Ensanguentados: Rainha-sangue
2 Início.
Notas iniciais
Boston, 18/08/1993 — Primeiro assassinato.
Dois irmãos estavam em um quarto assistindo filme. Era noite, estava escuro e os pais haviam saído para casas de parentes, visitar como de costume. Os dois garotos estavam com medo, pois ouviram barulhos a noite toda que pareciam vir de todos os lados. Moram em uma casa grande: dois andares, duas salas, duas cozinhas, três quartos e quatro banheiros.
O primeiro a se manifestar foi o garoto mais velho, Thomas. Moreno, olhos verdes, pele bem branca, cabelo curto e negro como as sobrancelhas, provavelmente tinha um metro e setenta. Apesar da idade, é o mais medroso dos dois.
—Thiago, escutou isso? Um barulho vindo do corredor. Vai lá ver, estou com medo, não irei sair daqui – disse, vacilante. Thiago ficou nervoso, pois estava mais interessado em assistir o filme.
Thiago era o irmão mais jovem, obviamente. Thiago, loiro, olhos verde, cabelo tão claro quanto às sobrancelhas, às vezes as sobrancelhas conseguiam ser mais clara enão tinha tanto medo. Thiago conseguia ser ainda mais branco que Thomas, tinha cerca de um metro e sessenta e cinco, parece que seria mais alto que o irmão.
— Pare de graça Thomas, quero terminar de assistir o filme. Já estava ficando mais empolgante.
Thiago, um pouco irritado, decidiu acabar com isso. Ele foi se aproximando da porta do quarto de seu irmão, abriu a porta e...
— Viu? Nada! Aproveitando essa pausa ridícula, vou ao banheiro.
No meio do corredor tinha duas portas, uma delas desnecessária. A primeira portalevava para o continuo corredor, era uma porta um pouco mais escura, sem textura alguma.A outra porta levá-lo-ia para a varanda, uma porta escura, mas com textura.
A porta que levaria para o corredor, também levaria para o banheiro e os outros cômodos. Saindo do banheiro, Thiago viu que seu celular estava com pouca bateria, então foi até seu quarto pegar o carregador. Ele estava voltando para o quarto de seu irmão, para terminar de assistir o filme.
— Pronto? Podemos terminar de assis... — antes de termina de falar, percebeu que seu irmão não estava mais lá.
— Estou na cozinha, seu bosta. — gritou.
— Só pode está comendo brigadeiro, vicio. — disse para si mesmo. Thiago foi direto à cadeira que estava no quarto, uma cadeira de praia vermelha. Ele adorar aquela cadeira, até demais.
Logo notou um boneco em cima da cadeira. Era um palhaço, estava ensanguentado, mas não era só isso, o sangue saia de dentro do boneco.
— EI THOMAS, CORRE AQUI E TRÁS A DROGA DO TELEFONE! – gritou Thiago. Ainda assim, Thiago não estava temendo a situação.
Thiago se aproximou do palhaço, abaixando-se para pegá-lo. Já com o palhaço em mãos virou-se para trás e no mesmo instante um palhaço em tamanho real se jogou em cima dele. Thiago se assustou e pulou para trás, o palhaço nem encostou nele, fazendo o mesmo cair no chão.
“É apenas um boneco, deve ser uma ridícula brincadeira do Thomas”, pensou. Ele não poderia está certo disso, afinal, onde Thomas acharia um boneco desses?
Thomas subiu as escadas, pois o irmão havia gritado. Acabou se esquecendo do telefone. Chegando ao quarto, olhou para o irmão e ficou ali parado por alguns segundos. Estava tentar entender o que acontecia. Seu irmão cheio de sangue, o qual vinha do palhaço menor, sem falar do palhaço mair, que estava em seus pés.
— O que é isso? Explique-se – disse.
— Haha, muito engraçado. Nossa, estou rindo tanto – tentou repreender seu irmão com ironia.
— Estou falando sério. Esse palhaço não é meu, aliás, nenhum dos dois — disse o irmão mais velho, assustado com o que acontecia.
— É porque eles são meus – disse uma voz grossa. Uma voz que saia do palhaço, que não perdeu tempo em virar-se rapidamente, cortando a garganta do mais velho. O mais novo logo começou a correr, mas não parecia procurar por ajudar, e sim por algo que o ajudasse ali, agora.
Thiago desceu as escadas, mas parecia que aquilo não tinha fim.
— Com certeza foi pegar uma faca, todos fazem isso. Me cansei dessas vitimas previsíveis. – sussurrou o palhaço para si mesmo.
— Não adianta se esconder. As trevas estão à meu favor.
As luzes foram apagadas.
— Estão à seu favor? – disse o garoto mais novo. Um clarão de luz “aconteceu”, seguido de um barulho ensurdecedor – Achou que fui à busca de uma faca?
Thiago, ainda sem perder tempo, pegou o telefone sem fio e correu para o quarto do irmão. Ligou rapidamente para a emergência.
— Alô? Preciso de uma ambulância urgente e policiais – disse, desesperado, ao telefone.
— Senhor, informe a situação e a sua localização, por favor — Meu irmão levou uma facada no pescoço. O cara que queria nos matar está jogado no chão da minha cozinha. Nem venha falar em fazer pressão no ferimento, estou fazendo isso. RÁPIDO! – gritou.
— Senhor, informe sua localização.
— Droga, maldita. Rua Alencar de Ferraz, número 705. RÁPIDO CARALHO! — desligou o telefone com muito ódio.
— Ei, pronto para mergulhar em prantos? – disse uma criança. Estava vestida de palhaço. Ela adora se vestir assim e isso incentivou todos os seus “amigos” a fazerem o mesmo. Esta garota tem apenas oito anos e foi perdida do mundo. Teve uma péssima infância, pois tudo fora destruído pelo seu pai.
— Quem é você? Vá embora, criança-demônio — disse Thiago. O mesmo nunca gostou de crianças, sempre as chamou de malditas. Todos nós somos crianças, mas mesmo sabendo disso, ele as odiavam.
— Sei que você não irá fazer nada contra mim – disse a garota.
— E como pode ter certeza disso?
Ao terminar a frase, Thiago foi suspenso no ar, o pai da garota o segurava.
— Vamos filhinha, mate logo ele – disse o pai da garota. O menino se debatia para tentar se soltar, mas foi em vão. A menininha aparentemente doce chegou perto de seu pescoço e o cortou lentamente.
Esse foi o primeiro assassinato de uma das rainhas-sangue.
Notas finais
Espero que tenha gostado e obrigado por lê!
@lucasfariasf
Fale com o autor