Entre Mundos

11 Capítulo 11 - Descobrindo o Novo Mundo


— Layla!! Espera aí! —

Layla estava explorando pela primeira vez aquela floresta, queria encontrar algo, alguma coisa dizia que ela tinha que ir naquela direção, teria alguma coisa esperando por ela lá, passar a noite naquele lugar não tinha sido o bastante pra ela, ela queria mais e mais, estava experimentando seus poderes e até agora estava dando certo, mas ela só usava de grande agilidade e uma força bem maior do que a de antes, só que não era nem comparada a Merlyn, mas ela sentia que ia superá-lo, ela sabia.

Layla corria em disparada na frente, indo a uma direção como se estivesse sendo guiada, Merlyn estava logo atrás, ele temia o lugar que a intuição dela iria mostrar, péssimo lugar, cedo demais pra isso, mas ela corria velozmente entre as árvores, aumentando a certeza dele a cada passo.

— Estou chegando... Estou chegando... — Layla sussurrava, ela se lembrou do sonho, da ilusão criada por Merlyn, mas dessa vez era diferente, era um poder de dentro dela que a guiava e ela sentia isso.

Merlyn parou bruscamente quando viu onde eles estavam, onde Layla aparentemente tinha sido puxada sem conhecer o lugar, era quase impossível achar o caminho assim tão fácil, “Eu nunca deveria te mostrado esse lugar a ela... mas era inevitável, cedo ou tarde, se ela for mesmo a guardiã, e se seu sangue for altamente compatível com o de Willian... isso iria acontecer... mas isso raramente acontece... mas, tudo bem,vou dar um jeito nisso” a pior parte era que ele sabia que não podia impedi-la e enquanto ele continuava, agora andando, ela parava em frente ao castelo.

Em um empurrão, ela escancarou a porta da frente, era feita de prata pura, mas havia detalhes em preto, desenhos... sim, era exatamente como no sonho, mas agora era real, rapidamente ela entrou no salão, viu aquele trono e alguns assentos menores ao lado, olhou, olhou, sentia onde tinha que ir, “para a direita, para a direita”, era como se uma voz falasse em sua cabeça.

Layla olhou para trás de relance e viu que Merlyn a estava acompanhando um pouco distante, então foi direto para o corredor da direita,só que enquanto Layla andava, ouviu passos pesados vindos de cima, ela viu que as escadas do sonho estavam lá, mas mantinham-se declinadas, como se presas ao teto, a da esquerda e a da direita, e logo acima, havia um corredor estreito com várias portas e logo no meio, havia uma parte maior, um Hall, como se fosse para alguém olhar lá de cima e era isso que estava acontecendo, havia dois guardas lá em cima, olhando-a espantosamente

— Ei!! Como ousa? Pare aí agora, te jogaremos no calabouço, Maldita exilada!—

— Pra isso vocês vão ter que ME jogar no calabouço primeiro, isso é,se vocês conseguirem, né — Merlyn falou alto e claro

— Me...Merlyn? Como assim? — Ela se espanta

— Vai onde você tem que ir, chego lá depois —

— Mas...Como? —

— Vá, te encontro depois — Ele age com confiança

Layla saiu de costas, enquanto via um dos guardas saltar lá de cima, nessa hora ela olha pra trás e percebe as escadas, então vai correndo, ela sabia bem que Merlyn podia acabar com aqueles caras, rapidinho.

Ela não prestava atenção em nada ao seu redor, mas subia com velocidade as escadas em espiral, até que ela encontra uma porta, “Báh, outra porta, esse lugar é cheio de portas... é e cada uma delas guarda um surpresa diferente”

Layla abre a grande porta com facilidade, fazendo com que o barulho ecoe por todo o salão logo à frente

Todos olham boquiabertos para a garota de cabelo curto e roupa estranha, os únicos que não fizeram isso, foi Asagi e os dois garotinhos estranhos, que estavam junto com os generais

— Layla?? — Michael e Samuel falaram ao mesmo tempo, demonstrando toda a curiosidade e espanto por logo ela, estar ali

Asagi vendo a situação, foi até Michael e tapou-lhe a boca e o nariz, prendendo sua respiração, em pouco tempo Michael já perdia os sentidos, desmaiando, rapidamente ele levou o corpo para uma saleta, logo atrás do trono, lá ficavam alguns documentos, Asagi deixou Michael lá desacordado e saiu, indo de volta para perto do trono.

