Enquanto a Neve Cair
6 Cinco - De Volta ao Lar
Praia,Hunrrigton,NovaYork,EstadosUnidos...
Como era bom estar de volta á aquela praia, á Hunrrigton.
Estava um clima tão bom ali,estava verão,logo que Pablo fechou o anunciador,começaram a caminhar pela a areia a brisa do mar era tão calorosa, esta brisa...lembrava a discussão e a reconciliação de Cam e ela numa pequena ilha no meio deste mar ao seu lado.
Fora foi aquele dia que descobriu que o amava, e que o escolhia assim comeo ele a escolhia.
–É bom não é?- Balbuceia Pablo.
Savannah que olhava o céu estrelado sobre aquele lindo mar se vira a Pablo.
–O que?
–Hunrrigton.É bom,é calorosa.Não sei como aguenta viver naquele frio.- ri-se.
–Oh.É verdade,em Hampstead o frio é de congelar os ossos,aqui sempre foi bom.Que saudade daqui.- suspira ela andando devagar caminhando ao lado dele.
–Sim,achei que fosse melhor lhe trazer aqui.- se senta na areia e tira o sobretudo o pondo no colo, e a olha como "Sente-se" e olha para o lado indicando.Savannah senta-se ao seu lado tirando também o sobretudo e ficando com o vestido decotado, olhou para baixo corada Pablo percebe e ri-se, Savannah se junta a rir podia jurar que se Cam estivesse ali iria rir com aquele riso perfeito e fazer algum elogio "sensual".
–Pois enfim,primeiro fale de você!- murmura ele olhando o céu estrelado com um olhar triste.
–Sente saudades de lá não é?- ignora a pergunta dele.
–Bem,- começa ele triste- quem não sente falta de seu lar?Mas pressinto que o paraíso deixou de ser meu lar á um tempo.
–Acho que não.- olhava ele e acaba desviando o olhar para o céu- você é bom Pablo ainda á lugar para você lá.
Ele solta uma risada com tom sarcástico ( oh Cameron ria assim).
–Não me conhece então Savannah,transpareço ser bom.Mas é a realidade é dura fui expulso do céu junto aos outros e virei um demônio e sirvo a Lúcifer, mesmo que á perdão a um demônio como eu acredito que seria errado eu voltar,vivi por muito tempo com os pecados da Terra, não saberei ser novamente um anjo bom.- Pablo dizia com um olhar distante olhando o céu,sua marca no pescoço não combinava com ele, como podia algo tão bom como ele conviver com o mal?
–Pablo não diga isso,é claro que conseguiria, olhe Ariane e Annabelle são anjos e não hajam como freiras.-murmura Savannah.
Ele ri-se e ela se junta a também rir.
Mas ele balança a cabeça em negação.
–Mas me diga acha que eu seria capaz de deixar Luna?- a olha,dava para ver amor em seus olhos.
–A ama muito não é?
–Muito?Mais do que muito!A encontrei numa época ruim da minha vida,ela me deu a alegria e mesmo sendo difícil como é, eu a amo e não a deixaria Cameron pensou que eu havia decidido ir para o lado do céu mas eu não vou deixar minha amada e nem meu irmão.- diz ele num tom decidido.Savannah sentiu por um momento inveja de Luna,este demônio a amava com todas as forças dava para ver.
O olhando nos olhos lhe lança um olhar piedosos e compreensivo.
–Nossa,ela tem sorte de ter você.
Ele sorri e abraça Savannah, parecia saber que ela precisava disto.
–E eu tenho sorte de ter uma amiga como você,e Cameron por ter seu amor.
Savannah sentiu vontade de chorar,o apertou naquele abraço maravilhoso e familiar.
Ela nunca imaginou amar um demônio e nem se familiarizar com demônios.
–Obrigado por estar aqui, por vir me ver Pablo, tem sido tão...mais tão difícil que dói sempre.
Acaba por solta-la e se levantar estendendo a mão a ela.
–Eu sei,venha vamos a um lugar.E aliás o que aconteceu com seu nariz?
Pega na mão dele se levantando,e fica envergonhada pelo o nariz.
–Nada demais,um acidente na escola.E aonde vamos?
–Sua casa.E lá sim, eu prometo contar como vão as coisas realmente.
Assente e o segue até novamente ao anunciador.
