Entre Irmãos

16 Décimo Quinto Capítulo


Notas iniciais
Oi :3 não irei falar nada aqui... Irei deixar uma musica para vocês ouvirem caso queiram nas notas finais... apenas leiam u_u

Décimo Quinto Capítulo — Flechas

O sorriso cruel estampado na face angelical de Azumi era perturbador. Seus olhos brilhavam de um modo cínico e seus braços estavam esticados em direção aos três Dragon Slayers impedindo que eles se movessem.

A crueldade pura percorria em seu sangue e ela sentia um enorme tesão em ver a agonia estampada no rosto daqueles que torturava. Desde pequena fora assim, ao conseguir dominar suficientemente bem sua magia começou a implantar ilusões dolorosas em seus animais de estimação, que acabaram morrendo tempo depois.

Enquanto se desgastava projetando a ilusão ao público e à tortura nos três caçadores de dragão Hide golpeava Natsu com a espada pesada empunhada em mãos. Natsu se desviava com facilidade dos golpes, porém um ou outro atingia sua pele cortando-a e fazendo-a arder como se estivesse se banhando em acido.

Hide diferente de Azumi não cresceu com a cede e ânsia de ver dor e sofrimento nos outros, porém quando sua família fora assassinada por causa de uma missão da guilda da região um ódio colossal cresceu dentro do ruivo e ele jurou vingança à todos os magos do país.

Gray sorrateiramente entrou no observatório da Angel Tail e rezou para que nenhum dos três que estavam ali denunciassem sua presença. Não sabia se Azumi conseguiria ver através dos olhos de sua ilusões e não gostaria de saber se aquilo era possível.

Cutucou a perna da irmã, porém seu dedo ultrapassou a pele transparente de Eiko e o rapaz soltou o ar preso em sua garganta aliviado. Por alguns milésimos pensou que sua irmã desde o início se tratava de uma ilusão da Angel Tail, porém se lembrou claramente dos socos que recebeu no primeiro dia e sabia que aquilo era real e que Eiko também era real.

Rastejou com mais rapidez para fora do observatório e engoliu em seco, pedindo mentalmente que Lyon encontrasse a Fullbuster. Cada vez mais sentia que havia algo errado naquela batalha entre a Fairy Tail e a Sabertooth.

Mystogan, ou melhor dizendo, Jellal, estava parado na cabeça de uma grande estátua. Observava a batalha de Natsu, Gajeel e os irmãos gêmeos apreensivo. Sentia uma estranha fonte de magia vinda da arena. Uma magia tão forte e negativa. Pensou que poderia ser Zeref, porém não aparentava ser a magia do mago negro, era forte, porém não como a dele, era negativa, porém não tão mórbida quanto a de Zeref.

Engoliu em seco e olhou para trás para observar as duas mulheres em suas costas. Ultear e Meredy estavam tão apreensivas quanto o azulado. Em uma simples troca de olhares se comunicaram e Jellal saltou da grande estatua para correr em direção ao estádio. Precisava descobrir o que emanava tal poder.

~*~

Lyon corria pelas ruas da capital tentando recuperar das memorias mais fundas o lugar exato da casa onde Eiko estava. Quando os jogos começaram foram informados onde as guildas participantes iriam se hospedar.

Parou de correr apenas quando chegou na frente de uma construção seminova, pintada recentemente de dois andares e aparentemente grande. Lá era a pousada onde a guilda Angel Tail estava hospedada.

Subiu as escadas até a porta da frente lentamente. As janelas do local estavam fechadas e impediam que qualquer um de fora conseguisse ver o que tinha dentro do local.

Girou a maçaneta, porém a mesma estava fechada e respirou fundo ao congelar a mesma e quebra-la com um simples piscar de olhos.

A porta se abriu com facilidade e ao entrar fechou-a atrás de si para garantir que não fosse pego desprevenido. O lugar estava totalmente escuro e ao tentar ligar as luzes notou que as lâmpadas da casa estavam quebradas.

