Notas iniciais
Olá! Como prometi para uma leitora, fiz uma pequena continuação *-* Espero que gostem!

Kise Ryouta andava muito ocupado e isso irritava Ai. Ela queria passar mais tempo com o garoto, mas ele estava trabalhando muito naquela semana e mal tinha tempo para ela; o máximo que faziam era trocar algumas mensagens e curtas ligações entre uma sessão de fotos e outra. Ai estava triste e brava, não exatamente com Ryouta, mas sim com o trabalho dele. Se fosse um adolescente normal, Kise e Ai passariam mais tempo juntos e viveriam grudados.

Mas não, Kise era um modelo bem famoso e muito requisitado por aí, e sempre tinha que viajar. Ai se sentia muito sozinha. Naquele dia, Kise tinha ido para o sul do país para filmar um comercial qualquer e ligara para a garota enquanto algumas moças o maquiavam.

-Alô?

-Aicchi! Oi! Que saudades!

-Ah, Kise-kun... Oi, como está?

-Aconteceu alguma coisa? – o loiro notou a falta de ânimo na voz da garota e ficou preocupado.

-Não, nada. Só estou com saudades – a morena brincou com uma mecha de cabelo, rolando na cama.

-Também estou com saudades – Kise olhou-se no espelho e arrumou o cabelo — Como andam as coisas por aí?

-Bem... O seu amigo, um tal de Aomine, veio falar comigo querendo saber onde você estava. Ele falou alguma coisa de vocês saírem juntos, porque queria conversar.

-Ah, entendi. Eu ligo pra ele depois – Ryouta sentou-se na cadeira e encarou o chão – Aicchi, eu sei que você está meio triste, mas relaxa tá? – ele sorriu – Eu volto hoje mesmo e amanhã cedinho eu passo na sua casa, estou louco pra te ver. – o diretor do comercial começou a gritar para Kise, e o loiro abanou a mão, mostrando que estava no celular – Olha, eu tenho que ir agora. Mais tarde a gente se fala então?

-Claro. – Ai abraçou o bichinho de pelúcia que o loiro havia lhe dado e sentiu o perfume dele. Seus olhos se encheram de lágrimas – K-Kise-kun... – a voz dela estava chorosa – Volta logo, tá?

-Não chora, Aicchi! – o coração de Kise comprimiu-se. Não era normal Ai chorar, e ele realmente não gostava disso – Vou fazer o que tenho que fazer o mais rápido possível pra voltar logo, só não chora, tá?

-T-Tá, desculpa. – engoliu o choro – Vai lá, Kise-kun. Boa sorte.

-Aicchi – Kise chamou respirando fundo.

-Oi?

-Te amo, tá?

-T-Também te amo.

-Tchauzinho! – e desligou.

Ai começou a se irritar com Kise também. Era a terceira vez que ele falava que a amava e ela não sabia direito o que acontecia entre eles, e esse fato a deixava nervosa. Ok, eles se amavam, beijavam, saíam juntos, riam, brincavam e provocavam, mas nenhum deles nunca deu um nome para o que havia entre eles. Ai não sabia o que dizer quando perguntavam o que havia entre ela e Ryouta, e recentemente isso começou a deixa-la irritada. Nenhum dos dois jamais pronunciou a palavra namorados, mas nenhum deles também os definia como somente amigos, porque obviamente não eram. A indecisão de Kise matava lentamente a garota.

Mesmo com as mãos tremendo, Kise foi filmar o maldito comercial. Tudo o que passava na mente dele era a imagem da garota rindo, repetia-se como um filme no replay. O garoto jurava que só não havia pedido a garota em namoro ainda porque não sabia se ela gostava realmente dele, mas a verdade era que seus relacionamentos sempre foram uma catástrofe porque todas as garotas tinham ciúmes de suas fãs e não gostavam quando o loiro ficava muito tempo fora. Ryouta com certeza amava Ai, mas não sabia se ela aguentaria ser namorada dele. Ele queria poder dizer pra todo mundo que Ikaeda Ai era sua namorada e poder andar de mãos dadas com ela e beijar a hora que quisesse e dar presentinhos e chocolates e abraça-la e dormir com ela em seus braços. Isso matava lentamente o garoto.