* * *
Rua 12,Casa 238,Hunrrigton,EstadosUnidos...
Quando saem do anunciador Savannah logo avista a velha casa que era para estar nas cinzas estar erguida em madeiras e colunas,com uma quantidade de materiais de construção na frente.
A casa de sua família estava sendo reconstruída, Pablo logo abri a porta da frente que estava aberta e entra,para e se vira a Savannah.
–Quer mesmo entrar?
Seria difícil entrar ali,por mais que seja uma construção nova,era idêntica a antiga e viveu ali desde que nasceu os melhores momentos de sua vida.
–Sim.- decidida passa por Pablo na porta entrando ali,tudo já estava construído ali embaixo.As mesmas paredes beges,por que decoraram como a antiga?
Pablo fecha a porta e mete as mãos no bolso caminhando logo atrás dela, enquanto Savannah observava com cuidado cada detalhe, podia ser igual mas não era a mesma,o aconchego foi queimado junto ao incêndio.
Savannah podia lembrar como amava correr naquelas escadas o dia todo quando apenas tinha oito anos,lembra que uma vez Margo caiu da escada,e havia levantado sem seu dente da frente,Savannah lembra que ficou apavorada,pois sua mãe já havia dito para não ficarem correndo e as duas teimosas corriam,mas lembrando agora da cena daquele dia riu-se sozinha,olhando o teto podia lembrar do pequeno lustre que havia ali,fins de tarde deitava no sofá e observava o lustre. Foi tirada dos devaneios de seus pensamentos por Pablo.
–Algum problema?- pergunta ele parando o seu lado- está quase igual.- olha em volta.
–Não nenhum,só estou lembrando de como era viver aqui.Sim,está quase igual.- diz ela caminhando para a escada e as subindo,Pablo a seguia.
Subido já as escadas avista o lugar que deveria seu quarto,entrando no cômodo que ainda estava em reforma com paredes sem papel ainda e sem instalação, caminha por ali até a janela que encostada nela havia seu sofá rosa claro, se encosta ali na janela de madeira marrom,a levanta abrindo-a,e sente o ar bom e caloroso de Hunrrigton.Respira fundo não querendo mais soltar aquele ar,fora ali que Cam a pegou e se jogou ali abrindo suas asas e dando partida num vôo com suas asas douradas até a pequena ilha.
–Cada lembrança...cada palavra dita, cada ação neste lugar ainda me lembro como se fosse ontem.- balbuceia ela devagar olhando a vista dali,que dava para as árvores e um céu maravilhosamente estrelado.
–Eu entendo.Deve ser difícil, estar aqui e não ter os complementos mais importantes aqui.
–É,bom agora me diga, sobre o que anda acontecendo!- Savannah se vira a ele.
–Bom,por onde posso começar... á várias coisas ocorrendo.- diz ele encostado ao lado dela na janela.- Depois de Cam e você se despedirem,ele ficou meramente revoltado com a ideia de ser mandado embora de novo,não sei...mas talvez na cabeça dele ele acreditava que podia ajudar você passar pelo seu luto e ao mesmo tempo te proteger de Lúcifer. Mas ficou mais ressentindo por saber que não o queria mais em sua vida,desde então ele aceitou ser o tal comandante da legião de Lúcifer, e segue fazendo as tais missões para conseguir ganhar esta guerra, assim como os anjos também estão do lado deles fazendo suas ações, então praticamente a guerra não começou ainda ,a batalha real ainda não começou. Cam com certeza não é o mesmo de antes,digo não é mais o mesmo demônio antes de te conhecer, e não o mesmo de quando conheceu você. — enquanto Pablo falava,ela imaginava um Cam amargurado,solitário por dentro,ao imaginar isto sentiu uma grande pena de seu demônio, se ainda era "seu" não sabia mas queria estar ao seu lado para reconforta-lo- Ele está muito focado nesta guerra,não imagina o quanto,quer porque quer ganhar esta guerra.
Savannah ficou pasma a cada palavra que ele dava, Cam havia se tornado um completo demônio das Trevas antes já era mas agora...piorou.Isso tudo por culpa dela,se sentia tão culpada.
–Então, está me dizendo que ele não se importa com as consequências desta guerra?Nem você? Já pararam para pensar o que vai acontecer se ganharem?Pessoas vão morrer,oh Deus! — mencionar o nome do criador deles deixou Pablo desconfortável.
