Ensine-me a te amar

9 9. A proposta e os sintomas


Notas iniciais
Oiii, gente! E desculpe! Sério, não achei que demoraria tanto para postar o próximo. Mas estou no meio da semana de provas e ando ocupada com meus cursos, acabou que escrever Jerza foi mesmo complicado pra mim (nem sei se ficou bom, mas espero que sim), e acabei ficando sem tempo para escrever. Mals. Enfim, esse é o cap. dos POV's complicados. E também o primeiro POV. do Natsu, que acho que ficou meio fora da personalidade dele, mas fiz meu melhor para ficar legal. Enfim, aproveitem a leitura!

POV. Erza

–Eu acho que também já vou dormir. -falei, dando graças por minha voz não ter saído tremida.

–Espere. -ele segurou meu pulso, fazendo com que eu ficasse a sua frente- Podemos sair um pouco? Eu queria... conversar.

Senti as borboletas se agitarem em meu estômago, e era uma sensação realmente irritante. Desviei os olhos para o chão e concordei com um aceno.

Logo Jellal me levava pela mão para fora da pequena base. Eu sentia minha mão formigar entre a sua, um calor subindo-me ao peito mais uma vez.

Não tinha ideia sobre o que ele queria falar comigo, e ficar sozinha com Jellal ainda me aflige depois do quase beijo que aconteceu na última vez em que ficamos a sós. Porém tanto a curiosidade quanto a expectativa fizeram com que eu o acompanhasse naquele momento, os motivos eu só poderia imaginar.

Pensei, erroneamente, que ele levaria-me para fora dos limites do bosque. Porém isso contrariaria a recomendação do próprio sobre andar à noite na região, e seria incoerente. E Jellal não tendia a fazer coisas sem motivo. Ele queria conversar a sós.

Só a ideia já era o suficiente para me deixar nervosa. Sinceramente, não é como se eu tivesse alguma... hã... experiência com esse tipo de situação. Apesar de entender o que deveria se passar na minha cabeça, ainda me sinto uma idiota pela ansiedade que estava sentindo naquele momento.

Jellal me guiou até uma pequena escada ao lado do barracão, a qual eu antes não reparara e começou a subir para o telhado. Um tanto desconfiada, segui atrás dele, olhando para os precários degraus em madeira velha. Quando estava quase no topo, uma das tábuas se partiu sob meus pés. Foi tão rápido que mal tive tempo de me segurar. Fechei os olhos até sentir uma mão firme ao redor de meu braço, puxando-me para cima.

Abri os olhos sentindo a proximidade do corpo dele do meu sob as telhas. Mais um sorriso triste se formou em seu rosto e ele me afastou com delicadeza, fazendo um gesto para que sentasse ao seu lado.

O fiz um tanto receosa, justando as mãos sobre o colo e o fitando, esperando que dissesse o que queria. Jellal suspirou, olhando para cima.

Foi quando reparei que a parte do céu sobre a pequeno casebre estava aberta, provavelmente obra de Jellal para que pudessem se localizar melhor por ali, mas não era isso o que ele mirava, e sim as estrelas que cintilavam naquela pequena redoma estrelada entre as árvores, como um pedaço de um enorme universo à parte do que estávamos.

Está ficando cada vez mais parecido com uma cena romântica de novela. Pensei, nervosa Ele não pretende se confessar ou algo assim, certo? Eu nem ao menos saberia como reagir a uma coisa dessas.

Sentei-me ao seu lado, encarando a lua que se punha no topo do céu, crescente e luminosa.

–O conselho... me fez uma proposta. -começou ele, fazendo-me estremecer.

Senti um gosto amargo na boca, um mal pressentimento.

–Como?

–Eles apreenderam uma lacrima de comunicação que usávamos e me mandaram uma mensagem. -seus olhos desceram para meu rosto, fixando-os nos meus- E me fizeram um acordo.

–E...?

–Não respondi ainda, mas... estou pensando em aceitar.

–Pode ser uma armadilha e você sabe disso. -alertei-o, séria.

–Conheço os riscos. Mas eles não estavam falando por nada.

–Do que se trata isso afinal?

