Entre Basquete E Algodões Doces
1 YOUR HATE MAKES ME GLOW
Notas iniciais
PS: fic para a leitora Sonhadora Dixon, que me mandou uma MP pedindo uma história em que alguma garota confrontasse o Aomine e o ajudasse a se reerguer. Sei que a parte do basquete ficou bem fraquinha, espero que possa me perdoar T.T Se não gostou, posso fazer outra nee~!
Ele era o cara mais temido do campeonato, e nunca perdeu um jogo em toda a sua vida (ok, talvez para Seirin). Todos os outros times tremiam só de ouvir o nome dele, a maioria parecia desistir antes mesmo de começar a jogar.
Aomine Daiki era o ás da Geração dos Milagres e extremamente talentoso no basquete. Era cedo de manhã e ele andava pela rua carregando uma bola laranja nas mãos, bocejando. Estava calor naquele sábado, era cedo mas o sol já esquentava a superfície. Daiki suava um pouco em sua regata branca e bermuda preta. Ele se dirigia às quadras de basquete que ficavam na rua. Como ainda era cedo, deveriam estar vazias. Era costume de Aomine jogar todo dia de manhã.
Do meio da rua, ele podia ouvir aquele som ao qual estava tão acostumado: a batida ritmada da bola de basquete no chão, o barulho dos tênis correndo e o impacto da bola na tabela. Aomine se perguntou quem seria o louco que estaria jogando às 7:56 da manhã de um sábado. Além dele próprio, claro.
Daiki se aproximou da quadra quando foi atingido no rosto por um mar de cabelo e uma bola dura.
-Oh! Meu Deus, você está bem?
-Ai, ai! – o garoto fechou os olhos com força e agarrou seu nariz.
-Ah, caramba. Tá sangrando. Espera aí.
Aomine continuou agarrando o nariz, sentindo o líquido quente escorrer por entre seus dedos. Não conseguia abrir os olhos. Os passos voltaram e um tecido tocou sua face.
-Tira a mão. Tira a mão, poxa.
Daiki tirou a mão da frente e o tecido envolveu seu nariz, secando todo o sangue que havia.
-Ai! Ai!
-Pare de se mexer.
Aomine abriu os olhos e se deparou com grande orbes violetas e cílios muito longos. Ele podia ver seu próprio reflexo.
-Ok, acho que já parou de sangrar.
Era uma garota. Ela se afastou com uma toalha branca manchada de vermelho e a jogou no chão perto de uma mochila.
-Valeu. – o garoto jogou um pouco de água de sua garrafa no rosto.
-De nada. Você está bem?
-Sim.
-Que bom! Achei que tinha realmente te machucado. Imagina se quebro o nariz de Aomine Daiki!
-Eh? Nós nos conhecemos?
-Não, não. Eu te conheço, mas você não me conhece. – ela sorriu – Você é da Geração dos Milagres, o ás do time, Aomine Daiki. Joga em Touou agora, né?
-S-Sim.
-Prazer, Fukushida Rin.
Aquela garota tinha um estilo bem alternativo. Vestia bermudas cinzas largas, band-aids nos joelhos, tênis de cano alto, um top vermelho e a camisa amarrada no quadril, uma bandana na cabeça prendendo o cabelo e grandes e belos peitos. Os olhos de Daiki pousaram imediatamente ali. Rin estava só de top. Rin jogava basquete. Rin tinha peitões. Aomine tinha gostado muito de Rin. O cabelo dela era de um laranja bem vivo que batiam no meio das costas e os olhos eram violetas. Ela tinha uma bola vermelha apoiada na cintura.
-Você joga? – o garoto apontou para a bola.
-...Um pouco – a garota deu de ombros.
-Em qual time?
-Nenhum. Prefiro Street Basket. Não consigo me adaptar à rotina dos treinos.
-Hm...
-Quer jogar um pouco? – a garota ergueu a mão com a bola e saiu andando. Aomine a seguiu – Só peço para pegar leve, Daiki.
-Pode deixar – Aomine ficou na frente da cesta com os braços abertos – O primeiro que fizer cinco pontos ganha – e sorriu.
-Fechado.
Rin bateu a bola no chão algumas vezes, olhando ao redor e tentando decidir qual o melhor jeito de atacar. Aomine resolveu ir leve com a garota, e ver como ela se saía no primeiro ataque. O problema foi que ele mal teve tempo para reagir, Rin deu a volta nele e fez uma bandeja.
-Eh... Isso foi bom – Daiki pegou a bola.
-Que isso – a garota coçou a nuca.
Ele se posicionou e avançou, mas a garota conseguiu bloqueá-lo. Então Daiki teria que pegar um pouco mais pesado.
-Sem pular! Eu já sou pequena perto de você, então não pule.
-E você pode? – ele riu de lado.
-Claro! Essas cestas não são tão altas pra você precisar pular, mas eu preciso.
