Enquanto Você Dormia
7 Capítulo 7
Notas iniciais
*Tô chocada com o tantitititinho de reviews...Fico pensando se perdi a mão pra isso....
*Masss,quero agradecer de coração,pra quem deixa o seu comentário...Adorooo
Beijos
Enjoy
Na noite passada havia adormecido da forma que me era possível na cama com Bill, olhando diretamente em seus olhos ouvindo-o dizer mil vezes que me amava. O dia já era bem claro, passando muito sol para dentro do quarto quando ele acordou, me despertando com ele.
On top of the roof
The air is so cold and so calm
I say your name in silence
You don't want to hear it right now
-Bom dia meu amor... -falei a ele sem ter nenhuma resposta... -Os olhos de Bill tornaram-se confusos apesar de parecerem estar nos meus... -Bill algum problema... -Ainda não vinha dele nenhuma resposta.
The eyes of the city
Are counting the tears falling down
Each one a promise of everything
You never found
Em um pulo ele saiu da cama andando sem rumo pelo quarto.
-Alex? Onde você está?
I scream into the night for you
Don't make it true
Don't jump
The lights will not guide you through
They're deceiving you
Don't jump
Don't let memories go
Of me and you
The world is down there
Out of view
Please don't jump
Uma dor sufocante passou por mim pela primeira vez desde que havia acreditado que estava morta. Ainda não era físico, mas parecia que poderia me matar já que o acidente não tinha conseguido. Bill sabia que quando ele acordasse eu apareceria para ele, então o que havia de errado?
-Estou aqui meu amor... -Minha voz era trêmula e cautelosa... Estou bem aqui... -Falei levantando-me da cama indo ao encontro dele que tinha uma mão levada à nuca em sinal de nervosismo.
You open your eyes
But you can't remember what for
The snow falls quietly
You just can't feel it no more
-Alex aparece, por favor... -Suplicou ele ainda me procurando com o olhar.
Somewhere up there
You lost yourself in your pain
You dream of the end
To start all over again
Não podia acreditar naquilo... Pior do que acreditar estar morta, ver meu corpo machucado no leito de hospital ou qualquer lembrança de minha vida, era saber que o homem que eu passei a amar não podia mais me ver.
I don't know how long
I can hold you so strong
I don't know how long
Desisti de tentar chamar sua atenção dando-me por conta do que significava. Apenas deixei-me descer, vencida, sentando no chão, tomado pela mais profunda dor.
Bill dava passos nervosos pela casa procurando por mim, com lágrimas nos olhos.
Just take my hand
I'll gave you the chance
Don't jump
-Volta meu amor... -Pediu ele mais uma vez esperando uma resposta que não vinha.
O ví colocando uma roupa qualquer e saindo do quarto enquanto e depois a porta da sala sendo batida com violência. Não o acompanhei como era para ter acontecido, então me lembrei das palavras de Daniel, e conclui que se ele não me via mais, eu pertencia agora ao lado dos mortos.
Dor.
-Adeus meu amor... -falei para o nada fechando meus olhos... -Eu amo você Bill Kaulitz.
-Alex, está na hora... -Olhei para o lado e vi Daniel, envolto em uma luz que nada tinha a ver com o sol, oferecendo-me a sua mão. Levantei-me segurando nela entendendo exatamente o significado daquilo.
Don't jump
And if all that can't hold you back
I'll jump for you
Bill... Pensei comigo mesma deixando toda aquela claridade me envolver.
Uma centena de vozes pareciam ecoar na minha cabeça, vindo parecendo de muito longe. Algumas falavam coisas que eu não entendia números e códigos desconhecidos para mim, podia ouvir que havia alguém chorando também, uma mulher. Uma voz parecia dirigir-se diretamente a mim e sobressair-se sobre as outras ”não me abandone”, a voz masculina dizia.
“Por favor, meu amor, volta para mim”, a voz que eu reconhecia agora vir do meu lado, suplicava insistente.
