Entre Deuses E Mortais

11 Capítulo 11 - Brincando com arco e flecha.


Notas iniciais
Hey sexy leitores XD Hmmm, esse capitulo vai ter um momento super fofo entre o Connor e a Mel, espero que gostem. Gente, fiquei tisti :'( Nenhum comentário no capítulo anterior. Tava tão ruim assim? Bom, chega de blablabla, espero que gostem do capítulo. A gente se vê lá embaixo :*

– Você vai adorar! – Isabel comentou. – Arco e flecha é super fácil. É a minha aula preferida, depois de grego antigo, claro.

Eu ri.

– É claro que é fácil pra você. Seu pai é deus do arco é flecha. Você nasce com esse talento

Isabel sorriu de lado e encolheu os ombros. Instantes depois Malory chegou com um semblante animado.

– Oi Bel, oi Melissa! Tudo bom?

– Sim. – Eu disse, retribuindo o sorriso. – E você? Gostou da aula?

Isabel conteve um gargalhava enquanto Malory me fitava, confusa.

– Ah, normal... Por quê?

– Ah, nada. Ouvi dizer que Joseph é um excelente professor. Tanto nas aulas práticas quanto teóricas. – respondi, rindo da cara que ela estava fazendo.

Depois de alguns segundos me encarando ela finalmente entendeu.

– Ah. Você ta falando disso. – Ela corou. – Hm, é. Joseph ensina realmente bem...

Fomos conversando até o campo de treino de tiro com arco. Era bem amplo e tinha alvos em todo canto. Os filhos de Apolo que estavam no nosso grupo já se adiantaram, pegando aljavas e jogando nas costas. Malory se juntou a eles, e logo já estava acertando alvos.

– Que estranho... – Isabel comentou, olhando e volta. – Você é a única do chalé de Hermes aqui.

– E o que tem isso? Por que seria estranho?

– Porque os horários são divididos pelos chalés, não pelos campistas.

Franzi a testa, mas não me importei muito.

Isabel me levou até á área onde eu pegava as arma e me ensinou a colocar uma aljava sem ela te atrapalhar. Em seguida, encaixou uma flecha no seu arco e acertou o centro de um alvo. Eu fiquei surpresa, mas a menina agiu como se não tivesse feito nada de mais. Em seguida, passou os itens para mim e falou:

– Agora é sua vez. Você vai ver como é simples.

Peguei a flecha e a encaixei no arco, um pouco atrapalhada. Olhei para o alvo afixado numa árvore, a poucos metros. Não parecia tão complicado.

Espremi os olhos e tentei mirar o centro. Prendi a respiração e soltei.

A flecha cortou o ar. Agora que eu estava prestando atenção, notei que eu havia apontado mais para cima do que devia. A flecha subiu, subiu, subiu... E então começou a descer. Ao meu lado, Isabel olhou para a flecha e depois para onde ela cairia. Ela pôs a mão sobre a boca e seu rosto tinha perdido a cor. Segui seu olhar, assustada, e entendi por que ela estava assim. A flecha estava caindo na direção de um filho de Apolo. Ele não percebeu, então Isabel gritou:

– DAVID! CUIDADO!!!

Ele olhou assustado para nós, e em seguida para cima. Felizmente, saiu do lugar e se jogou no chão, antes que fosse partido em dois. A flecha afundou na terra.

O tal David estava branco e assustado. Ele olhou pra mim, que ainda estava segurando o arco, congelada de pavor. Levantou e tirou a flecha do chão. Então veio caminhando em minha direção. Sua cara assustada deu lugar á uma muito raivosa. Conforme ele se aproximava, eu ia notando seus traços. Tinha mais ou menos a minha altura, o corpo atlético, cabelos loiros curtos e olhos castanhos claros. Se ele não parecesse tão bravo, eu até diria que era bem bonito.

– O que você tá querendo? Me matar? – David disse, balançando a flecha no meu rosto. – Ficou maluca?!

– Uou! Desculpa, ok? – Eu respondi, perturbada. – É a primeira vez que faço isso, não queria machucar ninguém.

– Tô vendo que é a primeira vez que você faz isso. – Ele ri com escárnio. – Ninguém poderia ser tão ruim de mira assim. Também imagino que não seja filha de Apolo, certo?

Eu dei um passo para trás. Por que esse menino estava me ofendendo assim? Isabel nos interrompeu, com uma voz aborrecida.

– Ei! Ficou maluco David? Porque tá falando isso? Ela já se desculpou.

– Eu quase morri ali. Não é motivo suficiente para estar bravo? – ele perguntou, sarcástico.

– Eu já pedi desculpa. E você nem se machucou. Para de ser dramático. – intervi, revirando os olhos para ele.