-Eu topo só porque você é baixinha – “e tem uns peitões”, Aomine quis dizer.
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-Uaaaah, estou cansada. E com fome.
-Vá sentar um pouco.
-Vou mesmo.
Rin deixou Daiki sozinho na quadra e sentou-se no chão perto da cerca. Tomou alguns goles de água e respirou fundo. Ela perdera as três partidas que jogaram, e estava meio frustrada. A garota ficou observando Aomine jogar sozinho. Ela estava encantada com os movimentos do garoto; eram tão brutos, tão eficazes, ele era rápido e ágil e fazia tudo parecer tão fácil. Rin sabia que se quisesse chegar aos pés dele teria que treinar por mais uns 200 anos.
Aomine, enquanto desviava de pessoas imaginárias e enterrava a bola, ficou pensando no quão sortudo Kise era. Ora, o loiro veio apresentar aquela garota nova como namorada dele. “Qual o nome dela? Ai? Deve ser alguma coisa assim. Ela é muito bonita. Kise está mais idiota que o normal, ele realmente gosta dela. Ele tem sorte de ter alguém”. Aomine parou de bater a bola e olhou para o céu. “Eu fico tão sozinho de vez em quando... Queria ter alguém também. Que droga, acho que estou com inveja daquele idiota. Maldição.”
-Daiki! – Rin chamou, vestindo a blusa branca que estava pendurada em sua cintura – Estou com fome. Você conhece algum lugar bom e barato pra comer? Já está na hora do almoço.
Aomine voltou sua atenção à garota, e uma luz iluminou sua cabeça. Bom, ele achou uma garota com bastantes coisas em comum, que era bonita e muito bem provida. Se o destino colocava uma oportunidade dessas em sua vida, Aomine faria o favor de aceitar sem pensar duas vezes. Ele sorriu para si mesmo e sentou ao lado da garota.
-Conheço sim. Vamos lá, estou com fome também.
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-Aqui, chegamos. Olha, é barato e bom, acho que você vai gostar. – Aomine abriu a porta para Rin.
-Sério? Que maravilha! Fica sentado aí que eu peço o lanche. Ok?
-Ok. Toma – Aomine entregou algum dinheiro para Rin e a garota se afastou. A fila da lanchonete estava longa. O garoto sacou seu celular, querendo falar com alguém.
Kise, está aí?
Aominecchi! Sim, estou!
Preciso de um conselho.
Pode falar.
Como diabos eu conquisto uma garota?
Aominecchi está apaixonado? Que fofo! *o*
NÃO ESTOU APAIXONADO. ¬¬’
Bom, seja gentil com ela. E dê alguns doces, garotas adoram doces! Já sei. Tem um parque de diversões na cidade, eu e Aicchi vamos hoje. Aproveite e leve a garota, eu te ajudo lá! \\\\o/
Ok, valeu Kise.
O garoto e a garota almoçaram seus hamburguers conversando animadamente sobre basquete de rua e os pequenos torneios que a garota participava, mas raramente ganhava. Os dois decidiram que um dia fariam uma dupla e venceriam o torneio.
Depois de comerem, os dois foram dar uma volta. Aomine, seguindo o conselho de Kise, comprou um sorvete de morango para a garota.
-Muito obrigada, Daiki.
-Aaah, já que eu comprei, quero um pedaço.
-Tá, pode pegar.
Rin ergueu o sorvete. Daiki inclinou-se para frente, desviou do doce e avançou para cima da garota. Ela deu um passo para trás, afastando-se. Ele ficou lá parado, perto dela. Rin riu um pouco.
-O que você está fazendo? – ela mordeu o lábio.
-Tentando te beijar – e foi para frente de novo.
-Ah, claro – a garota colocou um dedo na testa do moreno e empurrou seu rosto um pouco para trás.
-Me dá um beijo? – Aomine encarou os olhos violetas de Rin.
-Não – ela sorriu de novo – Mas vamos fazer o seguinte. Honestamente, você não sabe como tratar uma garota.
-Ouch – ele sorriu – Eu te comprei um maldito sorvete, Rin.
Ela estava se divertindo com aquilo.
-Então... – abriu um largo sorriso – Se você conseguir me conquistar até o fim do dia, eu te dou um beijo.
-Só um? – o garoto cerrou os olhos, fazendo a garota gargalhar.
-Sim, só um.
Aomine sorriu e se afastou, colocando as mãos nos bolsos.
-Mas eu quero o sorvete ainda.
Rin deu o sorvete para o garoto. Ele deu uma mordida e passou o doce na bochecha dela.
-Ei!
-Ah, foi mal.
Aomine segurou o queixo de Rin e lambeu o rosto dela, finalizando com um beijo. A garota corou um pouco e sorriu satisfeita.
-Vamos? Tenho que passar em uma loja, e preciso da sua ajuda.
-Ah, é? Ok, vamos então.
