Enfrentando a realidade
29 Casamento/Férias/desentendimento
Notas iniciais
POV VIOLETTA
Eu bati na porta do quarto da Angie.
– Entra – falou ela.
– Papai ta no escritório ainda? – perguntei.
– Esta conversando com o Ramalho – respondeu ela.
– Bom... É amanhã – eu sorri contente.
– Violetta... Você esta bem com tudo isso?
Eu me sentei na cama.
– Sabe quando você ama muito duas pessoas e quer o melhor para elas, você quer a felicidade delas?
Angie me abraçou.
– Obrigada – ela apertou o abraço
– Promete que vai fazer meu pai muito feliz?
– Prometo – ela sorriu.
POV LUDMILA
Violetta saía do quarto da Angie, ela ia fechar a porta e eu não deixei.
– Tudo bem, eu vou falar com ela – sorri de canto.
– Ok – Violetta falou meio surpresa.
– Oi – falei baixo.
– Ludmila! – ela sorriu – Tudo bem?
– Tudo, eu só queria te desejar boa sorte amanhã – olhei para baixo.
– Eu achei que nunca ouviria a Ludmila me falar isto – ela riu baixo e me abraçou.
– É, eu sei...– eu ri sem jeito.
– Acho que você surpreendeu muito a todos, tenho orgulho de você ser minha aluna e amanhã serei também uma madrasta.
– Angie, você cuida mais de mim do que a Priscila que sequer me liga – suspirei . German então entrou no quarto. – Quero que saibam que foi com vocês que aprendi o que é um lar de verdade – eu sorri e sai do quarto.
Algumas lagrimas percorreram meu rosto, parecia que tudo era um sonho... Como da noite para o dia ganhei uma irmã que a um ano atrás eu odiava, família, amigos e até mesmo um amor.
POV VIOLETTA
– O que vamos fazer nas férias??? – perguntava Francesca animada.
– Sabe um lugar que eu ainda não fui?
– Aí nem vem com lugares aqui na Argentina, vamos viajar Violetta, já somos maiores de idade e ia ser o máximo viajarmos. Eu adoraria, por exemplo conhecer o Brasil. Ah, não é tão longe – falou Fran animada.
– Convença meu pai — revirei os olhos.
– Não é o seu pai que tem de convencer e sim a Angie — Fran riu baixo — Quando eles voltam de lua de mel?
– Quinze de janeiro — respondi
– Opa, eles vão passar o natal e ano novo fora então? – perguntou ela.
– Sim né, Fran – respondi.
– Em fim, vê com eles... To indo vejo você amanhã para nos arrumarmos juntas, beijo – falou ela saindo.
– Até amanha, beijo – respondi.
POV LUDMILA
– O que uma garota tão bonita como você faz aqui sozinha? – perguntou Frederico brincando.
Eu estava sentada no sofá lendo.
– Esperando um cara como você – sorri de canto.
Ele me envolveu em seus braços.
– Como uma garota como você pode estar apaixonada por um cara como eu? – ele aproximou seus lábios do meu.
– Eu me pergunto a mesma coisa – brinquei.
– Boba – falou selando meus lábios.
– Eu te amo, muito – falei de forma sincera.
– Eu te amo – ele me beijou mais uma vez e eu fui intensificando.
– Papai – ouvi uma voz falar baixinho em tom de brincadeira.
– Não tem graça – falou Frederico.
– Claro que tem – Violetta riu e se sentou também no sofá, pegou uma revista e começou a folha-la despreocupadamente. – Podem continuar finjam que eu nem estou aqui.
Atirei uma almofada nela e Frederico atirou outra, quando nos demos conta estávamos numa guerra que durou alguns minutos e acabou comigo e com Frederico no chão rindo demais.
– Garotas, até amanhã que o dia será longo e eu quero descansar – ele selou meus lábios e foi para o quarto.
POV VIOLETTA
Eu acordei bem cedo, eu e a Ludmila tivemos algumas tarefas que fizemos questão de serem controladas por nós, como por exemplo ir até o jardim que seria realizado o casamento e verificar que tudo estava perfeito.