– Oh, claro. Uma pessoa atira uma flecha assassina em mim e eu estou sendo dramático. – Ele retrucou, dessa vez mais alto. Alguns campistas já nos olhavam curiosos.

– Já chega, por favor. – Falou Isabel, tentando acalmar as coisas. – Vai esfriar a sua cabeça no chalé David. Chega de escândalos.

Ele bufou e saiu de lá. Quase podia ver a fumaça saindo das suas narinas.

– Não liga para o meu irmão idiota, viu? Ele não é assim sempre. Só deve estar “estressadinho”.

– Irmão? – Eu disse, surpresa. Isabel nunca chamou seus companheiros de chalé de “irmãos”.

– Ah, é. – ela respondeu despreocupada. – David é meu irmão gêmeo.

– O QUE? – falei, um pouco mais alto do que deveria. – Como assim seu irmão gêmeo? Por que você nunca me falou nada?

– Ah... Você nunca me perguntou. – Ela respondeu encolhendo os ombros.

– Ah, que ótimo. – resmunguei, jogando o arco e a aljava no chão. – Quase mato seu irmão, e agora ele me odeia. Dia perfeito!

Isabel riu e pôs a mão no meu ombro.

– Fica calma. Meu irmão anda meio estressado por causa de uns problemas pessoais. Ele é até legal ás vezes. Mas então, você quer ou não quer treinar arco e flecha?

Olhei para ela com cara de dúvida.

– Sinceramente? Depois de tudo isso, acho que prefiro ficar sentada e assistir.

Isabel encolheu os ombros.

– Você quem sabe.

Ela se despediu se juntou a Malory, que começaram a conversar. Eu me afastei até ficar perto de uma árvore, me sentei e relaxei as costas em seu troco.

– Hey! – ouvi uma conhecida voz dizer. – O que uma menina tão linda assim está fazendo sozinha?

Virei-me vi Connor em pé ao lado da árvore. Ele sorriu e se juntou a mim.

– Oi Stoll. – disse, sem muita emoção.

– Oi. O que aconteceu? Quando estava vindo pra cá vi você e um menino discutindo.

– Um filho de Apolo idiota. – Bufei. – Se estressou só porque a minha flecha foi na direção dele. Foi ridículo. Ele nem se machucou, mas me tratou com se tivesse uma enorme raiva de mim.

Connor fez uma careta.

– Só por curiosidade, esse menino se chama David?

O fitei por uns segundos.

– Sim... Como sabia?

Connor bufou, e notei que tinha ficado com raiva.

– Por que você não é a única pessoa que ele odeia. Esse garoto é um perfeito babaca. Se irrita por tudo. Eu e Travis o chamamos de “Esquentadinho”

– Esquentadinho? Por quê? O que ele fez com vocês?

Connor contraiu a mandíbula e começou a explicar:

– O problema é que ele não sabe brincar. Bom, quando David e Isabel chegaram, foram para o chalé de Hermes. Claro, eu e Travis não podíamos deixar de aprontar com os novatos. – ele deixou escapar um sorriso. – Bem, quando não tinha ninguém olhando, nós colocamos uma espécie de pó-de-mico dentro do saco de dormir dos dois. Foi hilário quando levantaram no meio da noite e saíram do chalé se coçando que nem loucos. Isabel de baby dool e David com cuequinha box. Eles tiveram que mergulhar no lago pra parar com a coceira. Bom, você imagina o quanto eles foram zoados, né?

Dei uma risada.

– Vocês dois não prestam.

– Bem, felizmente, Isabel não guardou rancor. Quer dizer, quando eles foram reclamados, ela jogou uma maldição em mim e no meu irmão, fazendo a gente se coçar o dia inteiro. Mas David não. Depois daquele dia, ele vive aborrecido conosco, fazendo de tudo para ver a gente se dar mal.

Ele suspirou e encostou a cabeça na árvore. Eu olhei para ele.

– Não entendo por que agir assim. Quer dizer, ele foi tão estúpido.
Tudo bem, jogar um flecha na sua cabeça não foi muito legal. Mas não justifica o modo como ele me tratou.

Connor me fitou. Ele sorriu e pôs uma mecha do meu cabelo atrás da orelha.

– Olha, não fica gastando a sua beleza com esse cara, ok? Vamos embora?

Ele se levantou e ofereceu a mão. Hesitei por um momento. Não parecia uma boa ideia matar aula na minha primeira semana. Mas como não havia como resistir ao charme dos Stoll, eu aceitei e ele me puxou.

No caminho para o chalé 11 eu vi David. Ele estava próximo ao chalé de Afrodite, conversando com uma menina de longos e bonitos cabelos vermelhos. Era magra e um pouco mais alta que eu. Não parecia se importar com o que ele dizia.

David desviou a atenção da menina por um instante, e então me viu. Espremeu os olhos para mim e depois olhou raivosamente para Connor. Senti a mão do filho de Hermes envolver a minha cintura, ao mesmo tempo em que fuzilava David com os olhos. Connor se virou e nós entramos.

