Engaged

1 Capítulo único.


Notas iniciais
Quase um mês sem postar algo na categoria Kuroko no Basket, mas finalmente apareci novamente com essa one-shot que almejava escrever há tanto tempo e que finalmente consegui (e terminei!).
Bem... Dessa vez venho com uma one-shot bem extensa. Amei escrever cada palavra. Confessando aqui que fiquei insegura em postar, mas, no fim, aqui está. E espero que gostem! Boa leitura (;

- P.s.: E aqui, por último, venho (fazer uma palhaçada) dizer que esta one-shot é dedicada à minha pessoa, porque eu mereço e porque isso me deu trabalho para escrever. Simples assim u.u

Aomine Daiki não era uma pessoa muito romântica. Este era um fato incorrigível. Indiscutível. Na maior parte do tempo ele era irritante, preguiçoso e sem educação. Além de ser extremamente impaciente. Por mais que nos últimos tempos ele tenha se tornado uma pessoa diferente, às vezes melhor, Daiki era indomável. E com um gênio incrivelmente difícil. Teimoso. E quando ele colocava alguma coisa em sua mente, era muito improvável que alguém conseguisse tirar. E ele, definitivamente, tinha algo em mente. Só precisava descobrir como fazer as coisas devidamente certas... – ou talvez não tão certas assim.

Quando ele havia tomado uma decisão tão importante? Nem ele sabia. Provavelmente no mesmo momento em que percebeu que a vida é curta demais e que sempre pode ser tarde demais, mas nunca cedo demais. E desde que essa realização lhe ocorreu, Daiki andava com as mãos nos bolsos da calça e com a mente distante.

Hoje ele iria buscá-la no consultório em que ela trabalhava para que ambos pudessem ir para casa e descansar de mais um dia árduo de trabalho. Ele estava em seu apartamento e acabara de sair de um banho relaxante. Enquanto andava pela casa, com uma toalha sob os ombros e ainda um pouco molhado devido ao banho tomado, várias coisas iam passando pela mente do prodígio do basquete. Foi até a sala e pegou o celular que estava em cima da mesinha de centro e o levou consigo para a cozinha. Ele abriu a geladeira para ver o que encontrava de comestível e, para sua não tão surpresa assim, não havia algo a mais que água, leite e refrigerante. Suspirou pesadamente. Colocou o celular no bolso da calça jeans que trajava e foi para o quarto, pegou uma camisa qualquer e vestiu. Pegou um par de tênis e sentou-se na cama para que pudesse calçar. Pegou sua carteira e a colocou no bolso.

No exato momento o celular tocou e na tela brilhava o nome de sua namorada, Satsuki.

– Já posso ir te buscar?

– Sim, já acabei, pode vir, Dai-chan.

– Chego aí em alguns minutos. Até mais.

Desligou o telefone e foi em direção à porta, passando pela sala e pegando as chaves do carro. Passou no posto de gasolina para abastecer e depois foi em direção ao consultório da rosada, que o esperava já no térreo do prédio. Ao vê-lo estacionando o carro, se despediu da recepcionista e foi ao encontro dele. Abriu a porta e adentrou o veículo, fechando a porta em seguida.

– Demorei?

– Não, eu me atrasei um pouco lá em cima com alguns papéis. – Depositou um beijo suave nos lábios do namorado. Sorriu.

– Oe, Satsuki, tem algum plano pra hoje?

– Nenhum, por quê?

– Porque eu tenho. – Ele respondeu com aquele típico sorriso de canto de boca.

Satsuki soltou uma risada enquanto ele ligava o carro e dava partida, dirigindo até o prédio onde ela morava. Já que não iam demorar por lá, ele deixou o carro estacionado do lado de fora mesmo. Subiram pelo elevador enquanto conversavam sobre assuntos corriqueiros, se perguntavam como havia sido o dia etc. Chegando ao andar, ela pegou as chaves e abriu a porta do apartamento e eles adentraram. Um local simples, mas aconchegante. Havia coisas de Daiki pelo apartamento, como algumas peças de roupa na área de serviço, alguns frascos de perfumes que ele usava, toalhas de banho, um par de tênis separado ao canto do quarto. No apartamento de cada um havia coisas do outro. Era assim que eles viviam há quase dois anos, já que ambos já não moravam na casa dos pais e nem em apartamentos que dividiam com algum colega de faculdade.

– Vou tomar um banho rápido e já volto. Mas só pra saber... Aonde nós vamos? Preciso saber que tipo de roupa devo vestir.

– Você fica bem que qualquer jeito, mulher. Se vista do jeito que achar melhor, mas vamos a um lugar simples...

Satsuki apenas meneou a cabeça afirmativamente e foi para o quarto, que por questão de praticidade e rapidez possuía um banheiro. Enquanto ela tomava o merecido banho e se arrumava, Daiki esparramou-se no sofá da sala, ligou a televisão e ficou zapeando os canais à procura de algo que chamasse a atenção. Por fim acabou por assistir a um canal esportivo que, para seu descontentamento, falava sobre o campeonato de futebol e não sobre basquete.