–Savannah!- protestou Pablo irritado.
–Não Pablo!- protestou ela de volta.Poderiam dizer que ela estava sendo louca por protestar um demônio, mas Savannah não se importava estava mais confiante,antigamente não iria protestar,e acreditava que Pablo não seria capaz de fazer qualquer maldade com ela,mas talvez poderia como ele mesmo disse ela não o conhecia tão bem.Mas tomou coragem e continuou sua opinião sobre tudo isso:
–Vocês estão malucos o.k?Isso é loucura!- levanta as mãos ao alto- Tudo bem que são revoltados por terem sido tirados a força de seu lar,mas isso não quer dizer que vocês tenham o direito de acabar com a metade do mundo numa guerra tosca só para obter o poder sobre o mundo,e estar de volta ao paraíso que tenho certeza que ate lá já estará acabado.E vocês acham mesmo que Lúcifer ira simplesmente pisar no paraíso e dizer a vocês:"Sejam bem-vindos meus irmãos, entrem e sejam felizes"? Não irá!- disse num tom alterado- Ele só irá querer governar a merda deste mundo e ter vocês como os servos dele mais uma vez,vocês nunca serão livres,aceite isso Pablo.- ela suspira e se vira para o quarto,cruzando os braços e encostando na janela.Sua cabeça agora latejava ao pensar que iria acontecer uma guerra entre o céu e o inferno,e havia culpa dela nisso, se não tivesse mandado Cam embora,ele não estaria tao disposto a ganhar tudo isso e ter adiantado a guerra.
Quanto a Pablo, ouviu calmamente cada palavra que Savannah disse.Logo por fim passou a mão sobre a testa a esfregando, parecia nervoso e sussurrou:
–Não temos escolha.
–Tem sim Pablo! Todos nós temos!Pensei que Daniel e Luce tinham servido como exemplo.- protesta Savannah de novo olhando Pablo.
Ele a olha nos olhos e calmamente diz:
–Assim como você escolheu o Cam?
Ela sentiu levar um tapa,um tapa que claro da verdade.
–Eu e Cam foi diferente!
–Não foi.Você sabe que não, você o deixou ir.Não o escolheu.-retruca Pablo.
–É diferente sim,eu o deixei ir porque ,não queria que mais ninguém morresse.- se senta no chão com os joelhos perto do peito- não queria que mais ninguém que eu amo morresse,não queria que Cam sofresse.Ou se preocupasse a todo momento comigo.- suspira segurando as lágrimas,mas elas são mais fortes e passeiam pelo seu rosto até ao queixo assim formando gotas e pingando no busto.
Pablo arrependido do que falou senta-se ao lado dela e a olha com piedade:
–Olhe Savannah,desculpe. Eu só queria que entendesse que nós demônios só queremos nossa casa.Assim como você quer um lar confortável,ou quer o Cam vejo isso em seus olhos,você o ama muito ainda.- usa seu polegar para secar as lagrimas da bochecha dela.
–Eu o amo sim,e muito.Mas...
–Mas?- termina de secar as lágrimas dela.
–Se eu o ver,acho que ouviria as piores coisas.
–Talvez,mas acredito que ele não iria dizer as piores coisas.-Pablo tenta amenizar.
–Estamos falando do Cam,é claro que ele atiraria um monte de verdades em cima de mim.Pior que eu o entendo.Pois é melhor ele continuar com esta ideia,já que isto ocupa sua cabeça,mas eu não concordo com vocês de começar uma guerra.
–Ta bem.Entendo você,mas me diga, como anda sua vida?- coloca a cabeça dela em seu ombro.
Savannah sorri com o gesto de carinho, e aconchega a cabeça no ombro do amigo.
–A escola tem sido incrível, mas também uma merda- ri- se,e ele também- o frio como eu disse é de matar,e fiz uma amiga chamada Aaghie ela é bem legal e sempre me alegra.E tem a Catia minha prima que também tem sido incrível,e a Emili tem trabalhado muito mas sempre que tem tempo fala comigo.E bom ... tem uma coisa — diz nervosa.
–O que?- pergunta Pablo preocupado.