Franziu o cenho e começou a procurar por alguma pista de onde a cinzenta poderia estar. A casa estava totalmente bagunçada e algumas coisas estavam quebradas, um verdadeiro campo de batalha.

Engoliu em seco e ao terminar de vasculhar todo o primeiro andar inutilmente subiu as escadas para o último andar do sobrado. Mesmo andando lentamente Lyon conseguia ouvir seus próprios passos rangerem o assoalho do chão. Conseguiu ver três portas no corredor do segundo andar. Uma delas estava aberta e fora a primeira em que entrou se deparando com o quarto no qual os integrantes da guilda mercenária dormiam. Mais organizado que o cômodo de baixo encontrou os pertences de Eiko ainda na casa, porém algo lhe chamou a atenção.

No chão, próximo à janela da sacada havia um vaso quebrado. Ao se aproximar notou que não se tratava de um simples vaso, mas sim a vasilha de argila que Eiko carregava na cintura. O cenho do rapaz se franziu e ao se abaixar notou que a argila estava seca, o que mostrava que o objeto havia se quebrado havia tempo.

Restavam-lhe dois cômodos e não tardou para entrar no segundo que era o banheiro. Levou um grande susto ao notar um ser deitado no chão, encolhido e pálido. Eiko estava com as mãos amarradas e a boca amordaçada. Sua cabeça estava encostada no chão gélido e seus olhos fechados.

Cheia de cortes pelo corpo e com as roupas rasgadas estava irreconhecível.

Lyon rapidamente se aproximou da menina que ao notar a presença de alguém no banheiro começou a se remexer e a chorar desesperadamente. Com os olhos fechados com força e aos prantos Eiko desejava a morte ao em vez de passar por toda aquela maldita tortura mais uma vez.

– O que aconteceu aqui? – Lyon disse com os olhos arregalados. Ao tocar na pele da cinzenta sentiu-a gélida e húmida. Eiko havia sido torturada brutalmente pelos companheiros. Excitou inicialmente em tocar mais uma vez em Eiko, porém ao respirar fundo ajudou a menina se sentar no chão.

Ela não havia parado de tremer e chorar, porem ao abrir os olhos notou que se tratava do esbranquiçado. Um alivio correu pela espinha, porém voltou a chorar lembrando do que havia acontecido.

Seus próprios companheiros haviam lhe agredido, lhe prendido e provavelmente iriam matá-la. Seu corpo ardia por causa dos cortes e feridas fundas. Sua mente não conseguia descansar graças às perturbadoras imagens colocadas por Azumi, porém a presença de Lyon lhe dava calma.

Vastia rapidamente desamarrou as cordas que prendiam Eiko e a ajudou a ficar em pé.

– Você precisa de um médico – disse o de cabelos brancos passando o braço da menina ao redor de seu pescoço.

– Eu preciso impedir eles – disse com voz rouca. Havia passado horas e horas aos berros graças a tortura que fora submetida, estava esgotada, porém não iria permitir que eles matassem alguém inocente.

– Eiko você precisa urgente tratar desses ferimentos – Lyon estava nitidamente preocupado enquanto ajudava a menina descer as escadas da casa.

– Não! – ela gritou parando de andar. Ao parar de andar se soltou de Lyon e acabou caindo no chão. Não conseguia parar de pé, porém não iria desistir – Eu preciso detê-los, me leve até a arena, se não será tarde demais. Por favor.

Ajudando novamente a menina a ficar de pé Lyon respeito a decisão suicida de Eiko e segurando-a no colo a levou para o estádio dos Grandes Jogos Mágicos.

Chegando no lugar Lyon rapidamente levou Eiko para próximo da arena e como se o destino estivesse a favor da garota seu irmão estava por perto. Uma pancada de preocupação caiu sobre os ombros de Gray e o rapaz se ajoelhou ao lado de Eiko quando a mesma se sentou no chão de concreto da arena.

