Entre Fogo E Gelo
8 Admitindo meus sentimentos -Parte 1
Notas iniciais
No capítulo anterior...
Olhando dentro de seus olhos, era como se eu pudesse ver sua alma e eu não podia e nem conseguiria mais esconder isso: eu estava completa e inteiramente apaixonada por Edward Cullen.
POV Edward Cullen
Eu nunca tinha me sentido assim, tão... Feliz, em paz. Não era como conseguir prender uma quadrilha que rastreávamos há meses e depois sentirmos a nossa vitória. Era diferente. Era melhor, doce, delicado.
Depois de decidirmos o que faríamos para ficarmos juntos, resolvemos descer e almoçar, já que nosso café da manhã tinha ido por água a baixo. E tudo por minha culpa. Arrependi-me por tê-la magoado. Eu fui egoísta querendo que ela ficasse comigo. Fui egoísta gritando com ela. Fui egoísta a ponto de fazê-la chorar. Não importava que ela fosse a tenente, que fosse durona e não tivesse medo de trabalhar na onde trabalhava. Ela ainda era uma mulher: sensível, frágil e tinha o mais lindo corpo que eu já tinha visto e provado. E ele era inteiramente meu. Sim, porque eu iria conquistá-la. Eu não sabia que sentimentos ela tinha por mim. Mas faria qualquer coisa, QUALQUER COISA, para fazer com que eles fossem os mesmos aos quais eu estava sentindo por ela.
Eu devia estar me sentindo envergonhado por ter chorado na sua frente. Mas quando ela pareceu cogitar a ideia de não ficarmos juntos... Aquilo causou uma dor em mim. Era como jogar sal em feridas expostas em carne viva, feitas recentemente. Como ter uma corda amarrada em meus pés por uma âncora em baixo d’água, e não conseguir subir à margem para respirar... Ela era meu oxigênio. E eu não podia mais negar, não podia mais esconder que, no fundo, eu sempre soube, desde o momento em que ela se apresentou como minha nova tenente lá no departamento, que eu estava apaixonado por ela.
O medo que ela não estivesse sentindo o mesmo assolava-me, corroía-me, fazendo com que eu guardasse para mim meu segredo. E eu esperaria. Esperaria o tempo certo para lhe dizer aquelas três palavrinhas que começavam com o pronome pessoal no singular, depois um pronome oblíquo átono e por fim, um verbo conjugado na primeira pessoa do singular: eu te amo.
Agora estávamos os dois sentados na sala, tomando sorvete direto do pote e assistindo a um filme que eu nem estava prestando atenção, Remember me. Eu ficava apenas encarando-a, admirando suas caras e bocas para todas as cenas do filme, deitada em meu colo. No final o protagonista morre, e vi as lágrimas em seus olhos.
__ Bella? __ Chamei-a.
__Sim?__ Ela fungou.
__ Sério? Você está chorando por causa do filme, carinho? __ Perguntei divertido.
__ Claro, ele não podia morrer, ele era, era... Tão lindo para morrer! __ Ela respondeu inconformada.
__ Está me dizendo que está chorando porque o cara morreu e não deveria, porque você o acha lindo? É isso mesmo? Eu não estou acreditando nisso. __ Resmunguei carrancudo. Eu sei que era infantilidade minha, ter ciúmes de um personagem, mas mesmo assim, fiquei bicudo como uma criancinha.
__Awn, tem alguém aqui com ciúmes, é? __ Ela perguntou quando viu minha cara.
__ Não! __ Respondi olhando para frente, sem encará-la.
__ Ah, então já que não está com ciúmes, posso começar a falar do porte físico do ator? Nossa, porque ele tem uns braços que vou te falar, viu. E os olhos? Gente, que olhos lind...__ Interrompi seu falatório, cobrindo sua boca com a minha de uma forma urgente, abafando suas risadinhas. Ah, então ela estava falando tudo aquilo para me provocar, hã?
__ Pois saiba, tenente Swan, que você só tem permissão para falar sobre o porte de um homem, quando ele for o seu agente aqui, entendeu? __ Perguntei, olhando em seus olhos de forma intensa.
__ Hmm... Não sei se posso cumprir essa promessa. Você precisa se esforçar mais para me convencer! __ Ela respondeu, mordendo o lábio inferior de uma forma sensual e maliciosa, me deixando duro na mesma hora.