Rin e Daiki pegaram um ônibus até o centro comercial. Lá, andaram pela grande e movimentada rua, olhando vitrines e falando sobre marcas de tênis.
-Eu gosto daqueles que têm as pequenas molas, sabe? – Rin sorriu – Me deixam mais alta.
-Bem que você precisa, né?
-Idiota – deu um pequeno tapa no braço do moreno.
Aomine riu. Rin era uma garota tão legal que ele se achava o cara mais sortudo do mundo por ter trombado com ela mais cedo aquele dia.
-Você não me falou o que precisa comprar.
-Ah, sim, preciso de algumas camisas novas. Uma opinião feminina é sempre bem vinda, sabe? – enfiou as mãos nos bolsos – Minha amiga não pôde vir hoje, então fiquei de mãos abanando.
-Sorte sua que me encontrou – Rin mostrou-lhe a língua.
-Sorte mesmo – Aomine riu consigo próprio ao perceber a veracidade de suas palavras – Aqui, vamos nessa loja – pegou na mão de Rin e puxou-a para dentro – Pegue algumas que você gostar.
-Ok.
A loja era grande, cheia de varais e araras. Felizmente, estava vazia. Rin vasculhou as araras da direita enquanto Aomine olhava as da esquerda. No fim, Daiki tinha somente três camisas em sua mão, enquanto Rin tinha umas dez.
-Vá provar. Quero ver todas – a garota empurrou as peças de roupa nas mãos dele.
-Tá, tá...
Aomine entrou no provador e fechou a cortina. Segundos depois saiu com uma camisa branca com a frase YOUR HATE MAKES ME GLOW (seu ódio me faz brilhar) estampada em rosa. A cara dele não era das melhores. A garota começou a rir.
-É, acho que não faz seu estilo. Pode trocar.
-Uau, obrigado, Sherlock.
Daiki provou diversas roupas, mas somente umas três camisas ficaram boas. Enquanto estava no provador, Rin reparava em uma garota super alta de pele morena vestida em um vestido rosa-shock que pegava uma camisa laranja fosforescente no cabide. Perto dela, um garoto de cabelos verdes ajeitava seus óculos e falava com ela. Rin estranhou o gosto por cores fortes daquela garota.
-E esta aqui? – Daiki abriu as cortinas e saiu com uma camisa preta sem mangas e um desenho abstrato em colorido – Eu gostei.
-Ficou bom. Mas olha, está toda torta.
Rin ficou na ponta dos pés para arrumar a gola da camisa de Aomine. Ele inclinou-se para frente.
-Me dá um beijo?
-Não – sorriu – Pronto, bem melhor.
-Mas eu gosto dessa azul! – a voz vinha daquela garota das roupas coloridas. Rin virou-se para ver melhor.
-Tá, pegue a que você quiser, só estou dizendo que a laranja fica melhor nanodayo. – o garoto dos óculos parecia um pouco irritado.
-Eh, não fique bravo comigo!
-Hm? O que está olhando? – Aomine abaixou até ficar da altura de Rin, apoiando seu queixo no ombro dela.
-Aquele casal – ela apontou discretamente – Eles são engraçados.
-Ah... Midorima não tem paciência com essas coisas – murmurou.
-Conhece eles?
-Aquele cara jogava basquete comigo no ensino fundamental. O nome dele é Midorima Shintarou. Não conheço a garota.
-Eles devem estar ficando – Rin concluiu.
-Não... Olhe bem – Aomine apontou para o garoto – Eles estão de mãos dadas, e veja o jeito que ele olha para ela. Devem ser namorados. Maldito, ele não contou nada.
-E você? – Rin cruzou os braços – Tem namorada?
-Eu? Bem que eu gostaria. – encostou o nariz no pescoço dela – Mas nenhuma garota gosta de mim.
-Mas você deve ter muitos amigos.
-Ah, claro... – Daiki desviou os olhos rapidamente e se afastou, indo pegar as roupas no banco do provador. Rin semicerrou os olhos – Vou levar essas três – o tom dele era ligeiramente diferente.
-Ok, vá pagar que eu vou olhar algumas roupas para mim.
O moreno se afastou. O amigo de Daiki e a namorada saíram da loja, e Rin foi procurar algumas coisas na sessão feminina. Aomine pagou e foi sentar num banco na frente da loja. Aquele sentimento de solidão voltava a perturbar o peito do moreno. “Até Midorima tem uma garota. Todo mundo tem alguém, menos eu. Meus amigos se afastaram e até Satsuki me trocou por algum cara idiota. Eu estou sozinho nessa merda”.
Rin reparou pela vitrine quando Aomine apoiou o cotovelo no joelho e pousou o queixo na mão, olhando para o lado. O rosto dele estava normal, a não ser pelo olhar entristecido. A garota suspirou e foi pagar seu novo vestido preto. Aomine levantou-se quando viu que a ruiva saía da loja com uma sacola nas mãos.
-Pronto? A gente podia...