Ele suspirou novamente, virando-se de frente para mim.

–Eles queriam retirar a ordem de perseguição em meu nome e no nome dos membros da minha guilda. Disseram que estavam acompanhando as ações da Crime Sorciere e que a aprovariam como guilda independente sob algumas condições. A primeira seria a vigilância. Poriam membros do conselho escoltando-nos nas missões e teriam controle sob nossos alvos e itinerários. Estaríamos sempre sendo monitorados, sem descanso, mas... estaríamos deliberadamente para nos mostrarmos em público. Sem precisar nos esconder da sociedade.

–Jellal... isso é maravilhoso. -proferi com um sorriso esperançoso se espalhando no rosto.

Um pequeno sorriso também abriu-se em sua expressão antes fechada.

–Mas era justamente por isso que queria falar com você. Eu... não sei se isso pode dar certo e mesmo se der... teria de ficar muito tempo afastado daqui, em uma longa missão através dos reinos vizinhos à Fiore.

A sensação ruim em meu peito pareceu piorar naquele momento. Só de pensar no tempo em que nos manteríamos afastados já era o suficiente para me sentir vazia novamente.

Mas não deixei isso à mostra por nem um segundo sequer. Sorri para ele de modo encorajador.

–Ainda é incrível, Jellal. Eles estão lhe dando a chance de sair do caminho das trevas em nome de algo realmente bom. Acho que é uma oportunidade única.

Ele sorriu um pouco mais, suas mãos estenderam-se e seguraram as minhas de repente.

–Eu sei. Vou tentar fazer isso, mas... antes, eu queria muito encontrar você. Em dois dias estarei na Capital para firmar o compromisso, e de um jeito ou de outro, será algo definitivo. Ou será uma armadilha e serei preso, ou ficarei meses fora deste país em nome do Conselho. E Erza... antes de ir pelo que ser para sempre... eu queria te ver mais uma vez.

–Jellal... -murmurei, incapaz de dizer qualquer outra coisa.

–Eu menti. Era mentira... aquela história de noiva era tudo uma farsa. Eu não queria me envolver com você... para lhe proteger.

–Eu sabia. -falei com um meio sorriso, vendo-o um tanto surpreso- Você sempre foi um péssimo mentiroso, desde pequeno.

Isso o fez rir, um tanto desacreditado.

–Eu deveria saber... Você nunca deixa passar nada.

–Eu tento.

Ele hesitou antes de proferir a frase seguinte, ponderando calmamente sobre ela antes de verbalizá-la.

–Se for uma armadilha e não houver volta, sei que serei executado. -falou, fazendo com que minha garganta queimasse- E se isso acontecer eu apenas queria que soubesse que tentei mudar, mesmo que no fim. Você, mais do que ninguém... porque hoje, Erza, não há nada mais precioso no meu mundo sombrio do que sua presença. Eu sei que é errado, que é egoísta, mas eu quero que saiba que eu te...

Calei-o pousando o indicador sobre seus lábios. Jellal surpreendeu-se, porém cessou a frase sem contestar. Doeu. Mas sei que tinha de pará-lo agora.

–Agora não. -murmurei, sentindo meu coração ribombar forte no peito- Prometa-me que vai voltar. De um jeito ou de outro, pela luz ou pelas sombras, prometa-me que vai voltar algum dia... e que vai me dizer o que queria dizer hoje.

–Erza...

–Só... me prometa. -pedi-lhe, encarando seus olhos castanhos esverdeados atormentados mirando os meus.

Ele hesitou por um momento mais uma vez, incerto, todavia após o que pareceu uma discussão interna, assentiu de leve.

–Você... acha mesmo que preciso de mais motivos para querer voltar? -indagou Jellal, abrindo um tênue sorriso- Apesar de saber plenamente que você merece alguém muito melhor do que eu...

–Eu estive esperando muito tempo, Jellal, por você. -proferi com a voz tremulando, já não conseguia manter tão bem a fachada impenetrável da qual tanto me orgulhava e isso era patético- Não lhe perdoaria se desistisse agora.

Ele finalmente sorriu verdadeiramente, fazendo com que a dor em meu peito se acalentasse um pouco.