– Conn, quem era aquela menina de cabelo vermelho com quem David conversava? – Eu perguntei, já dentro do chalé.

Ele me lançou um olhar desconfiado.

– Não que eu me importe, é claro. – acrescentei rapidamente.

– O nome dela é Becca. É mais uma filha de Afrodite fresca e chata. Ela é namorada do David. – ele respondeu, enquanto se sentava no seu beliche.

– Namorada? – Eu perguntei, soado mais surpresa do que deveria ser. – Quero dizer, como ele tem uma namorada?

– Eu também não sei. Sabe, quando ela chegou ao acampamento, ano passado, vivia dando em cima de mim e do Travis. – notei pontada de orgulho na sua voz. – Mas é claro que eu nunca quis nada com ela, afinal ela pagava pau para metade do acampamento. Depois que foi reclamada filha de Afrodite, ficou toda metida, e muito mais bonita. Então ela conseguiu “seduzir” o Esquentadinho, e os dois namoram desde então.

Fiz uma careta.

– Eles devem se merecer mesmo.

Me aproximei de Connor, sentando ao seu lado na cama e depois deitando a cabeça nas sua pernas. Deixei o filho de Hermes mexer em meu cabelo enquanto ele me contava algumas das suas melhores pegadinhas.

– (...) Aí o Travis conseguiu misturar a poção da beleza que “pegou emprestado” do chalé de Afrodite com o refrigerante do Quíron. Você tinha que ter visto. O centauro ficou todo enfeitado. A cauda dele ganhou umas mechas rosa, o cabelo ficou todo sedoso e com brilho, os cascos ficaram pintados de Vermelho Paixão... Parecia até um personagens de My Little Pony. Foi hilário.

Não conseguir conter a risada depois de imaginar Quíron daquele jeito.

– Viu só? – Connor falou. – Eu prefiro ver você assim, feliz. Você tem um sorriso lindo demais pra esconder por causa daquele babaca.

Levantei a cabeça me sentei ao seu lado. Superei a minha timidez e dei um beijo em sua bochecha.

– Obrigada Stoll. – eu estava corando, mas não me importei. – Você tem razão.

Connor sorriu, parecendo contente de verdade. Um dos seus braços envolveu minha cintura.

– Então, vai querer matar aula para sempre? – Connor perguntou, dando uma olhada no seu relógio. – Você tem cinco minutos se não quiser chegar atrasada.

Dei um salto e puxei o pulso do Stoll, olhando as horas.

– Mas já? O tempo passou muito rápido! – Resmunguei.

Ele deu um sorriso travesso. Eu bufei, puxando o papel com os horários do bolso.

– Uma hora de equitação com Pégasos junto com o chalé de Apolo. – resmunguei. – Nunca pensei que fosse dizer isso, mas prefiro ficar aqui com você.

Connor pigarreou e ergueu o nariz.

– Eu sei que a minha companhia é algo realmente esplêndido e agradável. Contudo, não devo permitir que a senhorita falte sua aula. Eu como conselheiro responsável, devo lhe mostrar a importância do ensino e lhe dar o mais perfeito exemplo.

Encarei Connor por um instante antes de cair na gargalhada. Aquela pose de intelectual era ótima.

Acabei concordando em ir para aula. Connor me deixou perto do estábulo e foi para o seu treino com espadas.

A simples ideia de ter que ver David já me dava raiva. No entanto, Isabel e Malory estariam lá. Elas eram minha amigas, e eu não podia matar aula só por uma discussãozinha à toa. Cheguei aos estábulos e encontrei vários alunos loiros reunidos, e os Pégasos soltos. Não demorou muito para as duas filhas de Apolo virem ao meu encontro.

– Porque você sumiu? – Perguntou Malory, assim que me viu. – Numa hora você estava conversando com Connor na árvore e na outra Puf. – ela fez um gesto de mágico com as mãos.

– Hey, não me diga que Connor foi te dar “aulas particulares” – Isabel interrompeu, fazendo aspas no ar. Malory deu uma gargalhada.

– Ei! – Protestei – Qual foi? Somos apenas amigos, ok?

– Claro... – Isabel murmurou.

– Mas então, aonde você foi? – Perguntou Malory.

– Eu fui com Connor para o chalé. – respondi. Mas logo percebi o olhar das duas e completei: – Nós estávamos apenas conversando, ok?

– Certo... Conversando sobre o que, exatamente? – Isabel indagou.

– Sobre seu carinhoso irmão. – Respondi, fazendo seu sorriso desaparecer.

– Meu irmão? Olha, eu imagino que você esteja braba, mas ele não fez aquilo por mal. Estava com problemas.