__ É mesmo? __ Perguntei, entrando no seu jogo de sedução.
__ É mesmo! __ Ela disse, infiltrando sua pequena mão dentro de meus cabeços, enrolando seus dedos entre meus fios, causando-me arrepios pela nuca e, se possível, endurecendo mais ainda o meu membro.
__ Certo, talvez eu devesse te dar uma dose de persuasão!
Não esperei que ela respondesse. Peguei-a em colo e a coloquei deitada no carpete da sua sala. Fui distribuindo beijos molhados por seu pescoço, e minhas mãos foram direto para a barra da blusa que ela usava, que por sinal, ainda era a minha. Deus, como ela ficava sexy com ela! Depois de retirá-la rapidamente, __ Eu tinha pressa para possuí-la, fazê-la minha novamente. __ minhas mãos foram direto para seus seios, que, graças aos céus, estavam livres, sem sutiã. Minhas belezinhas particulares!
Abri os botões de seu short e deslizei a peça para fora de seu corpo, junto, é claro, com a sua minúscula calcinha preta de rendas. Pai eterno, que ótimo trabalho o Senhor fez com ela! Ela era linda, perfeita, feita sob medida para mim.
Dei um sorriso malicioso antes de descer minha cabeça e dar uma longa e molhada lambida em seu sexo. Bella arqueou as costas e jogou sua cabeça para trás, seus dedos enroscaram-se, mais uma vez, em meus cabeços, segurando-me ali. Como se eu quisesse fugir! Até parece!
Meus lábios depositavam beijos quentes em toda a região de sua virilha, minhas mãos estavam dos dois lados de suas coxas, segurando-a. Voltei ao seu sexo, abri seus grandes lábios e introduzi minha língua dentro, girando-a e ao mesmo tempo simulando o ato da penetração, introduzindo e tirando, num vai e vem que me deixava mais louco. Seu gosto era doce e suave. Era estranho, porque essas regiões não costumavam ter um sabor tão bom assim. Mas o dela era. Não sei se era porque eu a amava, ou porque ela era perfeita. Só sabia que era bom e que eu queria mais e mais me afundar ali.
Quando senti seus gritos mais altos e seu corpo dar espasmos, percebi que seu orgasmo estava chegando. Levantei-me rapidamente, ela iria protestar, mas não teve tempo, já que a penetrei na mesma hora. Gememos juntos. Eu estocava forte e rápido, incentivado por seus gritos, principalmente quando ela chamava meu nome. Eu estava a ponto de gozar, mas não queria parecer um adolescente, gozando tão rapidamente assim. Queria prolongar nosso prazer. Então comecei a desacelerar, e comecei a ir mais lentamente, mas ainda de forma dura e profunda.
__ Oh! Edward, por favor... __ Ela gemeu em meus lábios.
__ O quê, minha linda? Diga-me, o que você quer e será seu!
__ Você!
__ Você já me tem. Para sempre. Diga-me, Bella. Eu tenho você? __ Perguntei, ainda entrando e saindo de seu corpo, meus olhos reviravam com todo o prazer que ela me dava. Ela era tão quente e apertada... Deus, uma delícia de mulher. Minha mulher!
__ Eu... __ Ela suspirou alto quando desci minha mão para estimular seu clitóris, porque eu não estava mais conseguindo prolongar, eu estava a ponto de gozar forte e queria que ela viesse comigo.
__ Diz, Bella. Você é minha? Só minha?
__ Sim! Eu sou sua, somente sua! __ Ela gemeu, e como se uma válvula de escape tivesse sido aberta, nosso orgasmo chegou e gozamos juntos. Sempre juntos. Sempre em sintonia.
__ Somente minha! __ Concordei e puxei-a para deitar-se em meu peito, com meus braços envolta de sua cintura.
__ E então? Consegui te convencer? __ Perguntei, enquanto acariciava suas costas com meus dedos, causando-lhe arrepios que me deixaram muito satisfeito.
__ Hmm... Talvez! Não tenho certeza ainda. Você tem que dar todo o melhor de si! __ Ela disse risonha.
__ Pode ter certeza que vou dar o meu melhor para lhe convencer! __ Eu disse, referindo-me não só sobre ela falar de homens apenas quando fosse a mim. Mas também me referindo, internamente, sobre fazê-la se apaixonar por mim. Porque eu já estava totalmente apaixonado por ela.
Fale com o autor