Entre Dois Mundos
4 Capítulo 4 - O Presente de Railey
Notas iniciais
- Desculpe estamos sem vagas aqui no centro Pokémon – Informou a enfermeira Joy.
Apesar de termos chegado à cidade de Cherrygrove em menos de uma hora eu já estava confusa com a história das enfermeiras Joy.
Ethan havia me explicado que as enfermeiras Joy no mundo Pokémon são uma a cara da outra, e que todas eram enfermeiras que trabalhavam no centro Pokémon, que por acaso é um lugar aonde os Pokémons vão quando se machucam. É... Ethan havia me explicado um monte de coisas...
- Mas, enfermeira Joy... – Tentou argumentar Ethan.
- Hm... Espere um segundo – A enfermeira Joy começou a teclar no computador e depois de 5 minutos pesquisando no sistema anunciou – Temos apenas um quarto de solteiro sobrando.
- Legal, mas nós somos... – Antes de Ethan terminar a frase botei a mão em sua boca e completei por ele.
- Ele aceita o quarto – Falei sorrindo e pegando a chave com Joy.
- Mas você tá doida? Aonde você vai dormi? – Questionou Ethan assim que saímos do centro Pokémon.
- Nesse quarto – Falei me sentando no banco de uma praça que ficava enfrente ao centro Pokémon.
- E eu?
- Nesse quarto... – Suspirei cansada. Nós dois havíamos saído da clareira com tanta pressa que nem deu tempo de tomar café, já era quase meio dia e nós ainda não comemos nada. – Ethan eu to com fome – Reclamei botando as duas mãos na barriga tentando fazer meu estomago parar de roncar.
- Ah... Vamos ao restaurante do centro Pokémon – Ethan se levantou e fez sinal para que eu o acompanhasse.
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Assim que a conta chegou fiquei um pouco envergonhada por Ethan ter que pagar a conta, mas o que eu podia fazer... Não tinha dinheiro.
Ainda ficamos sentados durante alguns minutos em silêncio. Eu estava concentrada em meu Pokétransmisor. Levei um susto quando o ouvir tocar e a foto de Prof. Elm estava no visor. Apertei o botão do meio e a imagem começou a se mover.
- Olá Hope e Ethan! Como estão – Perguntou Prof. Elm
- Vamos bem... Apesar de não termos dinheiro
- Ah, eu sabia que estava esquecendo algo. Hope vá até a enfermeira Joy e peça para ela um cartão treinador. Com ele você pode comprar qualquer coisa com um saldo, que é recarregado todo o mês.
- Por que você não disse antes? – Fechei o Pokétransmisor e sai correndo para procurar enfermeira Joy
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- Não acredito que já tenho dinheiro! – Falei quando Ethan e eu saímos do centro Pokémon.
- Preciso comprar Poções e Pokébolas. Nos encontramos depois – Disse Ethan se afastando de mim.
Olhei ao redor, a cidade era pequena, poucas lojas, lanchonetes pequenas e o que mais chamava a atenção era o Centro Pokémon. Andei pelas lojas até achar uma de roupas femininas que dessem em mim. Entrei na loja, selecionei algumas roupas e fui até o provador. Quando estava na ultima muda de roupa meu Pokétransmisor toca. Ponho uma blusa rápido e o atendo. É Ethan.
- Onde você está? – Digo a ele a localização da loja. Ele confirma e diz que está vindo.
Ponho uma blusa preta com um decote grande na frente e a costa nua. Alguém bate na porta do meu provador. Olho para baixo e vejo o tênis de Ethan e digo que já vou sair. Fiquei na duvida se a blusa era muito ousada ou não. Abro a porta do provador e pergunto para Ethan.
Ethan me encara de boca aberta. Junto às sobrancelhas e o olho confusa. Assim que me viro para ver o que há de errado e percebo que uma parte colorida de meu sutiã está de fora. Fico vermelha como um tomate. Me viro e troco de roupa. Depois que saímos da loja em silencio criei coragem para perguntar o que Ethan comprou.
- Ah... Apenas alguns objetos para a nossa viajem.
- Não percebi que já estava escurecendo... – Falei olhando para o céu estrelado e lindo. A cidade era iluminada por apenas alguns pontos de luz, mas quase toda pelas estrelas que brilhavam intensamente no céu.
- Vamos logo... Não gosto de ficar andando por ai à noite. – Ethan me puxou e fomos para o Centro Pokémon.