–Tenho tido uns sonhos nada agradáveis...- o olha nervosa,os sonhos de Savannah a cada vez a assustam mais,mas o último a assustou mais do que devia.Se lembra do bebê que ela pegava no colo,seus olhos eram vermelhos,só de lembrar que logo depois aquele bebê se virou naquela gárgula se arrepia.- depois do incêndio,e eu ter ido morar em Londres mais ou menos depois de um mês,eu tenho tido sonhos estranhos...
–Que tipos de sonhos estranhos?- ele franze suas sobrancelhas.
–No começo eram curtos sonhos,bem era eu correndo numa floresta escura,usava uma camisola branca,corria de algo ...sempre no fim do sonho podia sentir uma dor na bacia da barriga,eram como pontadas ou como se levasse inumerosos chutes,eu sempre acordava no meio da noite suada com medo,nervosa...os sonhos eram repetitivos eu sempre corria nesta floresta até uma luz,em alguns corria a Cam.Noutros eu desmaiava,eu tive mais medo deste último,neste último eu corria...parecia ser dentro de uma casa escura...-enquanto falava sentia arrepios profundos,quanto a Pablo estava se saindo como um bom ouvinte- e corria até a porta que havia a luz,eu sangrava muito,na barriga,me escorava na parede quando cheguei quase lá...aquela gárgula maldita apareceu novamente,Dom é o nome dela ela usava suas garras em minha barriga e de repente um bebê nasce,e me vejo o pegar mas quando olho nos em seus olhos,seus olhos ficam vermelhos e logo o bebê não é mais humano e sim o Dom rindo de minha cara.-suspira passando as mãos nos cabelos,sua cabeça não parava de latejar,mas continuou- Quando alcancei a luz da porta sai para novamente aquela floresta,só que me dei de cara no chão,talvez em um buraco...Cam estava lá,mas com Lilith os dois sorriam a mim,e a gárgula dizia que..."Durma criança, estou para chegar!",e acabou.Seja lá o que este sonho signifique Pablo,eu tenho estado angustiada com isto...tem sido doloroso para mim ter estes sonhos e não poder fazer nada.
Pablo boquiaberto parecia não saber bem o que dizer,começou a murmurar:
–Gárgula?- a olha de canto de olho.
–Sim...o Dom.- o olha de volta.
–Dom!A última vez foi chamado de Bill,Savannah ele é Lúcifer.
Savannah sentiu seu corpo todo tremer a este nome,seus olhos se arregalaram sua pele toda arrepiou-se.
–O ... que?
–Sim,ele é Lúcifer a pergunta é por que ele assombra seus sonhos...sendo que não está mais com Cam.-diz ele pensativo.
–Oh Deus...Pablo,eu tenho sonhado com esta criatura o tempo todo e não sabia!-boquiaberta põe sua mão sobre a boca — e o que faço?Para parar?- Savannah sentia um medo enorme agora de saber que seus sonhos eram acompanhados e assombrados pela a besta,isso a deixava com certeza aflita.
–Tenha calma,irei resolver isso,mas agora já deu a hora de voltarmos.Por favor prometa a mim que não irá dizer isto a ninguém de minha visita o.k?-diz ele se levantando.Ela se levanta também e caminha até a porta junto a ele.
–O.k.- suspira nervosa,e assim por fim Pablo a leva de volta a festa,lá ele se despede dela,e promete ligar e dar mais notícias.
* * *
Procurava Catia para ir embora,estava tão pasma com que havia ouvido de Pablo,seus sonhos foi o que deixou sua cabeça agora explodir de dor,Cam estava horrível;isso era culpa dela claro que era e isso fazia doer mais seu coração saber que seu amado estava com o coração em pedaços,e ele escolheu reajuntar os pedaços do coração com o mal.
Andando ali na neve até a casa,não sentia nem direito o frio lhe abater seu casaco estava sem braço não havia nem percebido que não o pôs ainda.A música estava bem alta,e havia chegado mais pessoas,estava cheio ali fora assim como lá dentro.
Caminhando com passos rápidos sem querer não percebe que passa rápido por Luca,assim ele a segura em seu cotovelo a puxando calmamente.
–Hey!Espere,o seu nariz melhorou?-diz ele preocupado analisando seu rosto,Luca realmente era um rapaz bonito se Savannah não estivesse tão apavorada se intimidaria rapidamente por ele,Luca usava um suéter cinza flanelado por cima de uma blusa branca,e calças justas pretas logo seguido de uma bela bota de couro marrom este cara era estiloso-Catia disse que vinha,estava a sua procura aliás está linda.-acaba por fim sorrindo a ela.
