Entre Cães e Fanfics
1 Entre Cães e FanficsEntre Cães e Fanfics
Notas iniciais
‘Ele está mal-humorado. Primeiramente, a pessoa que deveria ser seu futuro parceiro está um dia atrasado. Segundo seu irritante chefe, alguém ‘especial' vindo do exterior está para vir. Alguém que pertence a uma instituição estranha que possui conexões com todas as polícias do mundo, e esta pessoa parece ser capaz de auxiliar a Unidade de investigação de Crimes Especiais, ao qual ele pertence. Com a chuva torrencial que caía lá fora, a noite não é uma das melhores. E quando ele acha que nada podia piorar, a diretora responsável pela unidade surge gritando.
“Temos um crime. No ringue de patinação de gelo. Vocês dois devem ir para a cena imediatamente. Vocês dois devem usar do sistema de câmeras de segurança e ficarem de prontidão para investigação sobre a vítima e pessoas envolvidas.”
O chefe, que só pode grunhir por não poder dar ordens naquele momento, só faz erguer o braço direito.
“Vão.”
E os quatro presentes obedecem, deixando para xingarem a sorte deles quando estiverem fora do alcance de seus superiores.’
…
Yuuri solta um suspiro e abaixa a tela do seu laptop, se encostando na sua cadeira, mal-humorado. O rascunho de sua nova Fanfic, Bloody Ice, não está saindo bem como desejava. Depois que sua última história, sobre um Reality Show musical, ficou popular, seus fãs virtuais estão na expectativa de mais uma boa história. O único problema é que Yuuri não tem idéia de como construir dois dos personagens mais importantes: Os principais.
“Eu acho que preciso de café.” Ele diz, se levantando da cadeira e saindo de seu quarto, andando até a cozinha.
Mas, para a tristeza dele, só tem pouco café. E ele sabe que vai precisar de muitos. Soltando um longo gemido, ele olha o relógio, vendo que falta 3 horas para o aniversário dele. Ele pega sua carteira, suas chaves e sua jaqueta, saindo do apartamento que ele divide com designer gráfico Phichit Chulanont por mais alguns dias, já que ele vai morar com o namorado.
Andando em direção ao mercado mais próximo, ele decide relembrar todas as idéias que teve para a nova história.
“O local que eu escolhi será na Rússia e um dos temas que irei retratar é a homofobia, além de cenas de crime. Um dos personagens principais é um detetive local, e o outro é seu novo parceiro, um japonês.” Ele diz, parando de andar quando o sinal de trânsito muda para amarelo. “Hmmm…”
Mas a linha de pensamento dele é interrompido quando ele vê um grande poodle marrom passar ao seu lado esquerdo e avançar no sinal que está verde para os carros. Quando percebe, ele está agarrando o cão com força, é acertado e arremessado, e começa a sentir dores fortes nas costas, cabeça e em seu braço direito, enquanto o cachorro solta grunhidos. Sinto diversas pessoas se juntar ao meu redor e escuto alguém gritando um nome não muito estranho para mim.
“Makkachin!”
Espera. Pode repetir?
Um poodle de pelagem marrom, maior que seu amigo Vicchan e de nome Makkachin? Sem. Chance.
Fico deitado no chão, com a vista embaraçada. Cadê meus óculos? Eu não consigo mover meu braço direito. Mas mesmo assim, consigo distinguir os cabelos prateados do meu ex-professor universitário e dono do meu coração, Victor Nikiforov. Ai meu deus eu devo estar muito ruim para estar pensando como um bobo ao invés de entrar em pânico.
Consigo sentir a cadela ser retirada de meus braços, e várias vozes falam ao mesmo tempo.
“Ele está sangrando muito.”
“A ambulância está a caminho?”
“Sim, eu já liguei.”
“Melhor tirar ele da rua. Está atrapalhando o trânsito.”
“Katsuki, aguenta firme.”
Quem está me chamando?
Mas ele acaba perdendo os sentidos antes de saber a resposta.
~x~
Quando ele acorda, está deitado em um quarto de hospital. Seu corpo dói e algo o impede de mover seu braço direito. Quando ele vê que o braço está engessado, ele arregala os olhos.