“Senhor precisa se afastar”, alguém falava tendo um feroz não como resposta.
“Eu te amo Alexia”, falou a mesma voz em meu ouvido.
Senti algo parecido com um tubo sendo puxada a força de minha boca para fora.
-Hora da morte... -Começou a falar uma voz mais clara sendo interrompida em seguida.
-Não!...Continue tentando... -Protestou a voz desconhecida para mim ainda muito próxima de meu ouvido.
Naquele momento pareceu que o ar ia fazer com que meus pulmões explodissem. Absorvi o oxigênio de uma forma que parecia queimar em minha garganta.
-Uma reação doutor... -Alguém se pronunciava com mais clareza ainda.
-Graças a Deus... -Murmurou a voz confortante.
Minha mão fazia movimentos involuntários e quando se fechava podia sentir uma outra segurando-a. Apertei forte a mão desconhecida embora não entendesse o porque. Calmamente tentei abrir os olhos mas tinha dificuldades, não sabia se pela luz leitosa da lâmpada ,ou se por algo ruim.
Quando parecia mais fácil consegui finalmente abri-los. Um homem alto e moreno assegurava com força minha mão. Ele obedeceu desta vez quando o médico pediu para afastar-se.
-Venha Bill... -Pediu a ele minha irmã Natasha que chorava compulsivamente. Algo que parecia sonolência tomou conta de mim depois de sentir uma picada aguda no braço e então eu adormeci.
O sorriso largo de minha irmã mais nova foi a primeira coisa que vi quando abri meus olhos novamente.
-É um milagre querida... -Ela dizia enquanto afagava meus cabelos.
-Natasha... O que aconteceu? Por que estou aqui... -As lembranças eram confusas demais para seguirem uma ordem coerente em minha cabeça.
-Você sofreu um acidente meu amor... Mas está bem agora... -A atenção dela dispersou-se de mim ao ver alguém entrando.
Não me lembrava daquele homem. Era alto, exótico, mas bonito. O moreno tinha o olhar mais doce que alguém já dirigiu a mim. Ele trazia com ele um lindo buque de rosas vermelhas, minhas favoritas.
Enquanto minha irmã levantava da cadeira ao meu lado pensei no que ela havia dito sobre eu ter sofrido um acidente. Então me lembrei na hora do insano que jogou o carro da ponte.
-O motorista está bem?...- Perguntei a minha irmã sentindo pena, ele só poderia ser algum desiquilibrado mental e eu por azar fui sua vitima. Tentaria não odiá-lo por isso.
-Não pense nisso agora... -Ela estava ao lado do estranho oferecendo-lhe a cadeira... -Vou deixa-los conversando Bill, mas nada de excessos lembra.
-Obrigado Natasha... -disse a voz tão doce quanto o olhar a minha irmã que se retirava do quarto.
O cara parecia fazer os movimentos de forma totalmente pensada, me olhou por um segundo puxou a cadeira e sentou-se, sempre olhando para mim. Nada nele era familiar, mas ele parecia estar em jubilo por estar me vendo naquele momento.
-Por que me olha assim?...-Perguntei ao estranho, ou talvez devesse chama-lo de Bill como minha irmã.
-Alguém me disse que tenho que olhar nos olhos para reconhecer alguém especial... -Falou ele quase sussurrando enquanto pegava a minha mão.
É uma boa teoria pensei comigo mesma.
- Você está aqui o tempo todo... Mas a gente já se conhece? -Perguntei em um tom de voz fraco. Ele apenas assentiu com a cabeça me deixando mais confusa. Não me lembrava de quando ou como seria. Não me lembrava dele simplesmente... -E quando foi?...-Perguntei a ele na tentativa de refrescar minhas lembranças.
Ele sorriu divinamente para mim ao responder.
-Foi enquanto você dormia.
Notas finais
Já vão pensando em indicar,ou não(snifh!)a fic...
Tá começando a andar para o final menins!
Beijos
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