– Mas não precisava descontar em mim! – retruquei, ficando aborrecida. – Eu não tenho nada a ver com os problemas dele!

Isabel abriu a boca para responder, mas uma voz a interviu:

– Você tem razão. Não tem nada a ver com os meus problemas e eu não tinha nada que descontar em você. Me desculpe.

Era David. Ele tinha aparecido sem eu nem perceber. Meu rosto começou a ficar quente. Não sabia se era raiva ou vergonha.

– Ah, oi Dave. – Isabel falou. – Então você resolveu se desculpar.

– É. Ás vezes nós temos que assumir nossos erros, afinal. – Ele disse encolhendo os ombros. – Será que você e a Malory poderiam me deixar falar com ela um segundo?

Elas assentiram e lançaram um breve olhar para mim antes de sair.

– Olha, eu realmente não queria te tratar daquele jeito. – David começou. – Mas tive a pior manhã da minha vida, acredite. Eu... Eu estava tão estressado, que explodiria com a primeira formiga que picasse o meu pé.

Ele forçou um sorriso, mostrando seus dentes perfeitamente alinhados e covinhas, iguais a da sua irmã. Eu, entretanto, não amoleci.

– Você sabe que isso não justifica nada, né? Todo mundo tem problemas, e nem por isso as pessoas explodindo com desconhecidos.

David desviou o olhar.

– Eu já pedi desculpa. Não gosto desse meu gênio, é só que perco o controle às vezes. Não queria te tratar daquele jeito.

Bufei. Eu ainda estava um pouco brava, mas resolvi perdoá-lo. Não costumo guardar rancor.

– Ok... Mas não faça isso de novo, tá bem? Eu fiquei assustada e me senti humilhada, de verdade.

Ele mordeu o lábio inferior, parecendo nervoso.

– Certo. Eu sinto muito. Mesmo. Eu até ia te pedir desculpa na hora do chalé, mas então eu vi o Stoll e...

– E vocês se odeiam. – Eu completei.

– É... Imagino que já teve ter ouvido a versão dele da história. – Ele resmungou.

– Sim. Mas acho melhor a gente não falar dos Stolls. Eles são meus amigos, e se você ofendê-los, me ofende também.

David franziu a testa, mas assentiu.

– Sabe, eu acho que não começamos muito bem... Eu ainda nem sei seu nome...

– Ah, claro. – Estendi a mão para ele, sorrindo. – Melissa Benoit, prazer.

– David Mason. – Ele sorriu, pegando a minha mão e a levando até a altura do queixo, para dar um beijo. Seus olhos castanhos me fitaram, fazendo-me sentir borboletas no estômago.

– Hum... Acho melhor nós irmos, né. Temos aula... – Eu falei, tentando disfarçar meu nervosismo.

Ele acenou com a cabeça, concordando. Nós fomos até o estábulo, onde cada campista já estava montado num Pégaso. Eu fiquei ao lado que daquele marrom que tinha visto no dia anterior. David montou com muita num Pégaso de cor creme.

– Olá pessoal. – Disse um filho de Apolo. – Nossa aula será dividida em duas partes: Primeiro teremos um voo livre, apenas para aquecer. Quando eu apitar, vocês descem e pegam suas espadas e armaduras. Vamos dividi-los em times para o combate. Alguma dúvida?

Eu levantei a mão discretamente. Estava completamente perdida. Não sabia nem como subir direito num cavalo, imagina em um que tinha asas.

– Com licença? Como eu subo nessa... Nesse... Hã, bicho?

O Pégaso relinchou ao meu lado, como se não tivesse gostado do comentário.

– Ah, você é a novata, né? Melissa? – Perguntou o conselheiro, vindo até mim. – Sou Lee Fletcher, conselheiro. Olha, esse Pégaso é um pouco temperamental, então tente não chama-lo de bicho. O nome dele é Pietro.

– Tudo bem. Então, como eu subo no Pietro? – Insisti.

– É muito simples. – Ele me guiou até o lado esquerdo do animal. – Você coloca seu pé aqui no estribo, que é essa coisinha de ferro, e joga e perna direita pra outro lado. Depois segura as rédeas e dá o impulso que ele voa. Entendeu?

Concordei e segui as suas instruções, me apoiando em Lee para não cair. Quando estava devidamente montada ele se afastou e apitou. No segundo seguinte, todos os Pégasos já haviam aberto as asas e levantado voo. Eu me agarrei às rédeas com força e puxei para cima, dando o impulso com o corpo. Senti o vento bater contra o meu rosto e mal acreditei. Eu estava voando.

Notas finais
Gente, eu acho que acabei de me apaixonar pelo Connor kkk Ficou bom? Não esqueçam dos reviews. E fantasminhas, apareçam. Por favor, eu não mordo =3 Acho que vou postar mais um capitulo hoje ainda (: