Notas iniciais
Eu acho que não demorei... Mas enfim, vamos aos verdadeiros avisos.
A música tema desse capítulo se chama "Game of Life - Vocaloid".
E a que a Maka irá tocar já está sendo identificada no próprio capítulo.

AUTORA POV

O grupo ainda se encontrava no baile. Kim e a garota de cabelos azuis estavam do outro lado do salão, e como Kim havia dito, não incomodara o resto da noite, o que deixava todos muito aliviados.

- Humpft, não quero nem saber o que a Kim irá fazer. – Maka se encontrava encostada no balcão com um copo de refrigerante na mão.

- É melhor não se importar Maka-chan, o objetivo dela é nos fazer ficar estressados e com medo. – Tsubaki alertou, se pondo ao lado da amiga.

- Medo é o que eu menos tenho nesse momento Tsubaki-chan. – A loira pousou seus olhos no restante do grupo, observando Soul e Black Star brigando no palco principal.

- Ahuehuehue, eles estão brigando, estão brigando!! – Patty gargalhava balançando as pernas na mesa mais próxima do palco.

Eles ficaram mais umas horas naquele local, mas a situação era difícil, pois eles perceberam que quando Kim fez sua ameaça o ar do salão ficou pesado, tentando ignorar aquilo eles “fingiram” estar se divertindo, o que ficou difícil depois de algumas horas, e agora eles se encontravam em uma pizzaria.

- Eu nunca mais aceito um convite sem remetente!! – Maka murmurava com a cara colada na grande mesa redonda que ela e seus amigos se encontravam.

- Calma aê Maka! – Black Star gritou para a garota. – Você não está sozinha nessa!!

E o mundo parou.

O Black Star conseguia ser inteligente...? Os amigos do garoto olharam surpreendidos para ele, enquanto o mesmo voltava ao seu “eu” habitual. Soul se aproximou da garota, passando seus braços em volta dela, em um abraço carinhoso. O resto do grupo calou a boca perante aquela cena, mas porque estavam tão surpresos?

“Os jogos de Deus são caprichosos

Enquanto os seres humanos se perguntam por que

Todos se desaparecem pouco a pouco“.

Atos de carinho eram raros entre aqueles dois, depois do que eles fizeram a maioria das pessoas pensaria que eles ficariam grudados, mas estavam completamente errados aqueles dois se afastaram, e agora com a aproximação de Kim, estava tudo destruído.

- Calma Maka... Tudo ficará bem.

Soul cometeu um erro, um erro muito grave. Naquele instante, todos pensaram na frase que já viram muitas vezes nas redes sociais “Não fale que tudo ficará bem, faça ficar bem”.

[...]

MAKA POV

Acordei com a campainha, mas quem seria uma hora daquelas? Só depois se refletir um pouco, decidi olhar o relógio, ok, retiro o que disse, já era uma hora da tarde, levantei e caminhei até o guarda-roupa preguiçosamente, retirei de lá o meu roupão favorito, um rosa peludo, a campainha tocou de novo. Que pessoas impacientes! Desci as escadas, tropeçando nos meus próprios pés, que dia lindo eu estava tendo. Cheguei na porta e a abri, deparando-me com o carteiro.

- Bom dia. – Ele disse, era um homem de mais ou menos trinta anos, de cabelos castanhos e olhos ônix.

-... Bom... Dia. – Falei pausadamente, por que ele simplesmente não deixou a correspondência na caixa de correio igual aos outros carteiros normais?

- Me pediram para entregar essa caixa pessoalmente para a senhorita. – Ele me estendeu uma caixa de papelão de tamanho médio, a palavra “frágil” estava bem escrita na parte superior.

- Ok... Obrigada. – Peguei a caixa arriscando balançá-la um pouco para ter idéia do conteúdo. O carteiro se virou para ir embora, mas o chamei novamente, impedindo sua retirada. – Você por acaso sabe quem enviou?

- Ah, foi a senhorita Kim. – Sneti meus olhos abrindo exageradamente, meu coração falhou por um instante, o que aquela garota queria? Agradeci ao carteiro novamente, fechando a porta rapidamente e correndo até o quarto.

“A vida é como um jogo obrigatório,

O fio invisível que nos manipula

Enquanto deus está olhando

Os dados estão rolando...”

Joguei a caixa na cama, o que poderia ter dentro daquela caixa? Olhei para ela, meu celular começou a tocar, havia chegado uma mensagem, desbloqueei o celular, e cheguei a conclusão de que não conhecia aquele número. Cai no chão ao ver o que estava escrito.