Daiki calou-se ao ter a cintura envolvida por Rin e sentir a cabeça dela apoiada em seu peito. “Ela está me abraçando?”, perguntou-se, “Porque diabos ela está me abraçando?”. Sem saber como reagir, ele colocou uma de suas mãos nas costas da garota. A ruiva segurou com força a blusa dele e o apertou mais forte.
-Hm... Rin...
-Por favor, Daiki, não se sinta sozinho.
O coração do garoto disparou no peito ao ouvir aquilo. Como Rin, uma quase estranha, tinha conseguido ver aquilo quando nenhum dos seus “amigos” tinha? Aomine tentou pensar em alguma coisa para dizer, mas nada lhe veio a mente. Apesar de tudo, ele estava gostando daquele abraço.
-Eu conheço esse olhar, Daiki. Por favor, não se sinta assim.
-Como você...? – o sentimento de solidão apertava o peito do garoto. Ele olhou para baixo ao mesmo tempo que Rin olhou para cima.
-Eu conheço esse olhar porque toda vez que me vejo no espelho ele está lá. – ela sorriu gentilmente.
“Ela me entende. Ela sabe que estou triste por me sentir sozinho porque ela se sente da mesma maneira. Rin também se sente sozinha. Mas ela é tão forte... Mesmo assim, consegue sorrir. Me sinto um idiota por não ter reparado nisso antes”. A garota continuava a sorrir para ver se conseguia animar o garoto. Por se sentir assim sempre, a coisa que Rin mais odiava era ver gente se sentir assim também.
-Melhor irmos, né? Não quero mais ficar por aqui – Rin temia que a tristeza do garoto voltasse se ele encontrasse de novo com o amigo e a namorada.
-É... Tem razão. – eles se afastaram – Eu estava dizendo que poderíamos ir dar uma volta no parque para fazer digestão direito, e depois jogar mais algumas partidas, topa?
-Topo. – Rin sorriu de novo.
“Ah, cara... Ela é tão incrível... Mesmo se sentindo péssima que nem eu, consegue sorrir desse jeito. E ela é tão bonita. Eu sou um filho da puta sortudo”, Aomine pensava enquanto os dois seguiam pela rua. Ele reparou que a garota remexia os ombros e alongava as costas.
-Deixe-me levar isso pra você – ele segurou uma das alças da mochila de Rin – Deve estar pesada.
-Não precisa, Daiki.
-Por favor – o conselho de Kise ecoou pela mente do garoto. Seja gentil.
Os olhos azuis escuros de Aomine fizeram Rin perder qualquer capacidade argumentativa que tivesse. Ela entregou a mochila ao garoto prendendo a respiração. “Eu queria muito vê-lo com um sorriso”, pensou. “Não esses sorrisos irônicos, um sorriso de verdade. Ele deve ficar muito bonito. Quer dizer, mais bonito do que já é”. As mãos dela ficaram um pouco suadas.
Os dois sentaram em baixo de uma árvore e ficaram vendo algumas crianças brincarem num parquinho ali perto. Mais para a esquerda, um casal estava deitado na grama olhando o céu. O garoto esticou o braço e Rin se assustou com o tamanho.
-Olha o tamanho do braço daquele garoto – ela apontou – Ele deve ser bem alto.
-É. Ele tem 2,03. – Aomine suspirou.
-Como você sabe? – Rin olhou para ele.
-Ele também jogava basquete comigo. O nome dele é Murasakibara Atsushi.
Aquele casal parecia bem entretido em observar as nuvens e apontar para o céu rindo. Daiki se sentiu um lixo de novo. Rin tentou pensar em alguma coisa para distraí-lo.
-Sério? Então me conte mais desse time que você jogava. – ela, sendo grande fã de toda a Geração dos Milagres, já sabia a história toda, mas valia de tudo para tentar animar o garoto.
-Ah, era um time bem forte, sabe? – olhou para suas mãos – Nunca perdíamos. Éramos um time muito bom, todos tinham seu talento. Aí nos separamos no ensino médio, cada um foi para uma escola diferente.
-Entendi. E esse Murasakibara?
-Costumava atacar, mas depois ficou na defesa. É o mais alto dentre nós. Ele faz o tipo bobão, mas é bem sério quando se trata de basquete.
Aomine parou de falar quando viu que o garoto de cabelos roxos e uma loira alta se levantavam do chão e andavam até uma árvore. Lá, começaram a se beijar suavemente.
-Já se passou bastante tempo desde que comemos, então vamos jogar! – Rin puxou Daiki pela mão e os dois foram até a quadra de basquete que ficava ali perto.
Rin largou a mochila no chão e jogou sua bola vermelha nas mãos de Aomine.
-Vamos, jogue. – ela apoiou as mãos na cintura e fechou a cara – Faça uma cesta.
-Você vai me dar um beijo? – Daiki bateu a bola no chão.
-Não.
-Ah... – ele lançou a bola de qualquer jeito. Como sempre, entrou – Pronto.
