Entre Livros

15 Capítulo 15


Notas iniciais
Oiii meus amores. Primeiramente: MIIIIIIL desculpas pelo sumiço ( dessa vez eu sumi mesmo kkk). Segundo: Dois meses de fanfic!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Na verdade, era pra eu ter postado esse cap no dia 15, mas pela correria realmente não deu! Sério, eu não acredito. Dois meses passam MUITO rápido, inclusive quando você está fazendo algo que gosta (escrevendo minha fic por exemplo) e eu só tenho o que agradecer. Muito obrigada ( de novo) a todos os que comentaram, que favoritaram, recomendaram, estão acompanhando essa fanfic ou simplesmente leram ela. Vocês são uns amores ♥ Boa leitura.

Fazia apenas uma semana que chegara no palácio, e muita coisa havia acontecido em poucos dias. Dois ataques rebeldes, uma morte, um coma, uma doença.

Tossi discretamente em um paninho. Olhei pra ele e vi que estava cheio de sangue. De novo. O médico não sabe exatamente o que eu tenho. Ele fez todo quanto é tipo de exame (raio x, exame de urina, ultra- sonografia, ressonância magnética...) e todos eles mostravam que meu corpo estava perfeitamente normal, tirando o fato dessas novas toxinas nele.

Estava sentada na segunda fileira ao lado de Kriss em nossa primeira participação no Jornal Oficial. Virei para o lado e vi que Maxon olhava para mim. Pisquei para ele, que sorriu. O príncipe, ainda olhando para mim, disse sem emitir nenhum som: linda. Depois disso, corei. Maxon desviou seu olhar para Gavril, que havia se dirigido a ele.

-Perdão Gavril, você poderia repetir sua pergunta? Estava distraído contemplando a beleza das senhoritas- respondeu Maxon, com um olhar malicioso. Todas as selecionadas suspiraram, enquanto eu sorria. Ele estava olhando para MIM.

—Ah sim, um bom motivo para estar distraído Vossa Alteza, todas as senhoritas estão estonteantes. Está gostando da companhia?

—Sim! É um prazer conhecer todas elas.

—O senhor já beijou alguma delas?- Maxon corou com a pergunta, o que acabou incentivando Gavril- Qual delas?- terminou, olhando para cada uma de nós.

—Que tal você perguntar a elas semana que vem? Se eu não me engano, você conversará com cada uma das senhoritas. Estou curioso para saber como ela irá responder- terminou Maxon, com um sorriso travesso. Traidor, pensei.

—Pelo visto Vossa Alteza não perde tempo, não é mesmo Majestade?-Comentou Gavril, se dirigindo ao rei.

—Isso não me surpreende- completou o rei, sorrindo. Qualquer um que visse, pensaria que ele estava totalmente descontraído e feliz com a notícia, mas eu sabia o que ele estava sentindo. Morria de preocupação de Maxon não ter beijado uma de suas escolhidas. E eu sabia que eu não estava entre elas.

Não consegui prestar atenção no restante do Jornal. Minha cabeça começara a doer. Quando o Jornal acabou e abri a porta do meu quarto, estava completamente tonta, tendo que me apoiar na parede para não cair.

—Ah senhorita!- gritou Madeline vindo em minha direção. Depois disso Marina e Andrea me ajudaram a sentar na cama.

—Vamos leva-la para a ala hospitalar- comentou Madeline.

—Não...não precisa. Estou bem...só um pouco tonta.

—Mas se algo acontecer com a senhorita?- perguntou Marina. Olhei bem para minhas criadas, e vi que elas estavam realmente preocupadas. Tossi e vi sangue novamente em minhas mãos.

—Tudo bem...- falei. Marina pegou um pano úmido e limpou minhas mãos. Andrea saíra do quarto e já voltava trazendo um guarda.

—Senhorita, o soldado te levará ao doutor. Olhei para o guarda, e vi que era Aspen. Ele me pegou no colo e começou a me levar para a ala hospitalar.

—Você de novo?- brinquei, com a voz fraca- não era pra você estar descansando?

—Estou perfeitamente bem, já a senhorita eu não tenho tanta certeza.

—Pode me chamar de Camilla.

—Certo Camilla. Me chame de Aspen.

—Você já me falou seu nome um tempo atrás. A proposito, você já se tornou um guarda?- perguntei, curiosa.

—Sim. Me disseram que eu fui muito corajoso ao salvar 6 selecionadas no ataque, sem mesmo eu ser uma guarda oficialmente. Depois disso, me nomearam como um- respondeu, orgulhoso.

