Notas iniciais
:3

Enquanto espero

(Um poema dedicado a Thálatta Monteiro)

Eu rejeito a dor de chorar nos cantos

Eu rejeito o colo que me apara os prantos

Eu não sou eu mesma sem me consolar.

O que um dia lágrima, hoje só lembrança,

Corre e escorre em minha dor que avança,

Só pra me dizer que eu não sei chorar (ou amar).

Mas ainda presa em minha cama inerte,

Mal resisto a vida e a mim ela se investe,

Eu não tenho culpa de me sentir mal.

Para cada dor haverá um amigo,

Para cada dor, sei também castigo,

Para cada doce haverá um sal.

E eu que não nasci para a agonia,

Que não sou de me entornar em poesia,

Jogo-me tal louca nesse mundo insano.

Não quero dinheiro, passado ou desculpa,

Nem ser uma santa, milionária ou puta:

Só dizer segura outro "eu te amo".

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.