— Como vocês sabem meu nome? — Layla falou enquanto o longo silêncio reinava pelo salão, até que duas mulheres, membros da realeza, desmaiaram, o barulho dos corpos caídos soou alto e estranhamente ninguém fez nada. Layla olhou para o garoto de cabelos vermelhos na bancada, os olhos dele, ela tinha certeza que tinha sido ele que tinha matado sua família, mas não parecia o Jonh que ela conhecia, agora que o olhava bem, seria mesmo ele o irmão gêmeo?

— Você! Foi Você!! Você os matou — Layla fala enquanto se aproxima, sua fúria está estampada em seu rosto

— Você acha que é páreo para mim? — Falou o “Jonh”, enquanto subia na bancada

Layla parte para cima dele, usando sua velocidade recém – adquirida, ela sabia o que queria, gostaria de pegá-lo pelo pescoço e esmagar suas traquéias, queria enfiar aquela maldita espada no abdômen dele, então foi o que ela fez, o pegou pelo pescoço e o jogou contra a parede, Layla tirou o casaco e o jogou no chão, ela vestia uma blusa branca de mangas longas, de um tecido bem fino, com botões, ela foi até “Jonh” novamente, vasculhou seu casaco rapidamente e ali estava a maldita espada, prateada, em detalhes negros, Layla com toda a sua fúria, segurou a arma com as duas mãos e atacou Jonh com toda força, usando do mesmo golpe que ele havia a acertado

— Ah!!!!!! Socorro!! Socorro!! Ajudem-me seu bando de imbecis, me ajudem!! — “Jonh” gritava

Layla retirou a espada da barriga dele e a jogou, depois o pegou pelo pescoço deixando o no ar, então aproveitando o vacilo, o garoto deu um chute no rosto de Layla, fazendo ela solta-lo imediatamente e acabou sendo jogada para o lado, com isso ela bateu as costas na bancada dos generais, que nesse momento, não sabiam o que fazer.

O Rei em seu trono imponentemente, só assiste aquilo tudo, com um sorriso de ponta a ponta, observando cada movimento, cada golpe, aquilo foi melhor do que ele esperava.

Um dos generais ao ver a garota ali tão próxima, a pegou pelo braço, saiu de seu lugar na bancada e a levou para o meio do salão enquanto o irmão de Jonh se recuperava do duro golpe em seu estômago, nesse momento o soldado empunhou sua espada e preparou-se para um golpe final, ia tirar a vida daquela imitação de guardiã, depois de morta o Rei faria o que bem entender com ela,e ele seria provavelmente recompensado por tal ato, até que...

— Não faça isso, deixe que a luta entre os dois continue — O Rei disse com uma voz tão calma, que nem parecia ter vindo dele, uma voz nunca ouvida antes

O general sentindo-se humilhado joga a espada para o lado e começa a pisoteá-la, a garota então pega a espada ao lado e enfia na perna do homem

— Como? Sua maldita criatura!!! Como você pode!! — O General fala indignado e sentindo dor

O homem cai ao lado e leva a mão ao ferimento, que sangrava muito e tinha deixado um pequeno buraco em sua pesada armadura, ele se arrasta para trás e encosta-se à bancada, onde os Membros Da Realeza assistiam a aquele espetáculo, horrorizados.

Layla levanta e segura a espada com as duas mãos, enquanto o irmão de Jonh vem ao seu encontro cambaleando, se segurando na mesa, sorte a de Layla, pois aquele ferimento o havia debilitado muito, se não talvez já estivesse morta

— Jack, tão fraco golpe de uma simples novata e você já está assim? Quase morrendo..hahahaha...esperava mais de você...— O Rei mantém seu tom calmo, oscilando entre calma e ironia

— Vossa Majestade, quando fui ao mundo humano, matei todos aqueles que ela chamava de família, todos em sua frente, mas a presenteei com meu poder, a quero, fortalecê-la para que um dia eu possa cortar sua cabeça meu querido Rei e tomar seu trono... Mas como eu havia dito a dei uma quantidade igual de meu poder, ela tem meu sangue e sabe-se lá sangue de quem mais ela tenha nas veias, isso a deixa mais forte, mas como toda cria, aprendiz, aluna, uma hora ela teria que me enfrentar, a hora infelizmente chegou cedo demais, pois o ódio corre em suas veias, mas a propósito, se eu não matá-lo, não se preocupe, ela te matará — “Jonh” que na verdade é Jack, desafia

— Não se preocupe, em pouco tempo ela estará junta de você, a sete palmos abaixo da terra, hahahaha — O Rei rebate.