“Olá minha querida Maka, como vai o dia? O carteiro já passou aí? Tomara que sim, será que você poderia fazer um favor? Abra logo a caixa. Até mais!! XD”

- Kim... Sua maldita. – Andei até a caixa, decidida a abri-la, peguei o estilete, e perfurei o durex grosso que lacrava aquele objeto. Abri com cuidado, temendo o que poderia haver dentro. Minha expressão foi de mal a pior, dentro da caixa havia um dado de figuras e uma carta. Retirei o dado com cuidado, evitando olhar para as figuras presentes nele. Peguei a carta, abrindo-a apressadamente.

“Vamos direto ao ponto. Naquele dado tem várias figuras, como você deve ter percebido, ou não, mas enfim, eu vou ser boazinha com você, a deixarei escolher o método como irei acabar com a sua vida, gire o dado e veja a resposta. Ah, e não se atreva trapacear, eu estou te olhando...”

Larguei a carta e pequei o dado, pensando bem em meu movimento seguinte, afinal, eu estava sendo controlada pela Kim, o que me deixava “P” da vida, mas eu vou entrar no jogo dela, somente dessa vez. Joguei o dado, o vendo rolar pelo chão, ele parou a alguns metros de mim, com as pernas bambas, andei até ele, vendo a imagem de uma forca.

O celular tocou de novo, já sabendo o que me esperava o Bari, checando novamente as mensagens.

“Ótima opção, que pena que ela é a menos agressiva... Mas enfim, vamos jogar!! Primeira etapa: Uma palavra. Dez letras. Um significa ótimo. Vá para o banheiro.”

Abri a porta do banheiro me deparando com meu espelho inteiro pintado de preto e letras brancas no meio. Sofrimento. Por incrível que pareça, não me assustei, apenas pensei sobre aquela palavra. O que será que ela significava? Eu não estava sofrendo... Alguém estava? Parentes? Não, eles estão longe demais até para serem conhecidos. Amigos? Talvez. Soul? Claro. Escancarei a porta do banheiro, correndo até quarto e agarrando qualquer roupa, peguei o celular e fui até a casa do Soul.

Lembre-me de nunca mais visitar a casa de Soul Eater Evans, aquilo era enorme, e as empregadas ainda ficavam me olhando com olhares esquisitos.

“A felicidade e a tristeza são como 1/6...

De probabilidade

Não sei qual será o próximo número que cairá”

Depois de perceber que ele não estava em casa, sai correndo pela cidade, desesperada, já não sentia minha pernas, até que lembrei do show. Será que Soul poderia estar lá? Meio improvável, mas vale a pena tentar.

Abri as grandes portas do Local para Shows, e uma melodia lenta e cheia de sentimentos negativos atingiu os meus ouvidos.

Lá estava ele.

Sentado na frente de um grande piano negro de calda, vestindo seu terno de risca-giz. Aproximei-me devagar dele, não querendo que ele percebesse minha presença ali, a melodia continuava, ficando pior a cada segundo, depois de alguns minutos eu já estava do seu lado. Ele levantou sua cabeça lentamente, e parando de tocar me encarou.

- Soul... O que ouve com você? – Os olhos dele estavam opacos, aquele vermelho-sangue que eu conhecia tão bem, agora estava desbotado, a solidão transbordando deles, será que Soul estaria sofrendo? Sentei-me ao seu lado, ele continuava me encarando, mas me encarava como se não me visse ali, como se olhasse através de mim.

O celular tocou novamente, tirei meus olhos de Soul por um instante.

“ Como o amor sofrido é lindo não? Você está decifrando as coisas muito rápido demais minha querida Maka... Será que devo, piorar as coisas?”

Soul se levantou ao meu lado, e apontou com seus olhos mortos para as teclas do piano, por um instante, pensei ter visto a verdadeira cor de seus olhos, mas deveria ser engano. Pus-me a tocar, uma música muito conhecida por nós dois, mas que também era o contrário daquilo que Kim escrevera em meu espelho. (Música Shiawase¹ Jigoku Shoujo OST -http://www.youtube.com/watch?v=gUg4tSa1rUI)

Senti que mesmo depois de ter tocado aquela música, as coisas não voltariam ao normal, muito pelo contrário, elas só iriam piorar, piorar de um jeito drástico.

“Enquanto uns morrem, outros sorriem,

A armadilha e o engano não me importam

E os que adoram a deus,

Ah, são tão patéticos

Ah, são tão patéticos”

Notas finais
Shiawase: Felicidade.
Espero que tenham gostado. E caso eu não atualize as fics até depois do dia catorze, não me xinguem, eu vou viajar, e só volto no dia catorze.
Jya ne~
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.