Entre Amor e Ódio
2 Capítulo 2
Notas iniciais
COMO ASSIM EU VOU TER QUE ATURAR O JAMES 24 HORAS POR DIA???
— Por quê? — Perguntei educadamente.
— É só por um tempo. — Respondeu tentando me acalmar — Só até a conferencia de Berlim acabar, em duas semanas. Hoje você termina de arrumar suas coisas, vai para casa e terá que voltar somente na terça, para que tenha tempo de pegar suas coisas.
— Tudo bem. — Falei derrotada. Também né, quem recusa um pedido do Presidente.
Continuamos conversando sobre o que eu teria que fazer, era algo básico, então não me preocupei. O único problema era a Alaska e a Africah, ele disse que elas poderiam vir comigo com uma condição: Eu o deixar brincar com elas. (Poderia ser mais perfeito?)
Ouvimos o barulho da porta sendo aberta e um homem de 1,85m, moreno de olhos azuis entrou com uma garotinha loira com olhos castanho-esverdeados presa aos pés.
— Pai, — Falou James com cara desesperada — me ajuda.
Alex segurou o riso. Junto comigo que olhava para a garotinha muito fofa.
— O que houve? — perguntou.
— A Charlie quer a MINHA ajuda para escolher a roupa dela, arrumá-la e fazer um bolo.
— Charlie, — falou o Presidente para a sua mais nova, Charlotte, de sete anos — Você sabe que o seu irmão é péssimo para estas coisas.
— Eu sei, Papai — Falou com a voz manhosa — Mas a mamãe saiu e as minhas amigas vão chegar logo.
Alexander olhou para mim com um pedido silencioso que eu não hesitaria em fazer. Sempre quis ter uma irmã mais nova, mas não, minha mãe foi ter cinco meninos.
— Eu te ajudo Char. — levantei da cadeira fui até ela e peguei-a no colo — Sei uma receita de bolo muito boa.
— Ebaa! — ela virou a cabeça com os cachinhos dourados para o irmão — Não preciso mais de você, James.
Ele se fingiu de indignado.
— Ah, é assim? — saímos da sala e ele continuou — É só você encontrar uma garota mais bonita e talentosa que você me abandona?
Ela olhou para ele e com as mãozinhas segurou o rosto dele.
— Eu não estou te abandonando, eu sempre vou precisar de você — MOMENTO FOFURA SUPREMA — Mas eu adoro a Kat e quero ela pra mim, como eu já disse para o papai.
— Pelo menos eu posso ajudar? — perguntou.
— PODE!
* * *
Estamos no quarto da Char, que é verdadeiramente rosa. Sem brincadeira, tudo é rosa. Até as janelas tem o vidro rosa.
— Isso é assustador — disse James que estava sentado ao meu lado na cama — É muito rosa.
— Não acredito que você tem medo do quarto de uma garotinha de 7 anos, James.
— E eu não tenho. Mas você tem que admitir que é estranho.
— Eu nunca disse que não era. — respondi fria.
— Fala serio, Kath. — ele falou com voz séria — nós teremos que conviver muito um com o outro. Eu espero que pelo menos que a gente se suporte para que você não tente me matar durante a noite.
Não pude evitar rir um pouco da cara que ele fez. Eu acho que acabei me esquecendo o como ele é engraçado. Vai ver que é por causa do ego enorme dele.
— Tudo bem. Só me promete uma coisa.
— Qualquer coisa.
— Não me chame durante a noite só para matar uma barata.
— Você acabou com o meu plano maligno. — disse ele com uma cara decepcionada. E começamos a rir.
— Esse ficou bom? — perguntou Char com um vestido lilás. Ela estava uma fofura só.
— Você está linda, Princesa Charlotte.
— Brigada James. — ela me olhou com esperança — O que você achou Kat?
— Você está perfeita, Flor. — Andei até ela e peguei-a no colo. — Agora só falta o cabelo.
Fomos para o banheiro e eu enxotei o James, ou seja, pedi para ele ir pegando a receita do bolo e separando os ingredientes. Eu a coloquei sentada na bancada e comecei a arrumar os cachinhos dela. Assim que terminei, escolhi uma tiara e ajeitei no cabelo dela.
— Pronto agora você parece mesmo uma prinkípissa. — Ela se virou para o espelho e ficou maravilhada.
— Ficou lindo, Kat. Mas o que é uma prink... prink... Você entendeu.
