Entre Livros

16 Capítulo 16


Notas iniciais
Oii meus amores! Quanto tempo! (agora eu vivo sumindo kkk) E pra recompensar, eu fiz um capítulo maior e meio diferente ( vocês vão ver). Ps: Leiam The Continuation e E se...? São da fofa Nerd Girl, vocês vão amar! É a mesma história, sendo que a diferença é o fato de que The Continuation é a introdução. Eu simplesmente amei essa fic, sou viciadona em Percy Jackson, e a escritora soube muito bem retratar a personalidade de cada um! Espero que vocês gostem. Boa leitura!

Estava sentada de frente a um piano em uma sala do primeiro andar que eu havia descoberto havia pouco tempo. Já tinha se passado seis dias desde aquele episodio no hospital, e desde então tenho me mantido o mais distante possível do príncipe, e tinha que me segurar para não dar uma voadora em Vossa Alteza.

Sobre eu saber tocar piano? Ah sim, eu não sabia. Mas como eu manipulava ( + ou – né) o livro, desejei saber tocar piano, então do nada já sabia de cor e salteado toda a escala musical, a posição das notas no piano e um par de musicas, pra completar.

Depois que eu fiquei doente, comecei a manipular o livro com coisas simples, como Mp3, meus fones de ouvido e um livro. “Pedir” coisas pequenas não causavam tanto efeito em mim, no máximo uma dor de cabeça, o que era basicamente um grande dedo do meio pro livro, o que me fazia me sentir BEM melhor.

Comecei a tocar e cantar a música Close- Nick Jonas ( nem me pergunte como aprendi a toca-la no piano), descontando toda minha frustração.

Oh damn, oh damn, oh damn I'm so perplexed Ah droga, droga, droga, estou tão perplexo

With just one breath, I'm locked in Com um só fôlego, estou preso Oh damn, oh damn, oh damn I'm so perplexed

On that, it's almost shocking Ah droga, droga, droga, estou tão perplexo

Com isto, é quase chocante

I know, I know you know you're scared Eu sei, eu sei, você sabe que está com medo

Your heart, your mind, your soul, your body Seu coração, sua mente, sua alma, seu corpo

They won't, they won't, they won't be careful Eles não, eles não, eles não são cuidadosos

But I guess that you don't know me Mas talvez você não me conheça

Cause if I want you, and I want you, babe Pois se eu te quero, e eu te quero, amor

Ain't going backwards, won't ask for space Não vou andar para trás, nem pedir espaço

Cause space is just a word Pois 'espaço' é só uma palavra

Made up by someone who's afraid to get too Inventada por alguém com medo de chegar

Close, ooh Perto, ooh

Oh, so close, ooh Ah, tão perto, ooh

I want you close, ooh Te quero perto, ooh

Cause space is just a word Pois 'espaço' é só uma palavra

Made up by someone who's afraid to get close Inventada por alguém com medo de chegar perto

—Não sabia que você tocava- disse uma voz familiar. Parei de tocar e virei para a porta, onde Maxon estava encostado e sorrindo.

—Você não sabe muito sobre mim- respondi seca. O sorriso dele sumiu.

—Você tem me evitado.

—A quanto tempo está aqui?

—Faz um tempinho. Estava passando pelos corredores quando ouvi alguém tocar, e decidi parar pra ver. Você canta bem.

—Só se cantar bem significar cantar igual a uma foca resfriada, ai sim. Além do mais, pensei que Vossa Alteza não tivesse tempo para garotas que você mantém aqui só por estarem doentes.

—O que você quer dizer?- perguntou Maxon, confuso e chocado.

—Só isso mesmo. Ouvia a conversa sua e do seu pai no hospital. Por que você não se retira e vai “dar atenção para as garotas que realmente valham a pena”- respondi sem nenhuma emoção. Vi Maxon empalidecer.

—Você ficou espionando a nossa conversa?- perguntou indignado.

—Na verdade eu fui acordada por ela. Eu não chamaria os berros seus e dos seus pais como uma ótima canção de ninar.

—Eu posso explicar...

—A única coisa que você vai poder explicar é minha saída pro seu pai- disse interrompendo-o.