A garota anda a frente se perguntando de onde tirou tanta coragem, espera o tal Jack pegar uma espada, dada por um soldado da mesa á esquerda.

Ele dá o primeiro golpe com a espada, ela defende, ele tenta acertá-la na barriga, ela se inclina para trás, rasgando um pouco de sua blusa e fazendo uma feridinha em sua barriga que sangra um pouco, Jack começa a criar uma luz roxa em volta da sua espada, de repente um silêncio reina no salão, passos pertos da porta

— Vo..você..— Jack arregala os olhos e antes que Layla vire para olhar

O barulho de um corpo desmoronando...

A dor é aguda e alguma coisa a acertou em cheio, dilacerando a carne e fazendo as costas da garota sangrarem

— Desculpe, ele ainda é meu irmão e eu sou bem diferente dele, quero ajudá-lo sempre que puder — Ele fala alto e calmamente, mostrando certa tristeza também.

— Jonh? — A voz de Jack exala medo e surpresa

Layla usa todas as suas forças, se concentrando enquanto está no chão, então ela levanta e coloca a espada ao lado de sua cintura, antes que Jack perceba, ela usa sua velocidade e passa por ele.

— Desculpe irmão, essa era a única coisa que eu não poderia impedir... — Jonh deixa uma lágrima escorrer enquanto assiste

Jack sente uma dor dilacerante em seu abdômen do lado esquerdo, sua carne está aberta novamente, desta vez o homem cai no chão derrotado e em seu esforço final olha para trás, vê a garota caída no chão, desmaiada, mas agora ele infelizmente não aguentaria mais, sua vista escurecia pela primeira e última vez de sua vida. Seu irmão Jonh havia deixado aquilo acontecer.

Jonh usa sua velocidade e corre até Layla, o Rei levanta-se nessa hora... Aquilo não poderia acontecer... o destino o havia dado uma chance e ele não sabia quando teria outra

— Impeçam!! Não o deixe levá-la!! — Ele muda de humor rapidamente

Já era tarde demais, Jonh já estava na janela que havia no salão, um vitral, a janela mais alta daquela sala

— Adeus!! ah, Jared e Simon! Um dia vejo vocês por aí!!­ — Jonh dá soco no vitral e pula com a garota nos braços

— ASAGI!!! RÁPIDO!! — O Rei grita desesperado

— TCHAU, Me...— O garoto loiro leva um murro nas costas, rapidamente ele olha para o lado espantado, o garoto de cabelos negros havia dado um murro como se avisasse alguma coisa e com apenas um olhar o rapaz de cabelos dourados entende

— Tchau, JONH!!! — O garoto loiro ri feito uma criança, enquanto acena para Jonh, que já devia estar longe dali.

Asagi pula entre uma janela e outra, enquanto fuzila com o olhar, o garotinho loiro chamado Simon, e Jared, o garoto de cabelos negros e armadura negra, o encara de volta com um pequeno sorriso no rosto.

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— Chegamos... Uff... achei que não conseguiria... — Merlyn fala enquanto pára encostado em uma árvore, ele carregava Layla nos braços, eles não estavam tão longe do castelo, mas dava tempo para descansarem, antes de continuarem a fugir de volta para a mansão, ter criado aquela ilusão de que ele era Jonh foi uma ótima idéia, Asagi não o encontraria tão cedo e isso iria ajudar em outras coisas também... , mas mesmo assim não tinham tanto tempo

— Aonde?... Onde eu estou?...Merlyn?...— Layla abria os olhos lentamente

— Layla, já que você acordou, vamos andando, Asagi já deve estar por perto... — Merlyn fala enquanto a joga no chão.

— Mas está doendo... — Layla cambaleia um pouco e se segura em uma árvore

— Você é mal... — Ela parece cansada, e está ofegante

Merlyn se aproxima sem ela perceber e dá um soco na cara dela

— Recomponha-se, agora vamos, não há tempo a perder..— Ele fala com frieza e dureza

Layla ficou perplexa por alguns longos segundos... se ela não estivesse com tanta vontade de ir pra casa...ela ficaria ali sentada se perguntando o por quê daquilo e depois tentaria dar uma surra em Merlyn pelo soco, então ela decidiu sair correndo em disparada, vendo que Merlyn já se afastava.