Rin correu até a cesta e pegou a bola.
-Pode vir, Daiki! Vamos ver se você ganha dessa vez.
“Cara, ela é demais. Ela sabe que estou triste e está tentando me animar. Ela é preciosa, cara, não é qualquer uma que se importa tanto assim. Duvido até que Satsuki se preocupe tanto. A gente acabou de se conhecer, mas eu sei que quero ela. Só ela.”
Rindo de seu pensamento idiota, Aomine correu e tentou pegar a bola sem sucesso. Ele deixou Rin ganhar aquela partida.
-Qual é, não faça isso! – a ruiva jogou a bola nas mãos do moreno – Jogue sério.
-Eu estou sério. – sorriu de lado.
-Jogue de verdade, Daiki. Da próxima vez eu quero ganhar direito.
Rin deu meia volta e se afastou para beber água de sua garrafa. Aomine a seguiu, pegando a sua em sua mochila. A garota tomou um gole e suspirou, logo depois batendo as costas na cerca de arame, sendo empurrada por Aomine, que mantinha o rosto a centímetros de distância do dela.
-Me dá um beijo?
-Não.
-Me dá um beijo?
-Não.
-Rin – ele pediu, prendendo o olhar dela – Me dá um beijo?
-Não, Daiki.
Aomine foi para frente, mas Rin virou o rosto.
-Eu estou ficando realmente irritado. – aquilo arrancou uma risada da garota – Não vai me dar um beijo?
-...Não. – Aomine estava tão perto que ela sentia o calor saindo dele. Um sorriso idiota insistia em aparecer em seus lábios.
Daiki encarou Rin por um tempo, furioso. Depois, abaixou mais um pouco e começou a beijar o pescoço dela violentamente. “Meu Deus, ela cheira tão bem e tem um gosto tão bom” Aomine pensou enquanto lambia e chupava a pele de Rin.
-D-Daiki, que isso?
O rosto de Rin estava levemente vermelho. “Caramba, isso é tão bom...”. Ela se arrepiou quando o garoto mordeu sua orelha e gemeu baixinho. Aomine estava conseguindo cumprir o que tinha dito. As mãos da ruiva tremiam. Daiki beijava excelentemente bem, e sabia exatamente o que estava fazendo. Rin estava perdendo o juízo.
-Para, para – ela pediu empurrando o peito dele – Daiki...
-Me beija, Rin? – os lábios dele estavam úmidos e muito próximos dos da garota.
-Não – ela foi firme e se afastou.
-Eu sei que você gostou.
-Eu nunca disse que não gostei – ela ergueu as sobrancelhas.
-Imagina meu beijo então – gabou-se.
-Pois é, sorte de quem já provou.
-Não se faça de difícil. Odeio isso.
-Não seja tão fácil – Rin zombou.
O sol de repente sumiu e um pingo atingiu a testa da ruiva. Os dois olharam para cima, vendo a grande nuvem negra cobrir o céu. Pingos e mais pingos de chuva começaram a cair.
-Ah, que merda – Daiki resmungou.
-Vamos ali, rápido. – Rin apontou para uma parte coberta de uma loja fechada.
Os dois colocaram as mochilas nas costas e correram para se proteger da chuva. Sentaram no chão de concreto quando a chuva finalmente desabou.
-Pô, estava mó sol...
-Relaxa, é só uma nuvem. Daqui a pouco abre de novo.
Por uns vinte minutos, os dois ficaram em silêncio um ao lado do outro. Rin apoiou a cabeça no ombro de Daiki, sentindo-se feliz em saber que ele tinha um cheiro tão bom. “Odeio chuva. Tudo fica mais triste que o normal. Eu me sinto mais sozinha ainda”, olhou para Aomine, “Pelo menos Daiki está comigo hoje. E ele cheira tão bem...”.
Aomine começou a brincar com os dedos da garota, tocando as pontas deles com os seus dedos. Entrelaçaram os mindinhos e acariciaram as mãos suavemente. Aomine tentava parecer indiferente, Rin encarava o chão. O coração dos dois disparava no peito.
-Eh, Rin.
-Que?
-Hm... Vai fazer alguma coisa mais tarde? – o moreno olhou para o outro lado para esconder o leve rubor em suas bochechas.
-Acho que não – Rin abaixou a cabeça e sorriu boba.
-Tem um parque de diversões na cidade, quer ir? – o garoto olhou para ela.
-Eu quero. – ela sorriu, olhando para ele – Eu preferiria ir para casa tomar um banho antes...
-Sim, um banho seria bom. Olhe, o céu está abrindo de novo. Vamos jogar mais um pouco?
-Mas a quadra está toda molhada.
-É só ter cuidado. Vamos lá.