— Prinkípissa — falei rindo um pouco — É princesa em grego.
— Ata. Vamos para a cozinha antes que o James faça uma bagunça.
Corremos para a cozinha onde Luigi, o chef, olhava para a receita como se visse o sol pela primeira vez.
— Tudo bem aí? — Perguntei
— Dove hai preso questa ricetta? — Perguntou o chef (Onde você conseguiu essa receita?)
— Mia nonna mi ha insegnato quando ero più giovane. — Respondi orgulhosa. (Minha avó me ensinou quando eu era menor)
— Eventuali problemi? — Falou James (Algum problema?)
— No. É che questa è la ricetta perfetta torta. Era uma famiglia molto importante che ha fatto. — Respondeu Luigi. (Não. É que essa é a receita do bolo perfeito. Foi uma família muito importante que fez)
— La mia famiglia — respondi surpreendendo-os (Minha família)
Depois disso Luigi pediu uma cópia da receita para ele e eu disse que ele podia ficar, já que eu sabia de cor. Então ele começou a fazer e eu e o James fomos levar a Char até o quarto onde as amiginhas esperavam.
* * *
— Finalmente terminei — Falei para Ally e Carter que me esperavam para ir embora.
Carter, como o cavalheiro que é, pegou quatro das seis caixas que eu levava. E eu como sou uma ótima amiga, entreguei uma para Ally.
— Miga linda do meu coração.
— Fala, criatura.
— Você lembra que dia é hoje?
— Sábado.
— Ta, mas o que vai acontecer hoje?
— Não sei Ally — falei abrindo a mala do carro para que pudéssemos colocar as caixas.
— Ai, você se esquece de tudo. — Isso é mentira, porque eu sou superdotada e tenho memória fotográfica — É a festa de noivado dos seus pais.
— AI MEU DEUS!! — Agora vem o desespero, além de não ter nada para usar, eu me esqueci de comprar o presente. — VAMOS PASSAR EM CASA E OI SHOPPING!
— E eu — disse Carter — vou para fazer segurança para as duas.
— Isso é mentira! — reclamei — Quando você vê uma aranha você fica pior do que a Ally.
— EI — Gritou Ally
— Tá bom. — começou o garoto — Eu vou lá para assustar os garotos.
— Mas essa é a melhor parte.
— Deixa de ser piranha, Allyson.
— E se eu não quiser? — pergunta ela com o queixo levantado.
— Aí eu não deixo você chegar perto do meu irmão. — falei.
— Agora pegou pesado. — sussurrou Carter no meu ouvido.
Deixa-me explicar, desde que a gente se conheceu, a Ally tem uma quedinha pelo meu irmão, o Chris e faz qualquer coisa para chamar a atenção dele. Só que ele estava namorando, e eu falo estava, porque ele terminou com a Amber semana passada. Mas como eu sou uma ótima amiga, eu não disse nada para a Ally.
— Aff — falou entrando no carro.
Eu e o Carter entramos logo em seguida. Dei partida no carro e pluguei meu iPhone. Começou a tocar a uma das minhas músicas preferidas, The Ballad Of Mona Lisa.
Durante todo o caminho fomos cantando, tipo até cantamos I Kissed a Girl da Katy Perry. Rapidamente chegamos em casa, eu e a Ally trocamos de roupa. Eu coloquei meu vestido favorito, vintage, azul e com bolinhas, com uma jaqueta de couro preta e o meu sapato de salto preto. Logo em seguida peguei minha bolsa e sai do quarto para deparar a perua da minha Best. Ela estava usando um vestido tomara que caia nude com flores pretas, um salto também nude e o colar de coruja que eu dei para ela. Descemos e Carter disse que já estava criando raízes.
Corri até o shopping (Eu + muita fome = Uma combinação não muito boa) e o trajeto que era para levar 20 minutos levou quase 5.
Entramos no shopping e nos direcionamos para a praça de alimentação e por mais que seja hora do almoço, não está muito cheia. Acabamos indo comer em um restaurante tailandês (que sempre me lembra do Sheldon).
Sentamos em uma mesa que dava para ver a Casa Branca. Eu adoro aquele lugar.
— SUA VADIA! — Gritou alguém atrás de mim me cutucando, mas não podia ser nem a Ally nem o Carter, porque estes já haviam sentado na mesa.
E quando virei para trás, quase cai
— O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI?
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