– O que foi que aconteceu? – Gray estava com os olhos lacrimosos. Sua irmã realmente não era flor que se cheire, porém deixa-la aos farrapos e tão machucada era ir longe demais.

– Não temos tempo, temos de impedir Azumi e Hide. Eles iram matar Natsu caso ao contrário.

Os dois magos de gelo então ajudaram Eiko a se manter em pé e ultrapassando todas as regras dos grandes Jogos fizeram com que a maga d’água entrasse na arena.

O público, ao ver Eiko entrar na arena, vaio-a incansavelmente. Estava interrompendo uma grande luta, porém Eiko endireitou a coluna, respirou fundo e esticou os braços tentando procurar a pulsação dos quatro rapazes por trás da ilusão.

Ao conseguir sentir o sangue fluir nas veias de Gajeel, caminhou com dificuldade e depositou a mão na cabeça do rapaz. Para quem observava de fora ela estava com a mão sobre o nada, porém assim que Eiko sussurrou breves palavras magicas que fizera o fluxo sanguíneo do rapaz circular mais rápido.

Como se o toque de Eiko fosse divino Gajeel sentiu menos agonia até que finalmente quebrou o elo mágico que Azumi havia colocado em sua mente.

Graças à aquilo a loira se desconcentrou e todas as ilusões se quebraram. Dunn, Charry e a falsa Eiko simplesmente sumiram, enquanto o público e os magos que observavam a batalha se assustaram ao notar que três dos quatro competidores estavam ajoelhados enquanto havia mais três pessoas na arena, que não deveriam estar.

Natsu mantinha seus punhos em chamas, porém Hide havia parado os ataques para encarar Eiko com fúria.

[por favor dar play na musica caso queiram]

– Ora sua vermezinha – o ruivo disse cuspindo as palavras. Ele iria terminar aquela maldita missão de qualquer modo e com um movimento rápido pulou para cima de Eiko.

Tão rápido quanto Hide, Gajeel, que até então estava ajoelhado se levantou e transformando seu braço em puro metal impediu o golpe direto em Eiko. A menina fraquejou para trás e olhou ao redor notando que todos haviam saído do transe.

Os guardas estavam prestes a retirar a Angel Tail da arena, porém Gray projetou um muro de gelo na porta da passagem. Ele precisava ajudar a irmã à parar com toda aquela maluquice.

– Você não consegue ficar em pé Eiko – Azumi disse abrindo mais uma vez um sorriso cruel – Você já era, igualmente a eles...

Agora de pé, os gêmeos e Gajeel estavam na frente de Eiko enquanto Lyon e Gray estavam em suas costas. Ela estava ali para ajuda-los e agora eles sabiam disso.

– Ela é sua amiga e você a trata assim? – Natsu perguntou enquanto as chamas em suas mãos morriam aos poucos.

– Amiga? – Azumi riu e Hide rapidamente reequipou-se com um arco e flecha. As coisas já haviam ido longe demais, precisavam acabar com tudo rapidamente – Eiko é apenas um troféu, com ela conseguimos o dinheiro com mais rapidez, apenas isso.

Natsu franziu o cenho raivoso e trincou os dentes. Como alguém poderia falar aquilo?

Eiko por sua vez arregalou os olhos e deu um passo para trás. Viu a flecha ser mirada em sua direção e notou que não importaria se alguém tentasse não teria como bloquear a flecha, que foi disparada segundos depois.

Gray ao notar o que Hide estava fazendo projetou um arco e flecha de gelo que disparou na direção da flecha do ruivo. Não daria tempo para a flecha de gelo atingir a outra antes de machucar Eiko.

A cinzenta então esticou os dedos graciosamente e em um piscar de olhos a flecha voou mais rápido pelo ar atingindo a de Hide.

– Eu não morri, consigo lutar muito ainda – um sorriso de lado apareceu nos lábios de Eiko e ao encarar Natsu o mesmo entendeu o recado.

Iriam atacar juntos.

Notas finais
https://www.youtube.com/watch?v=WknSzEjT1xI