–Eu prometo, Erza. Prometo que voltarei vivo, por você. -jurou solenemente, retomando o sorriso um pouco depois.

E ali, sob a luz das estrelas, senti quando sua mão buscou meu rosto e sua boca encontrou a minha na penumbra, um detalhe que passaria batido à olhos alheios. Selamos uma promessa e eu confiava que ele a cumpriria. Pois Jellal nunca me pareceu mais confiante do que quando o disse aquelas palavras. Mesmo sabendo do enorme abismo que ainda nos separava, senti-me mais perto dele. Jellal não era mais tão inalcançável e, ainda que tivesse plena consciência da dor que enfrentaria por ele, estava decidida a não voltar atrás.

Porque descobri naqueles meses que não importa se ele anda pelas trevas ou pela luz, não importa onde esteja ou com quem. Desde que esteja vivo e respirando ainda terá forças e esperanças para lutar. Lutar por seu futuro e suas esperanças. Ele lutaria por sua liberdade e eu pela minha.

Ou seja, lutaríamos um pelo outro. Pois não há liberdade maior do que o ter ao meu lado.

(…)

POV. Natsu

Nos últimos dois meses acabei adquirindo um novo hábito. Não sei se é algo bom ou ruim, mas acabo sempre recorrendo a ele quando estou de cabeça quente.

A expressão tomar um ar nunca teve muito sentido pra mim, sério. Porém agora é uma das únicas coisas que consegue me acalmar. Sair de dentro daquelas malditas quatro paredes e respirar ar puro. Caminhar de noite, geralmente em plena madrugada, era quase uma fuga de tudo. Ou seja, o que eu precisava.

As coisas que vêm acontecendo... não consigo explicá-las, sequer compreendê-las, entretanto tudo parece estar contra mim nesses dois meses. E eu que não acredito em sorte ou azar estou começando a suspeitar de algum carma ruim.

Minhas noites são repletas dos mais atrozes pesadelos. Alguns mal consigo descrever. Minha memória falha quando tento lembrar-me deles, porém o medo não esvai. Sempre presente quando acordo, alterado e ofegante, sobre os lençóis brancos da minha cama. Um pavor me aflige, algo que parece completamente irracional, mas que, de algum modo, me persegue na escuridão.

Como se algo espreitasse minhas sombras, espreitasse minha imagem no espelho. Não sei de nada. Não entendo nada. Porém isso é loucura. Não deveria estar acontecendo. Não deveria ser tão cruelmente real.

Meus nervos andam abalados nesses dois meses, cada vez mais. Logo depois dos pesadelos, vieram as vozes. E tudo pareceu piorar com o passar dos dias. Passava noites inteiras acordado. Insône. Essa foi uma das novas palavras que aprendi nesse tempo. A praga da insônia.

Happy estava começando a ficar preocupado. Ele tinha um sono mais leve que o meu, e sempre estava acordado quando eu despertava dos pesadelos. Alegava que eu resmungava coisas em uma língua estranha, inquieto. E que tinha algo errado.

É claro que há algo errado. Eu só não sei o que é.

As vozes parecem um coro desconexo. Nada do que falam faz sentido, nem sequer é uma língua que eu conheça, de fato, parece algo antigo, ancestral. Eu não entendo nada, nada mesmo. E isso me irritava, irritava muito. Devo ter derrubado metade das árvores ao redor da nossa casa, tentando não quebrar algo menos substituível. O lado bom: tínhamos lenha sempre pronta. O ruim: não estava ajudando.

O efeito terapêutico que eu esperava ter não surtia resultado. Destruir coisas sempre me ajudou a acalmar meu ânimo explosivo, mas agora não parecia ser o suficiente. Só servia para me frustrar mais, o que era perigoso em muitos sentidos.

Durante o dia eu conseguia manter o bom humor. A luz parecia afastar os acontecimentos das noites anteriores e, apesar de tudo, não me sentia fatigado com as horas de sono perdidas. Na verdade me sentia cada vez mais elétrico, quase... como se diz? Hiperativo, eu acho.