Daiki já jogava por um time de basquete profissional, mas nada que pudesse chamar a atenção, pois ainda queria preservar sua intimidade. Mas já tinha propostas interessantes e uma delas era a de jogar profissionalmente no exterior. Tinha muito o que pensar ainda, e deveria pensar junto de Satsuki. Era o mais certo a ser feito.

Enquanto Daiki se perdia em pensamentos, Satsuki já havia tomado seu banho e já estava pronta. O som dos passos dela o despertou de seu devaneio e ele desligou a televisão enquanto olhava para ela. A rosada vestia um vestido em tom lilás e sandálias brancas, manteve os cabelos soltos e optou por não usar maquiagem, apenas um gloss suave nos lábios. Ela sorriu e ele deu um pequeno sorriso de volta, levantando-se do sofá e indo até ela. Enlaçou-a pela cintura e o sorriso dela ficou ainda maior. O moreno levou a boca até o pescoço da rosada e depositou um suave beijo no local, fazendo com que a pele da mulher se arrepiasse.

– Linda, como sempre.

Aomine Daiki não era uma pessoa muito romântica. Mas é que Momoi Satsuki despertava algo sereno nele. E por ela, ele simplesmente ignoraria todos os conceitos sobre sua pessoa e seria um maldito príncipe, pelo menos algumas raras vezes, porque ela simplesmente merecia. Elogiá-la fazia parte desse raro pacote.

– Vamos antes que fique tarde. Antes que pergunte: Vamos comer alguma coisa e depois vamos dar uma volta. Quer comer alguma coisa em especial?

– Pra mim qualquer coisa estaria ótimo. To morrendo de fome, Dai-chan.

– Certo então. Depois não reclama...

A bela face foi tomada por uma expressão emburrada e ele deu uma leve risada. Deu um beijo estalado na bochecha dela e logo depois ambos saíram do apartamento, entraram no carro e deram partida.

Jantaram em um restaurante italiano simples. Um ambiente agradável e calmo. Perfeito para uma sexta à noitinha. Conversaram sobre banalidades, comentavam sobre os amigos etc. Pediram a conta e saíram do restaurante, entraram no carro e Daiki olhou para ela com um meio sorriso.

– Agora vamos a uma aventura. Como dois adolescentes...

Antes que Satsuki pudesse abrir a boca para protestar sobre alguma coisa ou mesmo que gritasse “Dai-chan!”, Daiki deu partida no carro e dirigiu para fora da cidade. Satsuki já estava mais que acostumada com as impetuosidades do moreno. Guardou para si as reclamações e seguiu calada por quase todo o trajeto. Satsuki conhecia aquela rota, e ela já sabia para onde estavam indo. Sorriu consigo mesma.

Embora fosse noite, o lugar estava cheio. Era verão e era sexta à noite. Havia muitos casais por ali e o local era muito bem iluminado, além de possuir um calçadão e alguns quiosques mais adiante. A praia estava movimentada, mas tranquila. Daiki estacionou o carro ainda um pouco mais adiante, distante de todas as pessoas, mas devido ao calçadão, o lugar onde estavam era iluminado pela luz do poste a uns metros de distância, mas ainda assim era possível contemplar a lua e as estrelas do céu de verão.

Daiki desligou o carro, tirou a chave da ignição e colocou-a no bolso. Abriram as portas do carro e saíram, fechando-as em seguida. Assim que ele se viu perto dela envolveu a cintura da jovem com os braços e beijou-lhe os lábios com carinho. Levou-a até perto do carro novamente e a fez sentar-se no capô, ao passo em que as pernas longas o envolviam pelos quadris e o puxavam para mais perto dela. Ele deslizou as mãos pelas deliciosas coxas expostas da rosada enquanto tornava o beijo mais intenso e envolvente. Satsuki encerrou o beijo momentos depois, pois os pulmões imploravam por ar, as bochechas estavam em um adorável tom rosado, parte pela falta de ar e parte pelo fato de estarem relativamente em público.

– Satsuki... – Daiki respirou fundo, puxando para seus pulmões o ar e para dentro de si um pouco de coragem que ainda lhe faltava. – Eu estou num puta estado de nervos que você nem tem ideia e também nem imagina o motivo...

– Dai-chan... – Ela ainda respirava profundamente. – Somos apenas nós dois... O que houve? – Satsuki o olhava de forma preocupada, já havia dias que percebia certa mudança no comportamento do moreno e gostaria que ele compartilhasse com ela o que fosse que estivesse o incomodando.

– Eu... – Ver Aomine Daiki desconcertado era algo extremamente inédito e absolutamente raro. – Desculpe, eu não sei como fazer isso de um jeito certo, Satsuki. – Ouvi-lo pedir desculpas era algo ainda mais inacreditável, provavelmente o que quer que fosse que o estivesse incomodando era algo realmente sério.

