Entre Cirurgias

1 Capítulo 1


Notas iniciais
Yo, gente!

Bem, Entre Cirurgias é uma história muito importante para mim. Como já está 75% escrita, só fiz umas mudanças básicas, sem alterar muito a narrativa. Para quem já leu, nem vai notar muita diferença rs

Pra quem nunca viu, esquece o que eu disse aí em cima hahaha

Espero que todos gostem! Ichigo de médico é simplesmente... uau ♥ (na minha cabeça né rs)

Capítulo 1

– De novo aqui, Kurosaki-san? Pensava que você não gostava de beber depois do trabalho.

Um homem loiro com um chapéu de palha perguntou ao ruivo à sua frente, que se encontrava sentado no balcão de seu bar.

– Tá impossível resistir – respondeu o tal ruivo. Seus olhos cansados se concentravam no volume de whisky que tinha no seu copo, girando em voltas.

A vida era monótona. Não, estava monótona. Não sentia mais prazer em ir para o trabalho e depois para casa; uma rotina já tão bem trilhada. Amava a sua profissão e se dedicava seriamente com cada caso que lhe era entregue. Tratava nenhum paciente como se fosse só mais um. Era por essa e outras razões que tanto o elogiavam no ramo da medicina que decidira seguir. Porém, esses dias faziam questão de lhe deixar num tédio um tanto cansativo.

– Cadê aquela sua amiga, a Matsumoto-san? – perguntou novamente o loiro, servindo mais uma dose ao homem de feição derrotada.

– Ela disse que ia vir depois de anotar o último relatório do dia.

– Ah, falando nela. Olha aí!

O charme de Rangiku era visto por qualquer um e analisado por vários. Adorava jogar o cabelo loiro para trás e andar com uma elegância que somente ela tinha; uma táctica infalível de sedução. Sua blusa de manga curta rosa-choque de decote v já era bem chamativa e, achando pouco, utilizava um jeans justo que cobria suas pernas de forma a não deixar brechas para o ar.

– Quem te olha nunca vai acreditar que é uma ortopedista – comentou Ichigo, observando a amiga se sentar ao seu lado no balcão do bar Urahara's.

– Cirurgiã, ortopedista e reconhecida – respondeu já pedindo um drink BlueNote, recebendo em sua mão em menos de dois minutos – Não sou careta feito várias por aí que acham que têm ser sérias. Sou uma médica respeitada e ousada e sei que você me admira por isso – disse e deu uma piscadela para o amigo.

– Você é louca, isso sim.

Ichigo e Rangiku nunca tiveram um caso ou nada que comprometesse sua amizade. Se conheciam desde a faculdade e ele costumava morar junto ao ex namorado da loira, o que impedia qualquer relacionamento amoroso. Contudo, mesmo que houvessem aberturas, ele nunca se interessou pelo tipo de mulher que ela era. Admirava seu jeito corajoso de ser, mas sua amiga sabia extrapolar o conceito de ousadia, e apesar de ser o fator que mais atraía a atenção dos outros, era o que menos agradava o ruivo.

– Sabia que a minha amiga está vindo para cá? Ela é cirurgiã também.

– Sim – respondeu e soltou um longo suspiro. Já tinha escutado Rangiku comentar inúmeras vezes sobre essa tal amiga, mas a loira parecia não entender que ele não dava a mínima.

– Sempre me esqueço que já havia lhe falado! – disse e riu descontraidamente – Ah, vamos Ichigo! Que cara é essa? Faz mais de uma semana que você parece um morto-vivo andado por aquele hospital.

Ele já sabia disso e ainda assim não conseguia mudar o seu jeito. Desejou no fundo do coração estar em uma cirurgia cardíaca de pelo menos cinco horas para não ter que ouvir a amiga – que daqui a alguns minutos estaria bêbada – reclamando do seu mau humor.

Agradeceu aos céus quando viu um baixinho de cabelo prateado e olhos verdes que possuía um estado de espírito semelhante ao seu. Toshirou sentou do outro lado de Ichigo, já pedindo uma cerveja. Deixou o celular em cima do balcão e ficou fitando o objeto, esperando o visor indicar que estava recebendo um telefonema.

– Ela não vai te ligar. Você sabe disso – o ruivo comentou e se pôs a beber mais um gole do whisky.

Toshirou permaneceu calado e bebeu sua cerveja gelada. Sentiu um alivio na garganta, e mesmo sabendo que ingerir álcool tendo sede fazia mal, não se importava. Só queria tomar o maldito líquido e acabar com sua angústia de esperar a ligação de sua ex-namorada.

– Hitsu, não tinha te visto!

Rangiku abriu um enorme sorriso e abraçou fortemente o mal encarado. Ele sentia perder a respiração ao passo que a loira praticamente o enforcava e teve que desvencilhar do abraço.

– Matsumoto! Eu já falei para não me abraçar desse jeito!

