- Oompa-Loompa... – Eu digo com a voz rouca e virando para ela. Ela está agora vermelha de raiva e vai começar a falar, mas tampo a sua boca.

- Você queria que eu te pegasse então? Era isso o tempo todo? – Pergunto incrédulo. Seus olhos verdes escurecem e ela faz sinal de sim com a cabeça. Estou vendo luxúria em seus olhos? Sinto sua língua passando pela palma da minha mão e gemo.

“Oh Meu Deus dos caras que adoram sexo, o que eu fiz pra ser tão agraciado com uma tarada?”

Ela solta a bolsa no chão e agarra minha bunda. Abro um sorriso gigante e sem vergonha. Tiro a mão de sua boca e vejo que ela também sorri.

- Deus, você é muito lerdo mesmo Big Boy.

- E você é muito gostosa nanica.

Puxo seu cabelo para trás e a beijo loucamente. Nossas mãos estão em todos os lugares. Paro o beijo para tomar ar e ao mesmo tempo desço as alças do vestido. Ela cheira doce feito um licor. Beijo seu pescoço, descendo pelo ombro e a ouço gemer em resposta. Escorrego o vestido do seu corpo e dou um passo para trás. Ela está só de calcinha e saltos agora. É mais quente do que havia imaginado. É pequena, mas tem curvas a perder de vista. Olho em seus olhos e ela está confiante. Não tem medo de estar nua na minha frente. Seu rosto reflete luxúria e desejo. Nunca uma mulher olhou para mim assim, como quem quer me comer. Sempre foi um sentimento unilateral. Ela lambe os lábios e vem até mim. Começa a desabotoar a minha camisa enquanto mordisca meu mamilo por cima do tecido. Tento ficar quieto, mas está difícil. Quando ela finalmente termina e joga a camisa no chão, começa a contornar meu peito com a ponta da língua. Deus, ela é uma deusa do sexo. Já estou duro como uma rocha e morrendo de vontade de meter tudo nela. Ela me puxa pelo cós da calça e me coloca encostado com a parte de trás dos joelhos na cama. Tira meu cinto e desce a calça devagar, colocando minha ereção para fora. Ela o olha como se ele fosse a sobremesa mais gostosa do mundo. Estou fervendo por dentro. Ela me empurra de modo que fico sentado na beira da cama. Abre minhas pernas e mete-se no meio. Passa as unhas compridas do lado de dentro das minhas coxas e eu tremo. Nunca uma mulher tomou atitude assim comigo e estou louco de tesão. Minha boca está seca. Com um olhar perverso ela mordisca a cabeça do meu pau. É como se estivesse recebendo deliciosos choques de prazer. Solto um grunhido pela garganta e sei que ela gosta. Ela ataca meu comprimento, levando-o todo na boca.

- Carina! – Seguro seu cabelo e ela me dá um tapa da coxa. Ela é louca...

Ela chupa meu pau todo, passando a língua. Ah, é tão gostoso. Jogo a cabeça para trás e aproveito. Quando estou quase gozando eu a puxo pelos ombros.

- Você é gostosa demais e agora é minha vez. – Ela abre um sorriso e se espalha pela cama.

Eu começo minha exploração minuciosa de todo seu corpo. Seus peitos são redondos, grandes e macios. Abocanho os mamilos e ela arqueja de prazer. Ela quase goza quando mordo o biquinho. Desço mais e logo chego onde eu queria. Espalho suas pernas e vejo seu grelinho pulsando. Passo a língua aberta por toda a sua boceta e ela treme. Começo com movimentos fortes e circulares no seu clitóris e ela se entrega gemendo. Quando ela está quase vindo, enfio dois dedos nela. Oh, tão quente. Aperto seu ponto G e ela goza gritando. Antes dela acabar de gozar, tiro os dedos e enfio meu pau.

- Ah, que delícia de boceta...

- Você gosta? – Ela está com uma cara de safada...

Só consigo responder com um gemido e começo a meter forte. O normal seria eu fazer tudo devagar, mas estou tão necessitado dela que não consigo. Logo gozamos juntos e me seguro para não cair em cima dela. Deito ao seu lado e a puxo para mim.

- Carina?

- Hum?

- Você é minha agora. Só minha.

- Não, meu bem. Eu sou minha. Mas agora estou contigo. – Ela me olha desafiando. Ah, como eu adoro esse atrevimento...

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!