—Você está lidando muito bem com a situação, não mostrou nem um pingo de sentimento.

—Aprendi com você- retruquei permanecendo calma, tentando passar pela porta, mas Maxon estava bloqueando a passagem.

—Deixe eu te explicar- falou Maxon, com olhos suplicantes.

—Não, já basta o que você fez- disse empurrando-o e saindo pelo corredor sem olhar para trás.

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Olhava pro espelho, para ver se eu não estava com muita cara de doente. Faltava penas alguns minutos para o Jornal Oficial começar, e diversas garotas andavam de um lado para o outro, ansiosas. Hoje seria o dia em que Gavril falaria com todas nós, o que significava que eu teria que contar sobre o meu beijo com Maxon.

Enrubesci ao pensar. Teria que me controlar pra não falar mal do príncipe. Olhei para o lado e vi America andando furiosa, com a manga de seu vestido vermelho rasgado.

—Celeste- respondeu antes mesmo que eu perguntasse, vendo o estrago no espelho.

—Invejosa — murmurei, arrumando o vestido dela.

—Obrigada. Seu vestido é lindo- comentou, maravilhada. Ele era todo branco com flores pretas. Minhas criadas realmente haviam caprichado.

—Valeu- falei, ainda impressionada com o vestido que usava. Após isso, fomos para os nossos lugares, acabei ficando entre America e Marlee. O jornal estava prestes a começar. Gavril conferia suas fichas, até que a família real apareceu. Maxon usava um terno azul-escuro e aparentava calma e confiança.

—Boa noite senhoritas- disse o príncipe com um sorriso.

Um coro de “Alteza” foi sua resposta.

—Sei que algumas de vocês talvez estejam um pouco nervosas, mas não há motivo. Por favor sejam vocês mesmas, o povo quer conhece-las.

O olhar de Maxon se cruzou com o meu, revirei os olhos e fiz a maior expressão de desprezo que consegui. Depois disso vi uma ligeira expressão de tristeza percorrer por seus olhos, que sumiu tão rápido quanto apareceu.

O príncipe caminhou para o palanque, desejando-nos boa sorte. Tossi discretamente em um paninho, que estava com uma cor avermelhada.

—Isso é sangue?!- perguntou America, preocupada. Okay, talvez eu não tenha sido TÃO discreta.

—Que? Magina- falei, tentando guardar o pano na bolsinha que eu havia levado.

—Você esta doente- afirmou Marlee.

—Depois a gente conversa sobre isso.

O Jornal Oficial tinha acabado de começar. Depois de o rei dar alguns breves anúncios, Gavril Fadaye tomou a dianteira, sendo recebido por uma salva de palmas.

—Povo de Illéa, temos um presente para vocês!Esta noite conheceremos cada uma dessas jovens por dentro. Sabemos que estão mortos de vontade de conhece-las e de saber como está seu relacionamento com o príncipe Maxon. Por isso...vamos começar!- Gavril conferiu suas fichas- senhorita Celeste Newsome, por favor.

Sua entrevista era previsível, assim como de Bariel. Ambas tentaram parecer sedutoras, sempre muito falsas. Outras foram mais discretas, como Kriss. Marlee estava tão empolgada que sua voz afinava a cada fala.

America estava basicamente brilhando, havia nascido para isso. E com todas, Gavril havia perguntado se era ela a garota beijada por Maxon, recebendo um par de nãos como resposta. Então, escuto meu nome. Levantei nervosa, e sentei a frente de Gavril, apertando sua mão.

—Camilla, é um prazer te conhecer. O que a senhorita está achando do palácio?

—O prazer é meu. O que eu estou achando do palácio? Bem...- essa era difícil. Luxuoso, enorme, lindo? Acabei me decidindo- diferente.

—Diferente?- perguntou Gavril, curioso.

—Sim. É bem diferente do orfanato em que eu cresci. Aqui é meio...vazio. Mas a companhia vale a pena- completei ao ver a expressão confusa de Gavril.

—A companhia vale a pena...- repetiu maliciosamente- você foi a garota beijada por Maxon?

—Sim- respondi sentindo minhas bochechas corarem. Droga- fui eu.

Minha resposta causou uma variedade de reações. Raiva, inveja, surpresa, curiosidade.