Aomine levantou-se e puxou a garota para cima. Os dois voltaram para a quadra e jogaram basquete até o final da tarde. Rin ficou maravilhada quando escorregou em uma poça e caiu no chão de costas e Daiki gargalhou maravilhosamente gostoso. Era a primeira vez aquele dia que ele ria daquele jeito, sem querer parecer irônico ou provocativo; ria simplesmente porque era engraçado. O coração de Rin palpitou de vergonha e felicidade. Ela o pegou pela mão e o puxou para baixo, fazendo-o cair sentado na maior poça da quadra. Eles continuaram rindo até que resolveram ir embora.
Aomine disse que levaria Rin para casa para saber onde ela morava, e que mais tarde passaria lá para busca-la a fim de irem ao parque juntos. Trocaram os telefones e cada um foi se arrumar. Tomaram um banho rápido. Rin estava um pouco nervosa, era a primeira vez que “saía” com alguém. Resolveu que usaria a roupa nova, mas estava um pouco insegura.
Duas horas depois, Aomine estava parado na frente do prédio da garota com o celular em mãos, só esperando para apertar o botão. “Ela disse que mora sozinha. Será que está pronta? Tá, que horas são? Será que o Kise já está lá? Melhor mandar mensagem pra ele primeiro”.
Kise, que horas você vai pro parque de diversões?
Desculpe Aominecchi ): Aicchi está doente e eu vou ficar com ela hoje a noite. Consegue se virar sem mim?
Ehhhh, trocando os amigos por uma garota! Ù.Ú
Aominecchi! T.T Desculpe, espero que dê tudo certo. Boa sorte ;D
Tá, tá, valeu ¬¬
“Aquele filho da mãe... Ah, tudo bem né? Eu me viro”.
Aomine discou de novo o número da garota e engoliu em seco antes de apertar o maldito botão.
-Alô? – a voz de Rin saiu abafada por causa da música alta.
-Oi Rin, estou aqui em baixo já. – ele coçou a nuca por nervosismo.
-Ah, sim. Estou descendo então. Tchau.
-Tchau.
Aomine desligou e suspirou, olhando para cima. Ele viu que uma cabeça olhou pela janela. Era Rin lá no último dos seis andares do prédio. Ela acenou rapidamente e voltou para dentro. Aomine encarou o apartamento até ver que todas as luzes foram desligadas. Suspirou de novo e engoliu em seco. Colocou as mãos nos bolsos e ficou olhando ao redor somente esperando.
Rin abriu o portão do prédio quase babando naquele Aomine de camisa branca básica, calças jeans cinzas e um casaco azul marinho.
-V-Você está ótima – o moreno disse enquanto loucamente tentava desviar os olhos dos peitos grandes naquele vestidinho preto que a ruiva usava. Não era curto nem apertado nem nada do tipo, só que realmente dava forma às curvas da garota.
-Obrigada, você também está – ela sorriu gentilmente.
Aomine Daiki e Fukushida Rin partiram para o parque de diversões.
Depois de comerem muito algodão doce, jogarem nas barraquinhas e ganharem alguns prêmios, disputar quem fazia mais cestas em vinte segundos (Aomine ganhou), brincarem naquelas máquinas de dança (Rin ganhou) e comerem mais, Aomine resolveu arrastar Rin para a enorme roda-gigante que lá havia.
-Não, não quero ir, Daiki!
-Porque não? Vai ser legal, Rin, prometo.
-E-Eu tenho medo de altura. – Aomine olhou para ela como se duvidasse – É sério!
-Qual é, Rin, vamos lá!
-Daiki...
-Não confia em mim? – ele abaixou e ficou na altura dela, encarando seus grandes olhos violetas – Eu prometo que nada de ruim vai acontecer.
Rin mordeu o lábio e pousou os olhos na roda-gigante. Era realmente gigante. Voltou a olhar os olhos azuis de Aomine e suspirou.
-C-Claro que eu confio em você. Só uma volta, tá? – a voz dela tremeu um pouco.
-Tá.
Aomine pagou as entradas e os dois entraram numa das cabines. Não era muito grande. Rin sentou-se ao lado da janela e agarrou com força o banco.
-Relaxa, Rin.
-Falar é fácil!
Aomine riu um pouco.
-Ai, meu Deus, está se movendo, está se movendo!
A mão de Rin automaticamente caiu na de Daiki, que estava apoiada sobre o banco. A garota apertou a mão dele com força, fazendo com que o garoto corasse violentamente.
A ruiva ficava cada vez mais em pânico. Daiki percebeu que a mão dela tremia muito. Ela estava com os olhos fechados e encolhia-se no canto.
-Abra os olhos, Rin. Saca só essa vista.
-E-Estou com medo. – ela apertou a mão dele mais forte.
O moreno suspirou e pegou o queixo da ruiva com a sua mão livre, virando seu rosto para a janela. Ele apoiou seu queixo no ombro dela, sentindo o cheiro de morango dos cabelos dela.
-Pronto, pode abrir agora.
-D-Daiki...
-Vai perder?
-T-Tá...