“Ah, merda.” Ele diz, tocando na cabeça, onde uma atadura foi colocada na sua testa.
Ele solta um gemido, mordendo o lábio inferior. Se ele está machucado, significa que ele não pode trabalhar. Nem como instrutor de patinação de gelo nem na fanfic. E só deus e o médico deve saber até quando.
Quando a porta se abre e Victor Nikiforov, dono do coração dele, surge. Yuuri se assusta. Então era Makkachin mesmo? Ela está bem?
“Professor Nikiforov.” O japonês diz, quebrando o silêncio.
“Eu não sou mais seu professor, Katsuki. Me chame de Victor.” O russo diz.
“Então me chame de Yuuri, por favor.” Sentindo seu rosto ferver, Yuuri abaixa o rosto. “Victor.”
“Ok, Yuuri!” Ele diz, abrindo seu famoso sorriso em forma de coração.
“Como está Makkachin?” Pergunto, preocupado. “Ela está bem?”
“Sim. Você protegeu ela.” Ele responde, desfazendo o sorriso. “Me desculpe, Yuuri. Eu soltei a coleira dela sem querer e ela saiu correndo. Eu entrei em pânico quando a vi atravessar o sinal e quando percebi, você estava no chão, todo machucado, com ela nos braços…”
“Está tudo bem, Victor. Ainda bem que ela não se machucou.” Yuuri sorri, fazendo o russo o olhar com surpresa.
“Como você consegue sorrir, mesmo todo machucado?! Você poderia ter morrido!!” Ele fala alto, assustando Yuuri, que se encolhe.
Mas antes que pudessem continuar a falar, um médico surge na porta.
“Ah, senhor Katsuki! Que bom que acordou!” Ele diz, animado. “Se importa de responder algumas perguntas?”
Yuuri afirma com a cabeça.
“Seu nome completo?”
“Yuuri Katsuki.”
“Sua idade?”
“Antes de responder, posso saber que horas são?” O japonês pergunta, e o médico solta uma risada.
“Quase 2 e meia da manhã.”
“Ah. Então, 24 anos.”
Victor, em silêncio, fica confuso. Por que Yuuri perguntou a hora antes de dizer sua idade?
“Você é chinês?”
“Não, Japonês. Da cidade de Hasetsu.” Yuuri diz, sem se sentir ofendido pelo fato do médico perguntar se é chinês.
“Você trabalha?”
“Sim.”
“Com o quê?”
“Eu ensino crianças a patinar no gelo.”
O médico faz mais perguntas, se mostrando contente com os resultados.
“Fizemos exames e agora, posso afirmar com certeza que você não tem nenhum problema na cabeça, seja ele físico ou mental. Apenas uma parte inchada e um corte não muito fundo. Nas suas costas e pernas, mais feridas de leve. O problema é seu braço esquerdo, cuja fratura ficou exposta, mas firme graças à jaqueta que estava usando. Terá que ficar pelo menos 3 meses engessado, tomar remédios para dor, não fazer nenhum esforço com ele e retornar de mês em mês para avaliarmos a recuperação.” O médico explica e Yuuri apenas respira fundo. “Você pode ir para casa. Não se esqueça de pegar seus exames e remédios na recepção.”
“Certo. Muito obrigado, Doutor.” Yuuri diz, se levantando da cama com dificuldade.
Um par de braços o ajuda e ele dá de cara com Victor, que o segura na cintura e no ombro.
Yuuri.exe parou de funcionar. Motivo: super-aquecimento.
“Yuuri, me permite cuidar de você durante sua recuperação? Considere como minhas desculpas e agradecimentos por ter protegido Makka.” Ele fala, despertando o japonês de seu travamento.
“Não precisa! Foi um acidente!” O japonês fala, surpreso. “Eu estou bem. Mas muito obrigada por se oferecer.”
“Pelo menos me dê seu telefone. Assim poderei entrar em contato com você e saber como está.” Ele pede, e o japonês cede ao famoso olhar de cachorro dele. “E me deixe levar para casa.”
