Enredo Escalarte
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Cidade dos Anjos Caídos - Cassandra Clare
As lembranças ecoam em sua mente “Bang-Bang!”. Despertando de um pesadelo para mergulhar em uma névoa, Joana não se esquece da traição que sufoca seu coração. Tudo se passa tão rápido em sua mente quando o bote de uma serpente e a única frase coerente que é capaz de fazer é “Como ele pode?”. Como se fosse atingida por um raio, tão repentinamente tudo o que ela passa a ser agora é cólera.
O tempo se esgota, o sinal já foi dado, a fuga começou.
Tudo se transforma em caos quando os prisioneiros distribuem socos e chutes em um teatro para chamar a atenção dos guardas e trazê-los para dentro da cela. Então tudo se transforma em realidade quando o tiroteio começa, sons secos e explosivos inundam o ar junto ao cheiro de pólvora e sangue, quando os guardas que tentavam separar a falsa briga são atacados.
Joana pega a arma de um guarda caído com o crânio amassado, checou quantas balas tinham na pistola, 5, e pegou mais munição do coldre da arma enquanto outro abria a cela com as chaves de um dos guardas. Ao levantar-se ouviu um urro animalesco que saio de sua garganta e começou a atirar e se jogar no chão para desviar das balas atiradas cegamente pelos reforços que chegavam pelo corredor das celas.
Correndo a frente dos outros prisioneiros fora a primeira a chegar e constatar no hall de entrada que acabou. Marginais, forasteiros e fanfarrões comandavam a prisão, “sem precisarem de tanto esforço” pensou sem decidir se ficava indignada ou aliviada por tudo ter sido tão fácil. Então se apressou, pois assim que o momento de gloria deles acabasse o caos voltaria a reinar. Pegou mais munição e saiu em disparada através da porta junto a outros bandidos que também agiram rápido enquanto os outros soltavam seus “amigos” da prisão.
Avistara o cavalo do xerife e alguém tentando pega-lo antes dela. Mirou, “Zip, Pow!”, derrubou seu adversário que agora jazia no chão com um buraco no peito que agora estava pintado de um vermelho escarlate que se espalhava rapidamente.
Os cavalos agitados por toda aquela baderna empinam e se debatem tentando soltar suas rédeas. Joana vai até seu premio, um garanhão negro com um diamante branco na testa, o mais veloz daquelas bandas. Soltando suas rédeas da cerca e o montando com destreza antes que tenha a chance de fugir e estar longe da vista.
Montada em um animal que agia como se fosse selvagem Joana dispara através da cidade em direção ao nada ate conseguir acalmar o cavalo. Então segue em direção as fazendas mais distantes, “Nem Deus pode salva-los agora do destino que os aguarda” pensava e com razão.
Já a distancia escuta um novo tiroteio seguido dos primeiros gritos de pavor que a fazem diminuir a velocidade para um trote e olhar para trás e testemunhar a loucura que aqueles marginais estavam fazendo ao ver a fumaça subir através da prisão. Isto fez aforar nela algo em seu peito que se negava a sentir, a bondade irracional. Virou assim as costas e voltou a galopar para longe da cidade.
Notas finais
Obrigado por lerem até o fim ;)
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