Já era tarde quando Kise pegou o avião de volta para casa. Entrou pela porta em silêncio lá pelas duas da manhã, exausto e meio irritado. Tinham dito que não demoraria muito toda a filmagem, mas ele só saiu do estúdio à noite e ainda teve que pegar um avião. A coisa que mais queria fazer era ligar para Ai, mas desistiu da ideia ao ver a hora. Suspirou e fechou a porta atrás de si.

Subiu as escadas em silêncio e abriu a porta do quarto, largando a pequena mala de roupas no chão. Acendeu a luz do pequeno corredor e escolheu um pijama qualquer dentro do armário. Vestiu-se, entrou no banheiro e fez o que tinha que fazer. Seus olhos ardiam de sono.

Kise bocejou enquanto dirigia-se para sua cama, mas arregalou bem os olhos ao ver uma pequena montanha entre seus lençóis. Seu peito encheu-se de ar e um sorriso enorme nasceu em seus lábios. Ai estava lá, encolhida na cama, dormindo profundamente de roupa e tudo. Agarrava o travesseiro de Kise e respirava calmamente. O garoto ficou tão feliz que quis ir até a janela e gritar. Ao invés disso, foi até a cama e agachou, passando as mãos de leve no cabelo da garota. Ela estremeceu um pouco.

-Hm... – murmurou.

-Aicchi – Kise sussurrou, passando os dedos pela bochecha da garota.

Ela abriu os olhos devagar e demorou um pouco até perceber que tinha dormido. A ficha caiu ao ver o rosto apaixonado de Ryouta olhando para ela com seus grandes olhos dourados.

-Ah! – ela assustou-se e levantou de repente – Desculpa, desculpa, Kise-kun, eu não quis dormir, eu queria fazer uma surpresa! Ah, que droga, acho que estraguei...

A garota se calou ao ser envolta nos longos braços de Kise, afundando sua cabeça no pescoço do garoto. Ele se sentia muito, muito feliz. Ai estava aliviada por finalmente estar com Ryouta. Apertou-a forte contra si, deixando o cheiro dela dominá-lo por completo.

-Obrigado, Aicchi. Foi uma surpresa muito legal. – ele se afastou um pouco e tirou uma mecha de cabelo dos olhos da garota – Sério. – sorriu bobo – Mas o que diabos você está fazendo aqui, hein?

-E-Eu estava com saudades e pensei em fazer uma surpresa... Suas irmãs me deixaram entrar e eu fiquei esperando aqui, mas pelo visto eu caí no sono. Nossa, como está tarde! Eu tenho que ir para casa!

A garota tentou levantar, mas as mãos de Kise prenderam sua cintura e a puxaram para baixo, fazendo-a sentar ao lado dele. O garoto pegou a mão dela e entrelaçou os dedos.

-Nananinanão. Eu te empresto uma camisa, hoje você vai dormir aqui comigo. – Ryouta sorriu de orelha a orelha enquanto Ai corava – Está bem tarde já.

-T-Tá...

Kise correu até seu armário e pegou uma camiseta enquanto Ai escovava seus dentes com a escova do garoto. Deitou-se na cama de camiseta e calcinha, provocando formigamentos na barriga de Kise. Ele deitou ao lado dela e a abraçou de novo, colando seus corpos. Conversaram um pouco até ficarem em silêncio olhando um para o outro no escuro. Ryouta brincava com o cabelo de Ai e ela alisava o rosto dele com os dedos. Kise estava feliz como nunca por ter realizado um de seus desejos, de poder dormir com a garota em seus braços.

Ai bocejou e encostou a cabeça no peito dele, fechando os olhos. O loiro a apertou mais forte contra si e fechou os olhos também. A cabeça de Ai martelava sem parar, queria fazer um milhão de perguntas, mas também queria ficar quieta e aproveitar o momento. Seu coração estava acelerado no peito e a respiração falhava. Tudo o que ela mais queria era se inclinar e beijar a boca do garoto.

-Kise-kun...

-Sim?

-Posso fazer uma pergunta?

O garoto abriu os olhos e se afastou para olhar o rosto da garota. Ela olhava para baixo, envergonhada.

-Claro.

-O que exatamente eu sou para você?

O coração do garoto perdeu o ritmo por um segundo e gotas de suor brotaram em suas costas. Mesmo assim, um sorriso enorme cresceu nos lábios do garoto. Ele puxou o rosto de Ai para cima e grudou a boca na dela, sentindo as bochechas pegarem fogo. Afastou-se de novo e encarou os olhos azuis dela.

-Meu tudo.

Notas finais
Onw, eu quero um Kise *----*
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!