–Oh!Sim claro que disse...-olha para o lado querendo sair da festa,estava tremendo,mas não queria ser grossa com ele e por fim se vira a ele- obrigada,Luca está de carro?
–Sim por que?- franze as sobrancelhas.-Você não parece bem,aconteceu algo?
–Am...sim...estou com dor de cabeça quero ir para casa,pode me dar uma carona?Não consigo achar Catia.
–Claro.Antes não quer beber alguma coisa?Sem que seja álcool claro,água por exemplo?E tem uns petiscos lá dentro podia comer.Esta meio pálida.-semicerra os olhos observando a feição de Savannah.
–Não,não.Só quero ir para casa por favor!- pede meio como súplica,não estava aguentando aquele barulho.
–Sim,claro.- responde rápido ele pegando em sua mão a levando para dentro de casa,passam pela as pessoas que dançavam e conversam e se beijavam fazendo aleatórias coisas,assim na porta Luca pega um casaco preto devia ser seu,abri a porta e pega na mão dela a levando para fora,sua mão estava um gelo fazendo com que a quentura da mão de Savannah fosse embora.
Caminham até o carro dele que era um Dodge Charger R/T preto espelhado com rodas prateadas,Savannah não deixou de ficar impressionada era lindo este carro.Luca percebe sua surpresa e esboça um sorriso fraco pondo a mão na nuca e abrindo a porta a ela:
–Gostou?
–Nossa é um belo carro.-sorri surpresa e sem jeito,acaba por entrando no carro,Luca fecha a porta e dá a volta para entrar,nestes segundos que ele dá sua volta a frente do carro,Savannah observa com cuidado ali dentro,bancos de couro e era tudo de uma cor preta fosca ali centro,o painel e o volante eram bem lindos.
Quando ele abri a porta o ar gelado entra junto,e Savannah podia sentir seus ossos congelarem,acaba botando o sobretudo verde,e coloca o cinto.Luca coloca o casaco no banco traseiro,e põe o cinto.
–Está bem aí?-pergunta ele a olhando com atenção,seu olhar era muito profundo e intimidador com um toque estranhamente sombrio fazendo com que Savannah desviasse o olhar.
–Sim estou obrigado.
–Não precisa agradecer faço questão de te levar.-dá partida no carro,saindo para a rua.No começo da viagem para casa na estrada,Savannah manda um SMS para Catia dizendo que foi embora para casa junto a Luca.
Luca dirigia inquieto olhando Savannah a todo momento com seu olhar intimidador,ela desviava o olhar até que pergunta:
–O que foi?
–Que tal irmos a um outro lugar?- a olha,ela sente um calor inesperado aparecer em sua barriga.
–Mas estou meio mal quero ir para casa.- diz nervosa meio intimidada.
–Calma.- ri baixinho- não sou um louco querendo te matar ou algo assim...
–Seria isso que um louco diria.- diz com um pouco de sarcasmo no tom,ele acaba por olhar de volta a estrada sorrindo.
–Então me considere o louco querendo conhecer a garota.
Savannah solta um pequeno riso corada,e olha a estrada.
O que está acontecendo comigo?Cameron não iria gostar disso...Cameron nem está aqui...o que estou falando?Eu o amo...argh por que sempre que estou com Luca penso isso céus?
Pensou ela.
–O.k...desculpe acho que fui inconveniente.- desculpou ele.
–Não.Está tudo bem...
–Você não é de falar muito.
–Sinto muito,eu não sou assim,juro.É que hoje tem sido um dia longo e aconteceu muitas coisas comigo.Mas então você me disse que é dos Estados Unidos também,sente saudades de lá?- murmura ela tentando amenizar o clima.
–Não,quer dizer não muito.E você?Ah e Catia comentou algo sobre você estar meio deprimida por um ex-namorado...-diz nervoso.
–Catia falou o que exatamente de mim?- Catia havia falado muitas coisas dela para ele?Oh Catia!!!
–Não a culpe,ela só respondeu o que perguntei,andei conversando com ela sobre você espero que não se importe,as vezes sou muito curioso.-para no farol.
–Ah eu também sou muito curiosa — solta um riso aconchegador — mas por que quer saber sobre mim?
