Notas iniciais
> LEIAM, POR FAVOR: Oi galerinha! Tudo bem com vocês? Bem, aqui vão alguns fatos sobre mim: - Meu nome é Beatriz, tenho 18 anos e já escrevo há uns sete, por ai. Comentários são meu chocolate ( amoooo), então não saiam sem comentar, é de extrema importância e com certeza fará com que eu poste mais rápido. - Sou apaixonada por leitura, então se vocês tiverem fics que queiram indicar, basta colocar o link ou nos reviews ou mandá-lo por mensagem privada. - Amo músicas, por essa razão cada capítulo terá uma música tema. Por favor, sintam-se à vontade para indicar quantas músicas quiserem, okay? - Eu sou legal, menos quando tô brava haha. Sou aberta à críticas construtivas, então se houver algo que não os agradou, não temam em me dizer, okay? Acredito que todos nós devemos melhorar nosso próprio trabalho. — Caso haja algum erro de ortografia, avisem para que eu possa corrigir (: — Bem, é isso galerinha. Beijos :3

I am covered my skin
No one gets to come in
Pull me out from inside
I am folded
And unfolded
And unfolding

Colorblind — Counting Crows

***

Pôde ouvir o som suave e encantador das notas ressoar ao redor. O som harmonioso, delicado e suave retumbava pelas paredes peroladas. Caminhou, silenciosamente, procurando não perturbar a bela composição que surgia.

A viu, ali, sentada e então sorriu. O céu na Terra. Não havia outra maneira de descrever aquele momento senão aquilo. Observá-la, tê-la, era como estar em constante contato com o mais doce dos céus. O odor suave de jasmim, os cabelos loiros caindo, a voz doce e cálida que cantarolava ininterruptamente enquanto seus dedos dedilhavam suavemente as teclas do piano.

Oliver aproximou-se e quando Sara virou, estava estranhamente pálida. Seus lábios, outrora vermelhos e vivos, agora estavam rachados e secos. Seus cabelos loiros repletos de vida pareciam sem brilho, sem a cor que ele tanto admirava. Ela levantou-se e murmurou:

— Meu amor — ela trajava uma camisola branca, que subitamente começou a ser tingida em um vermelho vivaz. O sangue escorria por um ferimento, e o empresário precisou correr para ampará-la. Colocou a mão sobre a ferida; a mesma, entretanto, não parecia estancar. — Isso é culpa sua — seu rosto alvo ficou repleto de cortes, seu lábio sangrava e ela ofegava, parecendo não conseguir mais respirar...

Oliver sobressaltou-se em um grito repleto de angústia. Olhou em volta e deparou-se com o quarto de seu loft. O suor escorria de sua testa e sua respiração era errática. Tremendo, respirou fundo diversas vezes, em uma tentativa de acalmar-se. Sentia o peso sobre seu peito, mas com este, o empresário já havia se acostumado há tempos.

Olhou para o relógio e gemeu ao notar que ainda eram duas e meia da manhã. Desde que Sara falecera, há dois anos, suas noites eram tomadas dos mais lúcidos pesadelos, e ele nunca mais tivera uma noite de paz em sua vida. Fechar os olhos sempre tinha como consequência perdê-la novamente, várias e várias vezes, bem diante de seus olhos.

Levantou, colocando os chinelos e foi até a varanda. A lua brilhava no Céu, o vento frio de Dezembro batia contra seu corpo, Oliver; contudo, não parecia importar-se.

— Sinto sua falta — murmurou para o nada, sentindo-se tolo por saber que ninguém jamais o ouviria. Apoiou-se no parapeito e respirou fundo, fechando os olhos e inalando o odor agradável das flores que cresciam ali. Aquilo acalmou sua constante angústia por pelo menos alguns minutos.

Voltou para dentro e atravessou o quarto, passando pelo corredor e descendo as escadas, tentou ser silencioso, pois Thea, sua irmã mais nova dormia no andar de cima. Pegou um copo d'água e sentou-se ao balcão, admirando o líquido incolor. Suspirou e ingeriu a bebida, colocou o copo sobre o mármore e escorregou o corpo pela cadeira e bufou, irritado.