Durante a caminhada até a mansão, eles não trocaram nenhuma palavra, de vez em quando ela parava, mas ele continuava a correr. Sem que ela visse, Merlyn dava uma e outra olhada para trás, mas não se mostrava nenhum pouco preocupado com os ferimentos que a garota tinha.

— Uff...chegamos...— Layla fala enquanto cai no chão da Mansão de Merlyn, sua nova casa

— Mama!!! O que aconteceu?...você...foi atacada? Merlyn! Por que você fez isso? — Melissa fala enquanto senta no chão e coloca a cabeça de Layla no seu colo

— Tudo Bem... Melissa, foi o Jonh...ai, ai isso dói... — Ela fala enquanto passa a mão por um buraco em sua blusa

— Mas Layla, por aqui são poucas as pessoas que usam esse tipo de poder mágico, próximo daqui só quem pode ter feito isso é Merlyn —

— O quê? — Layla fala em um fiapo de voz

— Por que você fez isso, irmão? Não vou deixar você fazer nada contra ela!! —

— Merlyn, isso é verdade? — Layla puxa Merlyn para perto pela gola da camisa, para que ele possa ouvi-la

— É...Queria ver se você está pronta para treinar como uma guardiã...e também,se fosse eu mesmo, eles viriam até aqui...— Ele tenta manter a arrogancia

— Eu não acredi...— Layla fecha os olhos e aparentemente dorme no colo de Melissa

— Desculpe Melissa... vou ter que fazer esse tipo de coisa por algum tempo... — Merlyn põe Layla no ombro, meio rude e vai em direção as escadas.

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— Desculpe, Rei...eu falhei...eles já devem estar longe daqui, Jonh a levou, ela já pode até estar no mundo humano e você sabe que também não posso ir até a corporação no momento — Asagi falava enquanto se mantinha com um dos joelhos no chão e de cabeça abaixada

— É... da última vez você levou uma surra não foi? hahahaha... Se eu pudesse sair daqui iria até lá, bom mas, não vou me preocupar com o tempo agora, por quê ela está se fortalecendo...hoje tivemos uma grande demonstração de seu poder, AHAHAHAHAHAHAHA ELE ESTÁ MORTO!!! HAHAHAHA, POR ELA!!! ISSO É MELHOR DO QUE EU ESPERAVA!!!! — O Rei ultimamente estava dando muito destes “ataques”, era raro ele surtar, mas agora ele mudava de humor facilmente, não era o Rei calmo e cauteloso de sempre... era um maluco que ria da morte alheia, que exagerava seus sentimentos mais do que deveria, mostrava toda a sua ambição e loucura, a quem quisesse impedi-lo de ter o que queria, ele não parecia estar preocupado em ter cautela, para ele no final tudo que quisesse lhe seria dado, mas Asagi, o braço direito, sabia que não, O Rei tinha que se preocupar com os outros Reinos, se soubessem dos seus planos, provavelmente tentariam impedir, e mesmo o dono do maior poder, com vários exércitos atrás dele, seria impossível sobreviver, esses eram os pensamentos de Asagi no momento, e que não pareciam estar errados.

— Irei me retirar, Vossa Majestade, com sua licença. — Asagi levanta-se e sai em direção as escadas que levavam aos seus aposentos, mas antes que chegasse as escadas aquela voz já ouvida em tantos diferentes tons, ecoou em seus ouvidos

— Está com raiva? hahaha, me poupe, sei que você não gostava daquele filho amaldiçoado... só fazia o que nós mandávamos... só não era pior do que outro, que foi pro lado dos humanos... renegou o próprio sangue. — Seu ar era de desprezo, sarcasmo e arrogância, só duas pessoas naquele mundo conseguiria juntar todos esses sentimentos em um só.

— É... aquela empregada oriental não tinha... como se diz? ah, é claro, bons genes... não sei o que você... homem do Rei, Meu BRAÇO DIREITO, viu naquela mulher, vazia, comum... humana e com ela deu vida as piores crias possíveis...­— O Rei gostava disso, humilhar...gostava de cutucar a ferida dos outros, mas havia só uma pessoa que ele não conseguia ferir e esta era Asagi, esse era um dos motivos que o Rei confiava tanto em Asagi, eles se conheciam desde pequenos.

O Rei nunca venceu seu próprio lacaio, nem em habilidade física, nem em habilidade mental, aquilo era sim um grande perigo, mas ele não conseguia se livrar dele, ele admirava demais Asagi, para simplesmente matá-lo...