Mas tudo isso virava uma bola de neve à medida que o tempo passava. Eu dormia cada vez menos, e ouvia cada vez mais. Aquele

E tenho a sensação de que algo está para acontecer. Algo ruim, muito ruim.

Primeiro surgem esses pesadelos. Depois vêm as vozes. Luce começa a passar mal. Juvia, Wendy e Charle são atacadas. Seria coincidência? Talvez. Mas não acredito nisso. É quase como se alguém estivesse nos influenciando de algum modo.

E quando eu descobrir quem é vou parti-lo em pedacinhos. Pensei, fechando as mãos em punhos.

E, por mais que tentasse disfarçar, meu humor não estava nada bom desde a manhã. Como poderia estar afinal de contas?!

Relembrei, incomodado, a cena que acontecera horas antes.

“Minha cabaça fervia depois do que acabara de acontecer. Acho que nunca tive uma conversa mais direta na minha vida que a que tive com Lissana dentro daquele quartinho. E que dor de cabeça isso dá!

Passei a mão pelo rosto ensaiando um sorriso animado. Meus passos ecoavam solitários pelo corredor de madeira até que ouvi uma voz diferente. Parei de andar no mesmo segundo, franzindo o cenho.

–...Você deveria ir ver os outros, ficariam felizes com a visita. -disse uma voz feminina.

'Luce?' perguntei-me confuso.

–Eu vim pra ver você.-disse a outra voz, a qual reconheci como a de... Loki?!

–Você nunca aparece na guilda. -reclamou ela, ainda falando num tom baixo.

'Por que diabos estão cochichando?' Encostei-me à parede.

Só conseguia escutá-los graças à minha audição de Dragon Slayer, caso contrário nem ao menor entenderia as palavras que pronunciavam.

–Deveria aparecer mais por aqui, não é? -ele riu baixo- Raramente nos vemos dentro da Fairy Tail... -'Onde mais esses dois têm se visto então?!' Pensei, incomodado.

–...É que depois desses três anos tem muita coisa para resolver no Mundo dos Espíritos.

–Imagino... -murmurou ela, terminando a frase com o que eu poderia apostar que era um sorriso.

Foi minha deixa. Pisei forte nas madeiras do assoalho, passando pela parede que antes nos separava e denunciando minha presente.

–Loki? -indaguei, atraindo os olhares de ambos para mim.

–Oe, Natsu! Como andam as coisas? -saudou ele, mas meus eu não o olhava.

'Por que ele a está abraçando?!' Perguntava-me irritado.

Eu não me sentia no meu melhor humor (nem perto disso) e não vi razão para disfarçar meu aborrecimento.

–Bem. O que faz aqui? -indaguei, cerrando os dentes de leve.

–Também sou um membro da Fairy Tail. Vim fazer uma visita, mas já estou de saída. -replicou ele, arqueando a sobrancelha para mim e voltando a atenção para Luce, que ainda não dissera nada- Quer que eu te carregue até lá embaixo, princesa?

Eu não estava gostando nada do olhar que ele tinha nela, me irritava, muito. Senti-me ainda mais encabulado quando as bochechas de Luce tomaram um tom rosado, de constrangimento. Vendo a situação em que se encontrava apressou-se em afastar-se do ruivo, desferindo um tapa sem força alguma em seu braço.

–Não me chame assim. -balbuciou, claramente envergonhada.

Loki mantinha o olhar sobre ela, deixando visíveis suas segundas intenções, mas apenas riu, alinhando os óculos e enfiando as mãos nos bolsos do terno.

–Se isso continuar (e você sabe do que estou falando) pode me chamar a qualquer hora, Lucy. Estarei, como sempre, a seu dispor. -ele ensaiou uma pequena reverência, fazendo meu estômago se revirar em desgosto- Até mais ver, Natsu. -ele me lançou um último olhar de lado e desapareceu.

Luce pareceu não saber o que dizer por um momento, e os segundos que passamos ambos em silêncio me deixaram ainda mais desconcertado. Forcei minha mente à encontrar algo que pudesse lhe dizer, e lembrei-me de que realmente tinha algo que queria falar com ela.

–Luce, vamos pegar uma missão Classe S na próxima! -falei, abrindo um sorriso meio à contragosto.