Quando Yuuri pega seu aparelho de celular, o vê com a tela quebrada. Ele o liga, respirando fundo, só soltando quando o aparelho começa a funcionar. Ele registra o número de Victor, que faz o mesmo com o dele.
“Ok! Contato salvo!” Victor fala, animado.
Yuuri afirma com a cabeça. E decide arriscar um pedido egoísta.
“Victor? Você pode me mandar fotos de Makkachin?” Ele pede, apertando seu celular com a mão esquerda. “Eu posso te mandar fotos de Vicchan em troca.”
“Vicchan?” Ele pergunta, confuso.
Yuuri então mexe no celular, mandando em uma mensagem uma foto de seu poodle. Quando Victor recebe e lê, ele arregala os olhos.
“Ai meu deus, ele é tão fofo!” Victor exclama, animado. “É filhote ainda?”
“Não, ele é um Mini Poodle.” Yuuri responde, abrindo um largo sorriso.
Victor mexe no celular dele e Yuuri recebe uma mensagem. Nela, uma foto dele e Makkachin.
“Muito bem, deixe-me levá-lo para casa.” Victor diz, e Yuuri apenas afirma, se deixando ser ajudado por ele.
Com exames, atestado e remedios em mãos, Yuuri indica para Victor onde mora. No carro, Victor conta para Yuuri que um bom passatempo para ele seria ler em um computador e ele sugere fanfics. Como diabos Victor Nikiforov conhece sobre Fanfics?
“Eu recomendo uma fic chamada Shall We Sing? De um escritor chamado Haruyuki. O nome, em japonês, significa neve de primavera e… Ah, você já deveria saber disso, afinal você é japonês…”
Yuuri apenas fica em silêncio, sua mente ainda registrando o choque. Victor Nikiforov, dono de seu coração, leu e gostou de sua Fanfic? Será que se eu pudesse ler a mente dele, eu descobriria a verdade?
Ler a mente?
E se o japonês de minha nova história pudesse ler mente? Assim ele poderia auxiliar resolvendo crimes complicados. E ele sofre preconceito por ser um estrangeiro trabalhando na Polícia. E talvez… Victor Nikiforov possa ser minha inspiração para o detetive russo que será parceiro dele. E os pequenos Yuri, Mila e Georgi, das minhas aulas de patinação, podem ser os outros detetives. E o casal que sempre os pegam no final da aula, como os superiores.
Isso… É perfeito. Se pelo menos… eu pudesse usar meu braço direito para digitar…
“Yuuri? Você está bem?” O japonês desperta de seus pensamentos, e olha em volta, notando já ter chegado no seu velho prédio.
“Muito obrigado, Victor. Boa noite!” Ele fala, saindo do carro apressadamente e entrando no prédio.
~x~
“Eu. Não. Acredito.” Phichit diz, apavorado, quando vê Yuuri. “O que diabos aconteceu com você?”
“Resumo ou completo”
“Não ouse resumir. Se não eu te mato.” Phichit o ameaça, fazendo o japonês dar risadas.
“Tudo bem, tudo bem.” Yuuri então passa a contar para o melhor amigo.
Melhor amigo que estudou na mesma universidade.
Melhor amigo que conhece professor Victor Nikiforov. (Embora não possa se dizer o mesmo do contrário.)
Melhor amigo que sabe do segredo de Yuuri. ( “A culpa não é minha de você não ter fechado a porta do banheiro para se masturbar gemendo ‘Victooor~'.” — Resultado: Yuuri se recusar a sair do quarto por dias, envergonhado. Phichit, suspirando, manda um link para uma página de fanfic para ele pelo celular. E assim ele começou seu novo passatempo.)
Quando ele finaliza, Phichit se preocupa.
“Devo adiar minha mudança?”
“Eu vou ficar bem.” Yuuri responde, sorrindo. “Victor disse que me se eu precisasse, é só pedir para ele.
Minutos em silêncio, até que...
“Ebaaaa, meu melhor amigo vai perder a virgindade!”
“Cala a boca, Phi!” Yuuri grita, mal-humorado. “Eu preciso de ajuda em uma coisa.”
“Claro, o que é?”
“Digita o que eu vou te falar.” E Yuuri começa a falar, assim que seu amigo pega o laptop.