Onze e meia da manhã pegamos um táxi e voltamos para casa e quando chegamos Francesca me esperava. Eu, ela fomos até o quarto da Ludmila para nos arrumarmos com ela.
– Então vai viajar com o Frederico?
– Sim! – Ludmila sorriu animada. Ela terminava de arrumar o cabelo da Fran. — E vocês qual é o plano?
– Falei com o papai ontem e ele deixou eu viajar para o Brasil com a Francesca, depois de ouvir um enorme sermão da Angie – falei animada.
– Sério? Ele deixou? Nem tinha me falado Violetta – falou Fran
– Ué to falando agora – respondi.
Ludmila riu.
Dois carros vieram buscar eu, Leon, Ludmila, Frederico, Fran e Diego.
Eu e a Ludmila cantamos Te Creo em uma versão mais lenta na entrada de Angie, a cerimônia foi muito simples e bonita, passou muito rápido e quando me dei conta já estávamos na pista de dança, todos meus amigos e os da Ludmila do Studio estavam lá.
Embora a música fosse bem agitada eu dançava lentamente com a cabeça escorada no peito do Leon, pois já estava muito cansada. Então alguém me chamou.
– Papai – sorri para ele.
Ele me puxou pela mão para se afastar da música alta.
– Vai ficar bem mesmo?
– Eu não tenho mais doze anos – revirei os olhos.
– Eu te ligarei todos os dias, já decidiu o que quer de natal? Eu te mando de lá.
– Pai, aproveita sua lua de mel, eu vou ficar bem... Prometo, ta?
Ele sorriu.
– Você cresceu muito... Precisa de mim para conseguir visto para o Brasil?
– Não, eu vou resolver isso com a Fran esta semana – respondi.
– Tudo bem – ele me abraçou forte.
Angie e papai foram então pegar o avião. A festa continuou até as seis. Mas eu e a Ludmila tivemos de esperar carregarem algumas coisas, Frederico e Leon esperaram com a gente. Depois pegamos um táxi e fomos para minha casa que estava vazia já que demos folga para Olga e Ramalho.
Quando acordei no outro dia Leon não estava mais ao meu lado. Olhei pela janela e ele estava na piscina com o Frederico e a Ludmila, então vesti meu biquíni e fui até eles. Depois de um tempo saímos da piscina, eu e Leon ficamos sentados no jardim, Ludmila e Federico foram passear.
– Leon, eu vou viajar com a Fran.
– Para onde? – ele me olhou surpreso.
– Pro Brasil, por alguns dias – respondi.
– Vou morrer de saudades
– Eu também – sorri largo e selei seus lábios, depois suspirei aliviada por ele não encrencar.
POV FRANCESCA
Apesar de Diego não ter... Aprovado tanto assim minha viagem, talvez tenha sido ciúmes, medo de eu conhecer outra pessoa, ou sei lá eu já estava no aeroporto com Violetta. Diego segurava uma das minhas mãos e olhava tristonho para baixo e na despedida me disse um seco “tchau”.
A chegada ao Brasil foi bem legal, as praias eram muito bonitas.
– Já tinha vindo para cá Fran? – perguntou Violetta ao chegarmos numa casa que havíamos alugado.
– Eu tinha vindo pro Brasil uma vez, mas estive apenas no Rio de Janeiro, aqui não... Eu amei. – respondi.
Nós desfizemos as malas e Violetta foi ligar para o pai dela e depois para o Leon. Eu tentei ligar para Diego e tentei algumas vezes, mas ele não atendeu.
Os dias foram se passando ia tudo tão bem, eu e Violetta acordávamos bem cedo e íamos caminhar na praia, a tarde conhecíamos a cidade ou simplesmente ficávamos em casa assistindo TV ou conversando, em algumas noites quando havia fogueiras e festas na praia íamos.
Diego não retornou nenhuma ligação... Acho que é a primeira vez que nos desentendemos de verdade. Quando voltamos a Argentina não veio me buscar, mas valeu a pena eu ir ao Brasil, afinal Violetta vem sempre em primeiro lugar na minha vida porque a amizade vem sempre antes do amor, ao menos é assim que eu penso. Porém isso não quer dizer que eu vá desistir do meu amor por aquele que tornou meu mundo muito mais completo.
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