Alguém deveria me censurar, mas aqueles 3 dias foram mesmo muito especial.Com 10 anos de idade meus pais estavam brigando muito e tudo tinha se tornado um inferno como eu vivia sozinha as vezes talvez ninguém notava, andava chateada de tudo e naquele dia que eu desci do prédio para ir brincar com meus amigos na rua, jogamos bola e brincamos de esconde-esconde.

-Gente, ninguém ligaria se eu morresse, talvez seria melhor para meus pais sem eu aqui...Poderia me suicidar — olhei para cada um e vi olhares plerpexos-

-Você não é louca, amiga, não é... Nunca fale isso nós iriamos sofrer... — falou uma amiga logo todos concordaram até que vi uma mulher fumando ao lado de um carro preto, ela usava um blaser preto uma calça reta preta e oculos preto, apesar de que já era 18:00h, muito bela a moça, chegou perto e despachou a fumaça em meu rosto acordando do transe-

-Se você acha que sua vida é dificil, se suicide, não é isso que você quer? Vai em frente...- ela andou dois passos pra trás me olhando e jogou o cigarro deu as costas e saiu, a segui com os olhos até uma rampa no predio que eu morava -

-Quem era aquela?

-Não sei, luh, você a conhece? — falava uma amiga era pequena menor que eu devia ter 7 anos, não me lembro dos detalhes -

-Não, nem sabia que ela existia, muito menos que morava no prédio que moro — falei em um sursurro, afinal tudo isso foi estranho-

-Talvez...-o irmão da garota de 7 anos tinha 10 como eu ele não terminou de falar ao ver que me levantei e fui até a guarita-

-Leite...- era o sobrenome do porteiro, eu conhecia todos que ali morava, sempre me dei bem com vizinhos e porteiro, e também ele era amigo me lembro que me ajudava a encontrar lugares para me esconder, na maioria das vezes eu ganhava no esconde-esconde por causa disso-... Aquela mulher que estava fumando ali, mora em que apartamento?

-Hum... srtª Cecília? mora no 702 — pensei na hora quão lindo era seu nome, mas quão arrogante ela era-

-Obrigada...-ia saindo mas voltei dando passos pra trás e me virando- Minha chave, eu ia esquecer

-Está aqui...-ele me deu a chave e eu corri com pressa esperando o elevador, porém estava demorando subi as escadas até o 7ª correndo nelas, sem medo de tropeçar bati no 702 e ninguém abriu, esperei durante muito tempo mas ninguém abria voltei ao 503, que era o apartamento que morava, logo entrei as pressas e fui tomar banho, ninguém havia chegado mesmo, esperei até 20:30h, fui dormir, afinal amanhã tinha escola-

-Pirralha -ouvi a voz irritante do meu irmão, pulei da cama furiosa-

-Rick, seu idiota... — me virei pra pegar minha roupa do colégio, minha toalha e minha escova de dentes muito irritada-

-Eu sei, ora, mesmo assim você é uma monstrenga — dei de ombros e sai tomei meu banho, comi e fui ao colégio-

Chegando a tarde, desci como sempre fazia pra encontrar meus amigos, comi biscoitos da tia Cármem, mãe dos dois amigos, e fiquei conversando, eramos 19 crianças, que me lembro, olhei pro lado e vi que o carro preto havia chegado me despedi e segui Cecília subindo pelas escadas, enquanto ela subia pelo elevador, quando cheguei no 7ª vi ela abrindo a porta.

-Por que disse aquilo ontem?

-Não gosto de meninas assim como você...-ela nem me olhou mas sabia quem eu era abriu a porta e entrou, sem hesitar entrei em seguida, ela fechou a porta, o que me deixou assustada, mas eu estava ali querendo desculpas da parte dela- Você é corajosa, em entrar assim na casa de um desconhecido...

-Talvez, Cecília...-ela me olhou e riu-

-Luana, como você é idiota... — ela me olhou e enfim vi claramente seu rosto era branco levemente rosado e perfeito, soltou os cabelos em um movimento proprio, cabelos lisos com levemente ondulados nas pontas, deslumbrante, ela era perfeita-... Enfim, fale logo, afinal tenho um caso do tribunal para resolver

-Você é juiza?

-Advogada — me olhou séria e deu de ombros-

-Bem...Quero desculpas...

-Desculpas? — ela riu um sorriso sarcástico e me olhou- Falei a verdade, garota, e acha que eu, tendo 24 anos iria dá desculpas a uma garota de 9?

-Tenho 10...

-Que seja, agora fora -ela me puxou e abriu a porta a fechando em minha cara-

Desde então o meu dia foi resumido nisso: ir ao colégio, estudar, brincar um pouco, conhecer uma mulher arrogante e pensar nela o resto da noite, na mesma hora lá estava ela, linda como sempre, a acompanhei de novo, vi que cheguei um pouco depois ela já havia entrando então toquei a campanhia e ela abriu

-Você de novo?

-Deixe-me entrar, por favor

-Tudo bem entre — entrei e sentei em uma cadeira mesmo ela não falando nada- Quer leite?

-Não, obrigada -hesitei falar algo mais, mas logo falei acho que foi alto demais — Não paro de pensar em você, eu te amo...

-De verdade? — balançei minha cabeça e ela pegou meu braço puxando para um quarto que estava todo fechado apenas o ar condicionado pra esfriar -

-O que... -ela me beijou e arrancou minha blusa em um movimento rapido e violento, tive muito medo — Pare, por favor... -gritei, com lagrimas ela olhou pra mim dando um riso cínico —

-Você disse que me amava... prove...-ela me beijou e descia os labios a meu pescoço, logo foi em meus seios, mas na epoca eram muito pequenos, quase nenhum, entrou a mão em meu short jeans e colocou dois dedos em minha parte intima, a empurrei rapido e peguei minha roupa com medo, peguei as chaves e corri bem rapido até meu apartamento, me trancando logo em seguida-

E foi assim que tudo aconteceu, ela saiu no outro dia do prédio... Deveria ter notado que a casa quase não tinha nada, mas Leite me disse que ela saiu meia pertubada e falou algo como _"Nunca devia ter falado com ela, e em 3 dias eu gostei realmente dela"_ Estava tudo esclarecido... ou talvez não. Nunca mais a vi, e já se passou 5 anos que isso aconteceu, não sei o que pensar, não sei se deveria dizer isso pra alguem.

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Notas finais

Bem... Foi rapida
Espero que tenham gostado

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!