Devagar, Rin abriu um olho e depois o outro, surpreendendo-se com a visão. Estava escuro, mas as luzes das casas iluminavam toda a visão e estendiam-se muito, muito longe. As luzes eram somente pequenas bolinhas lá em baixo, não podia-se ver pessoas direito. A mistura de cores fazia tudo ficar muito interessante. A cabine deles não tinha nem chegado ao topo ainda.
-Uaaah, que bonito – ela sussurrou. Aomine sentiu quando a pressão em sua mão foi aliviada. Ele sorriu, satisfeito consigo mesmo.
-Eu disse que era pra confiar em mim.
“Meu Deus, meu coração está batendo tão rápido que me surpreende não ter infartado ainda”, Rin pensou, “Ele está tão perto... Eu gosto quando ele apoia a cabeça no meu ombro. Dá pra sentir o cheiro do shampoo dele. E ele é tão quentinho... As mãos deles são quentes e grandes, as minhas são tão geladas e pequenas”.
-E agora? Você vai me dar um beijo? – ele perguntou, encostando o nariz na bochecha dela.
-N-Não.
-Ehh?! Como não? – franziu a testa.
-Simplesmente não – ela sorriu.
Aomine semicerrou os olhos. Ele se afastou e puxou Rin pelo ombro, fazendo-a ficar de frente para ele.
-Me dá um beijo?
A garota balançou a cabeça negativamente.
-Porque não? – ele insistiu.
Rin deu de ombros e desviou o olhar.
Daiki inclinou-se para frente, e segurou o rosto de Rin no lugar para que ela não fugisse. Ela não parecia querer fugir agora. O garoto continuou avançando até que seus lábios tocaram gentilmente os dela somente por alguns segundos.
-Pronto, viu? Nem foi tão mau assim – ele abriu um largo sorriso. Suas bochechas ficaram um pouco quentes.
Rin apertou a mão de Daiki e inclinou-se também, voltando a grudar a boca na dele. Os lábios se abriram e as línguas se encontraram. Dessa vez, foi a mão de Daiki que apertou a de Rin.
Minutos depois, os dois se afastaram lentamente. Nada disseram, só continuaram a ver a vista da janela. Os dedos estavam entrelaçados uns nos outros, a mão grande de Aomine cobria totalmente a de Rin, passando o calor.
-A gente está muito alto, né? – Rin perguntou – Olha só quanta coisa pequenininha lá...
A garota congelou. Eles estavam muito alto. O ar saiu dos pulmões da garota e não voltava. Aomine percebeu quando a mão de Rin voltou a tremer violentamente.
-Meu Deus, a gente vai cair. A gente vai cair. Daiki, eu quero sair. Eu quero sair!
Aomine puxou a ruiva para si e a abraçou forte. Ela tremia por inteiro e a respiração estava muito descompassada.
-Calma, vai ficar tudo bem, confia em mim.
A voz grave do moreno de algum jeito fez a ruiva relaxar um pouco. Encostada ali no peito dele, ela podia escutar o coração. Batia forte e rápido.
-AI MEU DEUS ESTÁ BALANÇANDO!
-É só o vento. Venta bastante aqui em cima, você sabe.
Os dois ficaram em silêncio até que quase estivessem no chão de novo. Rin relaxou quando começou a ver as pessoas na rua. Antes que fossem embora, aproveitaram os últimos minutinhos que restavam para mais um beijo.
-Finalmente aprendeu, é? – Rin mordeu o lábio do moreno.
-Aprendi o que?
-A como tratar uma mulher.
-Como assim? – ele ergueu uma sobrancelha.
-Bom... Primeiro, uma garota sempre vai dizer não se você perguntar se você pode beijá-la. Você tem que ter atitude! Tá certo que também tem chance de você tomar um fora se partir direto pro ataque, mas as chances são bem menores.
-ESPERA AÍ – Aomine estava furioso – VOCÊ SÓ NÃO ME BEIJOU ESSE TEMPO TODO PORQUE EU PEDI?? SE EU TIVESSE TE AGARRADO ESTARIA TUDO BEM?!
-Tipo isso – Rin sorriu gentilmente e a porta da cabine foi aberta.
Os dois desceram da roda-gigante e Aomine arrastou a garota para trás do trailer que fazia cachorros-quentes. Pela meia hora seguinte, os dois ficaram lá escondidos se beijando. “Como eu pensei, Daiki beija muito bem... E, Meu Deus, como ele tem pegada. Ele está me deixando louca”. “Eu quero ficar com ela. Eu nunca tenho certeza de nada e essa é a única coisa que tenho absoluta certeza no momento. Eu quero ficar com Rin. Eu sou um idiota irresponsável, mas eu quero ela pra mim”.
-Rin – Aomine se afastou um pouco para falar – Eu sei que aqui não é exatamente o lugar apropriado...
-Tem um maldito francês falando japonês servindo comida americana atrás da gente, Daiki.