—Parabéns- falei admirada- como está sua memória? Voltou a se lembrar de tudo?

—Como você sabe?- perguntou curioso.

—Eu também estava no hospital.

—Entendo. Ah, eu gostaria de te falar uma coisa. Não ria da minha cara.

—Okay, vou tentar.

—Quando eu estava em coma, eu tive alguns sonhos. Todos muito estranhos. Mas aí eu ouvi sua voz. E você me chamava, pedindo para que eu acordasse. No começo eu fiquei confuso, mas depois eu senti que precisava acordar, para te dizer que estava tudo bem, acabar com a sua agonia. Foi assim que eu acordei...enfim, eu nem te conheço direito...por que eu ouvi sua voz?

—Aspen...- falei, olhando para ele- sinceramente, eu não sei. Quando eu acordei no hospital e soube o que havia acontecido com você e com a Tiny, fui ver vocês dois. Só isso.

—Por que você foi nos ver?

—Não sei, só achei que seria certo- respondi tossindo. Mais sangue.

—Chegamos- falou Aspen.

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—Ela não pode ficar – disse uma voz severa que me fez acordar. Abri os olhos. Estava na ala hospitalar, devia ser quase duas da manhã e estava tudo escuro. Só consegui enxergar duas figuras apoiadas na parede em frente a minha maca pela luz fraca que saia da janela.

—Por quê? Ela é uma das minhas garotas- retrucou uma voz familiar, foi então que percebi que era Maxon.

—Ela está nos dando muito trabalho. Você não pode se casar com uma mulher doente Maxon. Precisa de alguém saudável e firme. Além do mais, ela não serve pra nada. Mesmo sendo uma três, é só mais uma órfã- depois dessa, precisei me segurar para não dar uma voadora em Vossa Majestade.

—Trabalho? Você está querendo que eu despache uma garota doente? E a mamãe?

—Sim, trabalho. Tenho que esconder o mal estar dela da mídia. Segundo o doutor, ela ficou doente depois que chegou ao palácio. Não posso deixar uma informação dessas vazar. E sua mãe, ela já nasceu para a realeza Maxon, não é como essa aí- o rei falou essa ultima frase com desprezo, como se eu fosse apenas um inseto.

—Ela é diferente pai- disse Maxon irritado, socando a parede- eu não vou manda-la embora.

—Não acredito que você sinta alguma coisa por ela...Não foi ela que você beijou, não é?

—Foi sim, senhor. E daí?

—Você devia estar dando atenção para as garotas que realmente valham a pena!- trovejou o rei- você gosta dela, Maxon?

—Não.

—Não sente NADA por ela? Como você explica o beijo então?

—O beijo não foi nada de mais pai! Será que eu não posso fazer nada sem que você interfira? Eu não sinto nada por ela! Ainda nem a conheço direito. Na verdade, estou mantendo-a mais pelo fato de ela estar doente.

QUE? COMO ASSIM? Agradeci por estar tudo escuro, pois assim eles não conseguiriam ver que eu estava chorando. Só porque estou doente? O beijo não foi nada de mais? Eu realmente estava morrendo de vontade de bater em Maxon. Quem ele pensava que era? Tudo bem, ele era o príncipe, mas isso não significava que ele podia destruir corações quando desejasse.

—Se é assim, então não vejo problema em despacha-la- comentou o rei. Olhei para o lado. A seringa estava tão perto, se eu jogasse ela poderia acerta-lo, não poderia? E se acertasse Maxon, eu também não ligaria. Qualquer um dos dois servia.

—NÃO- respondeu Maxon firme. Se ele não gostava de mim, era muito mais fácil me despachar do que fazer isso comigo- Pai, pense bem. Não podemos mandar embora uma selecionada doente. Como o senhor disse, e se a mídia descobrir? E eu também não suportaria deixa-la assim, longe de meus cuidados. Ela fica.

—Certo, você me convenceu. Por um momento, pensei que tinha perdido o juízo Maxon- falou o rei satisfeito, saindo da ala hospitalar.

Maxon se aproximou e tocou em meu rosto. Sorte minha que eu havia secado minhas lágrimas. Depois disso, foi embora. Aquilo foi a gota d´agua para mim. Maxon Schreave era um completo idiota.

Notas finais
E ai gente, o que acharam? Mil desculpas mais uma vez pela demora viu? Beijinhos!! ♥