– Daiki, por favor, fala logo o que te incomoda, eu estou começando a ficar realmente preocupada com você... Você sabe que pode confiar em mim. – Agora ela realmente estava visivelmente preocupada. A rosada elevou as mãos e acariciou as bochechas do mais alto carinhosamente.

– Satsuki... – Ele a olhava nos olhos tão intensamente que era como se ele a visse inteiramente por dentro, ela retribuiu o olhar da mesma maneira. Daiki tremia internamente. – Nós vamos nos casar.

Os olhos rosados se arregalaram em espanto momentâneo e por breves instantes era como se o relógio esquecesse-se de mover os ponteiros. De alguma forma agora algo fazia sentido. O que não fazia sentido era a forma com que ele havia dito. Na verdade ele estava realmente afirmando. Quando Satsuki percebeu já estava rindo. Foi incontrolável.

Daiki estava realmente surpreso e assustado. Ele realmente não queria que aquilo parecesse uma piada e só queria entender o motivo de a rosada estar rindo. Na verdade ele estava preocupado.

– Oe, Satsuki...

– Desculpe, Dai-chan. – Ela voltou a olhá-lo nos olhos. Ele pôde ver que ela estava feliz e ser chamado pelo apelido carinhoso havia acalmado o moreno a níveis infinitos. – Tão você fazer as coisas desse jeito... Obrigada.

O sorriso que ela possuía nos lábios era sincero e contagiante. E ele pôde enxergar o sim que estava estampado ali. Não era preciso que ele se explicasse para que ela entendesse o que ele havia dito naquela afirmação. Ele queria ter feito as coisas como deveriam ser, mas ele não conseguia e ele sabia que ela entenderia isso. Talvez mais tarde ele tivesse coragem de perguntar adequadamente, mas ele estava nervoso e inquieto e apenas gostaria que ela lhe tranquilizasse. Eles uniram os lábios mais uma vez, dessa vez em um beijo tranquilo e suave. Apenas para selar uma promessa não dita, mas entendida.

Sem dizer mais uma única palavra, Daiki levou a mão ao bolso e retirou de lá uma caixa aveludada na tonalidade rosa, pequena e simples. Ele abriu a pequena caixa e a colocou no campo de visão da rosada. Satsuki agora não podia controlar as teimosas lágrimas que saíam de seus belos olhos. E em contraste com as lágrimas estava o enorme sorriso cheio de satisfação e alegria que estava em seus lábios ao sentir sua mão direita ser erguida pela mão maior do moreno e em seu dedo anular ser colocado um lindo anel de ouro com alguns simples detalhes. Ele apertou a mão delicada com a sua e depositou um beijo significativo nos lábios da jovem. Agora ele sorria, aquele sorriso tão lindo e tão dele.

Agora eles só queriam entrar dentro daquele carro e irem para casa. Acabaram por ir para o apartamento dela e lá entraram com dificuldade enquanto ele sustentava o corpo dela ao mesmo tempo em que abria a porta. Se amaram no sofá da sala enquanto o cômodo era preenchido pelas roupas espalhas no chão e pelos sons entoados por ambos. Gemidos, sussurros, frases inacabadas e palavras desconexas. Se amaram lenta de apaixonadamente, aproveitando cada centímetro do corpo um do outro.

Horas mais tarde, ainda sobre o sofá da sala e enrolados um no outro em meio a braços e pernas, Daiki deslizava os dedos pelas costas da menor em um ritmo suave e preguiçoso. Ela se aconchegava mais contra o corpo dele e sorria mais uma vez. E então aconteceu de forma natural e espontânea, sem nervosismo e sem medo.

– Você aceita se casar comigo? Me aceita em sua vida desse jeito torto que sou?

– Aceito. E já aceitei muito antes de você pensar em fazer essa pergunta, Dai-chan.

Depositou um suave e delicado beijo na testa de sua, agora, noiva. Enquanto aconchegava o corpo dela junto ao seu em seus braços, ali mesmo naquele sofá, agradeceu a Kami por tê-la consigo e por tê-la em sua vida. Sentiu uma onda de um sentimento calmo e tranquilo percorre-lhe o ser. Agora estava tudo certo. Sorriu preguiçosamente enquanto observava o rosto adormecido de sua rosada. Agora eles estavam devidamente comprometidos. Daiki sentiu os olhos pesarem e sentiu o cansaço o alcançar, então deixou que os olhos fechassem. Agora poderia descansar. Adormeceram entrelaçados, na paz do calor um do outro e na promessa de um futuro completo, no amor e na felicidade que perduraria e duraria.

Notas finais
E então, digam-me o que acharam.
Gostaram? Odiaram? Amaram? Detestaram?
Não importa o quê, apenas me digam suas opiniões, é extremamente importante, acredite.

Bem, então foi isso. Uma fic fofa e doce ao estremo. Foi requerida muita concentração e dedicação para escrevê-la. Valeu a pena ♥~

Não tendo mais nada a dizer aqui, nos vemos nos reviews (?).

Beijos e até uma próxima (;
[...] Que não sei quando virá, mas virá.~
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!