— Morgan... você quer mesmo fazer isso? — Asagi age friamente com toques de ironia

O Rei estremeceu, incrivelmente sentia medo daquele que seguia a todas suas ordens

— Não me chame por meu nome!! Não tem medo de mim? — A Voz dele está vacilante

— Você sabe bem que não, mas como eu ia lhe perguntando....você quer mesmo fazer isso? — Asagi sabia como fazê-lo recuar, ele não gostaria de lutar agora...precisava ir ver seu filho quase morto, que se encontrava no porão, Morgan não poderia saber que Jack havia se mantido vivo, Asagi iria escondê-lo, cuidar dele e depois resolveria pra onde iria mandá-lo.

— Você... — O Rei levantou-se de seu trono em menção de atacar, sua ira tomava sua face, mas algumas lágrimas enchiam seus olhos

— Você tem muito aprender, Morgan, tudo o que você já fez deveria ter lhe dado um pouco de maturidade, mas... Pelo que vejo só aumentou o nível da sua ignorância, meu pequeno mestre — Asagi abre um grande sorriso

— Você não é meu PAI!! Você não..snif...você não é ninguém para me dar ordens..— O Rei aos olhos de todos, era um jovem, ambicioso, frio, controlado...e que de vez em quando surtava...mas aqueles que realmente o conheciam, somente Asagi nesse caso, sabia que ele era só uma criança mimada, chorona..mas que sabia usar da astúcia para conseguir o que queria, aquele era um dos momentos em que Morgan mostrava seu verdadeiro eu.

— Por que está chorando Morgan?A verdade dói tanto assim? Você não é nada cauteloso... Isso você deveria ter aprendido, não se consegue coisas sem ao menos o mínimo de esforço e deixando a garota simplesmente mostrar seus poderes, foi uma péssima idéia, ela poderia ter fugido daqui a qualquer momento e foi exatamente o que ela fez, você não é dono da situação, você mal se controla, deveria aprender mais sobre como controlar as pessoas. Com sua licença — Asagi subiu as escadas em direção aos quartos, e deixou para trás, um garoto chorando silenciosamente.

Morgan senta–se em seu trono, e deixa algumas lágrimas escorrerem

— Vossa Majestade? Está tudo bem? — Uma doce voz invadia os ouvidos de Morgan, ele sabia quem era,sua mais fiel empregada, cabelo curto e castanho, pele branca e bochechas avermelhadas, grandes olhos e um rosto delicado. Ele não estava nem ai pra ela, mas muitas vezes ela lhe fora de muita utilidade, só que essa não era a hora que ele precisava dela por perto e sim o mais longe possível.

— Está tudo bem sim, agora saia... —

“Ahh!! Ele é tão lindo! Esses cabelos lisos negros, essa pele branca, o cabelo curto, essa roupa o deixa mais bonito ainda, e com essa cara de choro, um anjo... sim! meu anjo!! Tenho que me confessar!! Mas como? Hum? Tem alguém me chamando? Ah ele esta falando alguma coisa..”

— EMPREGADA!!! Acorde!! Não está me ouvindo? ­— “O que essa maluca está querendo? Ficou me olhando com uma cara estranha... será que ela está me achando bonito?” foi isso que Morgan pensou e ele estava certo

— Ahn? De.. desculpe, anjo..é que..é que.. —

— É que..O quê? Você me chamou de quê? — Morgan corou

— Ahn? O quê? Não chamei de..nada! Mas eu só estava te admirando..só isso, você também estava chorando, eu gostaria de ajudar — A empregada de cabelos castanhos, estava com a face mais avermelhada que o normal

— Báh! Saias daqui, não preciso de você agora! Não tenho tempo para essas coisas que você está dizendo... — Morgan sentia-se estranho, uma coisa que nunca havia sentido antes, ele nunca havia gostado de ninguém..e agora uma empregada vinha lhe falar aquele tipo de coisa? Todas as mulheres tinham medo dele, só havia três que não o temiam, Sua mãe, a empregada e Layla.

— Mas... há alguma coisa que eu possa fazer por você? — A garota havia se aproximado, e agora estava bem perto dele, mais alguns passos e eles se tocariam

— Eu não sei... —

Notas finais
Bem,espero que tenham gostado desse cap. ;33 E espero que ele não tenha sido confuso D: se gostarem favoritem e comentem :3