—E o que você achou?- depois disso, eu simplesmente poderia ter rido e falado mal de Maxon por um tempão, mas eu cometi o erro de olhar para ele. O príncipe realmente queria saber, e tinha até um pouco de medo de minha resposta. Decidi falar a verdade, mesmo estando brava com ele.

—Bom-respondi, dando de ombros.

—Só isso?

—Sim. Vossa Alteza beija bem- e ao ver a expressão orgulhosa de Maxon, completei- mas não fique se achando por isso- gritei para Maxon.

—Não garanto nada- respondeu.

—Você poderia nos contar como aconteceu?- perguntou Gavril, empolgado.

—Acho que o príncipe gostaria de contar. Afinal, foi ele que falou sobre o beijo semana passada.

—Sim, é claro.

Depois disso, Maxon contou que tínhamos ido cavalgar, que acabamos parando em um lugar mais reservado e acabamos nos beijando (ocultando totalmente a parte dos rebeldes).

Gavril então chamou a próxima garota. Me levantei e fui recebida por vários olhares invejosos de selecionadas, menos de America e Marlee. Mas eu sentia que ambas estavam com certo ciúmes. Mesmo assim, agradeci mentalmente por não demonstrarem.

Quando o Jornal Oficial acabou e abri a porta do meu quarto, escutei vários gritos histéricos das minhas criadas, que foram correndo até mim.

—Você foi a primeira garota beijada por Maxon!- gritou Madeline, pulando.

—Ele gosta de você! Da pra ver pelo jeito que ele te olha!- disse Andrea me balançando.

—Você dará uma ótima princesa!- falou Marina, cantarolando.

Com esse entusiasmo todo, não pude deixar de rir.

—Meninas, calma- comentei ainda rindo- foi só um beijo. Quem me dera se ele gostasse de mim né- deixei escapar com um suspiro. Me xinguei mentalmente. Não era verdade, era?

—Ai Meu Deus, você também gosta dele! Oown- falou Marina me abraçando.

—Eu não quis dizer isso!- disse meio desesperada. Escutei alguém pigarrear . Virei e vi Maxon encostado na porta, me fazendo corar.

—Maxon- respondi fria.

—Alteza-minhas criadas falaram em coro, fazendo reverências e saindo do quarto, nos deixando sozinhos. Maxon fechou a porta e foi até mim.

—Obrigada.

—Pelo que? Por não bater em você? Eu te garanto que estou tentando- falei ironicamente.

—Pensei que você fosse falar que eu beijava mal ou que você não tinha gostado pra Gavril.

—Você realmente não me conhece não é. Mesmo estando brava eu NUNCA te humilharia na frente dos outros. Pensei que você soubesse pelo menos isso- disse me afastando dele. Ele me segurou pelo braço.

—Não foi isso que eu quis dizer. Realmente estava preocupado de você não ter gostado do beijo. E se você não tiver gostado, foi gentil ao dizer o contrário. Obrigado.

—Por que você faz isso?!- perguntei irritada.

—Isso o que?

—Finge que se importa comigo ou o que eu penso. Mas no final é só encenação. Isso machuca- falei triste.

—Mas eu me importo- disse Maxon tocando em meu rosto. Desviei os olhos dele. Já doía ter que ouvir aquela mentira, não precisava olhar- deixa eu te explicar. Eu só disse aquilo por causa do meu pai. Você não o conhece. Se eu dissesse que gostava de você ele faria de tudo para mandar você embora, sem se importar se iria sair machucada, tanto por dentro quanto por fora.

—Como eu vou saber que não está mentindo?

—Assim- falou, pegando minha mão e colocando em seu peito, bem no lugar do coração. Depois disso me beijou. Senti o coração dele acelerar- viu?

—Vi- falei, sorrindo- mas eu sei que você está dividido. Tem outra garota que faz você ficar assim também não é?- comentei, sabendo o que ele sentia em relação a America.

—Sim- admitiu- mas não quero pensar nela agora, só em você- disse me dando mais um beijo.

Notas finais
E ai, o que acharam? Querem que eu continue com esse estilo de capítulo? Com música e imagens? Bem, é isso. Beijinhos ♥