~x~
‘Quando os dois detetives entram no ringue, passando por pessoas curiosas, policiais e a fita de ‘mantenha distância’, não esperavam encontrar alguém patinando tranquilamente.
“Mas. Que. Diabos?” Plisetsky pergunta, de testa franzida.
“Detetives.” Uma bela policial se aproxima deles, os saudando.
“Anya! É bom te ver de novo!” Viktor exclama, e com isso chama a atenção do patinador, que para e os olha. “Quem é?”
“Ele descobriu o corpo. Seu nome é Yuri Kunogi e ele é do Japão. Segundo ele, está aqui para trabalhar.” Ela responde, olhando para o japonês, que se aproxima deles. “Melhor falar com ele em Inglês. Eu não acho que ele entenda russo.”
“Uau! O nome dele também é Yuri!” Viktor exclama com o seu sorriso em forma de coração, recebendo uma careta do outro detetive.
“Cala a boca, velhote! Não me venha com suas idéias malucas.” O louro grita, pisando no pé de seu parceiro.
Toda a cena cômica é assistida pelo japonês, que não esboça nenhuma reação e não fala nada.
“Por aqui, por favor.” Anya diz, em Inglês.
Os três a seguem até o outro lado da arena, onde ficam os armários. Lá, o corpo de um homem não muito jovem está esparramado em um dos bancos, cheio de facadas no peito. O detetive conta 22 facadas do que aparenta ser a mesma faca. Os peritos tiram fotos e analisam a cena ao redor deles, e a policial decide começar com o que já descobriram.’
~x~
“Isso é muito interessante!” Phichit exclama, digitando.
Quando ele termina, ele vai para a cozinha, toma um dos remédios com água e vai dormir.
~x~
Quando ele acorda, no dia seguinte, ele recebe uma notificação de mensagem no celular. Ele vê que é Victor e quando lê, franze a testa ao ver o endereço do site em que ele postou sua fic anterior… https://fanfiction.com.br/historia/742329/Bloody_Ice/https://fanfiction.com.br/historia/742329/Bloody_Ice/
Essa não. Phichit!
Ele abre e vê que sim, seu melhor amigo postou a fic na conta dele.
Quando ele sai do quarto, vê as malas e caixas de papelão na sala. Seu melhor amigo e o namorado dele estão retirando as coisas, e Yuuri sente um aperto no estômago. Ele está me deixando. Eu estou sozinho de novo.
“Phichit.” Pergunto, respirando fundo. “Por que você postou Bloody Ice?”
“Não era?” Ele pergunta, surpreso.
“Não! Ela está incompleta!” Yuuri grita, assustando os dois ali presentes. “Ainda tem muitos capítulos! E eu só poderei trabalhar nela quando melhorar do braço! Eu não posso escrever nada agora!”
E você está me deixando! Ele não fala.
“Ah não. Me desculpa, Yuuri. Me desculpa.” Phichit o abraça, e Yuuri o retribui.”Vai ficar tudo bem.”
Não, não vai.
E depois de retirarem tudo e se despedirem, Phichit deixa o apartamento.
Seja feliz, Phi.
~x~
“Nishigori-san? É Yuuri. Eu sei que estou ligando em cima da hora, mas eu sofri um acidente e não poderei dar aulas por um tempo. Eu estou bem, obrigado por se preocupar. Sim, manterei contato. Me desculpe. Até mais.”
~x~
Quando Victor não recebe nenhuma mensagem depois que mandou o link para Yuuri, ele começa a se preocupar. Principalmente porque nas notificações, o rapaz leu a mensagem. Ele decide passar no apartamento dele depois do trabalho.
…
Quando chega no prédio, ele sobe as escadas até o andar de cima, onde ele.vê a porta do apartamento dele (que ele sabe porque foi uma das questões que o médico perguntou e seu ex-aluno respondeu.)
Quando ele se aproxima, vê uma mulher tentando sacudir ele. O japonês parecia em transe, congelado no meio da sala, olhando para a porta, mas não vendo nada.
“Yuuri?” Victor pergunta.
De repente, uma lágrima cai do rosto dele, e Victor percebe que ele está.o olhando. Yuuri fecha os olhos e cai, sendo amparado pela mulher.