–Bom,te achei bonita e extremamente encantadora...e você pode estar pensando:"E você quis demonstrar que sou encantadora quebrando meu nariz".- ri-se ele e ela também.
–Uou...foi isso que passou exatamente pela a minha humilde cabeça,mas você então foi bem forte no chute por que conseguiu quebrar meu nariz,deveria seguir nesta carreira de futebol.- disse com sarcasmo ela rindo,Meu Deus quanto sarcasmo,devo ter aprendido isso com Cam...pensou ela.
–Não mesmo.Minha área é outra.
–Qual?
–Literatura.- sorri convencido de sua escolha de área.
–Nossa,sério?Se eu não fosse estudar Arte e Desing estudaria Literatura,por que ...meu Deus...- Luca a olha desconfortável — é demais...
–Huuumm ... é que eu amo Literatura ,- Savannah havia estranhado seu comportamento ficar tão desconfortável,logo ele dá avanço no carro saindo do farol — estudar romances antigos,histórias antigas...e tudo mais eu simplesmente aprecio bem,e outra coisa que gosto de apreciar são as antigas obras de arte.Chegamos.- para em frente a casa de Savannah,
–Obras antigas?Não imaginava que gostasse de obras antigas.- o olha.
–Bem eu gosto é encantador saber seus significados.- a olha,e sorri.
–Imagino ... bom obrigado Luca até mais.-tira o cinto e abri a porta para sair mas antes ele pega em seu cotovelo.
–Podíamos sair amanhã depois da aula?- pergunta num tom inocente — queria fazer você sorrir mais como hoje,pelo o que sei anda deprimida,podemos ser bons amigos sabia?
Ele sabia ser bem convincente,ser amigos até que não era má ideia,Savannah necessitava de novos amigos mesmo.
–Claro que sim,e ah...- cora e coloca uma mexa de cabelo atrás da orelha- não estou tãão deprimida assim,mas gostaria sim que me fizesse sorrir ou rir necessito disso.Mas pode ser mais tarde amanhã?Tenho que sair.- e tinha mesmo,Catia a havia chamado para ir fazer compras com sua tia Julie.
–A hora que quiser esta bom para mim — solta um riso fraco — bom então até amanhã Savannah.
–Até Luc — sorri ela se virando para fechar a porta.
–Hey Savannah é um nome muito grande,poderia te chamar de Savah?- a olha nos olhos com aquele toque intimidador.
Savannah fica sem ar de repente,está frase "Savannah é um nome muito grande",foi a mesma que Cam usou para lhe apelidar de Anna.
Oh "Anna",que saudade de ser chamada assim.
Pensou lamentavelmente ela.
–Cl...claro — gaguejou espantada.
–Há algo errado?Posso mudar o apelido se quiser para Anna.- coloca a mão na nuca e esfrega ali.
–Não- diz rapidamente ela,só quem a chamava de Anna era Cam,aliás se a chamassem de Anna se lembraria dele a todo momento e se lembraria que ele está magoado.
–Hum o.k,então Savah está bem?
–Sim está ótimo Luc,ahn...até amanhã.- sorri o mais gentil possível a ele,ele retribui o sorriso e depois dela fechar a porta do carro ele se vai.
No quarto já deitada com seu pijama (era um regata preta,e um short listrado de preto e branco,o bom era que o ar-condicionado esquentava bem a casa) não conseguia parar de pensar em Cam,se o que Pablo disse mesmo é verdade então á um grande problema,Savannah sente que precisa encontrar Cam e o fazer parar de ajudar Lúcifer e o trazer de volta a sanidade,mas receia que iria ser maltratada por ele verbalmente,ou talvez não.
O que mais dói é sentir saudade de seu carinho e seu amor,depois de Luc falar sobre apelida-la de Anna sua saudade por Cam só aumentou mais ainda,queria agora ser como aquelas ex-namoradas que guardavam a roupa do ex só para um momento por abraçar e cheirar para sentir o perfume do ex,no caso de Savannah seria a famosa camiseta preta,só de pensar e lembrar como caía bem a camisa preta em seu tronco magro definido e seus braços com seus músculos,a fazia suspirar.
Mas de tanto pensar em Cam,acabou caindo na armadilha que estava querendo que não chegasse ainda...seus sonhos.
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