– Deixa disso, Hitsu! Você é outro sem graça, igual ao seu amigo aqui – Tocou no ombro de Ichigo, mandando um olhar de reprovação para os dois.

– Não me importo – responderam ambos.

Rangiku desistiu de tentar animar os seus amigos e resolveu aproveitar a noite sozinha. Havia tido um dia difícil e cansativo no hospital e não ia esperar nenhum deles sair do estado entediado que se encontravam. Iria curtir as horas que ainda restavam para o dia acabar. Pegou mais dois BlueNote e não demorou mais de um minuto para senti-los conceder um efeito elétrico no seu corpo.

– Quem vai levar ela para casa hoje? – perguntou Ichigo.

– Você, claro. Levei-a quatro vezes semana passada e ainda tive problema em abrir a porta com ela me abraçando o tempo todo – relembrou Toshirou, mostrando uma feição cansada.

– Abraçando, hã?

Ichigo sabia do sentimento secreto que sua amiga sentia pelo baixinho e que tentava esconder, pois ela e todos os outros tinham plana consciência do relacionamento inacabado dele com a ex, Hinamori Momo. Uma relação tão complicada que Ichigo não fazia ideia de como o amigo não havia colocado um ponto final de uma vez por todas.

Havia se passado meia hora e os dois amigos continuavam sentados no balcão tomando um gole atrás do outro. Reclamavam da vida e de relacionamentos passados, reparando poucas vezes na loira que dançava num espaço mais afastado com uma companhia feminina que Ichigo não reconhecia. Depois da sétima dose, sentiu o efeito do álcool atordoando seus pensamentos, mas não tinha a mínima vontade de parar. Não se classificava como sendo daqueles que precisavam de uma bebida para fugir da realidade, porém, naquela noite, só tentava pensar menos nos problemas e mais no whisky que era um tanto quanto interessante.

– Urahara, me passa um ShineNight!

Uma morena sentou ao lado de Ichigo e pegou das mãos do barman uma bebida rosa num delicado copo de vidro. O ruivo reparou em como o estilo de sua roupa transmitia uma impressão de seriedade, fazendo-o questionar se ela seria uma médica ou advogada. Uma blusa rosa clara justa com mangas longas acompanhada por uma calça branca e sapatos de salto pequeno. O cabelo preto descia pelos ombros e algumas mechas se encontravam presas atrás por uma presilha de coelho.

''Coelho?'' – estranhou o ruivo.

– Você sabe que o ShineNight não é para todos, certo?

Normalmente teria ignorado o sujeito que se sentaria ao seu lado, mas além de já estar com o álcool dançando fluentemente pelo seu sangue, sentiu as palavras escapando pelos seus lábios de forma impulsiva; um ato inesperado até para o mesmo.

– Sei, e por isso que recrimino os homens que acham que podem beber isso – respondeu e tomou tudo num gole só, voltando a encarar o ruivo – Alguns homens são mais fracos do que pensam.

– Estou vendo – sorriu com o comentário da mulher.

De fato, o ShineNight era uma bebida muito forte, e quem tomava ou cuspia para fora ou tomava mais um.

A morena possuía chamativos olhos violáceos. Tornava-se uma combinação peculiar junto ao cabelo. Ichigo não pode deixar de reparar o quando seus lábios eram rosados. Se era o álcool falando ou não, o ruivo concluiu que aquela mulher era desejável.

– É advogada?

– Pediatra.

– Gosta de crianças então?

– Adoro – respondeu com um sorriso sereno – Não trocaria meu trabalho por nada. E você?

– Também sou médico, mas cardiologista.

– Hm. Não gosto de cardiologistas, principalmente se forem cirurgiões.

Ichigo se surpreendeu com o comentário da mulher. Mal haviam se conhecido e já havia levado um fora daqueles?

– Posso saber por quê?

– Bem, os que eu conheço são sérios demais e se acham os donos do mundo – disse simplesmente e encarou diretamente os olhos castanhos que estavam à sua frente, apoiando os cotovelos no balcão.

– Existem exceções, sabia? – respondeu fazendo o mesmo movimento e diminuindo a distância entre seus corpos. Gostava do perfume dela; era doce e calmo, como o sorriso que iluminou a sua face quando falou da profissão. Sentiu uma vontade súbita de beijá-la, mesmo só tendo um diálogo rápido.

– Na verdade não. Talvez um dia eu conheça um.

Soltou uma leve risada e se distanciou.

Algo naquela pediatra – talvez o sorriso provocante ou a singular sensualidade – fez com que Ichigo ficasse fascinado. De uma forma ou de outra, estava decidido a não desistir de tentar conquista-la.

Notas finais
Bom, é só isso mesmo por hoje.. O que acharam? (:

Queria poder garantir que irei continua-la, mas não posso afirmar isso ):

Contudo, se você gostou, que tal mandar uma review? rsrs Gostaria muito de saber a opinião de todos ^^

Bom dia a todos e beijos!