Enquanto Ele Dorme
11 Capítulo 10 - Forgive me?
Notas iniciais
mereço apanhar???
percebi que a antiga estava bem corrida então mudei muuuuuuita coisa
é uma nova fic!
rsrsrsrsr
Damon
O ódio que eu estava dela era horrivel, menininha idiota, por causa dela eu perdi meu irmão... Ou pelo menos estava perdendo, encostei na parede e senti a dor e a culpa, eu o tratei mal em seus últimos dias, eu sou um IDIOTA. Voltei para dentro do quarto daquela imbecil e sem medo por estar no hospital gritei.
—PARABÉNS—Sai desesperado, tinha que contar para meus pais, ao sair, depari com Michaela no corredor.
—Eu entendo seu ódio, mas a minha filha não tem culpa!—disse com lágrimas nos olhos—Ela está sofrendo tanto uanto você. Para com isso Damon... Por favor—suplicou, sem dizer nada sai pisando duro.
Elena
Estava ali chorando e doida para levantar e correr para perto de Steff, meu amor... O que foi que eu fiz? Damon queria me matar mais do que nunca e eu queria sumir, apenas! Minha mãe entrou e colocou a bolsa em cima da poltrona, me deu um beijo na testa e eu a abracei firme.
—Mãe, fala pra mim que é mentira, é só mais uma provocação do Damon?! Por favor mãe—solucei e ela me apertou ainda mais
—Filha eu queria te dizer isso, mas não é, ele esta falando a verdade, meu anjo, calma! Ele vai sair dessa.
—NÃO—gritei com dor no peito—NÃO! MÃE.
—Calma meu anjo—ela estava desesperada tanto quanto eu, Steff era como se fosse seu filho, as vezes era mais bajulado do que eu.
—Mãe a culpa foi minha!—me culpei
—Elena, nunca mais diga isso... Você me entendeu?! Nunca mais!
—Foi sim, eu fui uma idiota, eu... —entrei em pânico —Eu não consigo respirar mãe, eu tinha que estar no lugar dele.
—Elena Gilbert, não diga mais isso, amor, calma! Vai passar—ela me balançava como se faz com uma criança perdida que chora sem parar, era como eu estava me sentindo.
...
Os dias voaram, o natal... Ah o natal, meu feriado favorito, esse ano foi meu terror... Os médicos não me deram autorização para que eu visitasse Stefan, o que me deixava com um grande ódio... Precisava ver ele. Desde o dia do hospital, não havia visto Damon... Minha mãe ia visitar Steff todos os dias e segundo ela Damon não sai de perto do irmão, sempre com grandes olheiras e havia emagrecido horrores, eu tinha pena dele, sabia que ele me culpava, mas juro que no fundo o entendia... De verdade, eu o entendia... Não tinha irmãos, exceto por Candy e Soff que eu costumava a considera-las como irmãs, se eu as perdesse, morria. Candy e Soff vinham todo dia me bajular, me ajudavam a dar uma volta pela casa, já que tinha melhorado meus movimentos e precisava andar. O ano novo foi ainda pior que o natal... Um pouco melhor porque sabia que poderia visitar meu amor no dia primeiro de janeiro. Desde então, fazia de tudo para que minha perna melhorasse e eu conseguisse ir sem muleta para o hospital.
Janeiro de 2009:
Meu pai parou na frente do hospital e me olhou preocupado, estava com uma leve dor na perna, mas estava sem muleta e conseguiria andar.
—Princesa, tem certeza?—perguntou meu pai
—Claro Pai!
—Ok, estou te esperando aqui! Sabe que pode me ligar né?!
—Obrigada—murmurei e o abracei
Assim que entrei, olhei atentamente o local onde fiquei por dias, o pesadelo havia voltado em minha mente. Passando pelo hospital, as pessoas me olhavam e sorriam para mim, enfermeiros e médicos que haviam se acostumado comigo. Cheguei no corredor em direção ao quarto 229A, como minha mãe havia me orientado. Assim que cheguei uma senhora de cabelos castanhos com leves fios brancos e um olho azul igual de Damon, muito parecida com ele, ao seu lado um senhor que era o meu Stefan velho.
—Boa tarde—disse—A senhora é a dona Edna?—perguntei
—Sim!—respondeu confusa —Você?
—Eu sou a Elena... A namorada de Stefan
—Ah—me olhou e se aproximou—Você é muito mais linda pessoalmente do que nas fotos ou do jeito que ele te descrevia. —Não se conteve e me abraçou, eu chorei junto com ela. O Senhor se aproximou e me olhou sorridente.
—Eu sou Robert! —disse —pai de Stefan. Você é muito bonita, que ocasião nos encontramos né?
—É... Preferia que fosse em um domingo... Almoço de familia e que Stefan estivesse bem...—enxuguei minhas lágrimas sentindo outras rolarem.
—Com certeza, mas acredito que logo teremos isso—disse Robert sem certeza
—É claro meu Rob, é claro—Edna o abraçou e começou a soluçar
—Elena, eu vou levar Edna para tomar um suco... Entre querida a porta está encostada, fique á vontade em conversar com ele, o médico disse que faz bem.—assenti. Abri a porta e me deparei com Damon sentado de costas para a porta, assim que ouviu o barulho se virou para olhar para a porta.