— Não conseguiu dormir? — Thea questionou, assustando-o.

— Não — ele sussurrou, brincando com o copo em suas mãos. — Mais pesadelos — fechou os olhos com força.

— Sinto muito — a jovem disse sinceramente. — Ollie... — Iniciou, o mais velho; entretanto, ergueu a mão e pediu, delicadamente.

— Thea, hoje não, por favor — implorou, sua voz falhou um pouco e ela aproximou-se um pouco e murmurou.

— Tá bem, não irei dizer nada... Eu só não queria te ver assim — ele percebeu algo na voz dela, só não soube identificar ao certo o que era. — Eu to aqui, se você precisar okay? — Deu um beijo na bochecha dele e afastou-se. — Te amo Ollie.

— Também te amo, Speedy — murmurou, conforme a mais nova afastava-se e voltava para seu quarto. Respirou fundo e voltou para seu quarto, pegando seu notebook e abrindo-o, ao abrir o Navegador, diversas propagandas apareceram e por mais que tentasse, o empresário simplesmente não conseguia fechá-las.

— Merda! — Bufou, fechando a tela com raiva.

...

Felicity abriu os olhos e revirou-se na cama, enquanto se espreguiçava. Voltou-se para o relógio e sobressaltou-se.

— Não, não — falou, arregalando os olhos. Estava meia hora atrasada. Levantou-se rapidamente, ficando ligeiramente tonta. Apoiou-se na cabeceira da cama e respirou fundo, contando até dez. — Droga! — Bufou, abrindo o guarda roupa e pegando a primeira roupa que viu na sua frente.

Entrou no banheiro correndo e ligou o chuveiro. Aquele havia sido, decididamente, o banho mais rápido da história da humanidade. Tropeçou no tapete do banheiro mas de alguma maneira conseguiu equilibrar-se. Se secou rapidamente e vestiu-se. Trajava uma blusa rosa choque social, uma saia preta e sapatos de salto alto também preto. Prendeu os cabelos, colocou seus óculos e correu para a cozinha, pegando uma maçã e sua bolsa que estava jogada sobre a mesa.

— Cailtin, estou indo trabalhar — berrou para sua melhor amiga com a qual morava há três anos.

— Tá! Bom trabalho — a outra gritou do seu quarto.

— Valeu — murmurou, saindo correndo.

O trânsito estava milagrosamente favorável em Starling City naquela manhã e todos pareciam focados em suas tarefas diárias. A loira estacionou o carro e foi correndo em direção ao elevador, cuja porta estava fechando.

— Segura o elevador — berrou e viu uma mão masculina segurando a porta. Ufa! Suspirou, aliviada ao entrar no cubículo.

— Muito obrigada — agradeceu, voltando-se para o homem. Arregalou os olhos e se xingou mentalmente na mesma hora, esquecendo-se de que era péssima em disfarçar aquele tipo de coisa. Diante dela, estava Oliver Queen. Ele era o herdeiro de toda aquela fortuna, comandava tudo ali, o CEO da empresa estava bem diante dela e definitivamente era bem mais bonito do que nas capas de revista. Seu rosto tinha traços definidos, a linha do maxilar era bem desenhada e a barda loira por fazer o deixava ainda mais charmoso. Os cabelos loiros eram curtos e seus olhos incrivelmente azuis a encaravam fixamente; estes, contudo, não possuíam brilho nenhum.

— Não há de quê — ele disse, forçando um sorriso, o que não a passou despercebido.

Oliver retirou-se do elevador e cumprimentou sua secretária.

— Bom dia, Helena — disse encarando a bela mulher de olhos azuis que sorriu e disse:

— Bom dia senhor Queen.

— Já disse para me chamar de Oliver — ele pediu, aproximando-se. — Ontem à noite meu computador não funcionou direito, você conhece alguém que possa consertá-lo? — Perguntou, mostrando o notebook em suas mãos.

— Claro, o nome dela é Felicity Smoak, ela fica no Departamento de Tecnologia da Informação, é no terceiro andar — disse. — Basta descer e irá encontrá-la.

