Entre Amor e Ódio
13 Capítulo 11
Notas iniciais
Acordei em uma sala branca, o que queria dizer que eu estava em um hospital. O que eu não gostei. Odeio hospitais. Tinha uma intravenosa com soro no meu braço.
– Meu bebê – falou mamãe me abraçando, nem sei como ela surgiu.
– Mãe! – disse tentando respirar – O que houve?
Ela me olhou meio triste, mas mesmo assim respondeu.
– Você e a equipe do Kevin foram resgatar a Elena e o Dr. Weston... – a interrompi.
– Disso eu lembro.
– Ok, então, quase todos os invasores fugiram, só um que Micaella conseguiu parar. Bem, depois dele atirar em você – disse quase chorando.
– Eu levei um tiro ?! – achei meio estranho o fato de não sentir dor nenhuma. Eu já havia levado um tiro antes, só a lembrança me deixa tremendo.
– Por sorte, Kevin se jogou na sua frente, e já que ele usava colete, não se feriu, mas caiu em cima da sua perna e você bateu a cabeça no chão.
– Eu to bem? – perguntei, vocês devem estar se perguntando, como você não sabe se está bem e blá blá blá... Eu respondo. Mamãe sabe tudo.
– Muito bem, só estávamos esperando você acordar para o médico te dar alta para que possa ir.
– Então por que você está com essa cara de preocupação? – Eu sabia que algo tinha acontecido. Estava estampado na cara dela que estava nervosa com algo.
– Os homens que invadiram o prédio estavam a procura de um caso específico... De tráfico de crianças...
– Eles conseguiram? – perguntei, sempre fui muito sensível com esses casos.
– Sim – ela se sentou na minha cama e me deu sua mão – e nesse caso, só teve uma sobrevivente.
– Temos que proteger essa garota!
– Nós vamos, amor, mas você vai ficar quieta na Casa Branca. Seu médico disse que você pode ir hoje.
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Resumo do meu dia até a hora do almoço: Comi e dormi... É... Muito bom para alguns, uma merda para os hiperativos. Já estava quase na hora do almoço e uma enfermeira disse que ia buscar comida para mim, quando a porta abriu aparecendo Dr. Weston, em uma cadeira de rodas, Lilly, minha enfermeira, e comida, não comida ruim de hospital, e sim comida mexicana! Meus olhos deveriam estar brilhando, pois os dois começaram a rir de mim.
– Já acabaram de rir? – falei emburrada.
– Acalme-se Kath – disse Jesse – trouxe comida para você, soube que iria ganhar alta hoje e vim agradecer.
Ele foi colocado por Lilly na cama ao meu lado junto com as sacolas de comida e uma grande mochila preta.
– Além do mais, – sussurrou para mim enquanto Lilly saia do quarto – esse lugar é muito chato se não houver alguém para conversar, e eu trouxe alguns filmes, jogos e doces.
– Como eu posso te agradecer? – falei com a boca cheia de tacos, são nesses momentos que eu mando o foda-se para a educação.
– Eu é que estou agradecendo! Você salvou minha vida! – ele pegou um bocado de nachos e mergulhou no molho de queijo – Agora vamos aproveitar, vendo um dos clássicos da Marvel!
Segundos depois, começamos uma maratona de The Avengers.
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– Kath você está be... – disse James entrando pela porta correndo e me vendo em uma posição nada legal com o doutor gostoso.
Estava na cama com ele sentada em cima dele. Não me levem a mal, ele estava com o último pacote de balas azedas azuis. Eu simples mente amo balas azedas azuis e ele não queria me dar!
Assim que eu percebi seu olhar triste em nós dois, dei um pulo e cai no chão. Sim, eu sou desastrada. Sim, eu paguei o maior mico na frente de dois deuses gregos. Sim, eu sou uma estúpida.
– Pelo visto você está bem, Agente Stark. – falou friamente. – estou aqui para te levar à Casa Branca. Seu médico já assinou sua alta.