~x~
Após uma breve conversa com a mulher, que é síndica do prédio, Victor carrega Yuuri para seu carro, vendo que ele está apenas dormindo. Ele volta para pegar algumas coisas que podem ser importantes para ele e fecha o apartamento com a chave dele. Já no carro, ele o leva para sua casa.
~x~
Quando Yuuri acorda, ele descobre que:
1) Está com muita dor.
2) Esta com fome.
3) Está molhado de suor.
4) Está em um quarto diferente?
5) Está vendo fotos de Victor Nikiforov e Makkachin em porta retratos espalhados pelo cômodo.
“Ei! Como está sentindo?” Escuto Victor e eu o olho, procurando saber o que responder.
“Com dor e com fome.”
“Ótimo, pois preparei uma sopa para você tomar.” Ele diz, se afastando.
Eu me levanto da cama e saio atrás dele, olhando para o apartamento em que estou.
Ele coloca o prato de sopa na mesa, junto com o meu remédio e eu me sento, colocando a pílula na boca e a engolindo com água. Começo a tomar a sopa, dando um sorriso ao perceber que é deliciosa.
“Muito obrigado, Victor.” Ele diz, ao terminar.
“Yuuri. Eu sei que você pode achar ruim, mas eu quero que você fique aqui. Me deixe tomar conta de você. Eu amo você demais e fico de coração partido por ser a causa do seu sofrimento e não poder fazer nada por você.” Victor diz, se aproximando do japonês, que o olha com surpresa.
“Você… Me ama?” Ele pergunta, e Victor congela, embaraçado.
“Desde que eu te vi pela primeira vez, nas aulas de História da Dança.”
Yuuri ergue a mão esquerda e desliza seus dedos no rosto dele.
“Eu te amo também.” Ele diz, timidamente.
Victor aproxima o rosto dele, e o beija de leve. Yuuri, num pequeno momento de coragem, o pega por trás do pescoço e o puxa, fazendo com que o beijo agora seja mais ardente.
“Uma pena que eu não possa te levar para a cama ainda.” Victor comenta, o pegando nos braços.
“Bem, logo vou ficar curado, se você cuidar de mim.” Yuuri diz, encostando o rosto no pescoço dele, respirando o cheiro delicioso do perfume que ele usa.
“Então eu prometo cuidar muito bem de você.” O russo o senta na cama. “O que quer fazer agora?”
Yuuri sorri, e aponta para o laptop.
“Você é bom de digitação?”
“Com certeza.” Victor responde, confuso.
“Então, pode digitar o que eu vou falar?” Yuuri pergunta e Victor liga o computador, já abrindo o editor de texto.
~x~
‘Dor. Sinto dor. Dor que o atinge em diversos cantos de seu corpo, em seu tronco e barriga. Sinto o líquido viscoso escorrendo de cada local infligido pela dor. De repente, meu coração dói. Uma voz feminina grita diversas vezes morra! Não aguento mais. Pare, por favor!
“Yamette!!”
Yuuri acorda de repente, sentindo-se enjoado. Novamente ele teve um pesadelo envolvendo o Instituto Ichikawa, onde passou boa parte de sua infância e adolescência sob cuidados especiais. Ele fita suas mãos enluvadas, e as fecha com força. Aos poucos, ele controla a respiração e olha em volta, para o quarto onde ele se encontra e memórias do dia anterior flui na sua mente. O caso e os detetives. Viktor Gontcharov.’
…
“Espera um pouco? Você é K. Haruyuki?”
“Pode continuar a escrever, por favor? Se não perco a linha de raciocínio… Oh! Já perdi.”
“Essa não!”
“Leia para mim.” E Victor lê. “Hm. Perfeito.”
~x~
Quando Yuuri melhora dos ferimentos e Victor o beija, ele começa a rir ao se lembrar de Phichit gritando.
“Ebaaaa, meu melhor amigo vai perder a virgindade!”
“Que foi?” Victor pergunta, acariciando o rosto dele.
“Só uma lembrança engraçada.” Yuuri o puxa para si, e eles voltam a se beijar.
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