Entre Mundos
1 Prólogo - Um bebê no País das Maravilhas
Notas iniciais
Espero que gostem da história. *-*
O coelho correu pela floresta, apressado. A grama ainda estava molhada da curta chuva de verão que acontecera há alguns dias e as folhas alaranjadas das árvores já começavam a cair, dando sinal de que o outono estava se aproximando. O animal de pelo branquíssimo permaneceu em sua corrida até uma das partes mais escondidas daquela floresta.
Era um lugar especial. Uma árvore enorme e centenária protegia a toca de coelho. Suas folhas eram as únicas a não caírem naquela época e a não ficarem gélidas no inverno. Permaneciam naquele mesmo tom de azul esverdeado o ano inteiro e raramente mudava. Alguns cogumelos cresciam de sua raiz saltada. Contudo, era em seu interior que estava a toca. Um buraco com quilômetros de profundidade desconhecido.
O bichano de paletó azul se preparou para o salto. Patas juntas e bem firmes ao chão. Ele pulou no ar em direção a toca.
Aquele era apenas mais um pulo de mais um de seus dias corridos. O que poderia acontecer afinal? Não era como se alguém descobrisse a existência de uma toca de coelho mágica.
Caiu em queda livre no buraco. Alguns cogumelos da mesma espécie que rodeavam a árvore cresciam ali dentro, brilhantes e coloridos. Iluminavam todo o percurso até o outro mundo. O Coelho Branco inspirou e expirou o máximo de ar que conseguia. Não era fácil cair em um buraco que parecia não ter fim.
Faltavam poucos metros quando ele ouviu um barulho. Um som quase silencioso. Uma gargalhada abafada pelo vento provocado na queda. O bichano olhou para o lado e arregalou os pequenos olhos vermelhos, assustado. Havia um bebê em queda livre ao seu lado prestes a se chocar contra o chão.
O coelho impulsionou-se para o lado e envolveu a criança com as patas, que por sorte eram longas. O bebê gargalhou mais uma vez, animado com o que estava acontecendo.
Após alguns rápidos segundos, eles tocaram o chão. O animal rolou pela grama verde escura da floresta quando saiu do portal. Era uma boa tática para não se ferir e nem fazer o mesmo aquela criança.
Ouviu trovões. Iria começar a chover e ele estava atrasado para o chá das cinco. A casa do Chapeleiro ficava perto da Floresta dos Cogumelos. Correu até lá o mais rápido possível. Precisava contar à Rainha o que acabara de acontecer.
De fato era que não estavam mais em Londres. Nem em qualquer ponto da Grã Bretanha. Ou da Terra. Talvez estivessem perdidos numa segunda dimensão mágica do universo: estavam no País das Maravilhas.
Notas finais
Até o primeiro capítulo!
XOXO
Fairy.
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