—Desculpe Damon... Eu volto mais tarde—puxei a porta de volta
—Não Elena...Pode entrar, por favor—minha mãe tinha razão, ele estava acabado.
—Não quero brigar, só queria vê-lo, pode ser? —disse chorando.
—Não vou brigar, pelo contrário, queria que me desculpasse—olhei para ele espantada. Damon me pedindo desculpa?—Desculpa por ter sido imaturo, por ter te xingado várias vezes, por te culpar pelo acidente, por dizer que... —começou a chorar, o quê? Chorando?—dizer que a Katerina era melhor, quando eu a contei, sabe o que ela fez? Apenas disse que não iria vim ver-lo, não queria presenciar morte, sua amiga ficou em coma e teve que aplicar eutanásia, Elena eu estou sem chão, me desculpa, eu queria o melhor pra ele, sou idiota, estupido, você o fazia bem! E eu não percebi—bateu na mesa e eu pulei para trás assustada. Ele estava descontrolado e chorava, sem perceber o abracei e ele apertou meu ombro, choramos juntos frenéticamente.
—Eu te perdoo—murmurei—Eu amo seu irmão Damon, amo ele demais...
—Eu sei... E ele também a ama...e você como está? —disse olhando a minha perna.
—Bem... Bem—sussurrei e fui até Stefan—Stefan, amor, vai ficar tudo bem, eu juro, logo você vai sair dai, vai estar comigo, vamos casar, ter filhos, e fazer tudo que planejamos, prometo!—beijei seus lábios e sentei na beira da cama, molhei sua bochecha com uma lágrima e limpei com os dedos.—Sem contar que eu juro, o seu macarrão é bem melhor que o do Chez Joel, não me deixe sem ele, não posso ficar sem ele, sem você, sem seus “eu te amo” , sem... —Descontrolei e o abracei desesperada—acorda! Stefan, não brinca, eu detesto brincadeiras, acorda! —disse batendo na cama—Acorda, acorda, acorda—Damon me pegou pelo cotovelo e me abraçou.
—Hey... Shhhh... calma Elena...Shhhhhhh! Vai ficar tudo bem! —o abracei ainda mais forte e enterrei a cabeça em seu ombro.
—Tinha que ser eu Damon, eu queria poder estar no lugar dele... Eu queria...
—Elena, shhh Deus sabe o que faz, se você estivesse ai ele estaria em meu ombro pedindo para estar ai e assim sucessivamente, Elena... Calma, vai passar, se me permitir te ajudo a enfrentar essa, quero que esteja comigo que estarei com você.
—Promete?—perguntei
—Claro—beijou minha testa—Você é tudo para ele, então... Quero cuidar de você!
Fevereiro de 2009
Dois meses havia se passado, todos os dias de manhã eu ia visita-lo, contava tudo o que estava acontecendo em minha casa, que tinha sido aprovada na U of T (University of Toronto), para fazer veterinária, mas não queria ir, mas meus pais queriam muito que eu fosse... Mas largar stefan não estava dentro de meus planos.
—Amor sabia que Candy esta namorando? É! Eu também me espantei—contei enquanto penteava seus cabelos—ele se chama Klaus é quatro anos mais velho que ela, a faz feliz, estão juntos há um mês mas acredita que ela esta mudando, esta mais responsável, ah! Estamos planejando, assim que você sair do coma vamos sair nós seis, Candy e Joseph, Soff e Ty eu e você, vamos comer o macarrão, do Chez Joel, ah eu e Damon viramos até amigos, acredita?! Bem que você disse, ele é legal...Ele é gente boa, às vezes me lembra você, Stefan acredita que esses dias ouvi Big girls Don’t Cry! E entendi o porquê eu teria que se lembrar de você, porque diz que grandes garotas não choram, e meu amor, é o que eu tenho tentado fazer todos os dias, não chorar! Não consigo mais entrar no Starbucks, sinto você em cada pedacinho do Canadá, vi o Will I Am e lembrei do seu ataque—sorri—não dá para não pensar em você! —sentei no sofá e coloquei a mão na cabeça.
—Toc, toc! —Disse Damon imitando o barulho da porta. Ele havia escutado o que eu disse?—Você não tem mais vida?
—Porque esta me perguntando isso?— o olhei
—Toda vez que eu venho aqui, você está ai grudada com ele.
—Que vida você quer que eu tenha?
—A de qualquer menina de dezoito anos.
—Damon, eu não tenho porque viver... Stefan está aqui, e eu também... Ele é o que me fazia ser feliz!
—Sua mãe me contou da U of T... Fiquei muito feliz por você! Veterinária... Quando vai?
—Não vou!
—Como assim? Elena é a U of T!
—Sim!, mas é o stefan!
—Vai ficar ai, você não vai estar longe, é em Toronto, perto daqui para com isso Elena—sentou ao meu lado na cama.
—Damon, já decidi.
—Ok, não vou discutir, vai pra casa, eu fico com ele.
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