O quarto era simples. Uma cama de solteiro, uma cômoda e um banheiro. Ethan sentou-se na cama enquanto eu usava o banheiro. Peguei a camisola ainda limpa da ultima noite, assim que terminei de me arrumar sai do banheiro e esperei Ethan terminar de usá-lo também. Ethan usava uma samba-canção branca sem camisa deixando seus músculos totalmente a mostra.
Ethan deitou-se perto da parede e eu do outro lado. A cama era um pouco maior do que o saco de dormir, mesmo assim não quis me afastar de Ethan. Deitei de lado virada para ele e ele fez o mesmo. Ficamos nos encarando por alguns segundos.
Ethan pegou um cobertor nos cobriu. Ele começou a acariciar meu rosto, mas eu não estava com sono, eu gosto de Ethan, ele é tão meigo, atencioso, legal... Aproximei-me dele e passei a mão pela sua barriga definida. Ethan sorriu, desceu sua mão de meu rosto para minha cintura e lentamente até a parte de trás de minha coxa.
Senti seu pênis ficar ereto. Aproximei-me cada vez mais até nossos lábios se tocarem e senti uma explosão de fogos de artifícios dentro de meu coração. Eu gostava de Ethan e percebi que ele sente o mesmo por mim.
Sua mão entrou em minha calcinha e apertou minha bunda. No meio do beijo soltei um sorriso e ele retribuiu. O puxei para cima de mim ficando na beirada da cama, suas mãos foram tentar desabotoar meu sutiã na costa, só que o fecho era na frente. Percebendo seu desespero conduzi sua mão até o fecho da frente, ele riu novamente.
Passei minha mão novamente sobre sua barriga até sua samba-canção, a tirei e o puxei para mim. Ethan estava sobre mim e o beijo ficava cada vez mais e mais profundo.
Ethan mudou de posição e me botou sobre ele. Ele tirou minha calcinha e tocou em meu sexo. Gemi, mas assim que Ethan pressionou meu ponto virgem interrompi o beijo e gemi mais alto. Ethan parou o que estava fazendo, me tirou de cima dele e sentou-se na cama.
Minha cabeça girava. Por que Ethan havia parado? Só por que eu ainda sou virgem? O clima estava tão bom, por que teve que parar?
- O que houve Ethan? – Perguntei sentando ao seu lado.
- Eu... Não sei... Não sabia que você ainda era... Sinto muito, mas não posso... – Ele tentou falar, mas não conseguiu.
- E por quê? – Perguntei
- Não quero lhe machucar Hope... Gosto muito de você e não pretendo fazer isso... E... Você ainda não está pronta – Ele começou a acariciar meu rosto. Nos deitamos na cama, eu estava muito confusa e a dor na cabeça havia voltado. Deitei-me de costas para Ethan, que me puxou para perto de si, uma de suas mãos estavam em meu rosto e a outra em meu seio. Ethan acariciou meu rosto até eu dormir
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Saímos bem cedo do Centro Pokémon para que a enfermeira Joy não desconfiasse que houvesse mais de duas pessoas em um quarto. Ethan não tocou no assunto sobre ontem à noite. Assim que acordei troquei de roupa silenciosamente e desci para tomar café, quando Ethan me encontrou já estava arrumando minhas coisas para irmos para Violet.
Na hora do almoço paramos em uma clareira lá perto. Ethan tinha comprado besteiras com chocolate, refrigerantes e batatas... Comemos em silêncio, como fizemos durante toda a viajem, e a única coisa que eu disse foi: “Vamos parar pra descansar?”
Todas as vezes que tento puxar assunto é praticamente em vão... As palavras ficam no ar e depois de um tempo Ethan respondia com um simples “Sim” ou “Não” ou “Talvez” ou até mesmo “Não sei”. Eu precisava esquecer isso, relaxar, procurar outro modo de me distanciar e mudar os pensamentos daquela noite...
Levantei-me assim que acabei de comer, fui andando para fora da clareira e Ethan assustado indagou:
- Aonde você vai?
- Tem um lago aqui perto. – Falei não em tom de pergunta, mas mesmo assim ele disse.
- Siga em frente... Se precisar de algo é só gritar – Ethan botou seu boné em seu rosto e cochilou.
Consegui achar o lago com facilidade. Peguei a Pokébola de Totó e o lancei para fora. Totó assim que me viu sorriu e saltitou alegremente, me fazendo rir de sua felicidade.
- Totó venha... Vamos tomar um banho – Lembrei-me que não tinha nenhuma roupa de banho. Fiquei apenas de calcinha e pulei na água junto com Totó. Não me lembrava se sabia ou não nadar, assim que percebi isso comecei a entrar em desespero, mas Totó foi para perto de mim permitindo me segurar nele.