— Okay, obrigado.

Ele voltou para o corredor de elevadores do qual agora saia Tommy Merlyn, seu melhor amigo.

— E aí, Ollie... Tudo bem? — O moreno perguntou sorrindo para ele.

— Sim, e você está atrasado — disse, lançando um olhar enviesado para o moreno, que deu de ombros e riu:

— Desculpa, sócio — levantou as mãos. Tommy havia feito uma sociedade com Oliver há três meses e desde então ambos têm tentando reerguer a Queen's Industries. — Vou lá — disse dando um tapinha no ombro do amigo, que revirou os olhos e entrou no elevador.

Ao chegar ao terceiro andar, passou pelos corredores até encontrar a sala da moça que Helena indicara. Adentrou e disse:

— Felicity Smoak? — A jovem ergueu a cabeça e ele logo a reconheceu. Era a jovem do elevador. Ela mordiscava uma caneta vermelha.

— Senhor Queen — ela disse, tentando não mostrar que se assustara.

— Me chame de Oliver, senhor Queen era meu pai — pediu, educadamente.

— Sim, mas ele está morto... Quero dizer, ele se afagou... Quero dizer, eu vou ficar quieta em três, dois, um — tagarelou, e corando. Oliver soltou uma risada estranhamente natural e a olhou. — Me desculpa — a loira pediu, finalmente criando coragem para olhá-lo.

— Não precisa pedir desculpas — a garantiu. — Meu computador não está funcionando direito, poderia consertá-lo por favor?

— Claro! — Ela disse, dando um soco no ar parecendo animada. — Passe para cá — pediu, erguendo a mão. Ele obedeceu entregando-a o objeto. — Ela ligou-o e começou a apertar várias teclas, depois de cerca de cinco minutos disse: — Prontinho — voltou-se para ele.

— Já?! — Oliver questionou verdadeiramente surpreso.

— Essa eu vou deixar passar por que você não conhece meu trabalho, Senh- Oliver. — corrigiu-se. — Mas sim, já.

— Muito obrigado — ele agradeceu, lançando-a um sorriso e pegando o computador. Ela perdeu o fôlego por alguns segundos e disse:

— Se precisar, basta vir aqui — ele assentiu e virou-se.

— Bom trabalho!

— Obrigada, para você também — ela disse.

...

Oliver digitava algo em seu computador quando Tommy invadiu a sala e perguntou, animado:

— E se formos a uma festa hoje?

— Não posso, Tommy... Tenho esses relatórios para terminar — mentiu, mesmo sabendo que seu amigo não acreditaria em uma palavra sequer.

— Você tá mentindo — revirou os olhos. — Ollie, qual é, você não pode passar o resto da sua vida assim — murmurou, preocupado.

— Tommy... — começou, mas foi interrompido pelo outro.

— A Sara não iria querer isso — disse, sentando-se no banco. O olhar de Oliver tornou-se ligeiramente mais severo e ele disse:

— Ela está morta Tommy — disse, baixo. — Ela morreu por minha causa.

— Isso não é verdade, e você sabe disso! — O outro bradou, nervoso. — Aquilo não foi sua culpa.

— Foi sim! — Ele falou, aumentando o tom de voz. — E nada que você, Thea ou Laurel disserem mudará isso.

Tommy suspirou, parecendo cansado e disse:

— Sua mãe estava certa, Oliver — disse o nome inteiro do amigo pela primeira vez em anos. Péssimo sinal. Oliver pensou, abaixando o olhar. — Você é seu pior inimigo, criou seus próprios demônios.

Tommy o encarou e, balançando a cabeça, retirou-se da sala num rompante...

Notas finais
E então gente, o que vocês acharam? Gostaram? Novamente, eu lhes peço que não saiam sem comentar *u*. Eu quero muito saber o que vocês acharam.Aproveito para desejar a vocês um feliz natal e um próspero ano novo, que ano que vem seja repleto de alegrias nas vidas de todos vocês *----*Outra coisa importante sobre mim: Geralmente eu coloco coisa importante nas notas iniciais, avisos e coisas assim. Então sempre leiam as notas inicias e finais, okay? >.