A loira pareceu surpresa com a mudança de assunto.

–Hã? Mas nós não...

–Vai ser demais! -interrompi-a, melhorando a expressão no rosto- Nem consegui me empolgar na última missão. Os caras eram uns fracotes! Vou pegar alguma missão realmente divertida na próxima!

–Você e esse seu senso de diversão. -repreendeu ela, rolando os olhos- Mas... eu não vou poder ir dessa vez... Natsu.

A hesitação presente em sua voz me deixou apreensivo. Era como se... ela estive escondendo algo e tivesse de ser cautelosa com as palavras.

–Por que não? -questionei-a, visivelmente desapontado- Somos uma equipe, não somos?

–Somos. Mas eu não vou poder fazer esse tipo de missão agora.

Franzi o cenho, ansiosos.

–Eu não entendo. -admiti- Por que?

–Só... não posso. Sinto muito. -ela se virou intencionando cortar a conversa e descer para o primeiro andar, mas não lhe permiti.

Dei dois passos e a segurei pelo pulso, sentindo-o seus batimentos acelerarem e seu corpo estremecer de leve ao meu toque. Luce se virou para mim com olhos cautelosos, mordendo o lábio inferior de leve. Eu ia perguntar. Sentia que não conseguiria conseguiria me acalmar se não perguntasse aquilo.

–Luce, -comecei, sério- você e o Loki..

Mas foi quando Happy chegou, desviando por completo o foco dos meus pensamentos. Mais tarde eu me irritaria com o fato de não ter perguntado nada a ela, pois a curiosidade, ainda latente, martelava na minha cabeça horrivelmente.”

Parei rente à uma árvore torta, apoiando a mão cerrada em seu tronco e sentindo chamas envolverem meu punho. Pensar naquilo me inquietava, me irritava, e depois do que falei a Lissana, descobri que o melhor seria ficar calado, alheio a tudo isso. Por que tinha de ser agora? Nessa bagunça que estou vivendo? Talvez eu devesse saber que estava fazendo tudo errado, mas não tinha certeza do que deveria fazer na verdade. Estava indeciso, inseguro, e queria me socar por isso. Mas não movi um músculo.

De repente, do nada, veio-me uma dor intensa. É difícil descrever o que estava sentindo, mas era pura agonia, como se alguém estivesse descendo um martelo na minha cabeça repetidas vezes. Caí de joelhos na grama, atordoado. Meus batimentos cardíacos falharam por um momento, a dor se espalhando por todo meu corpo.

Um gemido torturado escapou por entre meus dentes trincados, minhas mãos foram a cabeça e meu corpo começou a tremer convulsivamente. Eu não ia gritar, não chamaria a atenção para mim, e mesmo se quisesse senti que não conseguiria. Estava paralisado, a dor me deixou incapaz de mover um músculo sequer. Senti que fiquei horas ali, ajoelhado sob aquela tortura fustigante, entretanto soube posteriormente que apenas alguns minutos se passaram, e que tudo parecia uma ilusão mental. Mas por aquele tempo tudo em mim pareceu em fogo. Não envolto sob minhas chamas, e sim por algo pior, como a sensação se ser esfolado vivo. Todavia não houve sangue ou hematoma. Eu estava intacto.

Quando desapareceu foi num rompante, tão súbito quanto como chegou. Meu braço direito formigava e esfreguei a mão sob a pele, tentando ver se algo estava errado, mas nada encontrei. Assim que pude me mover novamente estava ainda ofegante, meu corpo suava e estava um tanto zonzo, como se enxergasse embaçado por alguns segundos.

Tentei afastar aquela sensação de mim, mas não pude. Sentia-me exausto. E foi ali que pude confirmar minha certeza de que algo estava realmente errado comigo.

Notas finais
Errr... meio insegura, mas ok. Espero que tenham gostado do cap. e não vou prometer nada dessa vez já que vou estar bem atarefada nesse feriado (cursos, trabalhos, compromissos) então só posso dizer que postarei assim que possível. Ah, e antes que eu me esqueça, quero agradecer por lerem, comentarem e acompanharem, vocês são o máximo ;D, mesmo. Até o próx.!