Totó mergulhou no lago me levando junto, minha sorte foi que me lembrei de prender a respiração. O mundo por baixo d’água é tão fantástico, vários peixes diferentes, algas, Pokémons lindos, tive vontade de ficar por lá para sempre, pena que meu fôlego não concordou com isso.
Apertei Totó e ele soube que precisávamos voltar. Em uma velocidade muito rápida Totó nadou em direção a superfície, assim que chegamos lá comecei a ofegar de cansaço. Comecei a boiar feliz por estar relaxada, por meio minuto todos os meu problemas sumiram. Pena que a minha paz acabou assim que ouvi sua voz.
- Que linda a vista... Nunca pensei que veria algo assim. – Railey estava atrás de mim. Tomei um susto, perdi o equilíbrio e quase que me afogo. Railey estava rindo da minha cara, pois eu estava sem aparte de cima e tomando banho em um lago no meio daquela floresta PÚBLICA onde QUALQUER pessoa pode me ver. Como eu sou burra. Totó me olhava com um olhar divertido e Railey morria de rir. Cobri meus seios e ordenei para Totó
- Jato d’água! – Totó mirou em Railey que tentou se defender foi o momento certo para pegar uma toalha e gritar por Ethan.
Em menos de um minuto Ethan chegou ao lago ofegante, Railey estava totalmente encharcado e Totó estava em meu colo enquanto me cobria com a toalha.
- Railey? – Ethan olhou para Railey confuso.
- E ai cara? – Railey à medida que se aproximava eu ia para trás de Ethan tentando me afastar dele. O que fez Railey rir mais ainda. – Calma Hope. Meu tio Elm me mandoueu encontrar vocês e acompanhá-los em sua jornada.
- Sério? – Perguntei desconfiada
- É... E será que podemos encontrar um lugar para conversarmos e eu me secar? – Concordei com a cabeça e voltamos para a clareira. Não os deixei sozinhos, pois queria ouvir toda a conversa, apesar de estar apenas só de toalha.
Railey disse que Prof. Elm o havia mandado para nos ajudar em nossa viajem e já que eu iria passar mais cedo ou mais tarde pelo destino de Railey ele decidiu vir conosco.
- Certo e agora se me dão licença vou trocar de roupa e... – Antes que eu pudesse terminar a frase Railey disse
- Mas uma coisa... Pouco antes de encontrar vocês a encontrei perdida na floresta, levei a para o Centro Pokémon mais próximo e a enfermeira Joy disse que foi abandonada pelo dono, então eu fiquei com ela na esperança de você cuidar dela. – Railey abriu a mochila que já estava entre aberta e tirou de lá um Cyndaquil.
- Você quer que eu fique com esse Pokémon? – Perguntei chocada, pois era a coisa mais carinhosa que Railey já havia dito para mim.
- É... Ela está bem fraca, então você pode usar sua Pokébola para a captura...
- É fêmea... – Olhei um pouco melhor para a Cyndaquil que estava em meus braços, ela era menor que o de Railey e estava com medo. Acariciei sua cabeça durante um tempo, então ela começou a ficar menos tensa e mais alegre.
- Seu nome vai ser Cindy... Tudo bem? – Perguntei para a minha nova Pokémon. A levantei para que pudesse ver sua cara e Cindy soltou fogo pelas costas aprovando seu nome. Depois de capturá-la fui até Railey que estava conversando com Ethan.
- Railey... É... Obrigada pela Cindy – Mordi o lábio, pois sabia que estava arrependida por ter julgado Railey mal.
- Não tem de quer, gata – Ele piscou para mim e sugeriu um abraço. Não consegui resistir aos seus braços musculosos, o sorriso sedutor, seu jeito maroto e confiante. Assim que o abracei percebi que tinha cometido um erro terrível, pois ainda não havia trocado de roupa e estava só de toalha. O jeito confortável de Railey virou um jeito pervertido e safado quando puxou a toalha do meu corpo deixando-me apenas de calcinha.
- Totó... – Antes de terminar de falar Totó já havia jogado um jato de água em Railey. Peguei a toalha de sua mão e fui trocar de roupa longe da clareira que estavam Ethan e Railey.
Não pude deixar de olhar para Ethan que ria de Railey. Assim que percebeu meu olhar em você nos encaramos por alguns segundos, depois Ethan lançou um sorriso confiante, o sorriso que ele me lançou quando nos vimos na floresta perto de New Bark, o mesmo sorriso pelo que me apaixonei.
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