E fechou a porta. Só acho, que fiz merda.
POV JAMES
– Como assim ela está em um hospital inconsciente!? – gritei no telefone com Carter, o futuro morto, que só hoje, 12 horas depois dela ter dando entrada no hospital, me disse que a Kath estava lá.
– Ela teve uma missão surpresa ontem e desmaiou. Você não precisava se preocupar, ela está bem agora. – ele tentou me acalmar no telefone.
– Foda-se. Vou pegar o primeiro avião para aí. Tchau. – desliguei na cara dele e joguei aquela porcaria em cima da cama . Porra! Será que ele não entende que ela é minha? Que sempre que ela estiver mal, eu estarei também?
Pego o telefone de volta e desbloqueio. Para, como sempre, para ver a foto de fundo, eu e a Kath na Disney. No aniversário da Ally. Esse foi o melhor e o pior dia de toda minha vida. Sacudo minha cabeça para me livrar do pensamento e ligo para o piloto dizendo as ordens da decolagem.
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Em 3 horas, o avião pousa em Washington. Eram 4 horas da tarde, ela estava na porra daquele hospital, há 15 horas. Ally havia me ligado no avião para avisar que Kath estava bem e acordada, já reclamando das agulhas.
– James – disse Zeke quando atendi o telefone – ela já pode sair. Já preenchi todos os formulários e mandei pegarem as coisas dela e levarem para a Casa Branca.
– Ótimo – respondi – quando estiver chegando te aviso.
Entrei no carro, onde Taylor se encontrava e fomos para o hospital.
O transito estava caótico, então o trajeto normalmente feito em 10 minutos, levou meia hora. Claro, que eu fiquei jogando joguinho no celular.
– Senhor – fala Taylor do banco da frente – chegamos.
Ih! Nem deu tempo de falar com o Zeke. Que seja, vou fazer uma surpresa para a Kath.
Corro pelo hospital para chegar logo até o quarto 415. Mas parece que as enfermeiras estão de complô contra mim, já que aparecem de repente na minha frente. Sem brincadeira, teve uma ruiva que literalmente surgiu do nada, coitada, deve estar agora sentada tomando água com açúcar do susto que eu dei nela.
– James! – fala sério! O que essa garota está fazendo aqui? – Oi! Sou eu, a Janice! – Então esse é o nome dela! – Da festa do seu irmão, lembra?
– Oi – digo com pressa.
– Como vai? – ela diz chegando perto. – Não vejo você há muito tempo. Estou com saudades.
– Ah Janice! – falo afastando-a. – Tenho que ver uma pessoa muito importante agora. Desculpe.
Eu corri o mais rápido o possível dela. Aconteceu há 6 meses atrás e ela ainda não percebeu que não acontecerá outra vez!
Rapidamente chego ao elevador e encontro uma velhinha com um buquê de flores vermelhas exóticas nas mãos.
– Para que andar a senhora vai? – pergunto educado.
– Vou para o quarto andar, querido, minha filha fez uma cirurgia e está se recuperando. – responde com a voz doce.
– Precisa de ajuda com as flores? – falo percebendo que as flores estão em um vaso de aparência pesada.
– Muito obrigada – responde me passando o vaso, realmente está bem pesado. – Você não pode desistir, meu filho.
– Desistir de que? – seguro a porta para ela sair.
– Não desista. – repete – As flores devem ser cuidadas com carinho e dedicação, se algum dia esquecermos de rega-las ou coloca-las ao sol, podem murchar. Lembre-se disso.
Ao falar isso, pega o vaso e vai em direção à um quarto no final do corredor. Não entendo o que ela falou, mas sinto que precisarei disso algum dia.
409... 411... 413... Pronto 415! Abro a porta com violência. Ansioso para ver seu sorriso.
– Kath você está be... – paro ao ver a cena nada bonita à minha frente.
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