-Eu sei, mas... Eu só queria dizer que – ele abaixou um pouco os olhos – Eu gosto de você.
-Anw, que fofo – ela sorriu – Também gosto de você, Daiki.
-N-Não, Rin... – ele encarou os olhos dela – Eu gosto de você. Muito.
O sorriso sumiu do rosto da garota e seus olhos se arregalaram um pouco.
-Oh. – ela exclamou – Entendo. – ela então abriu o maior sorriso que conseguiu – Eu também gosto de você. Muito.
Um peso de 600 quilos parecia ter sido tirado de cima do peito do garoto. Ele suspirou e sorriu também.
-Está tarde. Vou te levar até em casa.
Quando estavam saindo do parque, Aomine reconheceu aquela cabeleira azul. Ao lado de Kuroko estava uma garota menor que ele, de cabelos e olhos bem claros. Eles conversavam calmamente e ela segurava um bichinho de pelúcia nos braços.
-Ehhh, Tetsu também arranjou uma garota?! – Aomine comentou com Rin.
-Outro dos seus amigos do basquete? – ela procurou ao redor.
-Sim.
-Eles não parecem estar namorando ou algo do tipo. Nem de mãos dadas eles estão.
-Mas olha só! Ele está todo bobo apaixonado! – Aomine falou, apontando para o baixinho – Aposto que ele deu aquele urso pra ela.
-Isso é bem fofo na minha opinião.
Aomine virou o rosto para encarar Rin.
-Que é? Você também quer um urso?
-Não, não precisa – Rin pegou na mão de Aomine e entrelaçou os dedos nos dele – Quero ir para casa.
Antes de sair do parque, Aomine acenou para Kuroko e a garota. O azulado nunca pensou que fosse ver Aomine Daiki de mãos dadas com uma garota no parque de diversões. Mas, ora, ele também nunca pensou que sairia com uma garota de quem gostasse tanto quanto Mai. Ele já tinha decidido que iria pedi-la em namoro da próxima vez que se encontrassem.
Daiki e Rin seguiram pela rua segurando mãos e conversando sobre o que fariam no dia seguinte.
-Vai ter mais um torneio de Street Basket, e eu vou participar. Quer dizer, eu iria... A garota que ia jogar comigo desistiu em cima da hora.
-Eu jogo contigo então. Vamos ganhar.
-Claro que vamos, você é Aomine Daiki, o ás da Geração dos Milagres.
-E você é Fukushida Rin, a melhor jogadora de basquete que eu já conheci. Olha, não queria admitir em voz alta, mas eu não peguei leve com você. Mesmo quando eu te deixei ganhar, não tive como não ir com tudo.
As bochechas de Rin ficaram como tomates.
-Chegamos. – o moreno anunciou, soltando a mão da ruiva.
Aomine abaixou e pegou a garota no colo, colocando-a em cima de uma mureta perto do jardim da frente do prédio. Em pé ali, Rin ficava do tamanho dele. A garota passou os braços ao redor do pescoço do garoto e o puxou para mais um beijo. “Ele tem gosto de algodão doce” a garota riu baixinho enquanto beijava os lábios macios do moreno. “Eu gosto. Muito”.
-Olha, eu te chamaria para entrar – Rin sussurrou – Mas a casa está uma zona e eu estou com vergonha por causa disso. Não me leve a mal.
-Ahh, tudo bem – Aomine mordiscou a orelha dela – Eu tenho que ir para casa também. Fiquei o dia inteiro fora, meus pais devem estar preocupados.
-Tudo bem então.
Daiki respirou fundo e abraçou forte a garota. “Eu não quero que Rin fique triste de novo. Eu quero ver um sorriso no rosto dela todos os dias. Ela fica tão bonita sorrindo, acho que ela não tem a menor noção disso”.
-Eh, Rin. – eles ainda estavam abraçados. Daiki a apertou mais forte.
-Oi?
-Sabe, a gente não precisa se sentir sozinho se ficarmos juntos.
O coração de Rin quase pulou para fora do peito. Depois de um segundo de surpresa, ela fechou os olhos, encostou a cabeça no ombro dele e sorriu muito feliz.
-Eu sei, Daiki. Eu sei.
Notas finais
Eu aceito pedidos de fics! Quem quiser, manda por mensagem privada ou comentário. Como eu tenho algumas provas essa semana, prometo que faço tudo nas férias! Podem pedir sem vergonha, venham, venham ♥
Espero que tenham gostado desse sériezinha boba que fiz, não pensei que fosse atrair tantos leitores! Pra falar a verdade, eu considero todos os caras de Kuroko no Basket GAYS (tirando talvez o Hyuga, porque eu quero que ele fique com a Riko >.<), mas como eu estava a fim de escrever alguma coisa mais hétero, fiz com mulheres mesmo. Quem sabe um dia eu não faça uma série entre os próprios personagens? Hm... Interessante!
Beijinho da Honey ^3^
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